Você sabe o que é fetichismo? Pois, ainda existem muitos tabus sobre o assunto. Por isso, confira nosso artigo para saber mais sobre o assunto

Fetichismo: significado em Freud e na Psicanálise

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Você sabe o que é fetichismo? Pois, embora esteja se tornando um assunto cada vez mais popular, ainda existem muitos tabus sobre o assunto. Então, a verdade é que para entender o conceito por trás dessa prática é necessário retornar a infância do indivíduo.

Nesse sentido, Sigmund Freud foi o primeiro a se aprofundar nas origens do fetiche. Sendo assim, seus estudos foram essenciais para compreender como o comportamento adulto está ligado aos momentos da infância. Pensando nisso, trouxemos uma análise teórica sobre o que é fetichismo segundo Freud.

Além disso, explicaremos também a importância do termo para a Psicanálise na atualidade. Então, confira a seguir!

O que é fetichismo?

O fetichismo consiste na adoração de um objeto ou parte do corpo específica. Mas, quando se refere aos atos sexuais. Entretanto, para alguns teóricos, esse conceito pode ser associado a uma prática religiosa, tendo como base o culto ao objeto.

Nesse contexto, os seguidores da prática acreditam que determinados objetos possuem poderes espirituais. Portanto, o seu culto e adoração envolve magia e rituais. Além de outros trabalhos relacionados às crenças em entidades superiores.

Contudo, o fetichismo do qual a sociedade fala com mais frequência está atrelado aos desejos sexuais. Logo, é importante destacar que há essa dualidade de sentido quando se debate o assunto. Assim, a própria origem do fetiche se transforma em um tabu quando relacionado ao aspecto infantil.

Porém, o estudo da sexualidade de crianças é um fator essencial quando se analisa a formação da personalidade. Desse modo, tanto o significado do termo, quanto as descobertas da Psicanálise são necessários para chegar ao conceito de Freud. Assim, esses dois elementos são estudados de forma ampla.

Significado de fetichismo

O significado de fetichismo vem da palavra feitiço. Daí se entende a relação do termo com a religiosidade e a adoração de algo. No entanto, esse não é o único ponto a ser avaliado para compreender o assunto.

Segundo alguns estudiosos, o ato do fetiche pode ser normal ou patológico. Assim, é comum que todas as pessoas, em especial os homens, desenvolvam fetiches em algum momento da vida. Em geral, isso tende a acontecer de forma inconsciente.

Portanto, a explicação para a inclinação a determinados fetiches tende a ser bem mais complexa. Ademais, pode envolver experiências primárias. Afinal, a erotização dos objetos ou partes do corpo podem estar ligadas a acontecimentos do qual o indivíduo sequer recorda.

Partindo do ponto de vista freudiano, o fetiche sexual faz uma conexão importante com o indivíduo e sua relação familiar. Dito isso, vale analisar o que diz a teoria para entender mais sobre determinados comportamentos de uma pessoa.

O fetichismo para Freud

Nesse sentido, segundo Freud, o fetiche começa quando o menino descobre que sua mãe não possui pênis. Por isso, este evento é chamado de “castração da mãe”. Para suprimir a ausência desse elemento sexual na figura feminina, o garoto desperta a adoração sexual de outro objeto.

Como mencionado, essa adoração também pode ser destinada a uma parte do corpo específica. Então, alguns exemplos são pessoas que possuem fetiches em pés, pescoço e costas. Ademais, a prática do sexo anal também pode ser uma fetichização.

Vale lembrar que mulheres estão sim aptas a desenvolverem fetiches. Embora os estudos freudianos deem ênfase no fetiche masculino. Entretanto, a repressão da sexualidade feminina acaba por inibir a manifestação desse tipo de comportamento. Sendo assim, vale a pena conferir sobre o que é ninfomania.

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Sobre o medo da própria castração

Acontece que o fetichismo pode ser também um mecanismo de defesa. Ou seja, da proteção da sua sexualidade. Pois, segundo Freud, o menino tem as suas primeiras referências sexuais no visual materno. Logo, a castração da mãe gera medo.

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    Isso porque a criança associa que o mesmo pode acontecer com ela. Assim, imagina que pode “perder” seu pênis em determinada situação imaginária. Por isso, outros elementos entram em cena para reafirmar sua masculinidade.

    Por esse motivo, é comum que os fetiches nem sempre envolvam penetração. Ou ainda atos relacionados de modo direto ao pênis. Isto é, práticas envolvendo os pés do parceiro(a), por exemplo, podem se tornar um fetiche e provocar excitação.

    Sabendo disso, o desejo sexual, no que diz respeito do fetiche, foge dos conceitos naturais do erotismo. Daí surgem as fantasias, os brinquedos e práticas que muitas vezes podem ser vistos como esquisitos pela sociedade.

    Por isso, algemas, chicotes e mordaças são os mais comuns. Contudo, essa adoração também pode ser feita com a erotização de profissões por meio do vestuário ou da simulação. E, essas situações são comuns e estão dentro do padrão da normalidade.

    O fetichismo na Psicanálise

    A Psicanálise possui teorias fundamentais para a investigação da perversidade humana. Então, no caso do fetichismo, as práticas também estão associadas ao lado perverso do indivíduo. Contudo, salientamos que a perversidade é algo próprio do ser humano.

    Dessa forma, a escolha dos objetos e partes do corpo a serem mais erotizadas recebem um atributo de valor para a pessoa. Assim, esse processo acontece de maneira inconsciente, mas traz vestígios de possíveis situações vividas com a mãe.

    Então, para alguns estudiosos, o objeto de fetiche pode ser aquele que o garoto teve no primeiro contato após a castração materna. Tudo isso revela traços importantes da personalidade do fetichista, suas preferências e comportamentos dentro dos relacionamentos amorosos e casuais.

    Quando o fetiche se torna uma doença?

    Sendo assim, uma pessoa vive em busca de obter prazer com facilidade. Além disso, ela não se cansa de ir atrás do que lhe atrai. Então, seus esforços não são medidos para conquistar o que deseja. Logo, ela tem como objetivo realizar suas fantasias, mesmo que elas sejam bem inusitadas.

    Com esse entendimento, a Psicanálise compreende o fetichista patológico como aquele que utiliza estes recursos para evitar a angústia. Sendo assim, a frustração e a ideia de castração também são camufladas pela satisfação sexual. Inclusive com os objetos substitutos.

    Considerações finais sobre o fetichismo

    Desse modo, esperamos que esse artigo tenha te ajudado a entender melhor os estudos a respeito do fetichismo. Desse modo, o fetiche é mais do que uma prática sexual. Isso porque o conceito é uma fonte importante de informação para a avaliação Psicológica de uma pessoa.

    Logo, por trás do fetichismo, pode haver camadas mais profundas. Ou seja, angústias e traumas esquecidos. Por isso, é necessário acompanhamento psicológico para compreender a raíz dos desejos.

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