Bullying: como são o perfil da vítima e o perfil do agressor?

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Sempre que ouvimos falar de algum caso de bullying, damos atenção primeiramente às vítimas, o que é recomendável e justo. Contudo, o agressor tem uma participação fundamental nesse problema, já que ele foi o catalisador da dor do outro. Assim, também vamos entender melhor as motivações desse seu comportamento e qual é o perfil do agressor.

Perfil do praticante

Quando identificado, o praticante de bullying geralmente demonstra ter uma atitude e um comportamento bastante negativo. Isso porque ele mostra não se importar nem com o mal que pratica nem com o sofrimento de sua vítima. Por causa disso, podemos encontrar em suas ações e movimentos diários:

Hostilidade

O perfil do agressor em relação à sua vítima costuma ser bastante hostil, justamente para intimidá-la. Geralmente, quando criança, ele pratica o bullying de uma forma mais explícita. No entanto, ele adere a uma abordagem mais sutil e individual na fase adulta. De qualquer forma, mesmo que as suas atitudes maldosas tenham as vítimas como alvo, qualquer pessoa pode notar a sua postura agressiva.

A culpa é da vítima

O praticante do ataque procura justificativas em alguma atitude negativa da vítima para defender as suas ações. Segundo a perspectiva dele, a vítima é a culpada pelo seu comportamento hostil. Como resultado, ele se vê no direito de humilhar, inferiorizar e excluir alguma pessoa que convive com ele.

Sadismo

Ao mesmo tempo em que a vítima da violência sofre com o bullying, o agressor sente prazer ao praticá-lo. Seu comportamento demonstra toques de sadismo, já que ele não demonstra sentir qualquer arrependimento. Até que a vítima tome alguma atitude efetiva para pará-lo, o agressor tende a repetir suas provocações, de forma gradual e cada vez mais intensa.

A perpetuação

Quase todos os praticantes de bullying foram vítimas de agressões muito parecidas no passado. Exceção disso são alguns casos em que essas pessoas se juntam a um grupo que está provocando alguém para terem a sensação de pertencimento e, assim, não serem excluídos. 

Porém, em geral, a maioria retribui às suas vítimas tudo aquilo que elas sofreram em algum momento das suas vidas. As provocações tornam-se um ciclo vicioso que só será interrompido se alguém se posicionar contra elas.

Motivações

Para entender as motivações do agressor, também é importante considerar o ambiente em que essa pessoa viveu. Quem recebeu uma educação excessivamente permissiva acredita que tem liberdade para agir como quiser. Assim, essa pessoa sempre prioriza a sua vontade mesmo que ela possa ferir os sentimentos alheios.

Dessa forma, uma boa educação é o que garante o desenvolvimento de um adulto sadio. Quando uma criança entende o conceito de limites, ela saberá se relacionar de uma forma saudável com as outras pessoas. Além disso, ela também irá desenvolver a empatia, ou seja, ela passará a se importar com os sentimentos dos demais.

A insensibilidade do poder

Um praticante do bullying sente-se recompensado quando ele provoca as pessoas. Isso porque ele se sente capaz de subjugar alguém. Com isso, ele se sente mais forte, revigorado e vivo. De certa forma, ele se alimenta da dor do outro.

Geralmente, ele se sente motivado a destacar algumas características de outras pessoas. Em geral, elas são relacionadas ao corpo de alguém, que se torna motivo de chacota. Além disso, traços comportamentais também são destacados. Assim, pessoas tímidas ou isoladas costumam ser alvos constantes dessa busca por humilhação.

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Dessa forma, o poder que o agressor acredita ter acaba minando a sua sensibilidade e a sua percepção sobre as coisas. Quanto mais ele agride alguém, mais ele se satisfaz e repete o ato. Isso fica evidente na escola, já que a vítima se torna alvo do agressor sempre que comparece ao local.

Perfil e consequências para as vítimas de bullying

Ainda que esse texto se concentre numa discussão sobre o perfil do agressor, as vítimas de bullying são as que mais são prejudicadas com essa prática. As mesmas podem ficar traumatizadas e sofrer com as consequências da violência mesmo estando longe do agressor. Caso não sejam acompanhadas por um profissional, elas podem levar consequências dessa violência pelo resto da vida. Os danos mais comuns do bullying são:

Desinteresse pelo local das agressões

A vítima fará de tudo para não retornar ao local onde está sendo agredida. No entanto, se ela precisar frequentá-lo mesmo assim, ficará pouco motivada a permanecer nele. Na escola, por exemplo, ela tentará ficar o mais distante possível de todos. O desespero pode levar os mais jovens a um quadro de choro constante e contínuo.

Rendimento abaixo do esperado

Seja na escola ou no trabalho, esse indivíduo não consegue atingir o seu potencial completo. Dessa forma, seu rendimento cai bastante, fazendo com que ele entregue resultados aquém do esperado. Por causa do estímulo violento constante, esse quadro tende a continuar e decair, visto que essa pessoa não encontrará motivações para focar na sua produção.

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Agressividade

Graças à violência que a vítima sofre em determinado ambiente, ela pode se mostrar mais agressiva que o comum. Basicamente, essa pessoa cria um mecanismo de defesa para impedir a aproximação dos demais e evitar novos abusos. Isso acontece com bastante frequência em crianças pequenas, que ainda não desenvolveram o seu lado sentimental.

Intervenção

A melhor forma de se combater o bullying é conscientizando a comunidade. Os pais devem se comprometer com os professores a ficarem alertas ao problema, seja na escola ou na rua. Essa responsabilidade se estende também aos funcionários de escolas, que podem ficar de olho caso algum episódio ocorra nas dependências do colégio.

Caso o problema seja bullying no trabalho, os líderes do local precisam ficar atentos às reclamações do funcionários. Nada do que acontecer nas empresas deve ser considerado bobagem, já que nenhuma violência deve acontecer na interação entre os membros de uma equipe. Se isso ocorrer, todos podem sair perdendo, independente da posição que eles ocupem.

Psicoterapia como tratamento para quem é vítima

Em ambos os casos, a ajuda de um psicoterapeuta pode ser fundamental para remediar a situação. O mesmo irá propor dinâmicas para que uma pessoa se coloque no lugar da outra. Dessa forma, a vítima entenderá as motivações do seu agressor enquanto este enxergará o mal que causa para ela. A ajuda e a reabilitação devem ser dadas o quanto antes.

E o tratamento do agressor?

Muito se discute sobre o bullying, mas pouco atenção é dada à construção interna do agressor. Pode parecer simples, porém a identificação de um padrão comportamental pode significar a resolução imediata de um problema. Muitas vezes, a guerra está acontecendo debaixo de nossos olhos e não conseguimos enxergá-la.

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Assim que os episódios forem identificados, a intervenção deve se feita de forma imediata. Da mesma forma em que devemos amparar a vítima, também devemos fazer com que o agressor enxergue o seu erro. A humanização deste último deve ser feita de forma gradual, constante e persistente, de modo que ele se torne alguém melhor.

Considerações finais sobre os perfis de quem pratica e sofre bullying

A compreensão de vítima e agressor pode ser melhor realizada quando se recebe a ajuda do nosso curso de Psicanálise Clínica online. A psicoterapia é a ferramenta perfeita para entendermos o que motiva determinados comportamentos em uma pessoa. Assim, podemos fazer a nossa participação na sociedade de form efetiva.

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