o que é perda gestacional

Perda Gestacional: o que é, como superar?

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Vivenciar o luto é uma das maiores dores que podemos vivenciar, pois os seres humanos tendem a não saber lidar com a morte. E o luto é sofrido em independentemente do momento em que a vida se encerrou, como ocorre com a perda gestacional, que acontece com a perda da gravidez no primeiro trimestre.

A perda gestacional causa grande sofrimento para os pais e familiares, inclusive uma lembrança que traz grande agonia e aflição para uma próxima gestação. Sobretudo para as mulheres gestantes, esta perda influencia em diversos aspectos de sua vida, cognitivos e emocionais. Assim, se você já sofreu com perda gestacional ou conhece alguém, e quer aprender como superar esta dor, traremos ensinamentos valiosos neste artigo.

O que é perda gestacional?

A perda gestacional, ou também chamado de aborto espontâneo, é a perda de um feto antes de 20 semanas de gestação. A morte fetal é quando o feto morre entre 20 semanas e o nascimento. Seja como for, esta condição pode ser muito difícil de lidar, sobremaneira às mulheres, pois lutam com sentimentos de tristeza e culpa.

Embora a perda gestacional seja algo não tão difícil de acontecer, ela sempre é uma situação de dor emocional imensamente difícil para todos os familiares envolvidos, afinal, toda esperança de ser ter um bebê na família foi perdida. Por isso, a maioria dos profissionais médicos aconselham que este luto seja tratado em terapia, para que a pessoa consiga lidar com a dor da perda.

Médico especialista em Perdas Gestacionais de Repetição

A perda gestacional de repetição é definida como a ocorrência de 3 ou mais vezes de perdas gestacionais, ou seja, em gravidezes clinicamente reconhecidas, que não ultrapassem a 20 semanas. Nesse sentido, as pacientes que sofrem com abortos consecutivos, precisamo de acompanhamento por médico especialista.

Como, por exemplo, em uma clínica de reprodução humana, que utilizará de testes avançados para o tratamento adequado e uma futura gravidez saudável.

Além disso, as perdas gestacionais de repetição traz consequências psicológicas, com profunda tristeza e grande desgaste emocional ao casal. Assim, importante também buscar ajudar com um profissional especializado nas questões mentais originadas da perda gestacional.

O que é perda gestacional retida?

A perda gestacional retida acontece quando o saco gestacional está vazio até a 12ª semana de gravidez. Ou seja, embrião não tem atividade cardíaca ou não apresentou crescimento durante as avaliações. Neste caso, o embrião é totalmente eliminado do organismo materno, sendo eliminados todos os sinais gestacionais.

Geralmente esta perda gestacional é assintomática, sendo diagnosticada, geralmente, somente através de ultrassom. Como o próprio nome já diz, não existe a passagem espontânea do embrião, ficando retido no útero.

Depressão após perda de bebê

Estudos demonstram que após a perda gestacional mulheres sofrem de diversos transtornos psicológicos, como, por exemplo:

Sendo que este sofrimento, no geral, fica em níveis elevados durante todo o tempo que seria, então, o período gestacional (de nove meses). Portanto, importante que este o estado emocional da mulher também seja analisado após a perda gestacional, não somente ao aspecto físico.

Assim, primordial que as mulheres que passaram por uma perda gestacional tenham o tratamento adequado em razão do seu estado emocional. Não podemos esquecer de exercer a empatia, respeitando a dor do luto, com o apoio emocional à mulher, analisando de perto. Assim, a qualquer sinal de depressão, a conscientização de que é necessária a ajuda de um profissional da saúde mental.

Como lidar com a perda gestacional?

Perda gestacional resumido

Lidar com a perda gestacional é complexo, principalmente pela expectativa gerada na família pela chegada do novo bebê. Desde o início da gravidez planos são feitos e, gradativamente, o amor por aquele bebê só cresce. Então, com o encerramento da gravidez de forma abrupta, pode resultar em um grande trauma, não somente para a mulher, mas para toda família.

