amor romântico

Amor Romântico: definição e sua crise

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O que é o amor romântico? Neste artigo (pequeno enfoque) vamos examinar um tema muito importante e sério, a crise na relação amorosa das pessoas, o chamado amor romântico (do ‘eros’) e vamos responder uma pergunta formulada por muitos operadores das ciências ‘P’ (Psiquiatria, Psicologia e Psicoterapias, onde a Psicanálise esta inserida) e que a própria Psicanálise vem tentando investigar algum tempo: “Por que o amor das relações intimas (romântico, do ‘eros’), esta em crise?”

O que é amor romântico?

Neste artigo (pequeno enfoque) vamos examinar um tema muito importante e sério, a crise nas relações amorosas das pessoas e responder uma pergunta formulada por muitos operadores das ciências ‘P’ (Psiquiatria, Psicologia e Psicoterapias, onde a Psicanálise esta inserida) e, em especial, da própria Psicanálise que vem tentando investigar algum tempo e achar a resposta por que o amor das relações intimas, o amor romântico, do eros, esta em crise?

Vamos entender o que é essa crise, qual seu contexto social, as motivações apontadas por vários especialistas e entender os caminhos de tentativas de respostas, um deles, a música e seu efeito no tecido social.

Por fim, vamos analisar a oferta de solução pela música ‘Just the way you are’, do compositor Barry Whith. Nossa jornada vai iniciar pela exposição sobre a crise do amor das relações intimas, amor romântico, do eros.

Amor romântico em crise?

Esta questão emergiu quando lançaram as bases da pós-modernidade dos tempos líquidos, onde tudo estaria em disrupção e desconstrução. A modernidade começa a declinar e a pós-modernidade a florescer. A crise do amor das relações surgiu no horizonte como um impacto muito forte, com as separações tanto das relações mais formais como as informais. O casamento oficializado entra em crise.

Logo, surge a expressão ‘casaram-se atrás da Igreja”, como uma alusão ao ‘juntar os panos’ ou metáfora de união estável, muitas das quais já nasceram instáveis. Importante frisar e destacar bem, que existem vários tipos de amor, o amor lúdico, que é o divertido, o amor próprio, o amor mania ou obsessivo, o amor comprometido, o amor familiar, o amor amizade, o amor filial, dos pais, o amor ágape, que é o compassivo ou piedoso.

A crise forte abateu o amor eros, romântico, das relações intimas que gerou uma crise muito séria. Separações com agressões se tornaram comuns, com prática do feminicídio e lesões corporais, o que obrigou mudanças culturais e legais. Muitas mulheres passaram a ser literalmente agredidas e lesionadas e até assassinadas por desatinos e desilusões amorosas com desavenças insuperáveis, insultos, difamações, calúnias, impropérios em geral. A estatística passou a revelar o cenário e a busca de respostas na mudança dos paradigmas.

Tempos pós-modernos

Os operadores das ciências psicológicas, filosóficas e sociais foram chamados à campo para ajudar a desvendar e fazer o ‘achado’ do que estaria ocorrendo. Uma das causas apontadas, em tese, seria a transição para novos tempos, do fim da modernidade para a emergente pós-modernidade dos tempos líquidos. Além dos cruzamentos e mistura de novas gerações e seu pensamento cultural mais avançado em choque com as velhas gerações conservadoras.

Porém, não foi suficiente para explicar a motivação. Ficaram ‘buracos’ como se fosse um queijo suíço. Era preciso investigar o mix ou leque de causas que eram apontadas muitas das quais desconectadas com a nova realidade vindoura. Tentar encapsular a explicação somente em termos de mudanças culturais e sociais não foi suficiente.

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Era comum a expressão ‘o furo é mais em baixo’ e as ofertas de dados e informações que levantavam, não eram plausíveis. Os conflitos recrudesceram, com lesões e mortes, o que obrigou até surgirem novas leis protetivas das relações. Os debates de especialistas ganharam a ordem do dia, era preciso fazer o achado da causa ou das causas da crise do amor das relações intimas, o amor romântico.

A motivação apontada por especialistas e o amor romântico

Muitos eventos como seminários, encontros, congressos, debates focados, foram realizados por todo país em muitos espaços e instâncias e mundo todo, com a presença de técnicos de renome para apontar as causas da crise do ‘amor das relações’, o amor romântico, do eros. onde o termo ‘relações’ passa ser entendido como relações intimas, das fases de namorados, enamorados, noivado, casamento. Era esperado uma reversão do quadro que se agravou e piorou.

