Quem era o pai de Ícaro

Quem era o pai de Ícaro na mitologia grega?

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Os mitos e lendas gregas carregam um poder arrebatador de revelar aspectos importantes da mente e comportamento humano. Esse é o caso da história envolvendo Ícaro e o seu pai, Dédalo, que ensina uma valiosa lição sobre humildade. Vamos entender melhor quem era o pai de Ícaro a qual a mensagem que tiramos de sua história.

A inveja de Dédalo

Em Atenas, Dédalo se mostrou um prodígio na engenharia e artesanato, fazendo o seu nome conhecido por toda Grécia. Dado o aumento de encomendas por causa de sua fama, o mesmo procurou um ajudante, o seu sobrinho Talo, para auxiliá-lo. Entretanto, o que ele não sabia era que Talo tinha um talento natural que só melhorou com seus ensinamentos.

Nisso, sentindo inveja das criações e inovações do sobrinho, Dédalo decidiu matá-lo e tirá-lo de seu caminho. Perdendo sua própria criatividade e genialidade artística pela inveja, atraiu o sobrinho para o templo de Atena. Assim que o inocente jovem se distraiu nas muralhas, o tio o empurrou do precipício, matando-o.

Sabendo quem era o pai de Ícaro agora, todos o julgaram e condenaram à prisão, algo que ele evitou ao fugir. Discretamente, voando pelo tribunal, uma perdiz, a alma de seu sobrinho transformada em ave por Atena, assistiu a tudo. Naquele instante, a justiça que a alma do rapaz queria começava a ser feita.

Tornamos-nos prisioneiros quando não atendemos nossa alma

O pai de Ícaro conseguiu fugir para a cidade de Creta, onde já tinha fama por seu trabalho. O rei de Creta, Minos, recebeu a sua chegada com extremo louvor, mas fez uma exigência rigorosa por protegê-lo. De agora em diante, Dédalo somente poderia esculpir para ele, sendo artesão e engenheiro exclusivo da majestade.

Embora construísse muitos monumentos para Minos, Dédalo teve a sua liberdade criadora perdida. Tudo dependia dos caprichos do rei e o artesão nada podia fazer para reverter a situação, pois era um prisioneiro “convidado”. Porém, a rainha Pasífae se apaixonou por um touro e pediu que ele criasse uma armadura para que pudesse atrair o animal.

Desse amor incomum, nasceu o Minotauro, a lendária criatura metade homem, metade touro. Por conta disso que, mais uma vez, o rei exigiu a criação de um lugar de prisão e tortura ao ser. Dédalo construiu o famoso labirinto que, como um enigma, prenderia a criatura para sempre. Você pode ler um pouco sobre isso em um livro muito recomendado pelo The New York Times, chamado Circe, de Madeline Miller.

A prisão com Ícaro

O rei Minos exigiu do rei Egeu que entregasse 7 rapazes e 7 moças para sacrificar ao Minotauro. Contudo, revoltado com o pedido, o filho de Egeu se infiltra no grupo e conquista Ariadne, filha de Minos. Embora estivessem apaixonados, ela devia lhe contar os segredos do labirinto, algo que já sabia das mãos de Dédalo.

O príncipe venceu o monstro e fugiu com a princesa, levando o irmão dela como refém. Para retardar Minos, esquartejaram o jovem para que o pai recolhesse seus pedaços no mar. Nisso, o rei culpa o pai de Ícaro e condena o artesão e seu filho à eternidade no labirinto.

Ainda que estivesse preso na sua criação, o restante de sua genialidade ainda aflorou e encontrou um caminho para fugir. Eles iriam voar.

A fuga

Uma forma de compreender quem era o pai de Ícaro é estudar seu histórico em momentos de crise. Embora tenha deixado a vaidade e o ciúmes lhe corromperem, quando necessário, teve um vislumbre de como usar sua arte para sobreviver. E com o filho ao lado, precisaria agir com urgência para que ambos não morressem.

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Encontrando algumas penas no local, o artesão montou asas prendendo elas com linhas para que saíssem voando. A camada de cera serviria para manter o material mais firme e seguro. Abraçado na coragem e instruindo corretamente o seu filho, ambos fugiram do labirinto e alçaram voo na ilha.

