pais com filhos adolescentes

Pais com filhos adolescentes pela visão da psicanálise

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Veja sobre os pais com filhos adolescentes. A adolescência popularmente referida como “aborrescência” é o período de transição entre a infância e a vida adulta. Começa com a puberdade e se caracteriza por mudanças corporais e comportamentais, que ocorrem em pessoas entre os dez e vinte anos.

Além das mudanças corporais é um período de transição emocional e comportamental que pode gerar diversas alterações no âmbito pessoal, familiar e social. Desta forma, este trabalho teve por objetivo discorrer quanto ao enfoque psicanalítico alguns aspectos psíquicos que envolvem a complexa fase da vida intitulada adolescência, enfatizando a complexidade das relações entre pais e seus adolescentes na atualidade e como a psicanálise pode ajudar os envolvidos neste processo.

Os pais com filhos adolescentes

O procedimento metodológico utilizado foi a realização de uma pesquisa bibliográfica ao estado da arte, para ensejar o domínio do conhecimento já disponível, de modo a se estabelecer um referencial teórico básico sobre o tema que envolveu a consulta em artigos, livros e periódicos acompanhada de proposições reflexivas de orientação aos pais de adolescentes. Constatou-se com a pesquisa, evidências que apontam para o desconhecimento dos pais sobre o processo de adolescer e para a falta de habilidade para lidar e educar os filhos. Constata-se assim a necessidade de equilíbrio na relação parental, baseada na comunicação aberta, afeto e respeito, estabelecendo regras e responsabilidades para a manutenção construtiva do grupo familiar dentro da sociedade através de gentileza e firmeza.

Estudos de caso futuros serão realizados a fim de se avançar nos achados desta pesquisa. A sociedade contemporânea ocidental estendeu o período da adolescência, que não é mais encarada apenas como uma preparação para a vida adulta. Esta passou a adquirir sentido em si mesma, como um estágio do ciclo vital com características próprias (SCHOEN-FERREIRA et. al. 2010). Dourado et al (2020), apontam que até o final do século XVIII, não havia distinção entre a infância e a vida adulta. A criança era vista como um adulto em miniatura e participava da dinâmica familiar como tal, inclusive com trabalho e afazeres domésticos.

Com a Revolução Industrial surgem leis regulamentadoras, responsabilizando os pais pela escolarização dos filhos passando a ser excluídas do trabalho e de outras responsabilidades, sendo separadas do mundo adulto, surgindo com isso o conceito de infância como um período peculiar do indivíduo. Com essa distinção entre a criança e o adulto, passa-se a considerar um período intermediário, com características particulares: a adolescência, que por volta de 1890 começa a despertar um grande interesse em pesquisadores por se tratar de um momento relevante na vida do indivíduo (EISENSTEIN, 2005). Desde então a adolescência passa a ser compreendida como um período de transição entre a infância e a vida adulta, caracterizado pelos impulsos do desenvolvimento físico, mental, emocional, sexual e social e pelos esforços do indivíduo em alcançar os objetivos relacionados às expectativas culturais da sociedade em que vive.

Pais com filhos adolescentes: relação

É característico desta fase a busca por novos tipos de amizade, o desabrochar da sexualidade, interesses mutáveis, tempo de transição de um espaço na família para um espaço no mundo exterior; um tempo de ansiedade, receio, expectativa, do medo e da excitação em face ao desconhecido (WADDELL, 1995). Assim, ao lado dessas modificações orgânicas, alterações psicológicas começam a acontecer. Passa o adolescente por desequilíbrios e instabilidades, demonstrando períodos de elevação e de introversão, alternando entre audácia, timidez, descoordenação, urgência, desinteresse ou apatia, que se sucedem ou são concomitantes com conflitos afetivos, crises religiosas, intelectualizações e postulações filosóficas (SOUZA E RESENDE, 2012).

Todas essas mudanças peculiares dos adolescentes provocam sentimentos nos pais que, atualmente demonstram estar com dificuldades para lidar com a educação dos filhos, no que se refere aos limites (RINHEL-SILVA, et. al. 2012). Educar em um mundo digital, no qual adolescentes interagem através das mídias sociais e têm acesso irrestrito à informação também tem sido algo desafiador (LOTT & NELSEN 2005), os adolescentes muitas vezes encontram-se a frente dos pais que acabam supervalorizando os filhos chegando até a imitá-los em sua forma de falar e agir.

