estabelecer limites para as crianças

Estabelecer limites para as crianças: 5 passos

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Como estabelecer limites para as crianças ? Começo com a frase que deve ser o norte para iniciarmos a conversa sobre limites que é sempre controversa em vários pontos.

A seguinte frase: “Todo mal comportamento é um pedido de ajuda”

Se levarmos em conta essa frase fica muito mais fácil colocar limites corretos e amar ao mesmo tempo. Entender o comportamento da criança é uma das chaves para conseguir impor limites e não dispor de tanta energia e desgaste para tal atividade.

Entendendo como estabelecer limites para as crianças

Além de entender que o comportamento da criança é o norte para sabermos como agir é também importante gerar conexão com ela. Quando há conexão os limites são postos de forma clara e harmônica por a criança se sente parte do todo e fica mais fácil compreender e seguir regras.

5 passos para dar limites para as crianças

Vou listar 5 atitudes simples e fáceis de aplicar para que se colocadas em prática já se pode notar mudanças em função de mal comportamentos e limites.

Seja claro e específico

Dar muitas explicações e detalhes sobre o que fazer acabam confundindo mais ainda. Diga o que pode e o que não pode de forma simples e clara e use o seu discernimento como pai/mãe para compreender se algo ainda não está claro para a criança.

Também use o que não pode e o que pode ser negociado, isso com crianças maiorzinhas, para que ela também possa participar da decisão em casos mais flexíveis. Para que mais tarde ela não venha a se tornar um adulto que espera sempre que lhe digam o que fazer, assim ela pode também se impor e dar opiniões que serão ou não aceitas.

No caso de não ser aceita é preciso que ela entenda por que não pode, pois certamente ela buscará mais e mais explicações caso não compreenda e isso faz com que ela não se sinta parte do processo. Deixe tudo sempre bem claro.

Seja sempre firme naquilo que decidir para estabelecer limites para as crianças

Imagine se você diz que não pode tomar sorvete antes do jantar, mas ela faz de tudo para você ceder, até que você mude de opinião e sirva o sorvete antes do jantar, no entendimento da criança meu pai/mãe não sabe o que querem, falam uma coisa mas fazem outra e isso gera insegurança na criança. Seja o porto seguro dela, mesmo que no meio do caminho você perceba que não precisava ser tão rígido mantenha sua postura e não mude sua opinião muito menos volte atrás na decisão.

Não faça chantagem

Em primeiro lugar a criança precisa entender o motivo pelo qual as coisas acontecem, ensinar isso desde cedo ajuda a não acontecer o caso por exemplo, se você tomar banho vou lhe dar um chocolate ou você pode assistir mais tv. Ela não pode associar fazer algo com ganhar algo, e isso na chantagem faz com que ela acredite que sempre vai ter um ganho.

O fato ainda vai mais além pois sempre que eles fizerem algo vão esperar a recompensa, ou não fazem mais nada que não tenha um ganho secundário. Conseguem perceber isso lá na vida adulta? Já ouviu a frase: “Mas se eu fizer o que você vai me dar?” Muito importante é que ela entenda que aquilo precisa ser feito para o bem dela e de todos e não só porque vai ganhar algo.

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Uma boa dica é dar duas opções para a mesma tarefa, por exemplo: ‘você quer tomar banho antes ou depois do jantar?” O banho vai acontecer e sem chantagens, ela vai se sentir inclusa na decisão por poder escolher como fazer e a atividade acontece de forma tranquila.

Não ameaçar ou castigar para estabelecer limites para as crianças

Reafirmando que quem está no comando somos nós os pais, somos os adultos da jogada. E muitas vezes quando não sabemos mais o que fazer surgem as ameaças e castigos. Nesse caso claramente se quebra a conexão com a criança e ela passa a estar em estado de alerta, sente medo de fazer algo errado, podendo ativar o sistema de luta e fuga que fora de controle se transforma em futuro transtorno de ansiedade.

Respire fundo, saia do ambiente se puder e volte com mais calma e pense como agir de forma adulta e consciente. Lembre-se que tudo que você faz é também tudo que ele está aprendendo a fazer.

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    Uma dica aqui ao invés do que muito se faz que é o cantinho do pensamento/castigo crie o cantinho da calma, com coisas que a criança gosta e se acalma e o mais simples das atitudes é um abraço, diga que você sabe como ela se sente que você está ali para ajudar diga que naquele momento o que você pode dar é um abraço, se ela aceita seu abraço. Veja como é simples conectar e dar amor.

    Seja você mesmo

    Aí dentro de você existe a sua forma de viver a sua rotina familiar, procure ajuda e informações, mas sempre faça aquilo que fizer bem para a sua família. Não tente encaixar fórmulas mirabolantes dentro da sua vida se isso não ficar bom para vocês.

    Para finalizar lembre sempre que você é o mundo dessa criança e o tudo que você ensina mas mais importante ainda tudo que você faz por ela e com ela se transformará no mundo dela.

    O presente artigo foi escrito por Danubia Souza([email protected]). Estudante de Psicanálise em supervisão, Hipnoterapeuta, Pós graduada em Neurociências Cognitivas, Master em PNL e mãe de dois. Apaixonada por Comportamento Humano.

     

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