conceito de psicopatologias

Conceito de psicopatologias para a psicanálise

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Neste trabalho sobre o conceito de psicopatologias, desenvolveremos o conhecimento, buscando material para aprimorar e revisar os conteúdos adquiridos ao longo desse curso afim do saber.

Esta abordagem no conceito de psicopatologias é relevante, pois dentro da psicanalise se trata de um marco, de longos estudos e conteúdos bibliográficos desenvolvidos por um grande escritor denominado Sigmund Freud, o pai da psicanalise, na busca por entender e descrever cada sintoma e cada psicopatologia de como é desenvolvida, donde e por que surge, dentre um vasto e misterioso lugar denominado mente humana.

Introdução ao conceito de psicopatologias

No conceito de psicopatologias, podemos então afirmar que possui sim dentre essa relevância teórica afim de compreendermos e sermos futuros ouvintes com vasta gama de conhecimento, compreensão e sensibilidade para entender e obter sucesso ao sofrimento e principalmente saber o caminho a ser trilhado para conseguir ajudar e amenizar essa dor desenvolvida por essas psicopatologias.

Estamos hoje, enfrentando o mal do século com o conteúdo desse trabalho, a depressão e a ansiedade está cada vez mais presente na sociedade, tornando os indivíduos cada vez mais prisioneiros dentro dessas psicopatologias, em ambientes e relações tóxicas, enfim, adoecem e nem se dão conta, uma vez que tudo que não resolvemos dentro de nossa mente, nosso corpo transforma em doença, sendo assim, algo que estava doente internamente passa a ser externo, transcendendo para linguagem do corpo, afetando o nosso físico em alguns dos casos.

Para atingir o objetivo desse trabalho buscaremos a metodologia de pesquisa bibliográfica para descrever as características e sintomas de cada uma dessas psicopatologias existenciais.

Conceito de psicopatologias e Neuroses

Dentre variados exemplos de disfunções no funcionamento da mente, Freud sobre o conceito de psicopatologias defendeu que toda neurose representa uma defesa contra ideias insuportáveis, onde a maioria das pessoas são neuróticas na vida cotidiana. Antigamente tratava a neurose como uma causa neurológica, sendo uma doença dos nervos, porem ela é sim uma doença de origem psíquica, esta psicopatologia e não se manifesta por uma ruptura com a realidade, dentre os estados neuróticos estão a fobia, a obsessão e a compulsão, em alguns casos inclui depressão e amnesia.

Podemos identificar a neurose quando ocorre um conflito interno, ou seja, os impulsos do Id e os medos do superego, quando há a presença de impulsos sexuais intensos, quando há incapacidade do ego por meio da influência racional e logica em ajudar pessoas a superar seus conflitos e quando há manifestação de uma ansiedade neurótica. Para a psicologia moderna a neurose nada mais é do que um sinônimo de psiconeurose ou distúrbio neurótico, que se trata de qualquer distúrbio mental que ocasiona tensão e incomodo, onde não chega a interferir o pensamento racional ou até mesmo a capacidade funcional do indivíduo, ao contrário da psicose que ocorre a desordem quanto ao julgamento sobre si e a realidade.

Atualmente no conceito de psicopatologias, esse termo neurose não é mais usual para designar essa psicopatologia, passando a ser utilizado o termo clássico da neurose como Transtorno de Ansiedade, definido com o estado de apreensão, o temor da incerteza com relação a situações podendo ser reais ou não, e apresentando os sintomas mais comuns como a falta de ar, as palpitações, os batimentos cardíacos acelerados, as sudoreses e os tremores.

Neuroses

No conceito de psicopatologias, as neuroses são condições patológicas de origem psíquica que pode ser ligada a questões de situações externa da vida do indivíduo, podendo também causar transtorno mental, físico ou até mesmo na personalidade, que de acordo com a visão psicanalítica é resultado de tentativa ineficaz para lidar com conflitos e traumas inconscientes.

