Psicanálise e espiritualidade

Psicanálise e Espiritualidade: relações entre dois mundos

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Neste texto entenderemos sobre a relação entre a Psicanálise e espiritualidade, levando em consideração que houve um aumento das chamadas terapias alternativas nos últimos tempos sendo, terapias alternativas, o termo referencial para práticas terapêuticas complementares aos tratamentos de saúde tradicionais que vêm crescendo em popularidade e expansão no Brasil.

A relação entre a Psicanálise e espiritualidade

Muitas dessas técnicas são originárias de países orientais que datam de práticas milenares. Desde que ficou provado e reconhecido a teoria do Efeito Placebo (Placebo é o nome que recebe um fármaco inerte, que apresenta, no entanto, efeitos terapêuticos devido aos efeitos psicológicos da crença do paciente de que está de fato curado ou sendo tratado) a medicina tradicional abriu espaço para a ideia de que possa existir algum fenômeno atuante tanto na mente quanto no corpo físico do ser humano.

Essa discussão vai além das religiosidades que são diversas e todas as discussões, sejam elas de ordem psicológica, religiosa, médica e afins, se preocupam com um único objetivo: o bem estar, a saúde e a qualidade de vida do ser humano, sem desprezarem as prováveis dimensões do sentido da vida e da existência. Até os tempos modernos os conflitos eram tratados pelas religiões que detinham o julgamento e tratativa para os diferentes casos.

Após esse período onde houve divisão de interesses entre religião e ciência. A razão e a fé ganham destaque oportunizando o surgimento de várias especulações e estudos. Nesse período, o médico neurologista e psiquiatra em estudos de casos histéricos da época começa a especular a existência de conteúdos mentais que atuavam de diferentes formas em cada paciente. Ele era Sigmund Freud e posteriormente ficou conhecido como o pai da Psicanálise por dedicar sua vida e carreira em estudos que buscavam a compreensão mais específica e científica dos conteúdos mentais.

Freud, Psicanálise e espiritualidade

Freud era judeu e também ateu mas sua criação de teorias e métodos não deixavam de esbarrar e também confrontar uma ou outra teoria religiosa que à visão de alguns estudiosos, defendem que Freud acabou criando teorias, práticas e procedimentos condizentes com uma Espiritualidade não religiosa que abriram margens para o levantamento de questões que abordam a Psicanálise e a Espiritualidade em estudos paralelos e semelhantes como veremos ainda nesse texto.

Antes de abordar o tema, é preciso esclarecer que nem sempre os temas religiosidade e espiritualidade estiveram apartados da ciência. Em algumas tradições, por exemplo a judaica, concebe o ser humano sem separações entre corpo e alma nem também como corpo, alma e espírito ou outra parcialização que os tempos modernos trouxeram à tona.

Quando abordado aqui o termo Espiritualidade para fazer paralelo com a Psicanálise, o objetivo é refletir sobre o termo de forma mais abrangente. “O termo espiritualidade pode ser definido como uma propensão humana a buscar significado para a vida por meio de conceitos que transcendem o tangível, à procura de um sentido de conexão com algo maior que si próprio” (Wikipédia).

Psicanálise e espiritualidade: campo clínico teórico

Já no termo Psicanálise, entende-se que ela é um campo clínico teórico que se ocupa em explicar o funcionamento da mente humana, ajudando a tratar distúrbios mentais e neuroses. O objeto de estudo da psicanálise concentra-se na relação entre os desejos inconscientes e os comportamentos e sentimentos vividos pelas pessoas. Quando negamos os instintos, negamos a vida.

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Essa frase pode servir de modelo para explicar a importância do termo Pulsão, muito utilizado por Freud para contextualizar os processos dinâmicos que consistem em força ou pressão que predispõe o organismo do ser humano a um determinado objetivo.

A espiritualidade trata o ser humano como um ser integral, que vem trazer luz às origens daquilo que Freud chamou de Pulsão Para a espiritualidade, pode-se dizer que a Pulsão é a energia criada pelas seguintes reações: o ser humano pensa em algo e quando isso passa pelo emocional e é reprimido de alguma forma, ocasiona em um processo de bloqueio mental e energético. Mas o corpo precisa deixar a onda fluir e sendo assim, ele somatiza em forma de bloqueios, doenças e outros.

As dimensões do ser humano

A definição de ser humano integral veio de Stephen Covey, ele defende que o ser humano é formado por 4 dimensões – mente, coração, corpo e espírito. Portanto, a negação dos instintos (Pulsão nos termos da Psicanálise) ocasiona em bloqueios, distúrbios e dificuldade de interação social. Freud não negou a existência de fenômenos ligados à religião, tanto que ele se empenhou em trazer uma visão científica para algumas escritas.

Ele sempre procurou uma lógica psicológica, psicoterapêutica às experiências ditas como religiosas que nada mais eram do que as experiências da ciência oculta, do simbolismo, da fé, de tudo que contrariava a razão e a base científica tradicional da época.

Conclusão

Sigmund Freud sempre buscou uma interpretação intrapsíquica pois, se a religiosidade ou espiritualidade produz-se no psiquismo humano, então era na mesma psique que seriam encontradas as respostas e soluções.

Por essa razão, concentrou-se no pólo subjetivo da religião. Permeando entre as possíveis janelas e lacunas de Freud, visto que todo o material criado pelo pai da Psicanálise não exclui as categorias opostas às suas teorias é que torna possível a aproximação e o diálogo entre as teorias científicas, religiosas, não religiosas, psicanalíticas e espiritualistas mantendo-se o foco principal entre todas as categorias que é o cuidado com o ser humano como um todo.

O presente artigo foi escrito por Alana Carvalho([email protected]). Estudante de Psicanálise Clínica. Trabalha como terapeuta Reikiana (Espaço Reikiano Alana Carvalho) e o curso de Psicanálise está expandindo seus horizontes e a ajudando com o processo de autoconhecimento.

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