fobia de homem

Androfobia: medo ou fobia de homem

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As fobias se caracterizam pelo medo e ansiedade intenso, diante de determinada coisa ou situação. A pessoa acaba por paralisar aspectos do seu cotidiano, contornando as situações para evitar qualquer estímulo fóbico. Na androfobia, a pessoa tem um medo excessivo e irracional de homens. Assim, a mulher te um medo apavorante de simples ficar perto de um homem.

Significado de androfobia

O termo androfobia vem do grego andros (homem) e fobia (medo), ou seja, significa o medo incomum e persistente de homens, ainda não esteja sob ameaça alguma. Em outras palavras, androfobia é a aversão ao sexo masculino, que se torna um terror mórbido.

O que é fobia de homem?

Como dito, a androfobia é um medo de homem, em que a pessoa não consegue se aproximar de alguém do sexo masculino. O medo dos homens é constante, como se estivesse sempre em um perigo iminente de ataque.

O fóbico se recusa a ficar sozinho com um homem, independentemente se é um familiar ou um amigo próximo. Nos casos mais graves, leva a pessoa ao isolamento, pois teme sair de casa e encontrar homens, qualquer que o seja.

Esta fobia pode atingir tanto homens quanto mulheres, mas geralmente atinge as mulheres jovens, que, se não tratada corretamente, pode continuar na idade adulta.

A fobia de homem pode impactar significativa a vida da pessoa, afetando seus relacionamentos profissionais e pessoais. E, pior, acabam sofrendo com isso por toda vida, até mesmo por não saberem que estão sofrendo de uma psicopatologia.

Causas do medo de homem

No geral, a aversão ao sexo masculino advêm de traumas da infância, principalmente por abusos sexuais sofridos. Ainda que a pessoa saiba que nem todos os homens são iguais, o medo é involuntário, manifestado pelo inconsciente.

Conforme estudos científicos, o cérebro da pessoa com fobia, principalmente nas partes de amígdala e hipotálamo, passam a recriar a resposta dada ao medo sofrido naquele determinado evento.

Entretanto, as causas não estão adstritas a traumas passados. A androfobia pode se desenvolver por diversos fatores, não existindo uma causa exata. Comumente também acontecem em situações como:

  • meninas são ensinadas que não devem ficar perto de homens;
  • noticiários de TV sobre estupros;
  • fatores genéticos e o ambiente em que vive;
  • mudanças neurológicas que prejudicam o funcionamento cerebral;
  • bullying que acabam fazendo a mente relacionar os homens perigosos, que podem lhe machucar novamente.

Sintomas da androfobia

No geral, os sintomas da androfobia se intensificam quando a pessoa está em contato com homens. Porém, nos casos mais graves, apenas pensamentos sobre homens são suficientes para desencadear os sinais.

Basicamente, a pessoa nessa condição vive em constante terror a qualquer situação que envolva a presença masculina. Dentre os principais sintomas que indicam que indique esta condição fóbica, estão:

  • crises de pânico ou ansiedade;
  • ansiedade em excesso quando um homem se aproxima;
  • evita ambientes que possa ter contato com o sexo masculino;
  • reações físicas como taquicardia, boca seca, ânsia de vômito, sudorese, aperto no peito, dificuldade de respirar, tonturas e desmaios.

Ainda mais, a androfobia, quando desenvolvida em crianças, pode ter como sinas como chorros e birras ao se aproximarem de um homem. As crianças se agarram a mãe, negando qualquer contato com homens, sem qualquer motivo aparente.

Diferenças entre misandria e androfobia

São coisas totalmente distintas, que não podem, de forma alguma, serem confundidas. Simplificadamente, a androfobia é a fobia de homens, uma doença da mente. Ao passo que a misandria significa o ódio em relação aos homens.

Em outras palavas, a androfobia, como o próprio nome já diz, é uma fobia, um medo intenso e irracional de homens, que afeta o cotidiano da pessoa. Enquanto a misandria é voltada mais para o lado de movimentos de luta contra o machismo na sociedade.

Qual tratamento para androfobia?

Muitas pessoas convivem com a doença, sem procurar ajuda profissional, talvez por desconhecimento ou, até mesmo, vergonha de sua condição, fazendo com que a doença se torne cada vez mais grave. Então, se você possui qualquer dos sintomas em relação aos homens, procure ajuda de um profissional da saúde mental.

Dentre os principais tratamentos para androfobia são sessões de terapia. Onde o profissional da área atuará diretamente na diminuição da fobia, encontrando a sua causa para, então, utilizar-se de técnicas para diminuição ou cura. O tratamento é fundamental, principalmente em razão de que, em sua maioria, os pacientes nem sequer entende os motivos de sua fobia.

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Nos casos que a fobia atingiu níveis graves, possivelmente será necessária a prescrição de medicamentos, por um psiquiatra, como, por exemplo, antidepressivos e ansiolíticos.

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    Se sua fobia for grave, você também pode receber medicamentos prescritos. Uma variedade de medicamentos é usada para tratar fobias, incluindo antidepressivos e medicamentos anti-ansiedade. Seu profissional de saúde mental trabalhará com você para desenvolver um plano de tratamento adequado, conforme seu diagnóstico individual.

    Dentre os tratamentos mais utilizados para ajuda com fobias está sessões de terapia com um psicanalisa, pois ele saberá como encontrar as causas de sua fobia, principalmente as que estão em sua mente inconsciente. Afinal, esta possui uma linguagem própria, que reproduz todas as nossas experiências e memórias, sendo a responsável pela formação da nossa personalidade.

    No geral, por que as fobias acontecem?

    Antecipadamente, vale enfatizar que medo e fobia são totalmente diferentes. Medo é uma emoção básica, um instinto de sobrevivência da pessoa frente a uma situação de iminente perigo. Ao passo que a fobia se caracteriza por um medo intenso e ilógico, sem qualquer motivo, que afeta negativamente a vida da pessoa.

    Não existem causas exatas para as fobias se desenvolverem, mas estudos demonstra que, comumente, estão relacionadas a fatores genético ou histórico familiar.

    Além disso, podem vir de experiências traumáticas vividas pelo paciente. Diante disso, as crianças e adolescentes são mais suscetíveis a apresentarem este problema, podendo chegar até a fase adulta.

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