Neste trabalho, foi realizada uma revisão teórica sobre os aspectos psíquicos que envolvem a fase da vida intitulada adolescência enfatizando a complexidade das relações entre pais e seus adolescentes na atualidade, com ênfase especial nos princípios básicos da teoria psicanalítica, que, embora o campo rastreie suas origens até alguns dos primeiros casos de Freud, tem evoluído com base no trabalho de Anna Freud, Winnicott e outros importantes analistas de adolescentes nas últimas décadas. Esta abordagem é relevante, porque ajuda na reflexão sobre a importância da conexão com adolescentes por meio da empatia, o que acarretará relações mais harmoniosas entre pais e filhos em um mundo tão complexo.

Pais com filhos adolescentes e a Psicanálise

Pretende-se com este artigo contribuir para o campo de estudo, utilizando formulações teóricas da Psicanálise. As articulações propostas poderão impactar significativamente na forma dos pais se relacionarem com seus filhos adolescentes. Como hipótese, parte-se do princípio de que no mundo atual e digital, educar se torna algo mais desafiador e compreender a complexa fase da adolescência através da lente psicanalítica pode aumentar a empatia que irá desencadear relações parentais mais respeitosas e harmoniosas.

Livros e artigos sobre pais e adolescentes

Especificamente para este trabalho, o procedimento inicial foi a realização de uma pesquisa bibliográfica ao estado da arte, para ensejar o domínio do conhecimento já disponível, de modo a se estabelecer um referencial teórico básico sobre o tema que envolveu a consulta em artigos, livros e periódicos acompanhada da proposta de um modelo reflexivo de orientação aos pais de adolescentes. A pesquisa bibliográfica ao estado da arte envolve a revisão da literatura, ou seja, o processo de localizar, analisar, sintetizar e interpretar a investigação prévia relacionada com a área de estudo selecionada (ECHER, 2001).

Realizou-se uma busca na base de dados Scopus, e também em bases de dados abertas através do google acadêmico. O método escolhido para o delineamento do referencial teórico desta pesquisa foi de cunho exploratório-descritivo, inicialmente de natureza quantitativa e posteriormente qualitativa. Na busca inicial foram considerados os títulos e os resumos dos artigos, para a seleção ampla de prováveis trabalhos de interesse. Foram selecionados apenas os artigos com textos completos. Optou-se pela utilização de termos chaves em português e, também em inglês. Assim, foram utilizados termos sinônimos de “relação parental, psicanálise, psicoterapia, atualidade, mundo digital” (psychoanalisis, parental relationship, psychotherapy; associados aos termos; adolescence, currently world, digital word).

As buscas na base de dados Scopus resultaram em 7 artigos, dos quais, após análise dos títulos e resumos, apenas 2 foram considerados relevantes para esta pesquisa. Através do Google Acadêmico foi possível achar mais 12 artigos que deram embasamento teórico para esta pesquisa. Cabe destacar que se trata de um tema pouco abordado nas pesquisas e que merece mais atenção por parte dos pesquisadores. Para complementar a revisão teórica, alguns livros relevantes foram utilizados.

Considerações iniciais sobre a adolescência

A adolescência popularmente referida como “aborrescência” é o período de transição entre a infância e a vida adulta. Começa com a puberdade e se caracteriza por mudanças corporais e comportamentais, que ocorrem entre os dez e vinte anos. Além das mudanças corporais é um período de instabilidade emocional, de desequilíbrio e de crises de diversos tipos que podem gerar diversos conflitos familiares e sociais (OUTEIRAL, 2008). Nesta fase o indivíduo exacerba suas emoções como paixão, desejo, tristeza, euforia e rebeldia que muitas vezes saem fora de controle. São emoções que nem o próprio adolescente consegue controlar ou sabe o porquê estão acontecendo (ABERASTURY, A.; KNOBEL, M., 1981).

Ele parte para a busca de si mesmo e de uma redefinição como pessoa numa transição da identidade infantil para a vida adulta e isso nem sempre é fácil nem para ele, nem para os pais e familiares e nem para a sociedade. O adolescente também apresenta uma vulnerabilidade especial para assimilar os impactos projetivos de familiares e de toda a sociedade, ou seja, é um receptáculo propício para encarregar-se dos conflitos dos outros e assumir os aspectos mais doentios do meio em que vive e além de muitas vezes precisar enfrentar essas projeções para se autoafirmar, o jovem também agride e desvaloriza seus pais, embora goste deles e no fundo necessite de sua presença discreta e supervisão à distância.