Dentre a diferencia entre a neurose e a normalidade está a intensidade do comportamento neurótico e a incapacidade em resolver os conflitos internos e externos de forma satisfatória. A classificação para neurose dentro da Classificação Internacional de Doenças passou a usar o termo descritivamente em 1994 na edição (CID-10) como distúrbio neurótico, compreendidos pelos transtornos psíquicos como:

  • Transtorno fóbico-ansioso e outros Transtorno de ansiedade;
  • Transtorno obsessivo-compulsivo;
  • Transtorno dissociativo;
  • Transtorno somatoformes;
  • Distimia e alguns tipos de depressão;
  • Neurastenia;

Psicose como psicopatologia

As principais características da psicose é a perda do controle voluntario dos pensamentos, emoções e impulsos, apresentando um comportamento psicótico onde há dificuldade em traçar a diferença entre a realidade e a experiência subjetiva, ou seja, a realidade e a fantasia se confundem, causando a substituição da realidade por delírios e alucinações. Outro ponto relevante dessa psicopatologia é que a capacidade de relacionamento emocional e social do indivíduo é afetada marcando uma desorganização na personalidade.

É um quadro psicopatológico clássico no qual se perde o contato com a realidade, podendo em casos mais intensos ocorrer alucinações ou delírios, desorganizações psíquicas que incluem pensamentos desorganizados e/ou paranoicos, descontrole psicomotor, sentimentos de angustias e depressão e insônia graves. Surgindo dificuldades de interação social nos tempos de crise e o cumprimento de atividades do cotidiano. Contudo, no conceito de psicopatologias, um indivíduo com o quadro de psicose apresenta as principais características que são psicologicamente incompreensíveis, apresentam vivencias bizarras como delírios, alucinações e alterações da consciência do eu e não apresentam alteração primaria na esfera cognitiva, a memória e o nível de consciência não são prejudicados.

Quanto as manifestações ocasionadas pela psicose estão a esquizofrenia e a paranoia. A esquizofrenia é caracterizada pela cisão, onde ocorre uma cisão do eu em duas partes, uma sendo reconhecida e a outra não é reconhecida como própria, marcada pelo recuo do nível de autoerotismo produzidos pela ausência dos estímulos externos, o que não chega a ser um distúrbio cerebral, mas sim uma perturbação do inconsciente, onde há uma perda total da participação no mundo externo. Já na paranoia os pensamentos não reconhecidos como próprio são localizados em outra pessoa, através de uma projeção, seria uma interrupção no nível do narcisismo.

Conflito do eu

Referente a esse conflito do eu e do mundo externo foi se entendido da seguinte forma por Freud classificando os em duas etapas, a primeira tendo o afastamento do Eu da realidade, pois o Ego fracassa em se manter fiel ao mundo externo e tenta silenciar o Id, e em segundo pela reparação do dano e construção de uma nova realidade, onde o Ego é derrotado pelo Id afastando consequentemente da realidade, criando assim uma realidade paralela, sendo a única realidade possível ao ver do indivíduo psicótico.

Entendendo a Perversão

A perversão é defendida por Freud como uma forma ampla de tudo aquilo que na sexualidade não visa a reprodução, não corresponde ao termo sexual pelos adultos como o pênis e vagina, mas sim a busca consciente ou inconsciente do ser humano desde que nasce pelo prazer, levando a buscas e experiências diferentes. Essa estrutura patológica no conceito de psicopatologias apresenta alguns sintomas como características que estão entre eles, a simbolização flexível, onde o pervertido percebe o mundo através de um deslocamento parcial entre o signo e o significado, o significado representado pelo prazer e o signo pelo objeto encontrado em elementos não óbvios, podendo ser objetos, partes do corpo, comportamentos e etc..

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O pervertido também possui emoções atreladas na simbolização, no fetiche, esse por sua vez apresenta a obtenção do prazer ocorrendo apenas por um determinado objeto ou ritual. No sadismo com o prazer provocando sofrimento ao outro e no reverso com o masoquismo obtendo satisfação ao receber sofrimento imposto por outra pessoa. No conceito de psicopatologias, a sedução o pervertido se encontra distante das representações sociais que aproximam as pessoas pelo senso da união, pois a relação não possui envolvimento emocional para o pervertido com a necessidade sempre por uma busca de conquistar novas pessoas.

Na escolha narcísica de objeto o pervertido procura relacionar intimamente com pessoas que ele inveja ou das que se assemelham a ele. Outra característica do pervertido é quanto aos incômodos quanto a autoridade, a moral, a lei e aos rituais sociais não reconhecem o valor em autoridades, não valoriza leis, se apresentando desconfortável quanto a hierarquia ou de qualquer outro papel social normativo e que quando acaba por aceitar uma ordem ou demanda encontra dificuldade para executar, podendo distorcer ou sabotar a tarefa por não perceber o sentido nela.

