saúde mental na prática

Saúde mental na prática: um antídoto contra a ansiedade

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Para discorrer sobre esse tema, penso eu que antes é preciso definir os significados das palavras chave do titulo sobre saúde mental na prática, um antídoto para a ansiedade.

Quando podemos desembrulhar as ideias formadas, fica mais fácil compreender as causas, os efeitos e as circunstâncias dos fatos.

Entendendo a saúde mental na prática

Saúde mental, expressão tão recorrente no nosso dia, bem como o é, também, a palavra “empatia”, que está na moda neste início do Século XXI, especialmente nesse momento tão conturbado da história humana, quando as pessoas tiveram forçadamente que permanecer em distanciamento social, ou afastamento físico, a expressão citada aqui parece ter novo significado. Sigmund Freud, o Pai da Psicanálise, afirmou que o aparelho psíquico é particionado.

Segundo ele, é o aparelho psíquico que comanda a existência humana. Ou seja, em sua primeira tópica, Inconsciente, pré-consciente e consciente, Freud, afirmou que na organização das nossas ideias, as neuroses são uma forma de defesa inconsciente contra ideias insuportáveis. Ainda, uma Neurose surge porque um evento insuportável ao estado consciente atrapalha demais a vida de uma pessoa. Neurose é a definição para os sintomas de doenças nervosas.

Em seus estudos Freud concluiu que tornar consciente um fato inconsciente, tinha efeito curativo. E, para quem é estudioso do assunto, na sua segunda tópica, Freud afirma que Id, Ego e Superego são indissociáveis, intangíveis e intrínsecos, ou seja, existem, mas não podemos vê-los e não podemos toca-los mas, nossa conduta é pautada pelos elementos do que os constitui.

Equilíbrio emocional e saúde mental na prática

A energia que dispensamos para lidar com os próprios pensamentos, determina o nosso equilíbrio emocional, portanto, essa energia é balisadora da nossa saúde mental. Em Psicologia moderna, neurose é sinônimo de psiconeurose ou distúrbio neurótico. Diz respeito a qualquer transtorno mental que, embora cause tensão e incômodo, não interfere com o pensamento racional ou com a capacidade funcional da pessoa, entretanto, o que diferençia a neurose da normalidade é a incapacidade do indivíduo de resolver conflitos internos e externos de forma satisfatória.

Espero que a ideia geral sobre a expressão “saúde mental “ tenha sido bem fundamentada aqui. Antídoto, por definição é uma substância ou mistura que neutraliza, reverte ou anula os efeitos de um agente. Por exemplo, metais pesados podem se acumular no tecido gorduroso ou nervoso, causando danos e, o antídoto, consiste em substâncias que se combinam com eles, evitando-os de agir no organismo.

Os agentes neurotóxicos, como alguns inseticidas e gases de guerra química, como o gás sarin ou GB, que é um composto organofosforado na formulação [(CH3)2CHO]CH3P(O)F, sem cor e sem cheiro, usado como arma química devido à sua extrema potência sob o sistema nervoso.

Atropina e saúde mental na prática

A atropina, por exemplo, alivia o efeito dos agentes neurotóxicos, dando tempo para que o atingido possa chegar a um hospital, mas não cura. O uso em excesso causa arritmia, entre outros. Vale lembrar que antídotos também podem prejudicar a saúde se aplicados de forma incorreta.

Ansiedade: Emoção que se manifesta por meio de sintomas físicos e psicológicos pode se tornar uma doença, causando medo e preocupação extrema. FacebookTwitte

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Todos nós em algum momento já experimentamos a sensação de ansiedade. Os motivos podem ser os mais variados possíveis, como o resultado de uma prova ou a necessidade de falar em público. Trata-se de uma emoção natural dos seres humanos, parte de nossas vidas.

Saúde mental e sintomas de rotina

Porém, quando esses sintomas se manifestam de forma mais intensa, causando medo e preocupação extrema diante de situações de rotina, a situação pode ser considerada uma patologia, comprometendo a saúde física e emocional. De acordo com a Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde, a “ansiedade generalizada” recebe o código CID 10 – F41.1.