Faz parte do processo o questionamento de valores, afastamento da família, busca de novos modelos de identificação. A crise normal da adolescência pressupõe ainda alguns comportamentos: isolamento social, atitudes de astúcia e ousadia contrastando com timidez, sentimento de urgência, dificuldade para coordenar diferentes ações, conflitos afetivos, desinteresse e apatia, crises religiosas, entre outras. Imagine um jovem parado em frente ao espelho, olhando a nova forma de seu corpo que acha horrível, as espinhas, o cabelo, desejando e odiando ao mesmo tempo as partes de seu corpo. Vive agora a falta de colo e de olhares apaixonados que tinha quando criança.

A insegurança se torna o traço próprio da adolescência

A necessidade de aceitação no grupo social é imperativo também, o que gera uma queda na autoestima, o verdadeiro enfrentamento do “mundo dos leões”. A sociedade atual, também tem um papel a ser analisado neste processo: projeta as próprias falhas nos atos dos jovens responsabilizando-os pela delinquência, uso de drogas, comportamentos sexuais e apatia, ou seja, é a própria sociedade que recorre a um mecanismo esquizoide, fazendo com que a juventude agrida o mundo do adulto, com singulares características sadomasoquistas. Tais afirmações geram uma pergunta importante para o psicanalista: Qual o limite entre o normal e o patológico na adolescência e como identificá-lo para poder ajudar um indivíduo em evolução para a vida adulta?

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Antes de responder esta pergunta é preciso entender a adolescência à luz da psicanálise. Ser adolescente: um esboço psicanalítico Os trabalhos sobre adolescência permaneceram marginais durante um tempo na psicanálise, enquanto as investigações sobre crianças e adultos ocuparam um lugar de destaque na teoria e na clínica. Observa-se que adolescência não é um conceito clássico no vocabulário do campo psicanalítico. O artigo principal de Freud sobre a adolescência intitula-se “As Transformações da Puberdade” e constitui o terceiro dos “Três ensaios sobre a teoria da sexualidade”, escrito em 1905 (GARRITANO & SADALA, 2010).

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    Sob a ótica da psicanálise, a adolescência pode ser compreendida como um período, onde há uma reorganização de defesas contra as pulsões sexuais que aparecem em decorrência da puberdade, como uma reedição da separação dos pais ocorrida na infância anteriormente, ou, ainda, como um caminho para alcançar a independência ou busca pela própria identidade (CARVAJAL, 2001). A adolescência sob a ótica de Winnicott também pode ser vista como um momento em que o jovem busca adaptar-se à realidade, pois seu sentimento é de irrealidade, e sua luta baseia-se em ser alguém e definir seu espaço dentro de um grupo, através de um ambiente firme, seguro e suficientemente bom (OLIVEIRA & FULGENCIO 2010).

    Pais com filhos adolescentes para Freud

    Ainda sob a concepção psicanalítica, o entendimento da passagem da infância para a vida adulta pressupõe a compreensão de alguns conceitos freudianos fundamentais, tais como o conflito psíquico, luto, castração, complexo de Édipo, elaboração psíquica, entre outros. Embora Freud não tenha usado o termo adolescência em sua obra, muito falou sobre ela, principalmente ao referir-se sobre a definição de sexualidade, de escolhas objetais definitivas em relação àquelas feitas na infância, e da primazia das zonas genitais (MATOS & LEMGRUBER, 2017). Para ele, a escolha objetal tem uma dimensão incestuosa.

    É neste ponto que o jovem desiste das fantasias incestuosas e acaba por se desligar de seus progenitores, buscando outros objetos do mundo exterior a serem investidos, realizando assim uma de suas conquistas psíquicas mais importantes e dolorosas. Ele deve romper o apego primário com os objetos iniciais, e levá-lo para outras figuras identificatórias, até que consiga depositá-lo em um objeto heterossexual (MATHEUS, 2007). Seria um momento de verificação da resolução do Édipo, pois nem tudo foi decidido com o final da infância. Aspectos subjetivos voltam em uma época mais madura e a estrutura psíquica deve afastar-se dos pais e enfrentar o ambiente externo.

    O adolescente tenta confirmar o que foi antes estabelecido como identificação com um genitor e busca características do genitor do sexo oposto no parceiro amoroso com quem irá se relacionar. Não se trata de uma vivência psíquica remodelada, mas sim uma significação para estímulos internos ou externos que invadem o aparelho mental (DOMINGUES et al 2009). Freud aponta que o jovem durante a adolescência está lutando por sua própria independência, incumbe a este indivíduo a busca de autonomia, de desligamento da autoridade dos progenitores e de ambição (MATHEUS, 2007).

