lista de arquétipos

Lista de arquétipos em psicologia

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Mesmo diferentes culturas são capazes de chegar a um senso comum quando se pensa em uma mesma ideia. São os arquétipos, projeções que acabam por idealizar determinado objeto no universo. Vamos entender melhor do que se trata e conferir uma lista de arquétipos para exemplificar.

O que são arquétipos?

Arquétipos se tratam de um conjunto de representações do modelo ideal de qualquer coisa integrada em nosso inconsciente. Basicamente, são ideias pré-concebidas a respeito de alguma coisa com base no senso comum. Assim, quando pensamos em algo imediatamente fazemos associação com outras coisas que se relacionem com aquilo.

Em palavras mais simples, arquétipos são respostas automáticas quando você pensa em alguma coisa. Por exemplo, quando alguém pensa em um cachorro, certamente o vê como um companheiro fiel e nosso melhor amigo. Nesse caso, podemos afirmar que o cachorro representa o arquétipo da lealdade.

Dada à imensidão dessa captação, surge uma lista de arquétipos gigantesca, mas interessante de se observar. Com base nela percebemos o quanto somos conectados, mesmo que indiretamente, por nossas perspectivas de mundo.

 

As origens do arquétipos

Foi Carl Jung quem estabeleceu as origens desse trabalhou e deu o material para fundamentarmos a lista de arquétipos. Para ele, o inconsciente era parte individual e parte do coletivo. Nisso, esse setor secreto da mente seria um espaço herdado culturalmente que estimula nossa forma de ver o mundo e as experiências.

Arquétipos acabam designando as memórias e experiências que nossos antepassados tiveram. Por conta disso que Jung defendia que todos nós não crescíamos isoladamente da sociedade, pois o ambiente cultural nos influencia. Nesse caminho são repassados a experimentação da própria realidade e padrões de pensamento.

Jung indicava que os símbolos e mitos presentes em cada cultura resultam de uma base emocional e cognitiva herdadas de nascimento. Com isso, sua ideia do inconsciente coletivo acabava validada por nossa vivência e repetição. Enquanto dividimos parte de nossa mente com os outros, temos a nossa própria individualidade.

 

Padrões de comportamento

O próprio Carl Jung defendeu que a lista de arquétipos era um compilado com padrões de comportamento. Através disso poderíamos explicar eventos passados, sejam com nossos ancestrais ou da própria humanidade em seu início. Nesse caminho, estipulou:

Para ele, arquétipos são imagens primordiais, presentes em nosso imaginário, que ajudam a explicar histórias passadas, vividas por outras gerações.

 

Imagens primordiais

Essas imagens primordiais são as bases que constroem nosso imaginário pessoal e coletivo. Acabam se originando da repetição de uma mesma experiência por muitas vezes, embora por pessoas e épocas diferentes.

 

No inconsciente coletivo

Com o passar do tempo, essas imagens acabam sendo acomodadas no inconsciente coletivo e fazendo parte de todos. Dessa forma, não ficam presentes apenas em nossas mentes, mas nas mentes das demais pessoas ao redor do mundo. Mesmo com as distâncias culturais, é possível formar imagens idênticas sobre as mesmos ideais e objetos.


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Como os arquétipos se expressam?

Compreendendo melhor a lista de arquétipos, se percebe que são padrões de símbolos e imagens que se manifestam de variadas maneiras. Independente dos aspectos culturais, se manifestam de modo herdado em cada geração. Assim, um arquétipo acaba modelando um pedaço desse inconsciente coletivo e se conecta com a geração que está por vir.

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Carl Jung afirmou que todas essas imagens são universais e perfeitamente reconhecíveis de qualquer lugar. Não existe barreira linguística ou social que possa impedir da grande massa reconhecer tais fenômenos. Mesmo que não perceba, isso continua a ser vivido e repassado cultural e continuamente.

Muitos terapeutas se valem da lista de arquétipos em seu trabalho como forma de ajudar os seus pacientes. Por meio dela é possível detectar conflitos internos vividos do consciente com o inconsciente de cada um.

