Conflitos conjugais e boas práticas para uma comunicação clara e objetiva é um desafio.
Um dos principais problemas dos casais é a comunicação.
No dia a dia é ainda mais complicado, porque o casal conclui que já se conhece muito bem por conta da convivência.
Então, ao se comunicar, diz com poucas palavras e sem muito cuidado, porque presume-se que o outro consiga interpretar por completo por conhecê-lo bem.
Às vezes, por confiar muito que o outro vá entender, muitas vezes os casais se comportam de uma forma não assertiva ou passivo-agressiva.
Formas de Expressão
A pessoa fala através de “piadinhas” e esses pequenos conflitos conjugais vão se repetindo e complicando ainda mais a convivência diária, comprometendo a comunicação do casal.
É de suma importância dar atenção à comunicação, ao diálogo, escutar com atenção enquanto o outro fala sem interromper.
Para melhorar a comunicação, é necessário estabelecer um tempo para a conversa.
Quando o casal tem falha de comunicação, é preciso evitar algumas coisas, como mensagens de texto.
Ao escrever a mensagem, imagina-se que está sendo redigida em um tom, porém a outra pessoa pode interpretar com outro tom, às vezes muito distinto do que o autor do texto imaginou ao escrever.
Uma alternativa à mensagem de texto, por exemplo, é a mensagem de voz, uma ligação ou conversar pessoalmente, a fim de evitar mal-entendidos.
Conflitos Conjugais e Comunicação
Termos com duplo-sentido ou subjetivos que deem margem para a outra pessoa entender de uma forma distinta do que a pessoa quis comunicar.
É importante evitar presumir que o outro saiba o que se está defendendo e deve-se comunicar de forma clara, para que o outro compreenda sem grandes dificuldades, sem dar margem a interpretações distintas do planejado.
O ideal é ter um diálogo evitando piadas e trocadilhos.
É comum a utilização de linguagem não-verbal, como expressões faciais, gestos, movimentos e subentende-se que o outro compreendeu sem dificuldades, porém nem sempre isso acontece.
Há a possibilidade dele compreender de uma forma distinta da que a pessoa quis se expressar inicialmente.
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O melhor caminho é a conversa, um diálogo bem explicado, sem possibilidade de interpretações distintas, principalmente quando se tem dificuldade na comunicação.
O Adiamento dos Problemas
Deve-se evitar mensagens subliminares, expressões faciais ou não-verbais e comunicar-se com a maior clareza possível.
Além disso, o casal deve se comunicar com frequência, informar ao outro(a) o que incomoda a fim de evitar uma acumulação de pontos de conflitos conjugais, algo que ocorre comumente.
É quando os interlocutores estão descontentes com alguma situação, e o casal simplesmente não se conversa durante aquele período.
Somente voltam a se falar e a discutir sobre a relação quando há um novo ponto de conflito.
Por conta disso, acabam comunicando todos os pontos dos conflitos conjugais que se acumularam ao longo do tempo de uma vez só.
O ideal é comunicar ponto a ponto, toda vez após um novo ponto de conflito e não esperar acumular para consequentemente ter uma discussão mais longa.
Importância do Diálogo
A comunicação é um dos pilares mais importantes para estabelecer um relacionamento saudável e existem diversas estratégias para melhorá-la.
Ao dialogar, é necessário que ambos os interlocutores estejam dispostos a melhorar o relacionamento.
Praticando escuta ativa e buscando pontos de melhoria em como cada um dos lados pode contribuir para que haja, de fato, a melhora desejada.
A terapia de casais não é um momento de simplesmente um falar o que incomoda no outro e o terapeuta dar razão a um ou a outro.
Muito pelo contrário, é um momento onde os dois lados devem estar dispostos a chegar em um ponto comum onde concordam em melhorar por ainda se amarem apesar dos conflitos conjugais.
Expandindo a visão a fim de entender melhor o outro, praticando mais empatia.
Empatia na Prática
Na comunicação entre casais, um dos principais pontos de melhoria é amenizar, ou seja, procurar usar expressões menos agressivas, mais gentis, como “eu gostaria que você fizesse”.
Em vez de “você não faz tal coisa” e ter “eu” e não “você” como o principal sujeito da frase, pois isso soa como se a culpa fosse somente do outro e que somente o outro tenha pontos de melhoria.
A procura de um culpado não é um caminho ideal, pois ela se distancia ainda mais de uma solução efetiva, sendo essa uma falha na comunicação.
Deve-se focar no problema, na causa-raiz, a fim de encontrar possíveis soluções para melhorar a comunicação entre o casal.
Uma boa comunicação tem escuta ativa de ambos os interlocutores, respeito à opinião do outro e o foco no problema e na consequente solução do mesmo.
Além disso, caso ainda não exista uma escuta ativa, deve-se aprender a ouvir com atenção um ao outro, como ter mais empatia e também como se comunicar com mais assertividade.
Os Ataques nos Conflitos Conjugais
Deve-se ouvir o outro, não interromper a fala do outro, aguardar a sua vez de falar e não “falar por cima” do que o outro está falando ou atacar mesmo que não concorde com o que está sendo dito.
É preciso não só ficar em silêncio, mas escutar com atenção e procurar entender o lado do outro.
O casal está “no mesmo time”, não são adversários, devem se unir para um mesmo fim.
É muito importante praticar uma escuta empática, especialmente quando o outro está expressando algo que o incomoda, entretanto, é muito comum nestes momentos haver troca de ofensas e ataques.
Para encontrar um caminho para a solução, deve-se praticar a empatia e não criar uma rivalidade entre si.
A vida de casal não é uma competição entre seus integrantes, mas sim um trabalho em equipe.
A Conciliação
Ao se expressar no calor do momento, é necessário refletir.
Se a forma com a qual se expressa é a ideal e se você mesmo(a) gostaria de receber essas mensagens com as palavras e linguagem não-verbal que estão sendo utilizadas.
Comunicar de uma forma agressiva faz com que o outro se feche e evite novas discussões por se sentir atacado.
E muitas vezes, apenas revidará as ofensas e não buscará soluções e conciliações para a situação.
Uma outra estratégia efetiva é aplicar os quatro passos da Comunicação Não-Violenta:
1: O que aconteceu para te deixar chateado(a)?
2: Como você se sentiu?
3: Qual necessidade não foi atendida?
4: Fazer um pedido, uma atitude concreta para a próxima vez, para que a situação não se repita.
Reflexão nos Conflitos Conjugais
A validação dos sentimentos do outro é outra estratégia para exercitar a empatia.
Não deve se menosprezar o sentimento do outro, minimizar o que está sendo dito ou até achar que é besteira, frescura, “coisa da cabeça” do outro.
A outra pessoa tem o direito de ter os seus próprios sentimentos.
Isso não deve ser levado como uma ofensa, mas sim um momento para refletir, e procurar soluções para que essa situação não se repita.
Exercitar a validação dos sentimentos do outro faz com que os seus próprios sentimentos sejam mais validados.
Desta forma facilitando a comunicação entre os interlocutores e evitando mais conflitos conjugais no futuro da relação.
Este artigo foi desenvolvido através do Trabalho de Conclusão de Curso de Formação em Terapia de Casais da aluna Maly Luriko.
