Psicologia aplicada nas Escolas

Psicologia aplicada nas Escolas: O que e como é?

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Você sabia que, a partir de 2019, as escolas de educação básica devem contar com atendimento psicológico? Como funciona essa psicologia aplicada nas escolas? No que esses profissionais podem auxiliar na vida dos alunos? Descubra tudo!

A evolução da sociedade atual

Muito se fala que a sociedade atual é um celeiro de doentes comportamentais, e vários estudiosos enumeram razões para essa afirmação. Certamente, eles se baseiam como observadores científicos, que veem os movimentos cotidianos e as interações interpessoais que regem essa sociedade. 

A origem familiar, os valores e princípios adquiridos, as diversas relações com o meio e os sentimentos absorvidos, constroem a natureza e a personalidade de cada um e serão levadas consigo, em todas as etapas de sua evolução. Assim, tudo que foi apreendido e assimilado desde a fase gestacional até a adulta, é colocado à prova sistematicamente ao longo da vida.

A partir do momento em que uma criança estabelece a sua primeira relação fora de casa e, para ser mais preciso, na sua escola, tudo é considerado novo, tudo é inédito. Assim, tudo é um grande mistério e, até mesmo, um universo estranho ao que se viveu até aquele momento.

No entanto, seu desempenho será um reflexo do que recebeu, ou não, dos seus pais ou responsáveis. Essas novas relações terão inúmeras vertentes de amor e ódio. Além de afinidade e disputa, compartilhamento e individualidade, respeito e egoísmo. Enfim, a gestão desses comportamentos tornarão a criança capaz de convivências saudáveis e outras nem tanto.

A Psicologia aplicada nas escolas: como ela funciona?

A escola é lugar de aprendizado, de acesso a informações, de adquirir conhecimentos e de formação intelectual. Mas, também, é espaço de construção do viver em perspectivas distintas do bem-estar individual e coletivo.

 O trinômio Família, Escola e Sociedade terá importância vital e histórica no futuro de cada um. Isso, pois os educadores, junto da psicologia aplicada nas escolas por psicólogos, terão o papel de identificar, de forma eficaz, as possíveis fragilidades, traumas, carências e distúrbios. 

Além de, também, apontar caminhos à própria criança e aos responsáveis, através de tratamentos e técnicas que amenizarão ou solucionarão parcial ou totalmente as mazelas, enaltecendo as potencialidades e talentos para que encarem o futuro com mais maturidade. 

Caso a caso, o psicólogo fará suas sessões conforme a estrutura que a escola lhe proporcionar e, principalmente, a disponibilidade de cada família para o fortalecimento dessa relação profissional. Na qual a profunda observação do todo psíquico e o diagnóstico correto do melhor tratamento, resultará na melhora do ser humano em questão. 

Aqui, não está tão somente o simples serviço prestado que a frieza do resultado favorável seja o único objetivo. Mas, a satisfação e realização dessa melhora de ambas as partes é algo incomensurável, não tem preço e, sim, valor para o resto da vida.

Psicologia aplicada nas escolas: quem pode indicar o aluno para o acompanhamento psicológico?

Os Professores em sala de aula, me referido aos da Grade Curricular Normal de ensino, possuem também uma importante missão além das pedagógicas. Ou seja, tem a missão de detectar as variações de comportamentos e anormalidades dos seus alunos no que tange, não só ao rendimento e aprendizado escolar, mas, de caráter comportamental. 

Ademais, sabemos perfeitamente que uma sala de aula é o espaço mais adequado para essas revelações, pois existem os mais variados perfis, características e posturas de comportamento das crianças e adolescentes. 

Muito embora esses profissionais têm a obrigação de repassar conteúdos, tarefas e provas aos estudantes, eles são providos, naturalmente, de um olhar clínico, que identifica facilmente essas distorções.

 Assim, eles podem contribuir indicando ao Setor de Psicologia das escolas esses casos para serem trabalhados. Portanto, não precisamos deixar que chegue ao ponto de acontecer algo de mais grave dentro ou fora da sala de aula. E, até mesmo, de uma situação irreversível de insuficiência nas notas e resultados do ano letivo. Assim, é dever de todos os profissionais e colaboradores que fazem parte da Instituição de ensino encaminhá-los a essa avaliação correlata para o tratamento adequado. Este que é de suma importância a toda comunidade estudantil e, por que não dizer, familiar também. 

Por outro lado, não devemos esquecer que essa agenda positiva voltada às análises psicológicas de alunos não deve ficar restrita às Escolas de Ensino Particular. As ações das Secretarias de Educação e Cultura de cada canto desse país devem fazer parte de uma pauta de reivindicações e de políticas públicas efetivas voltadas para toda a sociedade de forma constante,como a nova lei promulgada, que garante atendimento psicológico alunos de escola pública.


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Conclusão

 Por fim, o exercício da cidadania passa, principalmente, pela Educação e suas práticas de formação em todos os aspectos do ser humano e de suas relações. As necessidades de tratamentos e acompanhamentos psicológicos não são somente da classe social menos abastada, talvez, na mesma proporção, os mais afortunados também mereçam atenção.

Porém, em contrapartida, aqueles que tem condição financeira sempre foram assistidos por psicólogos, e só agora, em 2019, é que foi promulgada a lei que garante aos alunos de escola pública um bom apoio psicológico. Assim, esperamos que a lei seja cumprida e que todas as crianças em idade escolar tenham acesso à psicologia aplicada nas escolas.

A percepção ocasional dos seus próprios recalques, instabilidades emocionais, frustrações e dos vários desejos contidos e não realizados, ocasiona reflexos surpreendentes e podem trazer sérios problemas de convívio e convivência. Portanto, se cada um tiver a possibilidade de fazer acompanhamento psicológico, os problemas escolares e familiares irão diminuir. E as crianças terão mais um apoio nas escolas.

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O artigo acima foi escrito por Mardhen Melo, exclusivamente para o nosso Blog Psicanálise Clínica.

 

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