 

Genética

Jung costumava observar a genética para estudar os arquétipos durante as passagens do tempo. De acordo com ele, o corpo e a mente estavam conectados, se relacionando e reagindo um ao outro constantemente. Aqui ficaria visto que as estruturadas que dão sustentabilidade em nosso comportamento poderiam ser repassadas.

Nessa proposta, cada pessoa recebe um histórico mental que foi alimentado por seus antepassados e isso inclui os arquétipos. Embora na sua época não tenha recebido embasamento científico o suficiente, a neurociência hoje defende de maneira rica essa proposta. O próprio crescimento das conexões neurais se mostra como um exemplo.

É indicado que esse caminho é alcançado graças ao nosso código genético juntamente com as experiências de vida. Dessa forma, a teoria de Jung se mostra mais convincente ao indicar que o organismo se conecta com nossas vivências.

 

Arquétipos dentro da publicidade

Quando nos atentamos percebemos que a lista de arquétipos se encontra em qualquer lugar, inclusive na publicidade. Isso porque fica muito mais fácil definir o perfil dos consumidores e direcionar produtos específicos a eles.

Isso fica bem evidente na obra O herói e o fora da lei, das escritores Margaret Mark e Carol S. O livro relaciona muito bem os arquétipos criados por Jung e os produtos que cada um poderia gostar. Veja a Nike, por exemplo, que se vale dos ideais defendidos por heróis e os aplica em seus produtos.

Por sua vez, os foras da lei se encaixam com produtos mais ousados, como carros ou motocicletas. Simplificando, se criam esteriótipos e se prepara o produto para atender as expectativas do público-alvo. No caso das motocicletas, um piloto barbudo, cabeludo e de jaqueta combina bem com esse perfil.

 

Lista de arquétipos

A lista de arquétipos possui uma variedade grande de símbolos, indo além dos alcançado por Jung. É perfeitamente recomendada para que possamos traçar o perfil psicológico e as características de alguém. Alguns dos mais comuns são:

 

Lista de arquétipos da psicologia

 

1. Animus e Anima

Animus fala do lado masculino da mulher enquanto anima do arquétipo feminino no homem. Temos aqui o arquétipo dos papéis de gênero.

 

2.  A Mãe

De modo simplista, esse arquétipo designa todo o comportamento materno e gentil que temos na vida.

 

3. O pai

Aqui temos a autoridade que conduz e orienta os demais a viver com base em seu exemplo.

 

4. Pessoa

Mostra um aspecto que queremos mostrar de nós mesmos aos outros.

 

5. Prestativo

Aquele que gosta de ajudar os demais e nutre empatia, mas pode acabar se colocando em segundo lugar às vezes.

 

6. Sombra

É tudo o que queremos deixar guardado e em segredo, já que não é moralmente aceito.

 

7. Herói

Oposto da sombra, o arquétipo do herói é determinado, mas também ignorante e pouco reflexivo sobre combates.

 

8. Explorador

É um espírito livre, não se apegando a nada e tem a liberdade acima de qualquer coisa.

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9. Sábio

Este costuma dar luz à jornada do herói, carregando grandes conselhos e conhecimento.

 

10. Governante

Adora o poder e controlar qualquer situação, incluindo as pessoas. Dependendo da maneira como influenciam, podem ser bons líderes.

 

11. Trapaceiro

Costuma quebrar regras, sendo um astuto que busca ver os limites das autoridades e tirar algum proveito.

 

12. Criador

Sempre criativo e inovador, carregando uma mente fervilhante e cheia de ideias.

 

O que achou da lista de arquétipos

A lista de arquétipos acaba traduzindo aspectos universais em relação à mente e postura do ser humano. Por meio deles conseguimos encontrar ideias que retratam bem a conexão que a raça humana possui através das gerações.

Nós listamos aqueles arquétipos mais importantes na Psicologia, arquétipos que se tornaram também muito usados nas artes. Você teria outros arquétipos a mencionar? Deixe seu comentário abaixo.

O entendimento sobre eles pode ajudar a compreender melhor a sua postura diante de algumas situações. Tenha em mente que é uma maneira de analisar a sua personalidade, entender o seu comportamento e encontrar conexões pessoais com o mundo.

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