pandemia e pós-pandemia

Pandemia e pós-pandemia pelo olhar da saúde mental

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Entenda a seguir sobre o mundo pandemia e pós-pandemia. No dia 31 de dezembro de 2019, foi um dia fatídico e doloroso para toda humanidade, pois a OMS, (Organização Mundial da Saúde) alertou o planeta sobre vários casos de uma pneumonia mortal que já estava confirmada na cidade de Wuhan, província Hubei, na República Popular da China, originada por um vírus e que estava se espalhado para o mundo todo.

Entendendo sobre a pandemia e pós-pandemia

Foi um choque dialético à nível internacional para todas as pessoas, pois, anunciavam que era um vírus chamado de ‘corona-vírus’ e colocaram o ano de 2019 que já esta se encerrando como o marco zero da desencadeamento. E o alerta geral foi de que o vírus se replicava e infectava todas as pessoas e já estava a caminho não só da Europa como de toda Ásia, Oriente Médio, as Américas, África, Oceania podendo chegar até nos polos sul e norte do planeta. As pessoas ficaram perplexas, atônitas, muitas confusas e em pânico.

Exatamente uma semana após, no dia 7 de janeiro de 2020, a China finalmente confirma que tinha já identificado o vírus e que era mortal. Que era um novo tipo de corona vírus e que já estava por toda parte no seu território e que era grave e não tinham mais como deter o vírus. O vírus se difundiu no tecido social internacional e foi identificado como Covid-2019 com várias possíveis variantes.

O vírus passou a gerar uma síndrome respiratória grave pior que o SARS-Cov e o MERS-Cov que causam síndrome no Oriente Médio. Depois de identificarem o vírus, começaram a surgir variantes, denominadas de cepas, como HCov229E; o HCov-OC43; o HCov-NL63; o HVCov HKU1, além do SARS-Cov. Depois foi publicado que o Covid2019 ou Cov-2 era mortal e que não havia uma solução alopática somente por via de vacina futura e quer por que o SARS e MERS, já conhecidos.

Covid-19, pandemia e pós-pandemia

Em 11 de fevereiro de 2020, a OMS reporta que era o SARS-Cov2 que havia se mutado como Covid-19. Em seguida começaram os casos de internações e óbitos. Também, começavam a pesquisar vacinas. Todo o órgão multilateral começou a ter uma interface não só por via inter, mas, pluri, multi e transdisciplinar para enfrentar o vírus que passou a ser devastador.

A Organização Pan-Americana (OPA) entre outras, dos demais continentes, já estavam antevendo que se não adotassem medidas urgentes junto com OMS e os órgão de saúde dos países principalmente, das Américas, o mundo poderia ter ¼ de sua população dizimada pelo vírus mortal emergente. Em 30 de janeiro de 2020, a OMS declarou finalmente o surto do novo corona-vírus-19 e que era uma estado de emergência de saúde pública internacional chamado de ‘ESPII’, o mais alto nível de alerta da OMS.

E começaram a aplicar o Regulamento Sanitário Internacional (RSI). O corona-vírus19 passou a ser um evento extraordinário e se constituía num risco de saúde para todos os países. E havia precedentes como o H1N1, o Poli vírus, o Ebola, o Hantavírus e o Zika, este com as microcefalias e mal formações congênitas onde a República do Congo na África foi vítima inicial e vírus Zika aportou no Brasil.

O mundo na pandemia e pós-pandemia

A pressão era imensa para declaração de pandemia, porque as demais tinham o status de epidemias. Até que em 11 de março de 2020 a OMS finalmente alerta que era uma ‘pandemia’, ou seja, um vírus que ia se distribuir geograficamente por todo o mundo e gerar uma doença grave e que não eram mais surtos localizados, portanto não tinha mais status de epidemia.

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Essa declaração levou a mudança de postura da OMS e foi o fato de que 19 (dezenove) países já estavam tomados pelo vírus e com óbitos. A Itália tinha sido o primeiro com grande incidência inicial. No dia 3 de agosto de 2021 já haviam 192 países do globo com covid-19 e já computavam mais de 4.234,77l óbitos atribuído ao covid-19.

Estava mais do que claro que era uma gigantes onde de pandemia. E o mais grave era que a pessoa poderia se infectar pela respiração, tosse, saliva, olhos, espirros, fala, boca e nariz e com ambiente fechados era mais grave ainda. E várias medidas foram deflagradas.

A gravidade da doença

Do surto inicial se gerou uma expansão global. Envolveu toda mídia internacional. A gravidade da doença causou pânico social porque a infecção gera uma pneumonia viral grave com insuficiência respiratória potencialmente fatal, inunda o pulmão e, pior que me muitos casos nãos se manifestavam os sintomas mais comum como febre, tosse, dificuldade de respirar, perda de olfato e paladar, garganta inflamada, corrimento nasal, espirros, diarreia e falência de órgãos.

Os sintomas de emergência que indicam a necessidade de procurar imediatos cuidados médicos e o entubamento face dificuldade em respirar ou falta de ar, dor persistente ou pressão no peito, confusão ou tom azul na pele dos lábios e no rosto passou a ser alarmante.

O período de incubação era de 2 a 14 dias, após exposição ao vírus podendo persistir e sendo muito contagioso pelos suportes e plásticos. As reações domésticas foram imensas além das perdas inesperadas dos entes queridos familiares e a incidência foi em várias faixas etárias. Evidente que em idosos com co-morbidades foi mais severa a infecção.

