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O que são Traumas? Conceito para a Psicanálise

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Na vida, é muito comum que nós passemos por situações que nos marcam, tanto positiva quanto negativamente. As situações negativas são traumas para nós. Você sabe qual o conceito psicanalítico de traumas? Então continue a leitura e descubra agora!

A formação do ser humano e os traumas

É na infância que começa a formação de todo ser humano. Coletamos, nessa fase,  valores importantes que vão determinar o futuro. Ademais, na infância passamos por experiências e emoções que podem causar danos irreparáveis.  O acontecimento de sofrimento pode causar traumas. E 90% da população mundial passará por pelo menos um trauma durante a vida. Além disso, os traumas são experiências dolorosas, como um acidente de carro, violência sexual, violência física, maus tratos, morte de alguém que se ama, etc. .

Os traumas podem modificar o comportamento de uma pessoa, e a ciência ainda está tentando descobrir porque 20% das pessoas que sofrem um trauma não conseguem superar aquele acontecimento. Como conseqüência disso, ele se torna um risco pra saúde, pois um trauma desencadeia diversos sintomas que podem ser de ordem física ou emocional. Além disso, eles não são fáceis de resolver, porque são problemas invisíveis no inconsciente, e podem causar diversos problemas. Por exemplo: estado de choque, medo, isolamento, insônia, entre tantas coisas que podem mudar radicalmente a vida de um indivíduo. Por fim, tudo isso traz desconforto para todos da família.

O que é uma memória traumática?

A memória traumática é totalmente diferente da memória comum. Quando se sofre um trauma, muitas pessoas carregam dentro de si as marcas de sua história, muitas das vezes histórias trágicas. Existe todo tipo de pessoas, pessoas grossas, inseguras, ciumentas. Pessoas que não se importam com nada e outras que se importam com tudo. Pessoas que têm medo exagerado e não sabem de onde esse medo vem, com certeza esses medos vem de traumas sofridos, que estão em seu inconsciente. 

Os traumas e os problemas causados

Complexo de inferioridade é, também, um problema que pode ter relação com um trauma sofrido na infância. Sem perceber, os amigos e familiares levam a pessoa a desenvolver esse trauma, através de críticas de uma repreensão, bullying. E, se não tratado, pode virar um transtorno de ansiedade ou até mesmo uma depressão.

Ademais, a dificuldade de se relacionar pode ser de um trauma sofrido, seja no âmbito profissional ou social, e até mesmo familiar. Por isso, tem pessoas que vivem isoladas, que são menos felizes e mais propensa a ficarem doentes. Pessoas assim provavelmente sofreram abusos psicológicos ou abusos físicos.

Freud e o conceito psicanalítico dos traumas

Freud, ao longo de sua obra, elaborou duas teorias sobre o conceito de traumas. A primeira foi entre o ano de 1890 e 1897, em que o trauma é conceituado como uma situação real que possui um potencial traumatizante. Ademais, Freud e Breuer concebem o trauma como um corpo estranho que se aloja no psiquismo do sujeito, desestabilizando sua economia psíquica.

Além disso, Freud atendeu muitos casos de histeria. Com isso, ele percebe que possíveis abusos ocorridos na infância geram sintomas histéricos ou traumas sexuais. A partir daí, desenvolve a teoria de sedução, que vai tratar o traumático vivenciado em dois tempos: de ordem sexual e externa.

Por que é tão difícil se desprender de um trauma? 

É como se o sistema de aprendizado ficasse sobrecarregado e emperrasse. Então, a pessoa não consegue se curar, o tempo passa e essas memórias possuem um caráter destrutivo. Por isso,  vem à mente a imagem, pessoas assim dão poder ao sentimento emocional e, dentro dessa perspectiva, o indivíduo não acredita que pode mudar sua história, sentimento ou sensação física do que aconteceu no passado. Assim, isso atrapalha o presente e resulta em alterações comportamentais, além de refletir negativamente no modo de pensar e de agir. 

Como se curar dos traumas?

Para que venha a cura dos traumas, o primeiro passo é admitir que há um problema e, se não procurar ajuda, pode cada dia ficar mais complicado. Isso tanto para a pessoa que sofreu com o trauma, quanto para os familiares e sociedade. Por isso, devemos ficar alertas e reconhecer que muitos padrões de comportamento não são normais.

 Além disso, assumir a responsabilidade por esses comportamento é fundamental para abrir caminhos para novos rumos, até porque todos merecem viver bem e viver melhor. Especialmente no que se refere às emoções, que são de extrema relevância para termos uma boa qualidade de vida. Ou seja, se as emoções estão equilibradas, tudo fica mais fácil, e, assim, seremos com certeza mais felizes.

Conclusão

Por fim, para vivermos melhor e sermos felizes precisamos passar pelo processo da resiliência. E isso nós conseguimos com a ajuda de um profissional capacitado, como psicanalista, psicólogo e outros. Ademais, a resiliência é a capacidade de uma pessoa manter ou recuperar a essência emocional, ou até se tornar melhor depois de passar por um processo traumático. Se não procurar um especialista, será  mais difícil uma pessoa se recuperar de um trauma.

Há níveis diferentes de resiliência, porque as pessoas são diferentes. O que causa trauma em uma pessoa pode não ser tão traumatizante em outra. Isso tem muito a ver com o temperamento de cada pessoa, há pessoas que se recuperam muito rápido de um trauma, porém,  há outras que passam a vida toda tentando se recuperar. Mas a boa notícia é que essa competência pode ser desenvolvida ou aprendida. Por isso, é preciso decidir ser resiliente: nossas escolhas representam 90% do nosso sucesso, as circunstâncias apenas 10%. Em conclusão, é fundamental ter foco na solução e não no problema.

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Este texto foi escrito por Iracema Fernandes Guimarães Brasil, aluna do curso de Psicanálise Clínica.


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