medo de enlouquecer

Medo de enlouquecer: sintomas, motivos e tratamentos

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O medo de enlouquecer é uma sensação que muitas pessoas sentem ao longo da vida. Podemos falar de diferentes causas para esse medo. No entanto, nem todos os casos se manifestam da mesma forma. Nem todas as pessoas acreditam que estão doentes pelas mesmas razões.

Contudo, existem determinados estados emocionais, físicos ou fisiológicos recorrentes que podem, de fato, levar uma pessoa a se alarmar, isto é, acreditar que pode enlouquecer. Chegando nesta crença, as pessoas se alarmam ainda mais ou percebem novos sintomas, tornando-se vítimas de um círculo vicioso autossustentável.

Para entender melhor sobre o medo de enlouquecer e seus principais sintomas, motivos e tratamentos, continue a leitura.

Medo de ficar louco

Em primeiro lugar, vamos tentar entender a história que a expressão “tenho medo de ficar louca” carrega consigo. Na antiguidade, era comum conectar a condição de loucura a causas espirituais, religiosas e místicas.

Por essa razão, o comportamento desviante recebia a interpretação de castigo divino, pelo qual o louco tinha de passar por uma remoção da sociedade, ou até passar por uma morte cruel na fogueira. No início do século XIX, os enfermos passaram a ser internados em locais especiais, sendo tratados com métodos como eletrochoque, contenção física e isolamento.

No entanto, somente em meados do século passado as primeiras drogas psiquiátricas foram sintetizadas. Então, não sem demora, foram oferecidos tratamentos de qualidade e a dignidade conferida aos pacientes psiquiátricos.

Fobia de ficar louco

A maniafobia também conhecida como dementofobia é o medo da loucura. Esse tipo de medo está subjacente a ataques de pânico comuns e transtornos obsessivos, com sentimentos de perda de controle que criam medo intenso.

Além disso, o fenômeno da dementofobia se manifesta com uma espécie de pensamento obsessivo, e imagens distorcidas da realidade. Todavia, essa sensação de irrealidade, comparável à despersonalização, gera calafrios e sintomas de ansiedade visíveis no indivíduo.

Vale destacar que pessoas com esta fobia, além de serem ansiosas, podem ser muito críticas em relação aos outros. Por outro lado, também não é implausível conceber que eles possam desenvolver outras fobias como resultado de sua dementofobia.

Em especial, não há nenhuma causa conhecida para a dementofobia. Porém, segundos os especialistas a genética e o ambiente de uma pessoa podem desempenhar papéis significativos. Isto é, alguém com histórico familiar de doença mental pode ter uma chance maior de desenvolver esse tipo de fobia.

Tratamento para dementofobia

Não há um tratamento projetado especificamente para o medo da loucura. A terapia de exposição pode ser uma das formas mais comuns e benéficas de tratamento. No entanto, o tratamento da dementofobia é complexo.

Ao contrário de outras fobias, como por exemplo, aranhas ou cães, no medo de enlouquecer não há estímulo claro que o sujeito evite fisicamente. Sendo o medo, portanto direcionado para um aspecto mental não visível a olho nu.

Medicamentos

Geralmente, a psicoterapia que emprega a terapia de exposição tem resultados satisfatórios no tratamento da fobia de ficar louco. No entanto, em casos graves, os medicamentos sob indicação de um psiquiatra podem ajudar a reduzir os sintomas de ansiedade junto com medo de enlouquecer que o indivíduo experimenta.

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Por isso, os medicamentos podem ser administrados durante o tratamento inicial ou de curto prazo em situações específicas e raras. No geral os bloqueadores beta são os mais utilizados no tratamento para o medo de ficar doido.

Afinal, esses medicamentos bloqueiam os efeitos estimulantes da adrenalina, como frequência cardíaca elevada, pressão alta e palpitações. Além de tremores na voz ou nos membros causados ​​​​pela ansiedade e medo de ficar doido.

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    Dessensibilização sistemática

    A dessensibilização sistemática é uma técnica utilizada em psicoterapia de orientação cognitivo-comportamental para o tratamento de fobias. Com o objetivo de reduzir os níveis de ansiedade relacionados a um estímulo do medo de enlouquecer.

    Além disso, esta técnica baseia-se no princípio fundamental de que um indivíduo não pode sentir ansiedade e relaxamento ao mesmo tempo. Partindo desse pressuposto, o terapeuta apresenta ao paciente estímulos capazes de causar ansiedade, com intensidade crescente.

    Dessa forma, enquanto o paciente está em estado de relaxamento profundo, o relaxamento acabará por prevalecer sobre a resposta ansiosa e substituí-la. Ou seja, essa resposta ocorre graças à dessensibilização emocional relacionada a esse estímulo específico.

    Terapia cognitivo comportamental

    A terapia cognitivo-comportamental é um tratamento psicológico de curto prazo que ajuda a modificar pensamentos, sentimentos e comportamentos negativos. Usando técnicas estruturadas, seu praticante de terapia tentará identificar a maneira como você pensa e como esses pensamentos te guiam para o medo de enlouquecer. 

    Dessa maneira, na TCC você aprenderá a questionar seus pensamentos negativos, além de reagir de forma mais positiva. Além disso, você pode ser solicitado a manter um diário para identificar como reage a determinados eventos.

    De modo geral, isso o ajudará a identificar padrões de pensamento, emoções, sentimentos e ações. Ademais, essa abordagem ajudará você a determinar se esses padrões são irreais ou se não são benéficos para você.

    Ioga

    Existem várias posturas de yoga diferentes que podem beneficiar alguém que sofre de dementofobia. Em parte, isso se deve ao estado mental meditativo que a ioga tende a emitir naqueles que a praticam de maneira consistente.

    Dito isto, a ioga pode ajudar a aliviar a ansiedade associada à dementofobia. Devido ao simples fato de que, ao praticar ioga, sua atenção será direcionada para algo mais produtivo.

    Além do mais, técnicas de relaxamento como respiração profunda e relaxamento muscular podem ajudá-lo a lidar com a ansiedade e o estresse ligada a dementofobia.

    Hipnose

    Dentre as técnicas mais eficazes para tratar a fobia de ficar louco, temos também a hipnose que é muito rápida e eficaz no tratamento. Através da hipnose, o profissional poderá acessar o seu inconsciente.

    Desse modo, ele terá acesso a memórias, sensações e pensamentos que causaram a fobia ou continuam a alimentá-la. Quando detectadas essas crenças limitantes, é colocado outras ideias em seu lugar para ajudá-lo a recuperar o controle.

    Portanto, ao combinar a exposição na imaginação com o estado de hipnose, é possível condicionar a ansiedade ao estímulo fóbico. Ou seja, podendo condicionar na mente do paciente um estado de relaxamento em vez de ansiedade à situação fóbica ou ao estímulo fóbico temido.

    Considerações finais sobre medo de enlouquecer

    Espero que tenha gostado do texto sobre o “medo de enlouquecer”. Se você deseja aprofundar seus conhecimentos acerca do tema, além de entender como a psicanálise trataria este problema, se inscreva em nosso curso de psicanálise clínica!

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