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    Características psicossomáticas

    E por fim, as características psicossomáticas observadas por alguns estudiosos em pacientes pervertidos, sintomas recorrentes a saúde relacionada ao aparelho reprodutor, com queixas de feridas e desajustes hormonais, apresentados por baixa contagem de esperma nos homens e inconsistência na ovulação nas mulheres, algo que não é uma regra apenas uma maior recorrência.

    Melancolia: conceito de psicopatologias e o que é mais que tristeza

    Essa psicopatologia se trata de um estado psíquico de depressão com ou sem uma causa especifica, caracterizada pelo entusiasmo e pela predisposição para as atividades em geral. Para Freud a melancolia se assemelha a um processo de luto sem haver necessariamente uma perda, a não ser a perda narcisista, o indivíduo se sente mal consigo mesma, se definindo como inúteis, incapazes de amar, incapaz de realizar algo de bom para si e para o outro, se auto classificam como chatos e irritantes.

    Para ser diagnosticado com melancolia são necessários pelo menos um desses sintomas, como falta de prazer em atividades diárias e desanimo como em relação algum estimulo que normalmente geraria prazer. E também pelo menos três dos seguintes sintomas como a falta de prazer e o desanimo não estar relacionado a um fato real que causaria tristeza natural, o sentimento de depressão é agravado no período da manhã, o despertar ocorre pelo menos duas horas do habitual, a profunda agitação psicomotora ou languidez intensa, uma perda de peso significante ou anorexia e o sentimento de culpa constante e inapropriada.

    Contudo, no conceito de psicopatologias, na melancolia ocorre tanto a diminuição em relação ao sentimento da autoestima como a ideia de perda sem saber ao certo o que se perdeu, ocorre um sentimento ruim em relação ao próprio eu, gerando sentimentos de auto recriminação, de auto depreciação, de auto lamento e de baixo autoestima.

    Depressão: uma das mais importantes psicopatologias contemporâneas

    Estudos comprovam que ocorre uma condição causada por uma combinação de fatores genéticos, ambientais e psicológicos nessa psicopatologia, entre os fatores de risco estão casos de depressão na família, alterações significativas na vida, determinados medicamentos, problemas de saúde crônicos e consumo de droga. Quanto aos fatores estão as experiências que podem estar relacionados nos fatores da infância, na adolescência ao até mesmo na fase adulta, que podem ser fatores influenciadores ao estado depressivo que por muitas vezes ocorre de forma inconsciente.

    Entre esses fatores temos os fatores psicossociais, os fatores biológicos, os fatores físicos ou traumatismos entre outros fatores. Nos fatores biológicos, devido as alterações nos níveis de neurotransmissores, alguns hormônios também podem ter papel importante, atrofiamento de certas áreas do cérebro responsável pelo controle das emoções e serotonina são importantes responsáveis pelo distúrbio depressivo. Por outro lado, o excesso desses neurotransmissores os sintomas são euforia, sensação de energia ilimitada, necessidade de poucas horas de sono, pensamentos acelerados, impulsivos, irritabilidade e dificuldade de se controlar.

    Nos fatores físicos algumas depressões podem ser encontradas causas físicas para a sua existência e traumatismos, como por exemplo, os acidentes físicos ficam registrados em nosso corpo juntamente com as emoções sofridas no acidente, isso cria dores ou altera o indivíduo por completo em termos emocionais, outro fator são os problemas físicos que cria um desgaste e tensão sobre o corpo e o sistema nervoso desencadeia ou agrava o estado depressivo.

    O conceito de psicopatologias e medicamentos

    Em outros fatores podem ser o uso de alguns medicamentos desencadeia a depressão ou a retirada de qualquer medicação utilizada ao longo prazo, o uso de alguns tipos de droga pode levar a depressão crônica ou não crônica. Referente aos sintomas depressivos pode ser dividido em cognitivo, fisiológico e comportamental. No cognitivo temos o humor deprimido que pode apresentar desanimo persistente, tristeza, baixa autoestima, sentimentos de inutilidade, vazio, culpa e irritabilidade.

