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Crianças beijando na boca: sobre sexualização precoce

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Com o advento da televisão e posteriormente da internet, onde vemos crianças beijando na boca, as pessoas têm cada vez mais acesso a uma variedade de conteúdos como novelas, fotografias e vídeos que, muitas vezes, invadem o universo da criança, podendo interferir no processo normal de desenvolvimento e educação.

Segundo o amplo legado de Sigmund Freud, a sexualidade faz parte da vida desde o nascimento, portanto, é inata – vem de dentro do indivíduo – e está composta por sucessivas fases como, por exemplo, autopercepção corporal e observação das diferenças anatômicas entre meninos e meninas.

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Onde mora o perigo das crianças beijando na boca

O perigo reside na sexualização infantil, ou seja, quando o movimento é inverso e o sensual vem de fora para dentro, como afirmam especialistas. A influência sexual precoce pode levar à ruptura da fase de latência da sexualidade, que inicia por volta dos 6 anos até a puberdade e está caracterizada pelo recalcamento dos impulsos sexuais para dar lugar às atividades psicossociais.

A exposição da criança a conteúdos impróprios para a sua idade pode levar a uma erotização precoce que altera o processo de aprendizado, pois ao acostumar-se com a recepção passiva de informações através das telas, por exemplo, ela desenvolverá menos interesse por atividades que demandam mais energia física e cognitiva para a sua execução, como a leitura e o esporte.

Consequentemente, o baixo desempenho escolar será inevitável. Infelizmente a erotização é cada vez mais enaltecida na atualidade, seja na letra das músicas, filmes, peças publicitárias, moda, entre outros, o que torna muito difícil evitar que esse tipo de conteúdo invada o universo das crianças que podem ser incluídas nesse processo de forma indireta, com a exposição do corpo numa propaganda ou direta sofrendo abuso sexual.

A erotização infantil das crianças beijando na boca

De uma forma ou de outra a erotização infantil é extremamente nociva e traumática ao atropelar as fases do desenvolvimento e submeter a criança a experiências adultas, pelas quais ela ainda não possui maturidade física e emocional para vivenciá-las, além de ser a maior causa de violência sexual infantil, segundo especialistas.

Crianças dando à luz a outras crianças

O último Censo do IBGE trouxe o preocupante e significativo número de grávidas entre 10 e 14 anos de idade. Lembrando que até 12 anos a pessoa ainda é considerada uma criança, conforme o ECA – Estatuto da Criança e do Adolescente. Isso demonstra o quanto a fase da latência, seguida pela experiência da masturbação durante a puberdade, foi substituída, prematuramente, pelo ato sexual.

O crescente culto à beleza

A sociedade vem sendo massivamente submetida por uma intensa erotização e culto ao corpo perfeito, o que tem levado ao aumento de transtornos psicológicos e comportamentais como ansiedade e neuroses. E claro, as crianças não estão imunes a isso.

Elas crescem aprendendo que, para serem aceitas, devem adequar-se aos padrões estéticos extremamente exigentes da modernidade como mostra, por exemplo, o famoso programa televisivo ‘BBB’. Isso estende-se para as redes sociais. Quanto maior é a exposição e beleza corporal, mais alto é o número de curtidas e visualizações.

Para crianças e jovens, ainda em fase de encantamento com o sucesso, esse fenômeno pode desencadear um processo depressivo e de baixa autoestima, caso não exista um acompanhamento e direcionamento correto por parte dos pais. Aliás, nunca houve tão alto número de depressão e suicídios entre adolescentes como na atualidade.

Crianças beijando na boca e adultos carentes

Como consequência, teremos uma gama de adultos carentes, frágeis e numa constante busca por holofotes e aceitação, sem falar daqueles que parecem competir e equiparar seu grau de infantilização com o dos filhos. As numerosas dancinhas no canal ‘TikTok’ estão aí para comprovar o fenômeno. O que dizer dos concursos de beleza infantil?

Conforme alguns relatos de bastidores, nem sempre as derrotas são bem digeridas pelas participantes mirins que, além de toda preparação, sofrem de ansiedade e depressão, segundo psiquiatras. A ‘adultização infantil’, expressão usada para a aceleração das fases da vida, está cada vez mais discutida entre especialistas apontando para vulnerabilidade da criança que não possui maturidade para discernir entre o certo e errado.

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A orientação é para que a criança seja criança! A melhor coisa para isso é evitar a agenda cheia de atividades e a exposição a conteúdos inadequados. Brincar é necessário! Por isso, os pais devem estimular as brincadeiras criativas e a interação com outras crianças.

Mas em qual momento a educação sexual entra nessa história?

Não resta dúvidas de que a educação sexual deve existir e esse assunto abrange a família e educadores. É perfeitamente natural e saudável que permitir que a criança saiba sobre o funcionamento do seu corpo e conheça as diferenças anatômicas, assim como, entenda sobre o processo reprodutivo humano.

Sendo assim, quando conversar sobre sexualidade e como responder a clássica pergunta: “De onde vem os bebês?”. Estudiosos indicam que a melhor coisa a ser feita é atender à demanda de cada criança, com clareza e sem excessos. Dessa forma, cada família terá sua própria experiência conforme o ritmo dos filhos.

O importante é respeitar as fases de maturação de cada indivíduo e, com isso, não interromper o processo natural de formação da identidade para que a criança tenha uma vida saudável.

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    Este artigo sobre crianças beijando na boca foi escrito por STELA MARIS GONÇALVES MACIEL ([email protected]). Jornalista, especialista em fisiologia humana. Estudante e amante da psicanálise.

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