o que é opressão

O que é opressão, manifestações e consequências

Posted on Posted in Comportamento

A opressão é a ação de oprimir. Oprimir significa “impor-se através da força”. Como mecanismo psíquico, para haver a força de imposição, um lado deve ter menos força. Veja a seguir mais informações sobre o que é opressão, pois existem diversas origens e formas de opressão, como: familiar, infantil, feminina, laboral, social, etc. Isso acontece porque ela também existe como crença, sendo assimilada especialmente na infância.

Crença em violência

Algumas pessoas agradecem por agressões sofridas quando crianças, porque “assim” não se tornaram “adultos bandidos”. Podemos verificar, porém, que o “assim” não significa “somente assim”.

Dessa forma, frases como essa podem também demonstrar a vivência num ambiente opressor, uma crença em opressão ou admiração pela agressão como via de poder.

Com esta crença, pode-se cometer equívocos, como apoiar:

  • Ideias sem razão;
  • Falta de preparo para funções;
  • Vício em controle e confusão;
  • Intolerância ao diferente;
  • Prazer com o sofrimento do colocado como “menor”.

Podemos nos lembrar que a via de aprendizado com opressão não é a única, nem a mais inteligente.

O que é opressão em crença em “dois pesos, duas medidas”

O filósofo Immanuel Kant (1724-1804) afirmou no seu “Imperativo Categórico” que devemos agir “como se toda ação fosse para todos”, como verdade universal. Essa é uma questão de Ética.

Há uma crença contrária na opressão: usar regras diferentes para pessoas diferentes. A mesma pessoa que oprime um vulnerável que não tem escolha, pode escolher não oprimir conforme interesses.

Crença em pessoas acima de qualquer questionamento em “o que é opressão.”

Outro meio de veicular opressão é através de alguém apontado como “mesmo equivocado, está certo”, portanto, através de uma crença facilitadora. Seria preciso retirar essa crença para se avaliar, ou avaliar outras crenças. Isso pode ser difícil, quando não se aprendeu a fazer isso pacificamente.

A crença num tipo de opressão pode ser cristalizada e até inconsciente por começar como padrões familiares e ser reforçada pelo social. Existe um aspecto de privilégios, idolatria ou ilusão sobre pessoas cuja opressão é permitida, entre outros, devido a:

  • Posição familiar ou social;
  • Recursos financeiros;
  • Fama
  • Vitimização.

Um opressor pode se colocar como vítima para ganhar força moral e oprimir. Assim, ser vítima de algo não deve ser motivo para gerar abusos.

Crença servil

Essa crença complementa a anterior. É sabido que no passado a criança era vista e tratada como um “adulto pequeno”, que “tem que ser algo e aguentar, dar trabalho em troca”. Assim, muitos relacionamentos familiares se assemelhavam a um contrato servil, o que pode acontecer ainda hoje, consciente ou inconscientemente.

A crença nesse “contrato servil” permite o adoecimento do sistema familiar, coletivo e até que condições psíquicas passem sem a devida orientação. Nesses casos, quem sofre, no que é opressão, pode não conseguir escuta para seu sofrimento, até mesmo de terapeutas.

Ao mesmo tempo, um opressor não é chamado a rever atitudes. Quando necessário, não é acionado a um tratamento por responsáveis ou pela coletividade, devido a crenças atrasadas de que “mesmo equivocado, está certo”.

Leia Também:  Motivação e Automotivação: guia de boas práticas

Impactos

Opressão gera angústia, ansiedade, e está associada às mais diversas condições e transtornos. A opressão resulta em diversos riscos, agressões à integridade física e psíquica, acidentes e enfermidades em todo o mundo, como enfermidades ocupacionais, que se refletem nos gastos sociais com saúde.

Os que sofreram opressão não vão saber de onde vem o mal-estar que sentem, quantas percepções, crenças – também sobre si e outros – perderam com agressões físicas e emocionais oriundas de um sistema opressivo.

    NÓS RETORNAMOS PARA VOCÊ



    Quero informações para me inscrever na Formação EAD em Psicanálise.

    Um ambiente opressor pode facilitar o surgimento de depressões, comportamentos obsessivos, fobias, dores e sintomas de fundo psíquico. Com a Psicanálise pode-se lembrar e trabalhar situações opressivas, por vezes identificando essas situações como a origem de padecimentos psíquicos.

