mecanismos de defesa na psicologia

Mecanismos de defesa na psicologia e psicanálise

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Um dos temas mais frequentes dentro das ciências psicológicas, denominadas de ‘Ciências P’ (Psicologia, Psiquiatria, Psicanálise) cujo foco primordial de todas elas são os atos psíquicos, porém cada uma com seu objeto peculiar, são os Mecanismos de defesa na psicologia dos indivíduos, escopo dos estudos por vários pesquisadores e analistas no mundo todo dedicados ao tema.

Mecanismos de defesa na psicologia

Os mecanismos de defesa psicológicos das pessoas, também, chamado por alguns analistas de mecanismos de ajustamento são fatores estudados mundialmente porque onde existe uma pessoa (um indivíduo) considerado normal e mesmo que seja portador de alguma patologia psico-mental existirá com máxima certeza a aplicação de algum ou de um conjunto de mecanismos de defesa psicológicos em várias situações existenciais.

Na realidade, os mecanismos são ações ou reações psicológicas que tem por objetivo defender ou reduzir ou ainda mitigar (extinguir) riscos e perigos que podem colocar em constrangimentos a pessoa diante de cenários adversos ou óbices funcionais ou estruturais na suas interações seja elas interpessoais ou sociais. E quando falamos em sociais implica todas possíveis em várias esferas de interação. O processo de reação pode ser consciente ou inconsciente.

Neste diapasão, a Psicanálise, uma linha da psicoterapia como uma técnica e método científico emergente e passou a dar a sua inestimável contribuição dentro do seu objeto peculiar que é o inconsciente. Não podemos perder nunca de vista que o objeto da Psicanalise, por excelência, é o inconsciente.

Mecanismos de defesa na psicologia e psicanálise

A Psicanalise entrou no rol das ciências P, depois de sistematizada por Sigmund Freud (1886-1939) quando ele configurou a segunda tópica, estruturando o chamado AP, (Aparelho Psíquico), onde alguns mecanismos ficaram ligados ao Id, parte inconsciente, outros mecanismos ligados ao Ego, a parte consciente do sujeito bem como também ao Superego, a parte do pré-consciente das pessoas.

Para Freud, a mente que estaria alojada no cérebro consegue lidar com situações adversas ou óbices ameaçadores ou de perigo imediato ou mediato, estes considerados de longo prazo, acionando os mecanismos de defesa mais apropriados. E Freud estabeleceu alguns mecanismos. Vale destacar que a Psicologia e a Psiquiatria já haviam mapeado antes de Freud vários dos mecanismos de defesa alguns considerados conscientes e outros inconscientes.

Para muitos autores, a solução de vários conflitos tem sua resolução ou são equacionados ao nível do consciente e muitos deles via mecanismos de defesa. A pessoa quanto mais ansiosa, angustiada, deprimida ou possuindo um estado existencial que a coloque diante de uma possível patologia mental, acionam ou ativam os mecanismos de defesa psicológicos. Cabe aos especialistas da área ligados seus ramos, sejam psiquiatras, psicólogos ou psicanalistas lidar com os problemas compreendendo os mecanismos de defesa.

Mecanismos de defesa na psicologia e suas dinâmicas

Conhecedores da teoria dos mecanismos de defesas e suas dinâmicas terão como melhor interpretar a situação problema e direcionarem a questão para um desfecho melhor possível. A Psicanálise firmou uma posição de que são as entre outros estados existências, as angustias que mais provocam aplicação dos mecanismos de defesa.

Porém, divergentes analistas entendem que o espectro é mais amplo não sendo só a angústia o fator chave desencadeante. Existem outros gatilhos. Existe um entendimento de que o ansioso, aquele que quer capturar duma vez de forma antecipada o futuro ou seja, pegar o futuro em suas mãos, assim como os angustiado que vivem mergulhados e cristalizados no passado ou os que têm depressão que estão ligados ao presente, acionam os mecanismos de defesa psicológicos como tábuas de salvação.

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E este processo tem se agravado muito, alertam operadores da saúde mental, que atuam em interface dentro dos enfoques e atribuições das ‘ciências P’ interagindo com casos práticos de que é universal e vem efetivamente se agravando nas sociedades já consideradas pós-modernas dos tempos líquidos, sociedades e comunidades que estão vivenciando uma situação de disrupção.

Percepções disciplinares

Vale destacar que muitos atuam em várias vertentes e interfaces de forma inter, multi, pluri e transdisciplinares. Outras formas emergentes de interação social na pós-modernidade dos tempos líquidos vem se destacando e ganhando muita taxa de atenção como a atuação meta, poli e ecodisciplinares, estas mais ligadas nova visão emergente da sustentabilidade ambiental que segundo consta estão ganhando tração e vão se apresentar melhor na pós-pandemia.

