quarta ferida narcísica

Uma proposta para a quarta ferida narcísica

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Para esta proposta de quarta ferida narcísica, evidenciamos que, a despeito de tudo que falamos, a respeito de nos considerarmos Homo sapiens, ou, mesmo nos auto intitularmos seres pensantes, de nos citarmos como racionais, na verdade a nossa parte animal é a que predomina.

Iludimo-nos, via religiosidade e/ou mito, que o ser humano transcendeu a sua parte animal que desejo aqui ligada à Natureza (Phýsis em si), portanto o ápice dessa natureza que destruímos. Esse da destruição da Natureza talvez seja a proposta de suicídio do ser humano ao longo de milhões de anos.

Entendendo sobre a quarta ferida narcísica

Da mesma maneira que qualquer estímulo leva milésimos ou mesmo milionésimos de segundo para atingir o cérebro e ter uma resposta, em todos os campos e temas, é provável que, em função disso, vivemos o tempo todo em termos de respostas aos estímulos internos e externos.

Eis a quarta ferida narcísica: mente, memória, pensamento, nada disso existe. É um nominalismo para organizar em alguma caixinha esta leva de conhecimentos.

Existe, sim, uma resposta a estímulos externos e internos, como disse, e, de tão rápida resposta dá a impressão – impressão biológica – impressão sensível, impressão corporal, impressão somática, impressão da carne de que pensamos.

Quarta ferida narcísica: usamos esse termo “Pensar”

É necessário levar em consideração de que quando dizemos pensar já é um ato reflexivo fundado nas articulações de palavras desde as cavernas.

Denominação de que fazemos uma coisa da qual não temos a mínima ideia do que se trata: – o Cogito Ergo Sum de Descartes, é a frase que dá origem ao erro que nos faz dizer que somos indivíduos.

Freud já disse que somos divididos. A percepção de nós mesmos entra para a “compreensão” através daquilo que já chamamos de resposta aos estímulos – exteriores interiores – que forma uma rede de alta complexidade que é o ser humano, que continua animal.

Conclusão

A cibernética nos faz absorver de que somos mesmos computadores altamente complexos, ligados na tomada do alimento, mas, que toda a nossa reflexão não passa de estímulo que bate e volta, como no espelho; essa reflexão que pode ser múltipla, complexa, mostra variados caminhos a seguir.

Somos o produto de processos biológicos, repetidos, adequados, adaptados – Garcia Rosza – ao longo de milhões de anos, concluindo que os processos também são novos estímulos, causados por nós mesmos.

Somos reflexo. Somos um extraordinário cão de Pavlov transformada em máquina com múltiplas opções de caminhos. Basta estimular. Imediatamente refletimos.

Este artigo foi escrito por COELHO DE MORAES([email protected]gmail.com), professor de Filosofia, maestro compositor, dirige o TPM – Teatro Popular de Mococa, autor de literatura e artista plástico.

 

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