significado de bondade

Significado de Bondade segundo a Filosofia

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Qual o Significado de Bondade? Essa é uma das perguntas chaves para compreender muitos percalços da discussão filosófica por gerações e gerações das escolas de pensamento. Muitos filósofos, psicólogos e pensadores debruçaram-se sob a dúvida para tentar uma melhor compreensão do que de fato nos constitui como seres bons ou maus.

Para Aristóteles, bom é aquele que encontrou seu lugar no mundo. Aquele que faz uso de suas qualidades, teve sorte de encontrar incentivo no percorrer de sua história e hoje desempenha muito bem aquilo que é. Para os estoicos, bom mesmo era aquele que é capaz de desenvolver em si mesmo quatro grandes virtudes: A coragem, a justiça, o autocontrole e a sabedoria.

Significado de Bondade

Para Epicuro, a boa pessoa é aquela que encontra prazer nas coisas pequenas da vida. Para Maquiavel, bom é aquele que faz uso de tudo o que pode para obter cada vez mais poder sob os outros.

Para Nietzsche, bom é aquele que para de ressentir-se das injustiças do mundo, abraça seu destino e vive tudo o que pode viver, sendo o melhor que pode ser. São muitas definições e muitos pontos de vista separados por séculos de construções sociais, narrativas e contextos históricos.

A filosofia não busca explicar quem está certo ou errado, qual definição é melhor ou qual é pior, mas apresentar a maior gama de opções possíveis, afinal, o que faz sentido pra você não necessariamente faz sentido pro seu vizinho.

Significado de Bondade, menoridade e realização pessoal

Dentre as tantas opções disponíveis nessa literatura, considero muito interessante a contribuição de Kant. Kant foi um professor e filósofo alemão que viveu no século dezoito e que estabeleceu que, para ser bom, você não precisa ser o melhor em nada. Isso mesmo, deixe de lado as impressões gregas de que para ser uma pessoa boa você precisa ser uma pessoa extraordinária, com grandes qualidades intrínsecas, dons e talentos para dar e vender… Para Kant, nada disso importa.

A bondade não pode depender de qualidades que você não controla, portanto, a única coisa que importa para o filósofo alemão nesse processo é a sua boa vontade. Para Kant, é melhor um aluno mediano que se esforça muito, lê muito e vira noites em claro para tirar uma nota sete do que um aluno brilhante que não pega nenhuma vez num livro e tira com facilidade uma nota nove.

Afinal, o brilhantismo pode até ser uma qualidade, mas jamais será responsável por fazer de uma pessoa, seja ela quem for, uma pessoa boa. A bondade se dá através da disponibilidade que você tem de usar os recursos que estão a sua disposição para fazer alguma coisa no mundo.

Significado de Bondade e Kant

Potência, dons, talentos e recursos guardados no canto da alma não fazem bem a ninguém, não atingem a ninguém. Logo, não servem para absolutamente nada. A boa vontade é aquilo que determina não as suas qualidades, mas as suas ações.

O quanto você está disposto a dar de si mesmo para alcançar um objetivo, para contribuir num cenário social, para mudar a vida de outras pessoas? Isso realmente importa. O resto é ilusão. Estando respondido, para Kant, qual o caminho para ser bom, resta agora responder como ser efetivamente ruim.

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E para Kant, novamente a resposta é simples: Uma pessoa ruim é aquela que não pensa por si mesma. A isso, Kant chamava de menoridade. Não pensar por si mesmo é depender da razão alheia, não fazer uso de sua própria razão e de suas próprias habilidades. Depender de que os outros determinem o que é melhor pra sua vida, qual a maneira certa de pensar e qual a melhor maneira de viver.

A menoridade e o medo do fracasso

A menoridade, segundo o autor, é composta por três pilares: A covardia, a preguiça e o comodismo. Algumas pessoas são covardes. Não pensam por medo do que podem descobrir. Não agem por medo do fracasso. Não arriscam por medo de errar. Menoridade.

lgumas pessoas não são covardes, mas preguiçosas. Sabem o que devem fazer e o que precisa ser feito, mas será que precisa ser eu? Estou tão bem aqui sentado nessa poltrona, lendo meu jornal… Menoridade. A um terceiro grupo, ainda. O comodismo.

São pessoas que não são covardes, não sentem preguiça, mas já estão confortáveis demais pra fazer alguma coisa. Tem pessoas passando fome? Isso não é problema meu, o meu prato todos os dias está garantido. A desigualdade social só cresce? Fazer o quê, o mundo é assim… Fogo na Amazônia? Muito longe… Nem dá pra ver a fumaça.

Comodismo

O acomodado é um sujeito que só pensa nele, e não no coletivo. Se ele está confortável, dane-se o resto. Sinais da menoridade. Gosto da definição de Kant sobre o bem e o mal pois o filósofo alemão deixa uma coisa muito clara: Ser bom exige esforço.

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    É muito mais fácil deixar as coisas como são, não pensar, não fazer. E você, caro leitor? Tem vivido uma vida de boa vontade ou uma vida de menoridade? Ainda dá tempo.

    O presente artigo foi escrito por Wellington Sayeg. Psicólogo Social, com experiências em políticas públicas na cidade de São Paulo e na prática clínica. Hoje atua como psicólogo clínico através de atendimentos online. Tel.: (11) 9 4807-9829.

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