pessoa histérica

Pessoa histérica e conceito de Histeria

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Você por acaso já se irritou com o comportamento de uma pessoa e, como resposta, ouviu que você é uma pessoa histérica? Você deve ter ficado com raiva, nós sabemos. De modo geral, socialmente, as pessoas histéricas são consideradas indivíduos desequilibrados. Assim, quando alguém te fala que você pertence a esse grupo de pessoas, realmente não se trata de uma associação bacana. No entanto, o significado real de histeria é muito mais profundo!

O que é histeria?

Ao contrário do que muitas pessoas imaginam, a histeria não é uma personalidade, emoção ou um tipo de comportamento. Na verdade, trata-se de uma patologia; para sermos mais específicos, a histeria é um distúrbio mental sério.

Assim, quando alguém diz que você é uma pessoa histérica, mesmo sem querer, a pessoa está categorizando você como uma pessoa doente. Essa acusação pode ser ignorância mesmo. Contudo, pode não ser!

Quando não é – O caso do gaslighting

Geralmente é este o discurso de quem faz gaslighting, por exemplo. Nesse caso, o homem comete um tipo de violência psicológica com sua companheira, namorada ou esposa. Ele faz isso para mascarar os abusos que comete na relação.

Para quem não sabe, essa é uma estratégia que implica em transformar as ações, pensamentos e emoções da vítima em paranoia. É em relações como esta que uma mulher é tida como uma pessoa histérica.

Quando é – As “bruxas” da Idade Média

Por outro lado, no curso da história, nem sempre a histeria foi pretexto para violentar as mulheres psicologicamente. Esse é um caso em que a mulher não está doente, mas é convencida a achar que está. Contudo, mulheres realmente doentes tiveram sua integridade física muito comprometida pela ignorância religiosa.

Na Idade Média, muitos cristãos queimaram mulheres histéricas por considerarem que elas eram bruxas. De fato, quando você observa o comportamento de uma pessoa histérica, ele foge do normal. Contudo, isso não significa que a mulher esteja possessa por um demônio. Precisamos de informação científica para que as pessoas aprendam a identificar um comportamento patológico como tal!

Quem é o responsável por identificar e estudar o comportamento da pessoa histérica?

Bom, agora que você já sabe que uma pessoa histórica é uma pessoa que precisa de ajuda, deve estar interessado em quem estudou esse distúrbio mental. Chamamos a atenção para dois nomes já muito conhecidos aqui em nosso blog. Trata-se de Charcot e Freud. Nada mais nada menos que um dos maiores neurologistas de todos os tempos e o próprio pai da Psicanálise!

Jean Martin Charcot

Para Charcot, que era um adepto da técnica da hipnose, o problema era psiquiátrico. Assim, para o estudioso, já era evidente que uma pessoa histérica não tinha questões de ordem religiosa.

Sigmund Freud

Por outro lado, para Freud, o problema tinha origem em uma questão sexual não resolvida. Se você já sabe como Freud fundamenta a base teórica da Psicanálise, sabe que traumas sexuais são causadores de vários problemas de origem psíquica e comportamental.

Características da pessoa histérica

Tendo isso em vista, confira agora as principais características do comportamento de uma pessoa histérica:

  • Paralisia (membros do corpo histérico paralisam, como braços e pernas),
  • Comportamento afetado, exagerado e exuberante,
  • Anestesia ou hiperestesia (muita ou nenhuma sensibilidade no corpo, principalmente na pele),
  • Confusão mental,
  • Múltipla personalidade (histeria com acessos de mau humor, choro e acusações),
  • Ataques nervosos.
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Apenas a mulher pode ser uma pessoa histérica?

Quando os sintomas acima começaram a ser identificados como algo que acontece em conjunto, geralmente os sujeitos observados eram mulheres. Por esse motivo é que o distúrbio ficou conhecido como ‘histeria’, do grego hystéra (útero). Para as pessoas que viveram na Antiguidade, a energia concentrada nesse órgão feminino viajava por todo o corpo da mulher, causando os ataques histéricos.

No entanto, a ciência já admite que a histeria não é um problema feminino apenas. Apesar de acometer muito mais mulheres do que homens, seus sintomas podem ser observados nos dois sexos. Se você considerar as explicações que Freud e Charcot trazem para discutir o problema, a histeria não pode ser mais discutida nos termos de uma ‘doença de mulher’.

Filmes para aprender um pouco mais sobre o tratamento de uma pessoa histérica

Talvez, ao ler este texto, você não tenha muito claro como uma pessoa histérica realmente se parece. Se for o caso, trouxemos 3 indicações de bons filmes que tratam do assunto. Em alguns deles, você até verá Freud e Charcot retratados e teorizando sobre o comportamento histérico. Vale a pena fazer aquele baldão de pipoca para maratonar e aprender!

Um método perigoso (2011)

Este enredo ocorre após a teorização da teoria conforme feita por Sigmund Freud. Nessa história, é Carl Jung que está analisando a paciente Sabina Spielrein, que sofre com histeria. Essa personagem é brilhantemente interpretada por Keira Knightley, que está acompanhada por outros atores de renome: Michael Fassbender, Viggo Mortensen e Vincent Cassel.

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Histeria (2011)

Neste filme, retrata-se a realidade de mulheres histéricas em 1880, na Inglaterra. Para resolver o problema, o doutor Mortimer Granville estuda como diferentes técnicas surtem efeito no comportamento feminino.

Augustine (2012)

Aqui o protagonista da história é Charcot, que no enredo trata da paciente Augustine. Como já discutimos mais acima, para as pessoas, a jovem era tomada por possessões demonícas. Assim, coube ao neurologista alçar o status do comportamento do jovem à patologia.

Considerações finais sobre a pessoa histérica

No texto de hoje, você aprendeu um pouco mais sobre o que é histeria. Ao ler nosso conteúdo, você viu que essa doença foi pretexto para várias violências cometidas contra as mulheres com o passar do tempo. Infelizmente, a ignorância sobre o assunto faz com que mulheres se julguem doentes quando não estão até o dia de hoje. Assim, é necessário espalhar informações como esta para que todos venhamos alcançar o esclarecimento.

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