A ansiedade é um sintoma natural, uma resposta do corpo humano às preocupações do dia a dia, um dos aspectos do medo. E o medo é um sentimento necessário, pois ele tem o propósito de nos manter em segurança diante de riscos iminentes. Esse componente é considerado fundamental para a nossa sobrevivência. Porém, a ansiedade se torna um problema quando essa preocupação é desmedida ou frequente em relação a situações do cotidiano.

A chamada “ansiedade crônica” ou “ansiedade generalizada” pode aumentar os níveis de tensão e estresse, cultivando uma espécie de medo irreal, agindo de forma independente do nosso pensamento racional. Esse reflexo do organismo libera adrenalina, resultando em aceleração dos batimentos cardíacos, aumento do consumo de oxigênio, retração do intestino, dilatação das pupilas e liberação de glicose.

Os sintomas

Os sintomas são amplos e variados e podem se manifestar de maneira física ou psicológica. No primeiro grupo podemos destacar falta de ar, sudorese, tremores nas mãos, sensação de fraqueza, náusea, tensão muscular e dor de barriga. Já entre os aspectos psicológicos podemos citar o nervosismo, o medo constante, o descontrole dos pensamentos, a irritabilidade e a insônia. Não há estudos conclusivos sobre as causas que levam uma pessoa a desenvolver ansiedade.

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    Entretanto, o que se sabe é que algumas pessoas são mais propensas a ter essa condição potencializada. Entre os múltiplos fatores podem ser observados aspectos genéticos, ambientais, mentais ou doenças físicas. Um evento traumático ou estressante ou um modelo de pensamento pessimista, por exemplo, podem desencadear esse tipo de condição. Além disso, o abuso de substâncias como álcool, drogas ou medicamentos como benzodiazepínicos também podem servir de estimulantes.

    Por fim, o estresse acumulado também é considerado uma espécie de gatilho que pode potencializar a ansiedade. Não há um tratamento específico contra a ansiedade pois, como já mencionamos, trata-se de uma condição proveniente de múltiplas causas. Em primeiro lugar, o paciente que apresente esses sintomas deve procurar auxílio médico.

    Saúde mental na prática e a avaliação individual

    Somente a partir de uma avaliação individual será possível diagnosticar a origem da ansiedade para, somente então, iniciar-se o tratamento. Entre as abordagens mais comuns, a psicoterapia é uma das alternativas. Seja por meio da psicanálise (freudiana, junguiana ou lacaniana), por meio da Gestalt ou de terapias cognitivo-comportamentais, há múltiplas possibilidades de auxílio que podem servir como ponto de partida para redução dos sintomas.

    Outros casos podem requerer tratamento medicamentoso, o que inclui o uso de antidepressivos, ansiolíticos e antipsicóticos. O uso de qualquer um desses tipos de medicamento só pode ser realizado sob orientação médica. O paciente que tiver sintomas como preocupações excessivas, a ponto de interferirem no trabalho e nos relacionamentos, sintomas de depressão, alcoolismo ou dependência química e pensamentos ou comportamentos suicidas pode procurar inicialmente o auxílio de um clínico geral.

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    A partir de uma primeira consulta e de exames iniciais, como os de sangue, de tireoide ou neurológicos, é esse profissional que decidirá se é necessário ou não o encaminhamento para psiquiatras, psicólogos ou outros especialistas, de acordo com cada caso.

    Discorrendo sobre o tema

    Agora sim, creio que é possível nos determos sobre o tema : “SAÚDE MENTAL NA PRÁTICA: UM ANTÍDOTO PARA A ANSIEDADE”, e prosseguir com a reflexão proposta neste curso. Penso que compreendo bem os motivos que nos fazem, como profissionais da educação, debruçar-nos sobre esse assunto tão intrincado.

