O ato de brincar aos olhos da Psicanálise

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A brincadeira assume um contexto diferente quando é observada pela Psicanálise. A psicoterapia indica que essa diversão tem papel fundamental na criação e aprendizado de qualquer criança. Trabalharemos melhor o significado de brincar e como esta é peça fundamental de nosso desenvolvimento.

O ato

De acordo com a Psicanálise, brincar tem um papel mais relevante do que se pensa. Ainda que seja algo divertido e recreativo à criança, isso concerne diretamente ao eu próprio desenvolvimento. Com isso, quando permitimos que a criança se expresse adequadamente brincando, abrimos as portas ao seu crescimento.

A brincadeira proporciona a esse ente uma libertação de suas próprias vontades em um objeto. Ele idealiza como pode se entreter e sentir prazer utilizando de determinada atividade. Para isso, o mesmo se vale de um raciocínio lógico para dar um destino específico a determinado objeto. Dessa forma, isso acaba por lapidar a sua percepção de mundo.

Quando se fala em aprimorar as capacidades naturais do pequeno, a Psicanálise observa a brincadeira como estudo social. A ideia é conseguir lapidar o potencial da criança a fim de que esta viva plenamente. Isso porque o lado lúdico dela é incentivado, dando conforto a ela enquanto ajuda em seu crescimento físico, mental e comportamental.

Elo universal

Brincar, assim como a música, por exemplo, é um elo universal que une cada criança do planeta. Independente de sua cultura, as mesmas se mobilizam instintivamente para se divertirem com o que tem. Ainda que suas mentes juvenis não percebam, esse mesmo instinto é condicionado por seu desenvolvimento cognitivo em diversas habilidades.

Por isso, a Psicanálise dá extrema importância ao ato de brincar como algo inerente à idade. Isso porque proporciona uma evolução linguística, moldando a forma como esta se comunicará. Os adultos podem não se envolver diretamente em alguns momentos, mas a brincadeira ajuda a complementar essa parte social fundamental.

Além disso, a mesma passa aos pequenos a capacidade de fazer simbolizações. À medida em que brinca, a criança compreende significados e significantes. Por conta disso, inicia uma liberdade ainda maior em sua capacidade de criação. Por isso, os pais não devem intervir sempre que a criança manifestar seu desejo e entregar um “não”.

Canal

Mesmo uma brincadeira simples e inocente serve de forma lúdica à externalização da composição de um jovem. A mesma tem um canal adequado e versátil para que transporte ao meio físico tudo o que se passa dentro dela. Assim, consegue demonstrar cada uma de suas:

Vontades

Mesmo algo simplista adquire um poder avassalador na perspectiva da criança. Brincar de bola, por exemplo, se torna um objetivo de vida momentâneo e principal meta de sua força. Sua vontade em realizar algo fica evidente no primor que o pequeno entrega na sua atividade.

Construção dos seus conflitos

As crianças se valem de uma visão mais colorida para que construam adequadamente os seus conflitos. Ainda que sejam tão jovens, se deparam com empecilhos naturais ao seu momento de vida. Sendo assim, se valem de sua criatividade para que resolvam seus problemas e frustrações.

Trauma

Infelizmente, e algum grau, a criança pode passar por alguma espécie de trauma em sua curta vida. A depender da natureza dele, pode ter o seu comportamento afetado na matriz. Com isso, a brincadeira se torna um caminho para entender a sua dor. Note que a brincadeira pode corresponder diretamente ao estado de espírito que ela carrega.

Bloqueio desinformativo

A Psicanálise indica aos pais evitarem que a criança se acostume com o “não” sempre que quiser brincar. Os pequenos adquirirem do contato gradual com o mundo as ferramentas que precisam ao seu crescimento. Mesmo que não perceba, os pais acabam inibindo que ela consiga expandir habilidades que precisará quando adulta, como:

Ousadia

Uma criança que é superprotegida ou tem sua liberdade negada acaba entrando em uma zona de conforto quando cresce. A mesma não se arrisca, temendo qualquer mudança que possa enfrentar diante de um novo desafio. Assim, o desconhecido assume forma agressora, algo que não aconteceria se ela brincasse adequadamente.

Criatividade

As crianças que brincam constantemente tem maior facilidade a serem criativas quando adultas. Isso advém do exercício constante da externalização de sua mente no mundo externo. Por conta disso, a criança se mostra mais habilidosa da resolução de problemas e outras atividades.

Frustração

A brincadeira também proporciona ao pequeno a capacidade de lidar com suas próprias falhas. O mesmo se desafia a crescer, entendendo que a vida nem sempre será como quer. Assim, entende que não pode lidar com algumas coisas, que pode errar. Contudo, também descobre que pode tentar de novo e arriscar outra vez.

A natureza do brincar na Psicanálise

Psicanalistas famosos como Freud, Klein e Winnicott tinham opiniões próprias, ainda que complementares, sobre o brincar. Freud, por exemplo, indicava que a brincadeira era uma ponte entre a parte interna e externa da criança. Isso porque advinha de sua experiência pessoal, psíquica e interna conectada com sua realidade compartilhada.

Já Winnicott afirma que a brincadeira é um estado primário e independente de instintos. Mostra-se como uma forma primordial de viver, universal em sua concepção e vital à sua saúde. Ainda que seja um ato bem simples, faz a manutenção de nosso crescimento, além de proporcionar uma boa relação grupal.

Comentários finais sobre brincar na Psicanálise

Ainda que pareça um ato tão pequeno, brincar serve de inspiração para que a criança se torne um adulto valoroso. Isso porque as brincadeiras proporcionam a expansão de sua mente a um mundo de desafios. Por conta da forma produtiva como cresce, acaba perpetuando esse bom comportamento.

Portanto, se você tiver filhos, os incentive a serem livres e a brincarem sempre que puderem. Pode parecer algo menor, mas isso possibilita que suas mentes atinjam seus limites mais rapidamente. Assim, você está colaborando para a formação de um grande indivíduo que eternizará essa liberdade positiva que recebeu.


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