O que é ontologia? Significado e exemplos

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Mesmo imersos em tanta tecnologia, o ser humano não abdica da sua constante busca sobre sua própria existência. Desde os tempos mais antigos à sua própria época, a humanidade tem buscado respostas e significados sobre si mesma. Veja o significado de ontologia e como tem servido de ferramenta a essas descobertas.

O que é ontologia?

Ontologia se trata de um ramo filosófico que busca a verdadeira razão do ser da humanidade. Nisso, procura buscar os elementos que validaram e continuam a qualificar a nossa existência. Sem contar a observação da própria realidade, a que vemos ou não e a natural e “fabricada”.

Acabou por ficar encaixada como uma ramificação geral da metafísica, o que a difere da psicologia, cosmologia e teologia. Isso porque a ontologia acaba se voltando a assuntos mais abstratos e abrangentes nessa área. Os outros elementos agora citados se categorizam como ramos específicos e mais independentes.

Por causa disso que ela e a metafísica acabam sendo vistas como sinônimos equivalentes, embora não seja verdade. A metafísica é quem dá origem aos métodos ontológicos, fomentando sua distribuição e categorização.

Berço

A palavra ontologia carrega a sua construção e crescimento no idioma grego, sendo ontos, ser, logia, estudos. Nisso, acaba englobando todas as questões que estão relacionadas ao significado da existência e do ser. Foi graças ao filósofo Alemão Christian Wolff que o termo se popularizou, definindo com a ciência do ser enquanto ser.

Com o passar do tempo foi ganhando cada vez mais espaço nas discussões profundas sobre o ponto de essência da vida. No século XIX, foi moldada por neoescolásticos que lidavam com os gêneros supremos do ser na primeira ciência racional. O idealismo alemão ministrado por Hegel, foi alimentado pela autoconsciência, ajudando a ver a ontologia como a lógica do ser.

Já no século XX, o relacionamento da ontologia com a metafísica deu origem a novos conceitos. Dentre eles, o de Husserl, que a via como ciência material das essências e formalizada. Por outro lado, para Heidegger é o primeiro movimento à metafísica existencial.

Questionamentos

Ao longo do tempo formularam perguntas bases ao desenvolvimento do processo de busca ontológico. Nisso se deu origem a perguntas simples, mas cuja existência fomentava grandes movimentos na comunidade filosófica. As perguntas fundamentais são:

O que pode ser considerado existente?

Aqui se questiona a própria realidade, buscando o que, de fato, é concreto e o que se mostra projeção.

O que significa ser?

Não basta apenas estar vivo. É preciso também achar as razões que contribuíram ao significado de nossa existência.

Quais entidades existem e por quê?

Além da humanidade, existiram modos de vida superiores o que não percebemos por completo ainda?

Quais são os vários modos de existência?

Além dessa, existem outros tipo de vida, como o pós-morte, por exemplo?

Dada à profundidade, os filósofos se empenhavam em usar métodos e classificações distintas para solucionar essas perguntas.

Por que utilizar uma ontologia?

Embora tenhamos evoluído bastante na busca por aperfeiçoamento, a humanidade não explorou nem 10% das possibilidades. Muito disso acontece porque estamos limitados aos recursos e modo de pensar de cada época. Contudo, a ontologia ajuda com um impulso necessário para trabalhar premissas simples, mas extremamente valiosas ao crescimento.

A materialização de alguns conceitos se torna melhor trabalhada quando somos guiados por essa ciência. É o elemento chave ao destravamento de perspectivas inovadoras que podem elevar nossas expectativas de algo novo. Ainda que tenha sua origem em um passado distante, guarda sua relevância no futuro mais próximo.

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A ontologia na ciência da computação

O uso das ontologias sempre foi um dos pilares da Web semântica. Como resultado, se mostrou como uma das tecnologias-chave, dando origem a uma série de aplicativos. Em suma, o uso dela serviu para o processamento de uma vasta quantidade de informação de modo mais eficaz.

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Muitos autores validam e confirmam o uso das ontologias na resolução de problemas envolvendo a construção tecnológica. Nisso, se constroem ricas bases de dados para o processo informacional de conhecimento. São elas:

  • Premissas básicas são deixadas implícitas nas bases de dados, com isso, impedindo a reutilização e compartilhamento do conhecimento representado;
  • Não há modelos genéricos comuns sobre os quais possamos construir bases de dados e aplicativos de maneira simplificada;
  • Não há tecnologia viável que permita acumulação incremental dos dados (isto é , estender rapidamente a base de dados).

Porém, a criação de aplicativos baseados em dados abertos não podem ser tão estáticos e direcionados a problemas específicos. É preciso que as bases de dados construídas sejam conectadas, compartilháveis e tenham a capacidade de lidar com conhecimento acumulado.

Divisões

Muitas posições filosóficas acabaram por contribuir na divisão de perspectivas sobre a ontologia. Nisso, se deu origem ao:

Monismo e Dualismo

O monismo indica que a realidade é feita apenas pelo universo, o único elemento. Nisso, tudo o que existe além dele são diferentes caminhos usados para ele se estruturar.

Já o dualismo entende que a realidade é constituída por dois planos, o material e o espiritual, corpo e alma.

Determinismo e Indeterminismo

O determinismo mostra a natureza como um conjunto interligado e sem livre arbítrio. Desse modo, nossas escolhas são resultados de coisas que já ocorreram.

O indeterminismo já afasta a ligação de causa e efeito relacionadas no item anterior. Feito isso, liga o livre arbítrio em questões antropológicas, mas sem defender todas as escolhas feitas ao acaso.

Materialismo e Idealismo

O materialismo ontológico mostra que algo só é real quando possui substância material.

Por fim, o idealismo indica que a realidade é espiritual e a matéria é uma ilusão da verdade.

Exemplos de ontologia

Ainda que pareça um tema difícil de ser trabalhado, a ontologia fica melhor explicada na prática. Os seus exemplos condensam muito bem como o processo se desenrola na prática. Temos:

Ontologias leves

Elas não se preocupam em definir com detalhes os conceitos que são apresentados. Basicamente, focam em definir a taxonomia que indica e representa a hierarquia desses conceitos. A exemplo, portais como o Yahoo! a AOL utilizam dela para fazer a categorização de uma grande quantia de dados.

Ontologias densas ou pesadas

Além de focarem na taxonomia, miram também a semântica entre os conceitos. Para desenvolvê-las é necessário é preciso a definição dos conceitos, organização baseadas em princípios específicos, definição semântica dos conceitos, relações… Etc. Criar uma base de conhecimento reutilizável e compartilhável é vital para definir essas ontologias pesadas.

Ontologias de domínio e de tarefa

As ontologias de domínio representam o conhecimento sobre determinado tópico. Já as ontologias de tarefa mostram a habilidade de aplicação desse conhecimento para sanar problemas em variadas situações. Fazendo a distinção correta, se torna viável criar bases de conhecimento e sistemas mais compartilháveis, modulares e extensos.

Considerações finais sobre ontologia

O trabalho com a ontologia permitiu que a humanidade transcendesse suas limitações para adentrar em um mundo novo. Com o tempo a mesma passou por pequenas ressignificações e expansões para melhor atender as demandas. Todavia, a sua essência permanece fortalecida e protegida com os valiosos resultados que conseguiu.

Como dito acima, parece complicado, mas a sua aplicação no mundo real mostra o seu funcionamento. Definir a nossa existência e razão de ser continua a ser um dos maiores movimentos feito pela sociedade atual. Escolher o caminho certo a trabalhar com isso influencia diretamente nos resultados.

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