    A sexualidade

    Para ele, a sexualidade é diferente nesta fase da vivida na infância, pois antes a criança vivia o autoerotismo e o complexo de Édipo, com pulsões parciais e nesta nova fase ocorre o despertar da pulsão sexual pelo outro incrementada pelas mudanças biológicas, ou seja, ele precisa manejar o próprio ego na busca pela independência (CARVAJAL, 2001). Apesar das contribuições de Freud sobre o tema, foi Anna Freud a primeira psicanalista a tratar da adolescência como tema específico de pesquisa.

    Argumentava que a sexualidade faz parte da via o indivíduo desde os primeiros anos de vida e é na infância toma seus passos mais marcantes, mas é na puberdade, em virtude da maturação dos caracteres sexuais que surgem inúmeras contradições e instabilidades emocionais, fato este que acaba por ocasionar um enorme desequilíbrio no aparelho psíquico, tornando difícil a diferenciação entre normalidade e patologia (AVILA SFO 2005). Segundo ela, o que ocorre na adolescência é um incremento da libido sobre o id em decorrência da maturação das funções orgânicas (enquanto que o ego encontra-se fragilizado) e a chave da saúde mental encontrar-se-ia no equilíbrio entre essas forças psíquicas que interagem.

    É em virtude desse desequilíbrio que há uma anormalidade considerada normal na adolescência (MATHEUS, 2007). A partir da década de cinquenta, o teórico Erik Erikson passa a ser considerado a principal referência no campo da adolescência. O pesquisador não rompe com a teoria psicossexual de Freud, porém vai além, fornece elementos para a compreensão do processo de internalização da cultura no inconsciente individual e na formação da personalidade do ser humano.

    Argumento sobre o problema de identidade e das crises do ego

    Segundo ele, tanto a patologia quanto a normalidade deveriam ser entendidas dentro de padrões culturais, ou seja, ambos os conceitos podem mudar conforme a época e a cultura, e se modificam de tempos em tempos (CARPIGIANI et. al. 2010). Nesta fase, o jovem passa por mudanças fisiológicas e passa a buscar seu próprio eu nos outros a fim de conquistar a própria identidade. Seria então uma fase de experimentação tanto com erros e acertos. Para o autor a personalidade é o resultado da interação entre as dimensões biológica, social e individual (ego).

    O ciclo vital em sua teoria, é dividido em estágios ou crises e essas, devem ser consideradas como crises necessárias, ou seja, uma oportunidade de mudança e desenvolvimento que precisa ser vivida, suportada e ultrapassada (SUARÉZ, 2005). A cada crise superada há a construção da personalidade relacionando e dando sentido às memórias e experiências vividas com as experiências vivenciadas nos estágios anteriores.

    Dessa forma, sua teoria vai além do estudo da sexualidade, aborda as relações sociais, o envolvimento de outras etapas do ciclo vital além da infância, a mediação e adaptação entre exigências pessoais e exigências do meio e, em cada estágio o sujeito passa por uma crise que pode ter um desfecho positivo (onde o ego se sobressai mais rico e fortalecido) ou negativo (onde se tem um ego fragilizado) e a cada estágio a personalidade se reformula e se adapta a seus sucessos e fracassos (SUARÉZ, 2005). Ainda para este autor, o conflito relativo ao período da adolescência se define por identidade versus confusão de identidade, e se estabelece aproximadamente, entre os doze e dezoito anos de idade.

    Personalidade forte

    O fortalecimento de uma personalidade se dá através das integrações e identificações das identidades até então encontradas pelo jovem. O ego deve conseguir integrar as identificações realizadas em estágios anteriores, com as aptidões naturais da pessoa e com as oportunidades oferecidas pelas funções sociais. A forma como esse ego vivenciou os conflitos de estágios anteriores, como se sobressaiu deles, facilitará ou dificultará esse processo de aquisição de identidade (SUARÉZ, 2005). Aberastury e Knobel (1981), apontam que o adolescente entra neste novo mundo primeiramente através de seu corpo, da explosão biológica que lhe acomete e em seguida, através de suas ideias, seus afetos.

    Para isso, é preciso que se volte para o seu passado, onde o terreno da infância ainda lhe é conhecido e seguro. Necessita reconciliar-se com seu passado para poder situar-se no presente e vislumbrar o futuro. Intelectualiza, elabora para compensar o seu não agir – pois enquanto não se situa, não o consegue. Assim, flutua entre o querer desprender-se e o temor ao desconhecido. O que lhe dará forças para enfrentar tal processo são as vivências infantis consolidadas em seu mundo interno. A adolescência depende da experiência infantil para lhe tomar a forma que lhe é possível.