O impacto psicológico, a pandemia e pós-pandemia

O impacto psicológico social ou psicossocial foi imenso e profundo, gerando ansiedade, depressão, estresses, suicídios, medo principalmente do contágio, preconceitos, isolamentos, o que piorou o quadro de saúde psicomental praticamente todas as pessoas repercutindo em várias interfaces, intersecções e conexões humanas. As preocupações passaram a ser imensas.

A esperança de todos passou a ser a vacina e evitar se contaminar. Surgiu uma sensação de incerteza vinculada a elos ligados a profundos processos de angústias gerando vários tipos de tensões como desafios de interseções para todos os agentes sociais. Um deles foi o agravamento da violência doméstica e cases de pânico e fobias além do conflito com órgãos de fiscalização.

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    Foi uma crescente de ansiedade, reações de agressões e violências em âmbitos privados e públicos, quadros de depressão, falta de um rumo, abalos mentais, medo da morte, dor pelas perdas dos terceiros, um processo também de culpa social, e finalmente os traumas advindo do contextos e dos cenários adversos se avolumando. Diante de todo panorama exposto o que podiam esperar a nível do psiquismo da pandemia do covid-19 eram as sequelas.

    Transtorno de Estresse Pós-Traumático

    Os sintomas de TEP (Transtorno de Estresse Pós-Traumático), um distúrbio derivado do estresse intenso capaz de gerar somatizações e quadros emocionais e afetar o cognitivo já é ponto pacífico nas análises. Quadros de depressão, ansiedade, sintomas obsessivo-compulsivos e insônia. Uma nova insônia já chamada de pós moderna.

    A psicopatologia passou ser uma preocupação de forma massiva. Os achados de sintomas da pandemia já estavam aparecendo no tecido social. E os conhecimentos sobre a etiologia provocada pelo covid-19 passaram a exigir maior engajamentos dos cientistas e pesquisadores na medida que os cases iam aumentando de forma não mais geométrica mas exponencial surgindo as patologias diversas, uma crise muito grave do ciclo vital.

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    Os sintomas psicológicos estavam se manifestando. Mudanças radicais em estilos de vida, medo de ser contaminado e falecer, pelo vírus invisível, a questão do contato físico, os desequilíbrios hormonais, inflamatório e neuroquímicos começavam a aflorar aos poucos. A irritação começa a ser grande com a nova realidade nos âmbitos familiares como lidar com crianças, adolescentes fora de escolas, com as demandas das residências, com burocracia, o que começou a deflagrar quadros de raivas, insultos, tédios, pela perda de espaços.

    Os sintomas psíquicos na pandemia e pós-pandemia

    Devemos atentar que cada caso será um caso singular, mas o quadro geral foi exatamente o descrito com várias nuances. A pergunta que todos começaram a fazer foi com relação qual será o impacto futuro da pós pandemia? Estava mais do que claro que a pós-pandemia vai gerar uma ‘patologização dos diversos cenários de sofrimentos bem como a somatização dos sintomas psíquicos gerando doenças orgânicas anato-fisiológicas ou de marcadores biológicos.

    Isso já era premonição de muitos e aguardado por todos. Porque a pandemia gerou para todas pessoas sem exceção muitas dificuldades. A começar pela mobilidade social. E o Brasil tem sua peculiaridade e especificidade de um povo que tem o espírito latino e sofreu muito. As perdas por óbitos foram imensas. Esta pergunta, portanto, não quer calar: “como será o mundo pós-pandemia ?”

    Com máxima certeza será um planeta com as mentes atormentadas de todas as pessoas sem exceção. Porque houve um imenso impacto cultural inicialmente em termos de hábitos, disfunções metabólicas, face isolamento, ganho de peso, sedentarismo, tensões nas interfaces. E isto foi mundial.

    O impacto social

    A repercussão primeira foi no campo doméstico como caso de obesidade, depressão, ansiedade, vícios ou compulsões por comida e outras substâncias. Muitas situações ainda são impossíveis de serem estimadas. O impacto esta sendo projetado em cima do final de 24 meses de pandemia se não houver recidivas como o caso da cepa D, da Índia.

    O mundo sofreu transformações nas formas de negócios e isso gerou muito estresse face readaptações. E ainda, pesa nas mentes, no inconsciente a possibilidade de nova pandemia futura. As pessoas estão foram obrigadas a rever suas prioridades, o que é mais importante.

    Haverá uma esperada alteração na escala das crenças e valores. O desemprego é um horizonte dessa crise e das demandas afetadas. Os transtornos de emoções serão imensos, o que vem já abalando a saúde física, mental e espiritual de muitas pessoas. O trabalho remoto já afetou muitos. A educação a distância será uma realidade.

    Conclusão

    O mundo digital vai se acelerar derrubando o analógico. O principio do aqui-e-agora e da já-provisório ira se manifestar de forma mais intensa e robusta. O risco da inversão pela busca de se viver tudo no aqui-agora será maior.

    Ainda, haverá uma crise de fé espiritual imensa com o risco do viver o momento de forma intensa porque a morte é certa. Esperar pelo ainda-não adiando satisfações será uma dificuldade.

    O mundo pós-pandemia será muito doloroso e um grande desafio para os operadores das ciências psicológicas.

    O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima de Oliveira ([email protected]) é licenciado em Filosofia e História. Possui PG em Ciências Políticas, acadêmico e pesquisador de Psicanálise Clinica e Filosofia Clinica.

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