sexo e sexualidade

Sexo e Sexualidade: significados, diferenças e aproximações

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Hoje falaremos sobre Sexo e Sexualidade. Quando iniciei meus estudos de Psicanálise, me deparei com um posicionamento de Freud, que muito me intrigou. Inicialmente relutei muito, e quando li que alguns de seus companheiros de jornada não concordaram com ele e abandonaram o “navio”, em um certo tema controverso, tendi prematuramente, a dar razão a eles.

O tema? Sexo e Sexualidade

Ele afirmou que tudo começa na infância. Oi? Como assim? Somos puros, sem maldade… E foi aí que tudo se abriu: Sexo e Sexualidade são diferentes (por definição e causa), ou ainda, justapostas, complementares, por assim dizer.

Mas afinal…Sexo x Sexualidade: O que nos torna iguais? Sexo versus sexualidade: o que nos torna iguais?

Ao continuar as leituras compreendi os pontos que ele defendeu. Fácil de assimilar e compreender? Não, não é. Imaginemos então, se em pleno ano 2000 temos dificuldades, o esforço e retaliação que ele passou em uma época onde muita coisa era tabu ou (pior) simplesmente tomada como anormal, uma doença.

Sexo e Sexualidade: as “doenças” provêm de algum lugar

Quando se afirma que a maior descoberta de Freud foi nos “dar” o inconsciente, “derrubando” a consciência de ser o centro de nossas “mazelas” e tentando nos exigir uma retidão de reações e posturas racionais “dignas”, sem sombra de dúvidas foi a resposta a atenção, respeito e cuidado com cada um de seus pacientes.

Mesmo boa parte de nós não sabendo distinguir com exatidão, a diferença entre sexo e sexualidade, é visível o quanto existe preconceito, falta de informação (que geralmente é a fonte do preconceito) e falta de respeito ao que cada um entende e segue, dentro de sua escolha.

Penso que uma das formas de comprovação é o quão estamos preparados para compartilhar esse assunto tão íntimo, em nossas terapias e análises. Ela, geralmente, só se apresenta se, em algum momento for algo que muito nos incomode. Sendo assim, se faz necessário sermos mais honestos, antes de julgarmos os preconceitos ou tabus alheios.

Fatores sociais, culturais e emocionais

Independente do que nos excita, nos adoece ou nos deixa felizes com nossa sexualidade, não podemos deixar de pensar com que base fomos feitos.

Temos fatores sociais, culturais, emocionais que podem nos levar a extremos de comportamento que vão de encontro a qualquer lei ou aceitação em nossa sociedade.

  • E o que dizer de casais que têm desejos diferentes, na hora de realizar suas fantasias, ou simplesmente atingir um orgasmo?
  • E como se convive sexualmente pleno, quando seu parceiro é tão diferente?

Você ama, mas o amor precisa de “adendos”, e um deles é o sexo. Sexo é uma conexão forte, densa. Temos desejos diferentes, e cabe cedermos para dar prazer ao outro, como uma troca. A não ser que, citando um trecho da obra de Ariano Suassuna em “O Auto da Compadecida”: “Você está doido pra matar e eu doido pra morrer”, ou seja, alguém sádico se relacionando com um masoquista.

Amor, sexo e sexualidade: diferenças e complementariedades

Com todo respeito ao amor: ele não é o todo poderoso. Somos tão intensos, variados, sazonais. O que fazíamos aos 20, não faremos aos 40, ou ainda, melhoraremos muito, aos 40.

Somos ID, “somos” inconsciente, nesse quesito. Mas, de forma ampla, somos uma mistura de tudo que queremos, somos e podemos.

Antigamente, a sexualidade tinha seus “objetivos”. Seja de reprodução, prazer ou amor, conectando todos os pontos. A religião teve um papel forte e “protagonista” de muita coisa ao longo da história da humanidade.

Fantasias, Sexo e Sexualidade

Temos conhecimento de tantos casos de pedofilia dentro da igreja católica. Imagino um animal ferido, preso em uma jaula de desejos, fantasias que ao se ver liberto, ou com oportunidades, não consegue segurar suas pulsões e corre para saciá-las.

Sexo é vida, é vazão. Analogamente, o que se faz quando uma represa chega ao seu limite máximo de água? abre-se aos poucos, para que toda aquela água siga seu caminho, sem causar devastações. Assim somos nós. Sempre em busca de vazantes, de paixões, de dar e sentir prazer.

Abordagens na diferenciação entre sexo e sexualidade

Nossas “variedades” em sentir prazer, nos permite analisar nossa própria história. A associação de um terapeuta sexual com uma terapia, ou análise por exemplo, pode produzir uma sensação libertadora, pois vai apoiar o entendimento do motivo de fazermos, a nível do consciente.

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    O que passamos a entender, compreender e aceitar pode nos transformar profundamente. O tempo, a vontade e desejo de ser e estar bem, sexualmente, pode nos conectar as nossas fases psicossexuais e revelar muito.

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    Finalmente, independente do que apresentamos em nosso comportamento sexual, nos compete, mas não nos define em sua totalidade. Quando pensamos em nossos desejos, pensamos em prazer, em felicidade momentânea. Funciona como uma recompensa, diante de um tipo de “escravidão” quando estamos em contato com nosso superego.

    O desejo e a sexualidade humana

    Não temos que ser regidos por um senhor apenas. Temos que sentir o prazer de podermos usufruir de cada “camada” de nosso aparelho psíquico, de forma coesa. Mas isso leva tempo, afinal é uma jornada.

    Sabe o que nos torna iguais? O direito, e o desejo de cumprir essa jornada Uma jornada que precisa ser prazerosa, saudável e principalmente, contínua.

    Este artigo sobre sexo e sexualidade foi escrito por Poliana B. Falcão([email protected]), mulher feliz, assumindo o que sempre quis: conhecer e evoluir sempre, para ser o melhor possível para mim, e para o outro; estudante de Psicanálise (com muito amor e honra).

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