Porém, ignorando os conselhos do seu pai, Ícaro voou muito mais perto do sol que deveria. Estava deslumbrado pela sensação de poder e liberdade que voar lhe dava. Assim, a cera de suas asas começou a derreter e o jovem caiu no mar, morrendo logo após isso.

Significados

Entendendo quem era o pai de Ícaro na mitologia grega, fica mais fácil encontrar seus significados. Basicamente, o mito de Dédalo fala a respeito das limitações físicas e emocionais do ser humano, mesmo que este seja cheio de criatividade. Aqui conseguimos tirar algumas lições. Confira-as abaixo!

A juventude

Enquanto nós somos jovens, carregamos sonhos grandes e projetos divinos em nossas mentes. Isso porque a busca por fazer algo sagrado acaba por alimentar a liberdade de nossa alma. Sempre vamos querer mais, melhor e batalhar para tudo permanecer assim.

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A vaidade nos corrompe

Dédalo possuía um talento extraordinário para a criação e construção do belo e inimaginável. Contudo, a sua inveja pelo sobrinho o fez parar de focar em melhorar e passar a superar esse novo “rival”. Graças à sua vaidade, o artesão, antes primoroso, seguiu por um caminho diferente do que queria inicialmente.

A perda do bom senso

O ápice da inveja de Dédalo foi o planejamento da morte do seu sobrinho, que o admirava como profissional. Isso faz alusão direta aos excessos que muitos cometem para alcançarem o que desejam. Embora não possam matar ninguém, suas ações sem bom senso mudam a vida de todos para sempre.

Paralelos

De um modo geral, compreender quem era o pai de Ícaro nos faz refletir sobre nós mesmos como indivíduos. Até que ponto chegaríamos para validar o que desejamos e conseguirmos o que queremos? O mau caratismo de Dédalo em um ponto de sua vida já consagrada mostra que todos estamos vulneráveis a isso.

Pense bem: algumas pessoas quando não conseguem o que desejam gastam a sua força tentando achar um culpado. Em vez de superarem as suas limitações, tentam superar os demais porque os enxergam como concorrentes. Isso não é uma busca por crescimento pessoal, mas, sim, por reconhecimento social e ego.

Dédalo representa a nossa frustração diante do novo, diferente e atualizado padrão de pensar. Com medo de sermos substituídos, podemos fazer loucuras e nos entregar ao nosso lado mais selvagem. Embora na história o Minotauro seja a fera, o verdadeiro monstro reside nos próprios homens.

A prisão da vida

Para encerrar a história de quem era o pai de Ícaro, trazemos as motivações e consequências do caminho escolhido por ele. Isso fica visto na ação do:

Ego inflamado

Da mesma forma que Dédalo, muitos de nós nos prendemos ao nosso ego inflado. Com isso, passamos a viver desejos e realidades que não são nosso e vivendo na sombra do que queríamos. Construir sonhos que não são seus impede de ter uma vida natural e satisfatória, já que o foco é ser apenas o único, e não feliz.

Limitação de capacidade

Um dos maiores erros de Dédalo foi empregar seu talento para obter apenas reconhecimento, e não satisfação. No momento em que nos afastamos dos nossos sonhos perdemos o sentido de nossas vidas. Assim como ele, criamos um labirinto onde perdemos a nossa alma nos corredores da insatisfação prisioneira.

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Quando permanecemos em empregos, relacionamentos e qualquer outra situação que não atende os apelos de nossa alma, nos tornamos prisioneiros.

Considerações finais sobre quem era o pai de Ícaro

O mito envolvendo a história de quem era o pai de Ícaro traz ensinamentos valiosos às nossas vidas. Em suma, se trata de não ceder aos caprichos do ego, má vontade e sermos felizes com quem realmente somos.

Falando diretamente para você leitor, evite se comparar aos demais e renegar o seu talento à vida. Se chegou onde está é porque fez por merecer e deve ter consciência do seu mérito. Você é capaz de qualquer coisa construtiva em sua vida sem precisar tirar os demais do seu caminho.

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