    Nesta época o adolescente realiza quatro lutos fundamentais que devem ser considerados aqui para melhor entendimento desta fase:

    1. o luto pelo corpo infantil perdido, base biológica da adolescência que irá gerar diversas transformações involuntárias;
    2. o luto pelo papel e a identidade infantis, que o obriga a uma renúncia da dependência e a uma aceitação de responsabilidades que muitas vezes desconhece;
    3. o luto pelos pais da infância, os quais persistentemente tenta reter na sua personalidade, procurando o refúgio e a proteção que eles significam
    4. luto pela bissexualidade infantil (ABERASTURY & KNOBEL, 1981).

    Manejos psicopáticos

    A necessidade de elaborar esses lutos básicos obriga o adolescente a recorrer a manejos psicopáticos de atuação, que identificam a sua conduta. É necessário passar por eles para tornar-se adulto, porém por consequência e durante um tempo, ele não é mais nada, nem criança amada, nem adulto reconhecido e esse processo é doloroso. A partir da compreensão de alguns teóricos no campo psicanalítico, entende-se que a adolescência é uma fase de desenvolvimento que busca integrar exigências do mundo externo com as explosões do mundo interno que finda com a chegada da fase adulta e seus diferentes tipos de maturidade.

    Pais de adolescentes: entendendo o processo No processo de adolescer, teóricos enfatizam a metamorfose pela qual os adolescentes passam, porém não se pode deixar de lado o envolvimento dos pais nesse processo de luto da perda da criança amada e na busca pela adaptação às mudanças próprias desta fase (MOHR & VALORE 2009). A adolescência é o momento de máxima tensão entre o sujeito e o outro, entre autoria e assujeitamento, afinal o adolescente está em processo de desenvolvimento social.

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    Em termos psicanalíticos, a adolescência é um processo de elaboração da castração, da falta no outro, de perdas, de escolhas. Este processo tem como impulso fundamental o desligamento da autoridade dos pais, apontado por Freud como o principal e mais doloroso trabalho psíquico a ser realizado na adolescência (GARRITANO & SADALA, 2010). Este processo não é fácil nem para os adolescentes e nem para seus pais. O luto dos pais acontece pela perda do corpo da criança, antes cheiroso, meigo, pequeno e, também pela perda do domínio, subordinação, obediência, admiração e cuidados (GARRITANO & SADALA, 2010).

    Uma realidade frustrante dos pais com filhos adolescentes

    Antes os pais eram necessários, e neste momento passam a ser menos. É comum os pais se assustarem com a mudança de comportamento dos filhos e não aceitarem as flutuações imprevistas do adolescente sem comover-se, uma vez que esta situação remete nos adultos ansiedades básicas que tinham sido controladas até certo ponto. É na adolescência que os impactos de uma realidade frustrante mais aparecem. Os pais e suas projeções muitas vezes caem por terra e justamente na época da vida do adolescente em que ele está com a sua autoestima mais frágil e propenso à depressão.

    É uma situação que se complica pela própria atitude dos pais, pois estes também têm que aceitar o seu envelhecimento e o fato de que seus filhos já não são mais crianças e dependentes de seus cuidados. Os pais nesta nova fase, passam a ser julgados pelos filhos, às vezes ofendidos e o desconhecimento de como a mente de um adolescente funciona dificulta ainda mais a relação pai-filho (ABERASTURY & KNOBEL, 1985). Os pais ficam confusos com atitudes dos filhos como, desdenho e desprezo, passam a se achar descartáveis e desnecessários. Ocorre que este comportamento representa uma defesa diante do difícil processo de desprendimento dos pais por parte do adolescente e deve ser visto como algo relevante a ser respeitado.

    Os pais não devem se ressentir, devem dar espaço para que as transformações próprias desta fase aconteçam (ROTILI, 2012). Questões ligadas à separação, alteração de papéis e lugares, diferenciação, dinâmica familiar, frustrações advindas do crescer e escolhas feitas pelos filhos podem ser a causa da dificuldade e dos sentimentos de angústia que surgem no trato dos pais com seus filhos adolescentes.