A infelicidade no curso das relações foram mais cronificadas. Um fenômeno aflorou e explodiu no tecido social, do morar juntos, do ficar, do namorado pousar na casa da menina, ‘juntar o panos‘ sem casamento’. Reduziram-se muitos os casamentos, principalmente, nas classes populares e média porém, atingiu todos os estratos sociais. Uma das motivações apontadas era falta de espiritualidade e a Igreja buscou caminhos infrutíferos com cursos penosos, mais custos.

A economia foi apontada como uma das causas, face custos dos casamentos legais e religiosos, além da revolução cultural e a crise da modernidade face pós-modernidade e a questão jurídica. A motivação apontada não retirou o véu da situação, em que pese, as famílias foram tolerando os novos formatos de uniões. Casar numa igreja passou a ser considerado brega e cafona.

Sinais e sintomas

Especialistas ofertaram um conjunto grande de sinais e sintomas, mas não conseguiram chegar no âmago, no cerne da questão. Analistas consideram que vários atores sociais ofertaram caminhos e tangenciaram a questão e até desbordaram dela, não houve a constatação da real causa. Não conseguiram êxito em fazer o achado, ou o ‘lócus’ e causa da crise no amor das relações, o amor romântico. Papel dos poetas.

Para auxiliar na busca da causa da crise do amor das relações e tentar explicar a grande explosão exponencial de separações e agressões mútuas com graves cases litigiosos, policiais e judiciais, alguns especialistas apontaram a ausência de poetas no debate e reclamaram presença deles ao lado dos operadores das ‘ciências psi’. Alguns questionavam se estariam os poetas à altura do encargo de se somarem sinergicamente na busca da causa da crise no amor relacional (romântico) ou das relações.

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    Muitos ofertaram explicações, porém, declinaram frente a ausência de estudos do que seria afinal a tal pós-modernidade. Neste interim, houve uma demanda imensa por livros de autoajudas focando relações e superação de crises e separações além de surgimento de consultórios e clínicas com forte atuação da psiquiatria via alopatias (psicofármacos) para superação de ansiedades, angustias, estresses e ataques de pânicos além de ideação suicida.

     Um dos caminhos: a música!

    A visão do tomar um ansiolítico ou antidepressivo ganhou vazão, mas o impasse continuou e os casos se multiplicando. Muitos poetas ofertaram seus enfoques, porém, não conseguiram ajudar a debelar a crise. Tentaram reduzir a questão à sexualidade o que também não surtiu efeito. Diante das respostas precárias dos poetas e dos especialistas, era preciso achar um caminho para dizer ao tecido social a motivação e conter a crise que esta se alastrando cada vez mais.

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    E continua num crescente. Proposta de cinema, teatro, livros de autoajuda, palestras especializadas, terapias, foram deflagradas por todos os cantos possíveis. Um novo vetor passou a ser marcante, como uma das formas de tentar achar pegar a causa da crise do amor nas relações e dar uma rápida divulgação que fosse bem capilar e contava com o rádio: a música. A experiência pessoal do cantor, do compositor e a ofertas de letras para serem musicadas foi um grande passo, entretanto, gerou bolhas.

    Muitas músicas foram feitas para nichos, bolhas localizadas. Sair da bolha e ir para capilaridade social, o todo, passou a ser a busca de muitos para tentar achar a grande música que fosse explicativa e de compreensão bem enraizada, nas pessoas podendo minorar as crises. Muitos cantores e compositores com poetas diziam que haviam achado e já anteviam um viés monetarista só que não acertavam. Até que surgiu uma música que abriu os horizontes do mundo todo e mostrou finalmente, qual é a real causa da crise no amor relação, amor romântico.

    A solução de Barry White e o amor romântico

    Ele era o Barrence Eugene Carter, conhecido como Barry White, cantor, compositor, incrível que foi maestro e produtor musical norte-americano e fez inúmeros sucessos em estilo soul e disco e de baladas românticas e um intérprete com voz profunda e grave.