    Na redução da capacidade de experimentar prazer em atividades que antes era considerada agradável, na diminuição da capacidade de pensar, de concentrar, de memorizar ou de tomar decisões e na ideação suicida. No fisiológico temos a fadiga ou a sensação de falta de energia, a alteração do sono podendo ocorrer insônia o mais frequente, a sonolência excessiva ou o sono interrompido, a alteração do apetite sendo o mais frequente a perda porem também pode ocorrer o aumento dele, a redução de interesse e prazer sexual, a agitação motora, ou seja, a inquietude, e por fim, a alteração dos ritmos circadianos, como por exemplo, dormindo fora do habitual.

    Já no comportamental ocorre o retraimento social com o isolamento social, o choro em maior quantidade e frequência, o comportamento suicida e tentativa ao suicídio, o retardo motor e lentidão generalizada ou agitação psicomotora e o comportamento autodestruitivo e automutilação.

    Classificação da Depressão

    A depressão é classificada de acordo com vários critérios de acordo a gravidade ou aos acontecimentos que a disparam, nos seguintes tipos:

    • Depressão maior: como o próprio nome diz é a depressão mais severa;
    • Distimia: é a depressão crônica, prolongada, porem leve caracterizada por vários sintomas presentes na depressão maior, mas são menos intensos e perduram por mais tempo de no mínimo dois anos e a depressão não crônica vem geralmente de genética ou causada por um distúrbio durante a vida;
    • Depressão atípica: é caracterizada por comer e dormir demasiadamente, se sentindo enfadadas e apresentando sentimento forte de rejeição;
    • Depressão pós-parto: fatores hormonais ou fatores relacionados a ansiedade, desgaste e frustrações comuns na gravidez ou até mesmo a falta de carregar o bebe no útero e o receio da rejeição do companheiro como outros podem gerar esse tipo de depressão;
    • Distúrbio afetivo sazonal (DAS): caracterizado por episódios anuais de depressão durante o outono e o inverno que pode desaparecer na primavera e verão, esse distúrbio tem como principal fator a falta solar, sendo menos comuns em países que possuem temperaturas mais altas;
    • Tensão pré-menstrual (TPM): o diagnóstico é baseado na presença de vários sintomas de depressão maior na maioria dos ciclos menstruais e podendo apresentar uma piora desses sintomas uma semana antes da chegada do fluxo menstrual e a melhora após a passagem da menstruação;
    • Pesar: também conhecido como reação de luto, não é depressão mas possuem muito em comum, sendo difícil diferenciar, é considerado como uma resposta ao emocional saudável e importante ao lidar com perdas e limitado a um período de tempo após a perda;
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    As causas da depressão são inúmeras e controversas, onde genética, alimentação, estresse, estilo de vida, rejeição, problemas na escola entre outros fatores estão relacionados ao surgimento ou agravamento da doença

    Histeria: possivelmente a psicopatologia mais abordada por Freud

    A histeria inicialmente era relacionada ao distúrbio feminino, tendo uma ligação antiga com a mulher devido ao prefixo Hyster significar útero, porem hoje também o sexo masculino pode ser considerado histéricos. De acordo com o histórico da histeria ela se manifestava no corpo de forma mutável, podendo não ser atribuída a nenhuma causa concreta, entre os sintomas clássicos como sensação de sufocamento, tosse, acesso dramático, paralisia dos membros, ataque de desmaio e incapacidade repentina de falar.

    Essa psicopatologia é uma neurose complexa caracterizada pela instabilidade emocional, esses conflitos internos manifestam sintomas físicos como paralisia, cegueira ou surdez, devido a perderem o autocontrole decorrente do pânico extremo que acomete o indivíduo em momentos de crise. Quanto aos comportamentos associados a histeria está a paralisia em membros do corpo como a paralisação de braços e pernas, o comportamento afetado, exuberante e exagerado, a anestesia ou hiperestesia com muita ou nenhuma sensibilidade no corpo principalmente na pele, a confusão mental, a múltipla personalidade com mau humor, choro e acusações e até ataques nervosos.

    Denominado por alguns especialistas como transtorno dissociativo que caracterizam a histeria com sintomas provocados por quadro clinico orgânico, como por exemplo tumor cerebral, doenças metabólicas ou endócrinas ou por quadro psiquiátrico com diagnósticos mais severos como com depressão, esquizofrenia ou transtorno bipolar.

