conceito de bipolaridade

Bipolaridade: conceito entre acessos e depressão

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Em uma breve definição, o conceito de bipolaridade trata-se da evolução alternada de uma psicose maníaco-depressiva, passando de um estado de excitação e acessos (maníaco) a um estado depressivo (melancólico).

Entendendo o conceito de bipolaridade

Esses dois estados são separados por um intervalo de remissão que pode variar de algumas semanas a alguns anos. Além disso, as formas bipolares dessa psicose geralmente se opõem às formas monopolar (ou unipolar), durante as quais os pacientes apresentam sempre o mesmo tipo de acesso (depressivo ou maníaco). Por outro lado, muitos psiquiatras acreditam que o termo doença maníaco-depressiva, proposto por Emil Kraepelin em 1899, deve ser reservado para as formas bipolares.

De fato, os episódios melancólicos de psicose bipolar periódica também são caracterizados pelo predomínio sintomático de inibição psicomotora, lentidão e sonolência, enquanto os de depressão unipolar recorrente são marcados principalmente por agitação ansiosa. Assim, haveria duas psicoses periódicas diferentes: Psicose bipolar: só ela merece o nome de doença maníaco-depressiva. Psicose monopolar: é uma psicose recorrente, especialmente depressiva.

Além disso, parece que a distinção também se faz ao nível dos efeitos preventivos do lítio nas recaídas. A variável bipolar uma variável com valores positivos e negativos. Geralmente, só mantemos esta forma univariável se houver uma razão psicológica que justifique a existência de um ponto neutro em cada lado do qual os comportamentos observados apresentam um caráter antitético (por exemplo, introversão-extroversão, autonomia-dependência, entre outros).

O conceito de bipolaridade e o transtorno

Nosso humor varia dependendo dos eventos felizes ou infelizes que estamos vivenciando. Mas, para não degradar nossa vida diária, essas flutuações não são excessivas e permanecem limitadas no tempo. No entanto, para algumas pessoas, essa regulação do humor é perturbada, ou seja, varia de forma intensa e duradoura. Essas pessoas sofrem de transtorno bipolar. Esse transtorno de humor era anteriormente denominado doença maníaco-depressiva, devido à alternância de episódios maníacos marcados por intensa agitação e episódios depressivos.

No entanto, o termo “bipolar” usado hoje ainda se refere à oscilação entre esses dois polos do humor. Além disso, essas fases de mania e depressão costumam ser intercaladas com um período em que o humor está normal. Também é possível que os sintomas de ambos os estados (maníaco e depressivo) ocorram ao mesmo tempo. Sintomas dos episódios maníacos: As fases maníacas duram pelo menos uma semana e nem sempre são marcadas por um estado de euforia.

Na verdade, a pessoa bipolar também pode ser irritável e agressiva. Vamos dar uma olhada mais de perto nos sintomas: Hiperatividade: a energia transbordante do bipolar leva-o a se multiplicar e intensificar suas atividades. Pensamentos instáveis: dificuldade em manter o foco em uma única ideia ou em um único projeto.

Sintomas e conceito de bipolaridade

O fio do pensamento, portanto, muitas vezes se perde. Logorréia: alto fluxo de palavras. Além disso, a fala costuma ser desconexa. Julgamento alterado: as ações são apressadas e acompanhadas de dificuldade de planejamento ou mesmo de inibição de certos comportamentos, como compras exorbitantes, comportamento sexual de risco, decisões profissionais inadequadas etc. Diminuição do sono: os períodos de descanso diminuem consideravelmente (várias horas) ou mesmo desaparecem durante vários dias. Ideias de grandeza e alta autoestima: sentimento de onipotência e invencibilidade.

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Sintomas psicóticos: delírios e alucinações (mais frequentemente auditivos) também podem ocorrer. Os sintomas das fases depressivas: Os episódios depressivos ocorrem por pelo menos duas semanas. Aqui estão os principais sintomas: Perda de prazer e interesse: mesmo as atividades agradáveis não são mais apreciadas. Deprimido: este humor deprimido é marcado pela incapacidade de se sentir triste e chorar. Falta de motivação: muitas vezes é acompanhada por uma perda de energia.

A atividade da pessoa é, portanto, consideravelmente desacelerada. Perda de autoestima: tendência a menosprezar e sentir-se culpado por aqueles que os cercam. Pensamentos de suicídio: não ter motivos para viver aumenta o risco de tentativa de suicídio. Ganho ou perda de peso: segundo as pessoas deprimidas, geralmente se manifesta a perda de apetite ou, ao contrário, o desejo de comer alimentos ricos.

Distúrbios do sono

Distúrbios do sono: o aparecimento de insônia ou, ao contrário, hipersonia perturba o sono do paciente. Atenção diminuída: A dificuldade de concentração e planejamento de algumas tarefas, mesmo as mais simples, pode levar à incapacidade de tomar até as menores decisões.

Sintomas psicóticos: às vezes podem ocorrer alucinações auditivas ou visuais, bem como delírios alimentados por um sentimento de culpa.

Conclusão

Embora as causas desta patologia ainda não tenham sido claramente identificadas, fatores biológicos e, em particular, genéticos estão indubitavelmente envolvidos. Mais precisamente, são genes envolvidos na produção de proteínas no cérebro. Fatores ambientais (familiares, profissionais, sexuais, de relacionamentos e interações) também interviriam, mas mais ao nível do aparecimento da doença.

Normalmente é um evento de estresse ou doloroso. Quanto à evolução do transtorno bipolar, ela tende a se agravar, com alternância cada vez mais acentuada e acelerada dos episódios maníacos e depressivos. No entanto, o tratamento medicamentoso, junto com a psicoterapia, ainda ajuda a estabilizar o humor e prevenir recaídas.

O presente artigo foi escrito por Michael Sousa([email protected]). Possui MBA em Gestão Estratégica pela FEA-RP USP. Extensão em Estatística Aplicada pelo Ibmec e em Gestão de Custos pela PUC-RS. Formou-se em Psicanálise no Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica, e procura diariamente especializar-se cada vez mais no assunto e na clínica.

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