    Nasceu em 12 de setembro de 1944, em Galveston, Texas, EUA e faleceu 4 de julho de 2003, Cedars-Sinai Medical Center, Los Angeles, Califórnia, EUA. Era considerado poeta ‘pro forma’.

    Ele ofertou ao tecido social mundial uma música que foi considerada bingo, no alvo, mostrou a verdadeira causa da crise do amor nas relações intimas, o amor romântico. Atribuiu a musica o nome ‘Just the way you are’ (Do jeito que você é). Após a música ganhar o planeta, os debates começaram para sua interpretação.

    O que a música revela sobre o amor romântico: uma letra instigante.

    A música ficou algum tempo passando batida, mas em seguida despertou atenção e debates. A letra da música revela que a pessoa não pode ficar mudando para tentar agradar ao outro. Este seria o primeiro grande erro do amor nas relações intimas. No momento que a pessoa faz isso ela decepciona o parceiro (a), ao tentar mudar ou a si ou ao outro, colocando-o numa forma ou molde e subordinando às suas manias.

    Você tem que aceitar o outro sem tentar muda-lo, como a pessoa que é. Senão não é amor, é dominação. Amor não é dominação. Segundo erro da relação, impor a mudança, da maneira que você quer como por exemplo ele cita, pintar o cabelo, entrar numa moda, enfim. Muitas vezes a vaidade além do orgulho e ambições, leva o amor da relação romântica para UTI ou CTI. E ocorre o óbito da relação.

    Terceiro ponto que destrói relação são as conversas complicadas. O simples cede ao complexo. As pessoas não conversam mais sobre o seu dia, não tem mais paciência. A coisa fica mecânica. Ele expressa, ‘Eu só quero você exatamente como você é!’ Sem criar uma imagem do que deveria ser.

    Outro ponto

    Quarto ponto, é preciso saber se a pessoa será sempre a mesma que foi conhecida. Entra também a questão do acreditar e confiar com quinto ponto. O amor de relação só sobrevive como ele expressa, “Eu amo você exatamente como você é”. Ele canta expondo: “Eu não quero conversas complicadas/Eu não quero tanto esforço/,Eu só quero alguém para conversar/Eu só quero você exatamente como você é/Eu quero você exatamente como você é/Não fique se mudando”. Fica bem claro que a grande crise é exatamente o esforço de mudar, de não ser o que se é, e criar uma falsa imagem, matando a essência. O amor não suporta isso e a relação implode.

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    Conclusão

    Diante o que foi exposto, vamos responder a questão proposta: “Por que o amor das relações intimas (romântico, do ‘eros’), esta em crise?” Exatamente como a expressão da letra da canção, um dos parceiros muda a relação, de forma unipessoal, deixa de ser como era e quer moldar o parceiro, coloca-lo numa forma, como se fosse assar um pão num fogão, sai o amor e instala-se a dominação. E isso é de ambos os sexos.

    Por mais que pessoa diga que ama o outro, que ama como é, não tem mais liame, fica uma ponta solta, onde a pessoa fica tentando mudar, mas não tem efeito, pode pintar cabelo, entrar numa moda, trocar profissão, enfim, dar um anel de ouro, fazer uam grande viagem, não vai ser o que era. Tentar agradar e gerar conversas complicadas.

    Esse ponto interessante porque seguidamente aparece expressão ‘resolver a relação’. Mas não tem mais nada para resolver. A pessoa já não é a mesma que foi conhecida, deseja moldar o outro, isso configura dominação e muitas vezes busca a subordinação e descamba às vezes para humilhação.

    Uma renovação

    E a pessoa não tem mais ninguém para conversar. O mais grave é que tem pessoa que decora esse ‘script’ e grave ele mentalmente, tenta sempre renovar ele. Muitas vezes estão na décima relação fracassada.

    E possivelmente, se não se reprogramar e fizer uma boa psicoterapia de autoanálise nunca mais terá uma relação que não seja tóxica e que seja saudável.

    Esta seria, em tese, e a priori, a causa chave da grande crise do amor romântico. Evidente que requer mais estudos. A música é um elo importante para ajudar as pessoas nas suas relações românticas.

    ]Artigo escrito por Edson Fernando Lima de Oliveira, formado em História e Filosofia. PG em Psicanálise. Realizando PG em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacológica, especialização em Filosofia Clínica e estudos de Psicanálise Clinica. Contato via e-mail: [email protected]

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