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Então, se você está passando por isso ou conhece alguém que precisa de apoio, separamos dicas importantes para conseguir lidar com a perda gestacional:

Reconhecer o luto

A morte de um filho sem dúvidas é uma experiência profundamente dolorosa, e isso não difere quando se fala em perda gestacional. O que, infelizmente, não é um sofrimento aceito socialmente, do modo com é a perda após o nascimento.

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    Por isso, importante enfatizar que a ausência de recordações físicas, geradas com a convivência entre pais e filhos, não pode desvalorizar a dor da perda gestacional.

    Ter empatia

    Ter empatia com a família em luto pela perda gestacional é fundamental para a recuperação. Se sentirem acolhidos, com outras pessoas que se coloquem no seu lugar, compartilhando de sua dor, é um ato de benevolência que muito ajudará em sua superação.

    Lembre-se que frases como “Não era pra ser” e “Você engravidará novamente” não ajudarão em nada e podem aumentar o sofrimento da mulher e de sua família. Acima de tudo, eles precisam de empatia, não palavras vazias, que podem fazer entender que estejam diminuindo o seu sofrimento.

    Não reprima os seus sentimentos

    Se você está sofrendo com a perda gestacional, saiba que não é saudável você suprimir a dor que sente. Pois, experimentar sofrimento por seu luto é o que fará com que consiga superá-lo. Caso contrário, ao reprimir a sua dor fará surgir o luto atrasado ou complicado, que poderá levá-lo a complicações psicológicas.

    Assim, se você não está conseguindo se libertar desse sofrimento, importante que busque ajuda de um profissional especializado em saúde mental. Ele lhe ajudará a ressignificar sua vida, para que você consiga seguir adiante.

    Perda gestacional frase freud

    Não existe culpado

    Comumente a mulher se sente culpada, tentando encontrar, a todo custo, explicação por aquilo ter ocorrido. Saiba que você não pode se culpar por um acontecimento que não estava sob o seu controle. E, se você não conseguir se livrar dessa culpa, importante que procure ajuda especializada, assim como grupos de apoio com mulheres que já passaram por perda gestacional.

    Atenção ao luto paterno

    Muitas vezes toda a rede de apoio está sob a mulher que sofreu a perda gestacional, mas não se pode esquecer que o pai também precisa de acolhimento. O que, em sua maioria, é negligenciado, pois seu papel se resume, em sua maioria, a cuidar da saúde física e emocional da mulher.

    Nesse ínterim, o pai acaba camuflando seus sentimentos, por ser forçado a lidar racionalmente com a situação. Isso pode ser muito complicado e resultar em problemas de saúde mental. E, até mesmo, impactar negativamente no relacionamento do casal.

    Por isso, tenha em mente que o pai, tanto quanto a mãe, precisa do devido apoio emocional neste momento tão doloroso. Assim, o acompanhamento psicológico e a terapia de casal pode ser de grande valia para ajudar na superação do casal.

    Portanto, em resumo, para lidar com a perda gestacional, são fundamentas atitudes como:

    • reconhecimento do luto;
    • exercer empatia;
    • não reprimir os sentimentos;
    • ter em mente que não existe um culpado;
    • respeito ao luto paterno.

    Dia da perda gestacional

    O dia 15 de outubro é considerado o Dia Internacional da Conscientização da Perda Gestacional. O dia foi proclamado em 1988, pelo então presidente norte-americano, considerando o mês de outubro o da Conscientização da Perda da Gravidez e do Bebê.

    Conforme pesquisas no Portal da Biblioteca e Museu presidencial Ronal Reagan, foi uma época em que muitas mães perderam seus filhos precocemente. Quando, a cada ano, nos Estados Unidos, cerca de um milhão de gestações resultavam em abortos espontâneos, natimorto ou morte de recém-nascidos.

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