    Conceito de psicopatologias: Compreendendo a Ansiedade

    É uma forma associada de angustia decorrente da antecipação de acontecimentos futuros, podendo ser bom ou ruim, sendo bom quando ajuda por exemplo a ter pontualidade em compromissos, porém é ruim quando passa a ser excessivo, inviabilizando as atividades cotidiana, como quem volta várias vezes para conferir o gás ou a porta como por exemplo. Atitudes apresentadas decorrente a expectativa de futuras ameaças, medo a essas ameaças que podem ser reais ou percebidas.

    Essa ansiedade excessiva pode ser transformada em doença com o distúrbio de ansiedade, no transtorno de ansiedade o indivíduo não vive o agora, ele sofre por antecipação a uma situação, se preocupando com o que pode acontecer, o que pode ser um perigo sendo ele real ou imaginário, levando até ao descontrole, algo que pode ser gerado com problemas na primeira infância estresse causados por doenças graves, ou até mesmo os indivíduos controladores e perfeccionistas. O agravante da ansiedade é de que se não for controlada pode ser transformada em doenças psicossomáticas afetando a saúde física e mental, tais como a ulcera, a gastrite, a colite entre outras.

    Todos possuem ansiedade em menor ou maior grau, e o transtorno de ansiedade é o que se torna preocupante quando afeta os relacionamentos. Segundo Freud, a ansiedade surge como resultado de um conflito mental, possuindo uma base biológica, nascendo propensos a essa ansiedade como uma capacidade de reagir aos perigos, perigos esses que apresentam ameaças a nossa sobrevivência. Ele também classifica a ansiedade em três tipos sendo eles realística, neurótica e moral.

    O conceito de psicopatologias e perigos reais

    No tipo de realista temos os medos de perigos reais do mundo exterior de alguma coisa do mundo externo, que surge como uma reação especifica contra um perigo iminente e real, como por exemplo, sentir cheiro de fumaça e já associar a fogo por perto, o sentido de realista vem do que é real, não quer dizer que aquilo realmente irá acontecer, mas por ser decorrente das preocupações excessivas e fantasiosas.

    Já em neurótica é o medo de que os instintos escapem do controle ou que os pensamentos realizem de certa forma, é um medo inconsciente que não se sabe qual é o objeto, devido à natureza perturbadora e assustadora, sem estrutura consciente no momento, outro ponto referente a ansiedade neurótica é quando o indivíduo teme por fatos futuros em decorrência de suas escolhas e pensamentos.

    Em moralística advém da consciência moral decorrente do medo de ser punido, sentindo culpa em fazer o que está querendo antes mesmo de realizar. Em alguns casos de ansiedade pode transformar em depressão ou vice-versa, que por sua vez possui sintomas comuns entre eles, por exemplo, o estresse, o medo, a insegurança, a irritabilidade, entre outros.

    Tipos de psicopatologias de natureza ansiosa

    Segundo Freud, o nosso Ego desenvolve uma espécie de proteção contra a ansiedade, devido a negação inconsciente ou a distorção da realidade, os mais comuns transtornos associados de ansiedade estão o transtorno de pânico, o agorafobia, a fobia social, a fobia especifica de medo de escuro, de agua, de altura, de lugares fechados etc. O transtorno de ansiedade generalizada (TAG) e o transtorno obsessivo compulsivo (TOC). Os distúrbios ou transtorno a ansiedade estão relacionados diretamente ou indiretamente. Dentre eles segue os mais frequentes:

    Transtorno de Ansiedade Generalizada (TAG): possui a sensação persistente de que a qualquer momento tudo dará errado e a vida tomara um caminho ruim, fazendo com que o indivíduo perca o controle, caracterizada pela presença constante do sentimento de preocupação excessiva, persistente e difícil de ser controlada, uma ansiedade desproporcional que causa sofrimento, dificulta também, o desempenho em atividades rotineira, prejudica a vida social, a saúde, o trabalho e vários outros setores, sendo mais comum em adultos mais velhos, que vem acompanhado de vários sintomas como preocupação e medo excessivo, noção irreal de problemas, inquietude, síndrome das pernas inquietas, irritabilidade, dificuldade de concentração, dificuldade de dormir ou de ficar acordado e se assustam facilmente. Quanto as manifestações físicas podem apresentar tensão muscular, dores de cabeça, sudorese, náuseas, fadiga, tremores e espasmos.

    Transtorno Obsessivo-Compulsivo (TOC)

    Resultante de ideias e comportamentos obsessivos, gerando pensamentos obsessivos que são aliviados com comportamentos compulsivos, na vontade de realizar repetidamente atos ou rituais específicos.

    Transtorno de estresse pós-traumático (TEPT): faz com que a situação traumática não saia da cabeça, vivendo sempre o flashback, que é desenvolvida após vivenciar essa experiência traumática, provocando dificuldade para dormir, se concentrar, insegurança e inquietude, esse flashback ou pesadelo que sempre é relembrado do fato ocorrido com imagens mentais perturbadoras permanece em continuo estado de alerta, com sintomas de taquicardia, sudorese, tontura, dor de cabeça e irritabilidade, sintomas esses que podem perdurar por semanas ou meses causando sofrimento.

    Transtorno do Pânico ou Síndrome do Pânico: sem motivo aparente o indivíduo acha que vai morrer ou enlouquecer, gerando falta de ar, taquicardia, tremores, aumento da pressão arterial, formigamento dos membros, dedos ou lábios, suor frio, tontura e vomito, caracterizado por crises severas de ansiedade que surge repentinamente com breves ataques intensos de terror e apreensão, essas crises repentina costumam ser de cinco a dez minutos e depois vão amenizando, podendo desencadear crises de pânico em situações fóbicas como estar no meio de multidão ou elevador e em situações ameaçadoras.

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    Transtorno Dismórfico Corporal (TDC)

    Também denominado de dismorfofobia é um transtorno mental caracterizado pela ideia obsessiva de algo na sua própria aparência ser anormal com a necessidade de esconder ou corrigir, defeito esse que é fruto da própria imaginação ou quando real é extremamente exagerado, são pensamentos obsessivos, confusos e compulsivos que ocupa várias horas do dia e transforma em crise de ansiedade.

    Fobia Social ou outras fobias: é caracterizado pelo medo exagerado de falar em público, participar de reuniões, festas ou eventos, a claustrofobia se não sofre por antecipação sofre momentos antes que antecipa o evento fóbico.

    Transtorno de Ansiedade Noturna (TAN): relacionado a perda de sono, ficam fazendo reflexão de como foi o dia ao invés de descansar, planejando e se preocupando com o dia seguinte ou pensamentos negativos sobre coisas erradas que poderão acontecer, onde a hora de dormir passa a ser estressante e não relaxante. Contudo, a ansiedade faz parte da nossa vida e se torna um problema quando excessiva, quando é auto nutrida sem fatos reais, por fatores fantasiosos decorrente do medo excessivo e sem explicação, atrapalhando a vida, reduzindo a autoestima, provocando somatização física, podendo ser bastante prejudicial e incapacitante.

    Manifestações

    As manifestações mais comuns da ansiedade são a fadiga, a insônia, a falta de ar ou sensação de sufocamento, a picada ou dormência nas mãos e pés, a confusão, a instabilidade ou sensação de desmaio, as dores no peito e palpitações, os arrepios, os suores, o frio, as mãos úmidas, a boca seca, as contrações ou tremores incontroláveis, a tensão ou dores muscular, a necessidade urgente em defecar ou urinar, a dificuldade de engolir com a sensação de no na garganta, dificuldade de relaxar e dormir, leve tontura e vertigem, vômitos incontroláveis, sensação de impotência e receio de enfrentar situação que envolva outras pessoas.

    Conclusão: conceito de psicopatologias na visão da psicanálise

    A psicopatologia é um ramo da ciência que se refere as doenças mentais, é uma área que objetiva estudar os estados psíquicos referentes ao sofrimento mental, as mudanças estruturais e funcionais associadas a ela e as formas de manifestações, com o objetivo de descrever os sintomas e verificar seus efeitos sobre a vida interna do indivíduo, que são tratadas a partir do diagnostico clinico, dentre os tratamentos obtemos os psicoterapêuticos, a psicoterapia, as técnicas de terapia comportamental e a hipnoterapia, a identificação da presença de psicopatologia ocorre de forma geral, quando há uma variação em relação ao afeto, comportamento e pensamento afetando um ou mais aspectos do estado mental da pessoa.