    Padrão disfuncional e o que é opressão

    Alguns treinados na opressão e auto opressão podem nem perceber que o padrão de comportamento não é saudável, aprenderam que a vida “é assim”. Não aprenderam ferramentas emocionais quando crianças, como, por exemplo, cuidar da autoestima ou pensar no impacto sobre o outro, a responsabilidade interpessoal.

    Podem perceber, contudo, que estão sempre em relacionamentos infelizes, sofrendo desvalorização ou angústias.

    Lares opressores

    Há pessoas que assimilaram o conceito de opressão e o repetem, ensinando-o adiante, especialmente em seus lares, quando não há fiscalização efetiva. Em lares disfuncionais a “culpa” de algo frequentemente recai sobre alguma criança.

    Os adultos são incapazes de atuarem em seus papeis sem opressão, a criança é direcionada a questões fora da realidade infantil, sofrendo exploração ou “adultização sem direitos”. Pode ser boicotada em seus gostos e atividades e não ser protegida, em caso de risco real. Ao mesmo tempo, ela não vai recebendo autorização para a vida adulta de fato, permanece infantil em diversos aspectos, e se mantém dentro do âmbito opressor.

    Em alguns casos a criança pode ser ignorada, isolada ou se isolar dentro do ambiente familiar, ou interpretar que somente lidando com personalidades como as do lar original é que terá segurança.

    Crianças oprimidas podem internalizar um opressor por se identificarem com ele, e desconhecer limites. Ou criar mecanismos psíquicos para estarem ao longo da vida sempre tentando satisfazer um opressor.

    Hábitos opressores

    Esses hábitos frequentemente não conduzem à saúde geral. Às vezes não percebemos hábitos opressores, pois eles são permitidos.

    Antes, por exemplo, fumava-se em locais coletivos fechados, hoje sabemos que os estabelecimentos com essa prática podem ser interditados. Isso nos faz pensar sobre adultos que fumam na convivência com crianças, entre outras questões de vícios.

    Podemos perceber se há uma opressão da criança nesses ambientes, afinal, ela tem o direito a ter a sua saúde física e emocional, assim como o ensino de um padrão saudável, o que pode não ser garantido.

    Sociedade violenta

    Dificilmente uma sociedade não é o reflexo do que se passa em seus núcleos individuais e familiares. Oprimir a criança é não ser amigo da criança e criar grupos, instituições, sociedades com padrão opressor.

    A crença em opressão aprendida no lar vai para o meio externo. Havendo lá fora a violência e a opressão, em combinação desfavorável aos indivíduos, volta-se para o ambiente familiar buscando segurança.

    Assim, conceitos equivocados aprendidos sobre opressão podem se cristalizar ainda mais, como num sistema que se auto alimenta.

    Criminalidade e o que é opressão

    A opressão resulta numa variada gama de conflitos e crimes de ordem física e psíquica, como assassinatos, lesões, explorações, coações, assédios, alienação parental, furtos, discriminação, difamação, danos morais, cerceamento da liberdade, stalking, etc.

    Leia Também:  Ou você muda ou tudo se repete

    Evolução

    Cuidados emocionais criam um ambiente sem opressão. É um bom treino estar naturalmente observando crenças para auto reciclagem, saindo de linhas de conflito e indo pela via do ensino não-opressivo.

    Para evitar a opressão a criança deve ser estimulada a se expressar pacificamente e a viver num ambiente estável. É preciso, entre outros:

    • Reconhecer que toda criança tem direitos e não deve ser alvo de opressão por ter menos força;
    • Proteger a criança da opressão;
    • Reavaliar continuamente crenças de gerações anteriores sobre a opressão do mais fraco;
    • Gostar de acompanhar o desenvolvimento infantil, vendo a criança como ela é e não como se gostaria que ela fosse;
    • Ser para a criança um exemplo vivo de não-opressão.

    Para haver bem-estar é preciso acreditar e investir nisso.

    O presente artigo foi escrito por Regina Ulrich([email protected]) Regina é autora de livros, poesias, tem PhD em Neurociências, e gosta de contribuir em atividades de voluntariado.

    Deixe uma resposta

    O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *