O livro "O Mínimo que Você Precisa Saber para não ser Idiota" desperta muito interesse. Então, confira 7 idiotices presentes na obra!

7 idiotices do livro O Mínimo que Você Precisa Saber para não ser Idiota

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O livro “O Mínimo que Você Precisa Saber para não ser Idiota” desperta muito interesse por conta do título. Por isso, mostraremos 7 idiotices para que você conheça a obra. Então, confira nosso artigo!

Índice de Conteúdos

O mínimo que você precisa saber para não ser idiota: as polêmicas em torno de Olavo de Carvalho

Publicado em 2013, pela Editora Record, o livro “O mínimo que você precisa saber para não ser idiota” foi escrito por Olavo de Carvalho. Assim, o autor se autodeclara filósofo, além de ser jornalista e astrólogo. Contudo, suas declarações geram grandes polêmicas.

Nesse sentido, Olavo de Carvalho é um defensor da extrema direita. Ou seja, ideias conservadoras e, em sua maioria, contra à democracia. Por isso, Olavo foi condecorado em 2019, com a mais alta honraria da diplomacia.

Sendo assim, a Ordem Nacional de Rio Branco é dada a personalidades ditas únicas. Pois, são aquelas que “pelos seus serviços ou méritos excepcionais, se tenham tornado merecedoras dessa distinção”.  Desse modo, Olavo de Carvalho foi considerado o “guru” de muitos influenciadores.

Em 2020, o filósofo Olavo de Carvalho começou a criticar o presidente da república e até usou termos de baixo calão sobre a condecoração que recebeu. Ademais, afirmou que o presidente nunca foi seu amigo e que o presidente se aproveitou da situação. Assim, o filósofo e astrólogo começou a criar desafetos tanto no campo da esquerda quanto da direta.

De qualquer modo, é necessário todo esse contexto para entender quais são as ideologias que pautam o livro. Ou seja, entender qual o posicionamento político e ideológico nos quais Olavo de Carvalho se pauta.


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Ainda mais devido a polarização que o Brasil vive desde às eleições de 2018. Por isso, é preciso um olhar crítico sobre as ideias do livro “O mínimo que você precisa saber para não ser idiota”.

A problemática do termo idiota

Se estou chamando você de idiota? Claro que não. Estou convidando você a escapar desse estado, ainda que futuro, conhecendo para isso, entre outras coisas, a influência de canalhas (ou imbecis) sobre “a nossa vida, os nossos costumes, as nossas ideias”, “as nossas leis, a nossa moral, a nossa conduta”, através da obra de um (hum) sujeito formidável, que vale por dez.

Desse modo, também é importante refletir sobre o uso do termo idiota no livro. Mais do que uma estratégia editorial para chamar a atenção do público, a obra se propõe a ensinar os leitores. Contudo, a abordagem distingue, de forma preconceituosa, aqueles que são inteligentes dos “idiotas”.

Ou seja, aquelas pessoas que são consideradas ignorantes. Pois, estas não dominam determinados conhecimentos. Desse modo, o autor se coloca como superior a elas. Assim, Olavo de Carvalho assume a missão de educar os ditos ignorantes.

Porém, essa postura parece ser carregada de arrogância. Porque desconsidera a pluralidade de conhecimento das pessoas e a diversidade cultural no Brasil. Ademais, a falta de acesso à uma educação formal, isto é, a que é valorizada pela elite.

Estrutura do livro “O mínimo que você precisa saber para não ser idiota”

Agora, falaremos sobre as características do livro. Nesse sentido, a obra traz um conjunto de textos de Olavo de Carvalho publicados em diferentes jornais ao longo dos anos. Então, tais textos foram organizados e divididos em 26 partes em que são abordados temas como:

  • juventude;
  • conhecimento;
  • cultura;
  • pobreza;
  • democracia;
  • socialismo;
  • militância;
  • feminismo;
  • “gayzismo” (termo utilizado pelo autor);
  • religião;
  • educação.

Dessa maneira, o autor visa tratar de diferentes esferas da sociedade em um todo. Assim, apresenta seus conhecimentos em diferentes esferas e a relação com a vida no dia a dia. Portanto, a obra também conta com as notas de rodapé para que o leitor entenda o contexto em que o autor escreveu.

7 idiotices do livro “O mínimo que você precisa saber para não ser idiota”

Sendo assim, selecionamos 7 idiotices de Olavo de Carvalho nessa obra. Confira!

1. “Um homem tem de estar livre de toda fiscalização externa para ter a certeza de que olha para si mesmo e não para um papel social”.

Quando fala sobre conhecimento, o autor chama a atenção para a necessidade da análise interna de quem somos. Pois, somente aquele que é senhor de si é livre. Contudo, se não conseguir olhar sozinho para dentro de si, não é dono de si mesmo.

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    2. “Língua, religião e alta cultura são os únicos componentes de uma nação que podem sobreviver quando ela chega ao término da sua duração histórica.”

    Nesse sentido, segundo Olavo de Carvalho, a economia e as instituições são apenas o suporte, local e temporário de uma nação. Ou seja, os elementos não econômicos ganham maior relevância sobre os valores monetários.

    3. “Há quem neste país tenha nojo da corrupção oficial. Pois eu tenho é da caridade oficial.”

    Ao falar sobre pobreza, o autor chama a atenção para a falta de educação dos ricos em relação aos pobres. E assim, o modo como tratam e desrespeitam aqueles em condições de miséria.

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    4. “Não conheço um só líder esquerdista, petista, gay zista, africanista ou feminista que não corresponda ponto por ponto a essa descrição, que corresponde por sua vez ao quadro clássico da histeria.”

    Na nota “Os histéricos no poder”, datada de 2012, o autor chama todos aqueles considerados de esquerda como histéricos. Pois, são pessoas que cujos sentimentos emotivos são exagerados. Ademais, o uso do termo histeria chama a atenção para os transtornos psicológicos dessas pessoas. Ou seja, elas não agem de modo natural.

    5. “Sob qualquer aspecto que se examine, o socialismo não é de maneira alguma uma ideia decente, que se possa discutir tranquilamente como alternativa viável para um país, ou que se possa, sem crime de pedofilia intelectual, incutir em crianças nas escolas.”

    Ao falar sobre o socialismo, Olavo de Carvalho condena tanto esse regime, que até acredita que esse não deve ser ensinado nas escolas. Dessa forma, percebemos que o autor não propõem um diálogo sobre perspectivas diferentes das que ele defende.

    6. “Entre as diversas atividades sexuais, aquela da qual deriva a continuidade da espécie humana tem manifesta prioridade sobre as que se destinam somente a fins lúdicos ou deleitosos, por mais interessantes que estas pareçam a seus aficionados”.

    Neste trecho, o autor deixa claro as suas ideias sobre as relações sexuais com pessoas do mesmo sexo. Em especial aos homens gays. Pois, segundo Olavo, o sexo deve ser para a reprodução, o que a homossexualidade não tem condições de fazer.

    Aliás, o autor em diversos momentos Olavo de Carvalho usa o termo homossexualismo, não mais utilizado devido à conotação de doença. Ou seja, algo que deve ser tratado e combatido.

    7. “O advento da pílula e da camisinha, que os governos passam a distribuir alegremente nas escolas, soa como o toque de liberação geral do erotismo infantojuvenil.”

    Ao falar sobre pedofilia, o autor chama atenção para o fato de que as escolas, programas de televisão e até o cinema induzem os mais jovens às práticas sexuais. Assim, ele parece desconsiderar a educação sexual e a discussão sobre contracepção de doenças sexualmente transmissíveis e prevenção de gravidez na adolescência, por exemplo.

    Considerações finais sobre “O mínimo que você precisa saber para não ser idiota”

    Neste artigo, trouxemos 7 idiotices sobre o livro “O mínimo que você precisa saber para não ser idiota“. Então, para expandir seus conhecimentos, faça nosso curso online de Psicanálise! Assim, você terá acesso a diferentes teorias sobre a mente e o comportamento humano.

    2 thoughts on “7 idiotices do livro O Mínimo que Você Precisa Saber para não ser Idiota

    1. Amigos, vocês estão precisando urgentemente de revisão de textos.
      Abandonei a leitura depois de contar o 21º erro grosseiro (isso antes de chegar na metade do artigo).
      Eu havia pensado em fazer um curso com vocês, mas essa absurda falta de controle de qualidade depõe contra a credibilidade da instituição.

      1. Olá, Diego, tudo bem? Publicamos 5 artigos por dia (ou mais), alguns são de nossos alunos. É um grande esforço de construção de conteúdos, não existe ninguém em língua portuguesa que tenha um site com conteúdo similar nas áreas de psicanálise, psicologia e cultura. E não é só quantidade. Não nos julgue apenas por um texto. Vamos considerar sua crítica não como sendo um alinhamento ao Olavo de Carvalho, mas sim como uma crítica “construtiva” e vamos revisar gramaticalmente o texto. Aliás, seu comentário contém um erro gramatical: o correto é “chegar à metade” e não “chegar na metade” (nossa crítica construtiva). Sendo reciprocamente legítima sua intenção, veja alguns depoimentos de alunos e veja a lista completa de artigos de nosso blog, talvez sua impressão a nosso respeito se modifique.

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