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A natureza humana segundo Freud e a psicanálise

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A natureza humana sendo olhada pela visão de freud a duas principais partes, corpo e mente, o corpo geralmente cuidamos com mais frequência, onde realizamos exames de rotina para ver se está tudo bem, fazemos exercícios físicos comemos melhor de forma mais saudável, já a mente é a qual comanda tudo, ao qual não temos o mesmo cuidado com ela, e pelo olhar de freud a nossa mente tem algumas divisões onde determina a estrutura do seu funcionamento sendo chamado de aparelho psíquico, fazendo assim movimentar o corpo e produzir o que sentimos dia a dia.

O Corpo e a natureza humana

O corpo responde aquilo que é mandado e controlado pela mente, pois dentro do psique humana freud nos mostra através das pulsões que cada estímulo tem uma fonte de conexão, dentro de cada toque, sensação ou olhar a um estímulo que é mandado para nossa mente, produzindo uma força com energia para executar o objeto de desejo, pois esse sentimento permanece até a sua total ou parcial satisfação, onde se não liberado ou inibido de ser realizado, pode gerar recalque para seu inconsciente gerando outras formas e meios para liberar esse estímulos e desejos, de forma negativa.

As pulsões têm por sua vez uma dualidade na qual nas definições existe a pulsão de ego (autopreservação), e pulsão sexual (preservação da espécie). “Para Freud, essas pulsões representavam o conjunto das necessidades e exigências ligadas às funções corporais, indispensáveis à conservação, desenvolvimento, crescimento e os auto-interesses do ego” (ZIMERMAN, 1999).

A natureza humana e a mente

A nossa mente tem um poder sobre nós, ao qual define todas as escolha que tomamos, desde as oportunidades perdidas até as bem sucedidas, e ter o autocontrole dela e a meta mais difícil de ser alcançada, a cada minuto temos o poder de nos auto sabotar plantando nela sensações e sentimentos irreais, aos quais acabamos cedendo sem se dar conta da realidade ao nosso redor, mais o que faz com que tudo isso aconteça? Como funciona essa máquina tão poderosa?

Para freud nosso aparelho psíquico é dividido em duas tópicas simples que são: 1° Tópica: o consciente, pré- consciente, e inconsciente, onde cada um deles exerce um papel muito importante onde o consciente é responsável por cada estímulos que recebemos do mundo externo e interno, sobre o raciocínio, atenção e percepção, já o pré-consciente funciona como uma grande biblioteca onde armazena todas as informações recebidas do consciente e as guarda, deixando sempre acessível tanto para o consciente quando para o inconsciente, onde será guardada toda informação reprimida ou esquecida, fazendo com que dificilmente lembraremos de volta.

2° Tópica e a natureza humana

Essa tópica ela e mais extensa e completa muito utilizada, e o que melhor define nosso funcionamento e nossa natureza mais primitiva fazendo a melhor compreensão dessa máquina, afinal assim como na primeira tópica ela também é formada por três níveis que são, ID, EGO e SUPEREGO, cada um deles também exerce um papel muito importante que e:

ID: E a parte mais profunda onde assim como o inconsciente ela reserva nossos desejos e vontades mais vastos e reprimidos fora daquilo que se considera moral, onde aqui também se é guardada as punções a qual nosso corpo transmite através das suas experiências sejam elas sexuais ou de autopreservação, essa parte da nossa mente e a única que nos acompanha desde o nascimento.

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EGO: consiste em ser o nosso equilíbrio, pois ele funciona pelo olhar que tem da realidade, buscando atender os desejos e objetivos dentro do que considera real, a maior dificuldade é que ele faz a regulação dos desejos do id verificando se realmente é possível torná-las reais em balanço as morais postas pelo superego.

O superego

Ele e o centro dos nossos princípios morais imposto pela nossa cultura e sociedade que convivemos desde a nossa infância, ela faz a produção de limites e o que nos faz criar as proibições do que é certo ou errado, e as autoridades ao nosso redor a partir da relação com nossos pais.

Conclusão

Quando encontramos o equilíbrio e a sobriedade da nossa mente o restante da nossa natureza também encontra paz, para freud se compreendemos como é o funcionamento desta máquina tão complexa e perfeita, conseguimos assim nos compreender melhor a fim de ajudar mais pessoas a se encontrarem, pois a nossa mente controla tudo o que ocorre no nosso meio desde o menor detalhe ao maior e nem nos damos conta, portanto cuidar dela se torna algo crucial e muito importante tanto quanto o cuidado com corpo, que mutuamente se completam, pois naturalmente as reações e experiências que vivenciamos no dia a dia nos tornam mais completos em um todo e nos ensinam a cada dia uma nova lição.

Somos seres de uma capacidade extraordinária a onde nosso único desafio se torna o autoconhecimento e a busca pela compreensão das nossas ações e emoções que muitas vezes conscientemente ou inconscientemente ditam o rumo das nossas vidas.

Referências

ZIMERMAN, D. E. Fundamentos Psicanalíticos: Teoria, técnica e clínica. Porto Alegre: Artmed, 1999.

O presente artigo foi escrito por Rafaela Regina Krubniki([email protected]) Estudante de psicanálise clinica, com 25 anos, e mãe “solo” de uma menina linda chamada Cecilia.

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