resultados diferentes

Se você quer resultados diferentes faça coisas diferentes

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Algumas pessoas fazem repetidamente as mesmas coisas e esperam resultados diferentes, enquanto para outras é um comportamento insano repetir a mesma coisa indefinidamente. Peter Drucker analisa esses pontos trabalhando como consultor, na maioria das vezes de modo solitário, lançando o que classifica de cinco perguntas fundamentais que todas as pessoas deveriam fazer todo o tempo e o tempo todo, para atingir um degrau superior, seja em uma Organização ou na vida. Então, entenda por que “Se você quer resultados diferentes faça coisas diferentes”.

Questões fundamentais sobre Se você quer resultados diferentes faça coisas diferentes

As questões alavancadas por Drucker são para todas as empresas em que era chamado para ser consultor e não as modificava, perguntas simples, práticas e poderosas, se é que as podemos assim definir:

  1. Qual é a minha (nossa) missão?
  2. Quem é o meu (nosso) cliente?
  3. O que o “cliente” dá valor?
  4. Quais são os meus (nossos) resultados?
  5. Qual é o meu (nosso) plano?

Drucker (1909 – 2005) é considerado um dos pais do moderno método de administração e certa vez explicou que o que o caracterizava um “consultor diferenciado” era o modo como se fazia de ignorante ao formular questões que considerava fundamentais.

Dessa maneira, assessora várias empresas, como G.E., Intel, Procter &Gamble, IBM, além de inúmeras personalidades e lideres políticos.

Desnudando as questões sobre “Se você quer resultados diferentes faça coisas diferentes”

Aprender com os erros, executar diferente para obter outro resultado; e, principalmente, como colocar a pergunta correta para obter a resposta certa, uma sucessão de questionamentos que leva a quem está escutando a determinar o que é necessário que seja feito.

Druker considerava como “laboratório” os seus relacionamentos de trabalho, vendo a si mesmo como um cientista, que ao analisar todos os ambientes e as atividades do humano é capaz de oferecer uma exclusiva perspectiva, onde tudo deveria ficar em torno de conhecer e satisfazer as necessidades da pessoa e dessa maneira criar “valor”.

É importante entender em grau profundo as necessidades do “cliente” e a partir disso criar produtos que satisfaçam essas necessidades, enfatizando que a venda pensada dessa maneira, ocorre sem esforço, invertendo o processo: pensa-se primeiro no alvo, na finalidade; para em seguida projetar o produto que vise o público a que foi destinado.

Se você quer resultados diferentes faça coisas diferentes segundo Drucker

A maioria das empresas, segundo Drucker, faz exatamente o contrário: primeiro o projeto para depois pensar o cliente. Entender a missão de uma empresa (ou pessoa) é um caminho facilitador para uma adaptação a um mundo em constante mudança, sem que percamos os princípios no horizonte ressaltando que há os que são negociáveis e os que não os são.

Pensar no cliente levanta um questionamento ímpar: há dois tipos de cliente, aquele que tem a sua vida diretamente ligada ao seu serviço e aquele que não depende diretamente do mesmo. Devemos atender ao primeiro, porém sem negligenciar o segundo, mesmo não sendo ele o foco principal.

Conhecendo o cliente principal podemos modificar o seu produto quando o mesmo modifica o seu perfil. Ao surgir um público diferenciado há o impulso para evoluir, mas mantendo-se fiel ao que nos fez atingir o sucesso.

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A proposta de Drucker

Quando se temos uma compreensão profunda dos valores dos “atendidos principais” podemos potencializar as capacidades de satisfazer suas necessidades. Esse é exatamente o que aponta a terceira questão, proposta por Drucker. Cada um requer atenção para garantir “resultados”.

Quais são os resultados? Ao analisarmos isso faz-se necessário pensarmos em longo e curto prazo, porém o sucesso a longo prazo depende, geralmente, do que foi realizado a médio e pequeno prazo. Devemos ter um olhar quantitativo e qualitativo. Quantitativo refere-se dados numéricos e estatísticos, enquanto qualitativo diz respeito a informações subjetivas, que nos ajudam a entender a experiência do outro.

Quanto ao planejamento não podemos deixar de incluir as incertezas do cenário político econômico atual, termos em mente de maneira clara onde desejamos chegar e os caminhos / organização da maneira como atingiremos o objetivo. Uma vez selecionado o objetivo, os mesmos precisam ser transformados em etapas de ação mensuráveis, devendo ser ajustado todas as vezes que os “clientes” se transformem.

Conclusão

Peter Drucker é administrador e consultor e muito do que expõe pode ser colocado como fundamental nos processos psicanalíticos. As questões diretivas colaboram no sentido de potencialização, com a necesidade de saber dar, cobrar e receber, metrificando produtos e serviços, entendendo que tudo é vivo.

O presente artigo foi escrito pelo autor Ricardo Pianca([email protected]). Ricardo está em constante movimento na Filosofia e na Psicanálise como pedra bruta que precisa de lapidação.

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