    A figura dos pais

    Esse crescimento também reativa a sua própria história, sendo importante um processo de ressignificação de sua própria adolescência (ABERASTURY & KNOBEL, 1985), ou seja, a forma como os pais viveram a sua própria adolescência também irá interferir neste novo tempo. Pais que viveram uma adolescência angustiante e não a elaboraram, ao se depararem com a adolescência dos filhos poderão apresentar dois tipos de atitude: regressão e com isso passam a manter uma postura adolescente, invadindo o espaço do filho ou autoritarismo e manipulação, gerando sentimentos de angústia e revolta nos filhos.

    Como consequência podem gerar a impossibilidade de identidade deste adolescente com a figura dos pais, deixando-o em um completo quadro de desamparo e solidão (CARVAJAL, 2001). Corso & Corso (1999), relatam que com o fim da infância, algo de fato acabou, a caricatura do filho idealizado. O distanciamento entre pais e filhos se consolida e tem-se como premissa o corte do cordão. Os pais não reconhecem seus filhos e o adolescente não quer se reconhecer nos pais e isso não é patológico, faz parte do processo de amadurecimento. O adolescente torna-se invisível, calado e distante e quando se encontra com os pais, há momentos de estranhamento, explosão e falta de entendimento de ambos os lados.

    Os pais sentem-se deixados de lado e não mais úteis como antigamente. Carvajal (2001), afirma que para evitar conflitos e atritos alguns pais partem para a amizade e acabam por se comportar ridiculamente como seus filhos adolescentes. Deixa claro em seus estudos que os pais não devem ser amigos dos filhos, devem ser pais e essa distância normal e natural é bem-vinda aos filhos. Ocorre que esta distância e esse desprendimento dos filhos adolescentes pode ser um problema quando os pais o tinham como a única fonte de prazer e gratificação. Pais frustrados com casamentos, empregos ou mal resolvidos terão mais dificuldade em passar por esta fase.

    Pais com filhos adolescentes e seus lugares no mundo

    Para o jovem, lidar com o peso das expectativas e exigências do adulto, além de carregar suas próprias angústias pode ser difícil. Cabe aos pais diferenciar-se dos filhos abrindo mão de suas próprias satisfações pulsionais pra que os filhos se reconheçam como diferentes e tenham seu próprio lugar no mundo. É fundamental que os pais enfrentem de forma direta as verdades, como a iminência da velhice e da morte, sendo necessária uma reconstrução simbólica de si mesmos (ROTILI, 2012).

    Se por um lado a autonomização do adolescente e o necessário distanciamento em relação às figuras parentais são importantes, por outro lado, o adolescente ainda precisa de tutores para construir sua identidade e ele manifesta isso também com frequência (KERNIER & CUPA 2012), ou seja, é preciso dar espaço, mas nem tanto. Desta forma, diante de um adolescente que está aprendendo a ser adulto, cabe aos pais adotarem métodos parentais encorajadores para ambos. Agir com gentileza e firmeza pode não ser fácil, mas é um caminho (LOTT & NELSEN 2005) para que ambos se reconheçam e seus devidos papéis.

    Por terem mais experiência, são os pais que devem segurar as rédeas nesta fase de transformação. Psicoterapia na adolescência Anna Freud diz que é difícil identificar a fronteira entre o normal e o patológico na adolescência, e realmente considera toda a comoção deste período de vida como algo característico, destacando também a presença de um equilíbrio estável durante o processo adolescente. Nesta base, e tendo em conta os critérios evolutivos da psicologia, é que se pode aceitar que a adolescência mais do que um estágio estabilizado é um processo, onde o indivíduo encontra-se em e em desenvolvimento. Deve, portanto, ser entendida para que se possa localizar seus desvios no contexto da realidade humana (KNOBEL & ABERASTURY, 1981).

    Estabilização da personalidade

    Knobel & Aberastury (1981) defendem que a estabilização da personalidade não se consegue sem passar por um certo grau de conduta patológica que, deve-se considerar inerente à evolução normal desta etapa da vida. Autores clássicos da psicanálise apontam para a adolescência enquanto um momento de elaboração de lutos pela perda do corpo infantil, da identidade e dos pais da infância (ABERASTURY & KNOBEL, 1981). Contudo, Endo (2009) em uma perspectiva mais recente aborda o contexto social e o papel que o adolescente assumirá, tendo em vista o contexto social atual marcado por fenômenos como o consumismo e a violência, indicando que o “adolescente nada é, mas tudo se espera dele”.