    De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS) que chamou a depressão como o mal do século 21, devido à elevação nos casos nos últimos anos e o grande impacto que esse problema vem incutindo a nossa sociedade, um fator que talvez esteja no fato desse quadro se dá pelo fato de que nas últimas décadas vivemos muitas mudanças no que diz respeito às questões psicológicas e sociais, vivemos como por exemplo, o isolamento social, com a pandemia, um cenário totalmente atípico com o qual saímos totalmente do fluxo normal e natural da história, sem contar das questões socioeconômicas.

    Contudo, como foi dito na introdução o principal objetivo desse trabalho teve com estudos nas especificações com dados adquiridos em pesquisas bibliográficas, para uma maior compreensão e precisão breve, clara e objetiva, quanto as características de algumas das principais psicopatologias, afim de ficção e compreensão para conhecimento e entendimento do funcionamento e manifestação de cada uma delas, assunto esse pertinente devido as estatísticas com o grande aumento no percentual de pessoas por esses distúrbios.

    Estudos de Freud

    Através dos estudos ao longo das obras de Freud que esse trabalho defende como referência de como o autor elaborou a ideia de como a estrutura psíquica se organiza e manifesta ao longo da vida, a forma de nossa psique funciona, com suas defesas, modos de interagir com o mundo, com os sofrimentos entre outros, definindo com os três mecanismos essa organização psíquica denominada em neurose, psicose e perversão. Devido as diferenciações e semelhanças que estão presentes entre elas, como em neurose e psicose por exemplo, para sabermos com maior entendimento e compressão detectar dentre hipóteses observando um analisando apresenta um diagnostico de psicose ou neurose, sabemos como foi constatado nesse trabalho, que a psicose se diferencia da neurose por apresentar uma maior intensidade e também incapacidade no indivíduo.

    O paciente psicótico revela aquilo que o neurótico se esforça para ocultar, ou seja, enquanto o neurótico conduz um discurso na dúvida o psicótico em nenhum momento recua. Quantos aos tipos da patologia neurótica temos a fobia, a obsessão-compulsão e a histeria, na patologia psicótica a esquizofrenia, a paranoia e a melancolia, e por fim, a patologia perversa o fetichismo, sadismo e masoquismo, descritas no decorrer desse trabalho.

    A falta de conhecimento e o medo da mudança acredito que agravam também esses números para o aumento significativo de pessoas sofrendo e se acomodando com sua dor, como algo delas, sem incentivo e iniciativa para a mudança, enfrentando, adotando a resistência e foi embasado nesses fatores a iniciativa e interesse nesse trabalho, para que com esse estudo tenhamos conhecimento ao identificar as hipóteses existenciais com propriedade, afim de ajudar a mudança que o analisando necessita, amenizar a dor, eliminar o sofrimento ou ao menos conseguir fazer com que veja por uma outra vertente os problemas apresentado, ressignificando, dissolvendo, avaliando os gatinhos para a busca da cura.

    A resolução de problemas e o conceito de psicopatologias

    Todos temos nossas dores, experiências traumáticas ou até mesmo problemas a serem resolvidos, superados, o que difere as pessoas e o impacto do dano que isso trará ao nosso emocional e saúde mental é o que fazemos e como lidamos com ele. Finalizaremos esse trabalho com duas citações dos variados pensamentos sábio de Freud que concluirá com excelência esse estudo.

    “Antes de diagnosticar a si mesmo com depressão ou baixa autoestima, primeiro tenha certeza de que não está, de fato, cercado por idiotas” (Sigmund Freud) E, “ A principal tarefa de uma existência é conhecer a própria mente” (Sigmund Freud)

    Referências bibliográficas

    CHENIAUX, Elie. Manual de psicopatologia. Rio de Janeiro: Guanabara Koogan, 2015 FREUD, Sigmund. Três ensaios sobre a sexualidade (1905): Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. _______________. Fetichismo (1927). Obras completas de Sigmund Freud. Rio de Janeiro: Imago, 1996. VIEIRA, Paulo. Psicopatologias I. [Online]. Disponível em: <www. psicanaliseclinica.com/psicopatologia-psicanalise/ >. Acesso em: set. 2022. ZIMERMAN, David. E. Fundamentos Psicanalíticos: Teoria, técnica e clinica. Porto Alegre: Artmed, 1999. WOLLHEIM, Richard. As ideias de Freud. São Paulo: Circulo do livro, 1971.

    Este artigo sobre o conceito de psicopatologias foi escrito por Kely Ferreira Poli, para o blog Psicanálise Clínica.

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