Um exemplo a ser pinçado é a atuação da menina Greta Thumberg (Suécia, Estocolmo, 03jan2003, 18 anos) ativista ambiental que puxou toda uma nova visão interação eco disciplinar até então incabível o que gerou uma percepção meta e poli disciplinar, acima da transdisciplinar. A atenção e foco mundial, analisada por observadores operadores das ciências P, seria fruto da já emergente psicologia, psiquiatria e psicanálise em interface na ecodisciplinariedade.

A situação tem sido considerada mundial e mais grave em grande aglomerações humanas diante de desafios imensos que a pandemia também impôs. O mais recente problema global que tem colocado em xeque as comunidades no mundo todo é a pandemia do vírus Covid-19.

Mecanismos de defesa na psicologia na pós-modernidade

Muitos leigos então perguntam o que são esses mecanismos de defesa e se é possível ter consciência de todos eles, quantos aplicados frente a problemas muito sérios e como eles podem agravar ou amenizar ou mitigar uma crise, debelando o estado existencial e se eles estariam ou não validados pela pós-modernidade. Estas são as chamadas questões emergentes colocadas pelas ciências P.

Vale destacar e salientar bem que Freud, em sua obra ‘As neuropsicoses de defesa (1894) introduziu efetivamente o termo ‘defesa’ no sentido de uma representação incompatível que se opunha ao ego do paciente. Mais tarde outros estudiosos vão tentar explicar o mecanismo de defesa como resultado do confronto do ego com uma experiência, representação ou sentimento aflitivo, que Freud já explanava.

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    Para muitos analistas, o indivíduo decide esquecer o motivo de tal sofrimento acionando os mecanismos de defesa. Existem segundo analistas pelo menos catalogados em torno de quinze tipos de mecanismos de defesa conhecidos e explicados pelas teorias vigentes.

    Compendio de Psiquiatria

    A classificação mais completa dos mecanismos psicológicos teriam sido consignados no livro ‘Compendio de Psiquiatria’, uma parceria de dois notáveis psiquiatras, o Kaplan, HI & Benjamim James Sadock, um clássico ainda tremendamente atual adotado em várias universidades e centros de formação do planeta.

    Mecanismo foi definido de forma quase consensual como um conjunto de elementos rígidos, móveis uns relativamente a outros, unidos entre si mediante diferentes tipos de aglutinações podendo atuar de forma sinérgica e associada ou individualizada com propósito específico de buscar uma mitigação, ou transformação, ou movimento ou estabilização de comportamentos de forma a ajustar a pessoa ao desconforto onde o individuo seja confrontado.

    Os mecanismos mais conhecidos são a compensação, expiação, fantasia, formação reativa, identificação, isolamento, negação, sublimação, projeção e regressão. Em sua obra, Freud utilizou inicialmente oito mecanismos de defesa psicológicos, como o recalcamento ou repressão; a negação; a regressão; o deslocamento; o isolamento, a sublimação e a formação reativa.

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    Considerações finais

    Necessário salientar que ao sistematizar a Psicanálise, o Freud se focou predominantemente no inconsciente, que ele estabeleceu como sendo o objeto da nova forma ou linha de psicoterapia. O entendimento aprofundado de cada um dos mecanismos de defesa requer um estudo específico, que não é o caso neste enfoque.

    Posto isto, ficou então respondido o que são os mecanismos de defesa psicológicos, que eram conhecidos cerca de quinze mecanismos de defesa; que, Freud usou inicialmente oito mecanismos; que podem atuar tanto de forma consciente como inconsciente, pelo ego ou id e mesmo superego; que são usados para pelo menos, tentar uma estabilização de uma situação ou condição existencial ou mitigar um desconforto e estão validados na vigência inicial da pós-modernidade.

    Resta ainda, expor que estudos mais aprofundados dividiram os mecanismos de defesa psicológicos como os de natureza narcisistas (projeção, negação, distorção); os mecanismos de defesa neuróticos (controle, deslocamento, dissociação, externalização, intelectualização, racionalização, isolamento, formação reativa, repressão, esquecimento, externalização, anulação); os mecanismos de defesa maduros (altruísmo, antecipação, ascetismo, humor, sublimação, supressão) e finalmente, os mecanismos de defesa imaturos (atuação, bloqueio, hipocondria, introjeção, ação passivo-agressivo, projeção, regressão, fantasia esquizoide, somatização e retorno de agressão contra si).

    Sem sombras de dúvidas, impossível o estudo dos atos psíquicos sem conhecimento profundo dos mecanismos de defesa.

    O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima Oliveira([email protected]), licenciado História e Filosofia, PG Ciências Políticas, acadêmico de PG em Psicanálise, estudante e pesquisador de Psicanálise e Filosofia Clínica.

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