    Também, observa-se atualmente o fenômeno de uma adolescência sem fim, visto a ausência de meios adequados para a finalização deste momento de vida, com o jovem permanecendo sem responsabilidade e consequentemente sem autonomia e muito envolvido com as redes sociais (ÁVILA, 2011). Neste contexto, é muito importante entender que o que diferencia o adolescente normal do psicopata é que este persiste com intensidade no uso deste modo de comportamento rebelde. Por exemplo: as síndromes psíquicas são comuns e passageiras no adolescente, incluindo crises de ansiedade e depressão, abuso de álcool e drogas, dependência afetiva extrema, atos compulsivos, retraimento social intenso, entre outros são comportamentos que merecem maior cuidado e atenção (EISENSTEIN, 2005).

    Desta forma, é compreensível a necessidade de intervenções psicoterapêuticas junto ao público adolescente, para que ele consiga lidar com o sofrimento psíquico suscitado nesta etapa de vida, desencadeando-se assim uma promoção da saúde emocional destes jovens. Quando o psicanalista se depara no consultório com um adolescente deve-se inicialmente verificar de quem é a demanda para o atendimento e o que motiva a busca pelo mesmo. Schoen-Ferreira, et al (2002) mapearam as principais queixas de adolescentes encaminhados para um serviço de atendimento psicológico e perceberam que as mais presentes nos prontuários se referiram a problemas escolares e desobediência.

    Diferença entre pais e filhos

    Já Verceze, Sei e Braga (2013) perceberam que a demanda pela psicoterapia de adolescentes se diferencia entre pais e filhos. Enquanto os pais demonstram uma grande preocupação com questões comportamentais e um foco em problemas ligados ao desempenho escolar destes, os adolescentes relatam problemática relacionadas às questões emocionais, ressaltando-se quadros depressivos que implicam na necessidade de um cuidado psicoterapêutico e, por vezes, psiquiátrico. Quando é o adolescente quem procura pelo atendimento, a conduta torna-se mais fácil.

    Há diversos tipos de atendimento psicoterápico e deve-se refletir sobre a modalidade mais adequada para cada caso. Zimerman (2000) defende que a psicoterapia em grupo seria bastante indicada dada a identificação dos jovens com seus pares, o que facilitaria o compartilhamento de sentimentos à partir de vivências semelhantes, com isso o grupo com adolescentes poderia promover o autoconhecimento, compreensão e alívio emocional (MORETTO, 2012). A psicoterapia individual também se mostra como uma via importante para acolher o sofrimento psíquico dos adolescentes (SEI & ZUANAZZI, 2016).

    Segundo Jordão (2008), os profissionais que atuam na clínica psicanalítica com adolescentes devem ter condições de lidar com questões primitivas, com capacidade para se atentar para a contratransferência e descargas emocionais intensas características do trabalho com essa faixa etária. Precisam estabelecer uma aliança terapêutica que inclua o adolescente, seus pais e o terapeuta, indicando a influência da família para o adolescente. Considera fundamental a atenção “às projeções parentais e aos consequentes alienamentos subjetivos, facilitando a individuação e a diferenciação do adolescente” (Jordão, 2008, p. 170).

    Análise com os adolescentes

    Quanto aos objetivos da análise com adolescentes, Kupermann (2007), a partir das contribuições de Winnicott, defende que o final do atendimento pode acontecer quando o adolescente adquire a “capacidade de estar só”. Deve, assim, ter autonomia em relação aos pais, percorrendo o caminho rumo à independência, com possibilidade de estar sozinho, mas sem uma vivência de abandono. A função do psicanalista é acalmar e esclarecer a família, deixando claro que as correções devem sempre se referir ao comportamento e não ao indivíduo.

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    É sempre interessante trabalhar com uma equipe multidisciplinar, a menos que se especialize, se interesse, seja paciente, tenha empatia e sensibilidade para tratar de adolescentes. Não deve ser juiz e nem deve ser representante dos pais ou da sociedade neste caso. Deve ser seguro, mas não autoritário nem onipotente. Não deve ser rígido nos conselhos nem impor seus valores ao adolescente, assim o vínculo psicanalista/paciente irá acontecer e ele será capaz de identificar se aquele indivíduo passa por uma crise normal da adolescência ou se apresenta uma psicopatia verdadeira.

    A resposta não é fácil, porém a incompreensão do jovem é que pode levá-lo à psicopatia franca, à atividade delituosa. Como resultados, pode-se indicar que o envolvimento da família, direta ou indiretamente, no processo psicoterápico é fundamental para um bom desenvolvimento do processo analítico que possa favorecer a autonomia e saúde dos jovens (SEI & ZUANAZZI 2016). O papel do psicanalista é essencial para ajudá-lo a solucionar seus conflitos ajudando-o a chegar a uma vida adulta positiva e criativa.