    Como disse anteriormente, a sociedade contemporânea passa por um extenuante processo de restrições e protocolos sanitários para minimizar ou eliminar a proliferação de um vírus que tem potencial para dizimar toda a humanidade, o Covid-19 ou Coronavirus. Crianças, jovens, adultos e idosos são obrigados ao distanciamento físico até mesmo entre os habitantes de uma mesma residência e família, sem garantias de que todos estejam seguros.

    No Brasil, o governo federal encabeçou uma “comunicose” ou seja, disfunção das comunicações oficiais sobre a pandemia. A imprensa mundial anunciou em Dezembro de 2019 que a China se preparava para enfrentar uma pandemia de grandes proporções e construía hospitais exclusivos com UTIs, alas especiais de pronto atendimento médico entre outras medidas, tais como estudos sobre o agente infeccioso e investimentos para a produção de imunizantes.

    A pandemia e a saúde mental na prática

    Enquanto os países europeus faziam restrições de entrada e saída de turistas dos seus territórios, o Brasil se preparava para o Reveillon e já anunciava a realização do Carnaval 2020, a maior festa popular do mundo, que atrai turistas de varias partes do planeta, inclusive os Chineses. O descaso dos governos Federal, Estadual e Municipal no Brasil e uma política de negação a letalidade do Coronavírus causou “em tese” uma rápida proliferação e aumento de número de casos de infecção e óbitos por Covid-19 em todo o país.

    Houve atraso no processo de compra e/ou produção e eficácia de vacinas, omissão na divulgação de dados estatísticos de incidência prevalência da doença. A informação se deu por intermédio de um consórcio de agentes de imprensa que atualizou e tratou os dados apurados em tempo real, entretanto, foi severamente criticada pelo governo e, por conta dessas criticas, jornalistas, repórteres entre outros profissionais de diversas emissoras de TV, Rádio, Jornais e Revistas, sofreram agressões e ataques que colocaram em risco a integridade física, inclusive a vida desses profissionais.

    Todos esses fatores somados as suas consequências, tais como os LockDown, fechamento do comércio, parques públicos, praias, clubes, templos, bares, academias, salões de cabeleireiros, e, também escolas, o confinamento das pessoas em seus lares e a evidenciação das diferenças sociais, que ficou explícita e plausível pela incapacidade dessa parcela da sociedade para cumprir as medidas sanitárias de distanciamento. Eu acredito que foi no transporte público que a propagação do Coronavírus ocorreu de forma mais expressiva.

    Considerações finais

    A área da Educação, professores e alunos fora da escola é uma das experiências mais deprimentes causadas pela pandemia do Coronavírus. Claro que não podemos compará-la a tragédia que é a perda de vidas humanas, mas em termos de prejuízos irreversíveis causados pela pandemia, é sem dúvida algo que levará muito tempo para se apurar a extensão dos seus danos tanto para o individual como para a coletividade dos envolvidos.

    Trabalhar remotamente, assistir aulas não presenciais, utilizar computadores e telefones celulares, aulas em vídeo conferência e uso de diversos aplicativos como o Google Classrom, Meet, Youtube, Whatsap, além de formulários eletrônicos e transmissões de aulas gravadas, tudo isso certamente podem ser elencados como causadores de um efeito devastador para o estado emocional tanto de alunos como de professores e toda a equipe escolar.

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    Poderia citar vários exemplos que decorrem de todas essas circunstâncias, mas vamos parar por aqui. Sabemos que os Médicos, Psicólogos, Psicanalistas e Psiquiatras que receberam essas demandas são unânimes em relacionar a pandemia a diversos casos de surtos violentos, processos de ansiedade e depressão e, também outras intercorrências na família que tomaram proporções alarmantes nesses tempos de pandemia. Não sabemos se existe um antídoto ou uma forma de mantermos o equilíbrio emocional diante de tudo isso, mas é notadamente o autoconhecimento, a espiritualidade e o esclarecimento, importantes aliados nesse processo de proteção da nossa saúde mental.

    O presente artigo foi escrito por Gilmar Almeida GiL – SBPC 2020 (11) 99801-8618 e (14) 99199-0226

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