    Considerações finais: sobre pais com filhos adolescentes

    Diante do exposto, pode-se considerar que educar adolescentes é uma arte que requer grande compromisso dos pais. Evidências apontam o desconhecimento dos pais sobre a adolescência e para a falta de habilidade e na forma de educar os filhos, podendo acarretar em abandono, ainda mais em um momento em que as redes sociais imperam, bombardeando os jovens com conteúdos vazios e falaciosos que, sob a visão dos adolescentes são mais relevantes que os ensinamentos dos pais. Os pais por sua vez apresentam atitudes de insegurança e stress e acabam não sabendo como lidar com a situação, deixando os filhos por horas no celular por ser mais “fácil” lidar assim.

    Constata-se assim a necessidade de equilíbrio na relação parental, baseada na comunicação aberta, afeto e respeito, estabelecendo regras e responsabilidades para a manutenção construtiva do grupo familiar dentro da sociedade. Quanto mais houver a prática de relacionamentos respeitosos baseados na empatia, ou seja, na visão de se posicionar no lugar do outro para buscar entendê-lo, melhores se tornarão as habilidades de relacionamento de ambos. Conforme este processo avança, melhora-se o vínculo parental que irá colaborar para atitudes mais assertivas ao educar.

    Desta forma, corrobora-se a hipótese deste trabalho que partiu do princípio de que no mundo atual e digital, educar se torna algo mais desafiador e compreender a complexa fase da adolescência através da lente psicanalítica pode aumentar a empatia que irá desencadear relações parentais mais respeitosas e harmoniosas. É preciso deixar claro que não dá para os pais educarem sem serem assertivos e firmes, ou seja, devem desempenhar seu papel de educadores cumprindo a função que assumem e diante disse não devem recuar. Gentileza e firmeza são essenciais nesta árdua tarefa da disciplina positiva.

    Os pais com filhos adolescentes nos tempos atuais

    Todavia, nos tempos atuais com as mudanças políticas, econômicas, sociais e principalmente tecnológicas, onde os adolescentes têm acesso a todo tipo de conteúdo, parece ser mais difícil acompanhar as mudanças emocionais e sociais dos adolescentes. As habilidades parentais não melhoraram e se faz necessário ponderar até que ponto os pais foram ou estão sendo preparados para essa nova realidade. Preparar um ser humano e o conduzir a convivência em sociedade de maneira saudável não é tarefa fácil.

    O diálogo entre pais e filhos adolescentes apresenta-se como o grande desafio, pois é por meio da comunicação harmoniosa que a família vai redefinindo as novas formas de representações de pais e filhos, permitindo transmissão da afetividade através do respeito e do cuidado. Quando há dificuldade neste processo, cabe aos pais e ao próprio adolescente procurar ajuda externa. É neste ponto que a clínica psicanalítica pode ajudar. Ao psicanalista cabe apresentar aos pais e ao jovem as informações sobre o processo de adolescer, os lutos, as dificuldades para ambos os lados e em seguida apresentar e trabalhar com ferramentas capazes que estreitar a lacuna aberta entre pais e filhos.

    Achar o meio termo entre supercontrole e superproteção, cobrança de notas, exigências ou excesso de privilégios e mimos e empoderamento excessivo é algo que a clínica psicanalítica pode ajudar. O desafio como pai ou mãe é evoluir e mudar tão rápido quanto os novos tempos e também quanto seus filhos adolescentes. Mudar nunca é fácil, mas é fundamental no processo de evolução de ambas as partes. Este artigo buscou contribuir para a melhoria das relações parentais sob a ótica do campo de estudo psicanalítico. Pretende-se realizar novas pesquisas com viés empírico, entrevistando pais e filhos adolescentes com a finalidade de levantar as principais dificuldades enfrentadas na tentativa de realização do diálogo.

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    Este artigo sobre relação dos pais com filhos adolescentes foi elaborado por ANA TERESA C. TREVELIN, concluinte do Curso de Formação em Psicanálise.

    One thought on “Pais com filhos adolescentes pela visão da psicanálise

    1. Muito bom artigo! Dificuldades sempre existiram na criação dos filhos! A questão é que os pais afrouxaram e deram muita liberdade aos filhos! Todo esse caos na criação é FALTA DE LIMITES! Criar filhos dá trabalho se não quer ter trabalho, não faça filhos. PREVINA-SE!

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