Filmes sobre depressão: Conheça os 6 mais assistidos

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A depressão é uma doença que vem dominando jovens e adultos nos dias de hoje. Inclusive, estima-se que cerca de 15 a 20% da população mundial, em algum momento da vida, sofreu de depressão. Assim sendo, entender o que é a depressão é fundamental. Para isso, filmes sobre depressão podem nos ajudar por retratar as causas e impactos que a doença traz para a vida de uma pessoa.

Com isso em vista, fizemos uma lista com os melhores filmes sobre depressão já lançados no cinema por hora. Porém, precisamos dizer que os filmes não são necessariamente depressivos. Inclusive, eles podem, até mesmo, oferecer alguma resolução para o problema. Outros podem ainda tratar dos temas com um clima de comédia.

Contudo, antes de você assistir algum desses filmes, lembre-se de tomar cuidado para que nenhum gatilho indesejado seja acionado. Nesses filmes, a realidade de quem sobre desse mal é tão real, que nos sentimos imersos nas dores de quem está doente. Até mesmo quem não passa por isso, poderá ter mais empatia, o que por si só é uma consequência altamente desejável de assistir esses longa-metragens. Assim, não deixe de conferir!

6 filmes sobre depressão para conferir sem falta!

As vantagens de ser invisível (2012)

Essa é uma adaptação cinematográfica da obra literária homônima de 1999, escrita por Stephen Chbosky. A história narra a vida de Charlie, um adolescente introvertido que luta com sentimentos depressivos. Eles se agravam quando ele entra em um novo colégio, durante o Ensino Médio.

É interessante ver que seu talento para a escrita é reconhecido por sua professora de literatura. Porém, sua condição psicológica fragilizada não permite que ele reconheça o melhor de si. Contudo, a história muda quando Charlie conhece dois colegas que mudam sua perspectiva de mundo, de vida. Eles o ajudam a reiteram a importância do acolhimento e do sentimento de pertencimento.

Nesse contexto, fica evidente o quanto a obra é importante na medida em que traz à tona a importância de estar presente na vida de alguém que está enfrentando fases obscuras.

Garota, Interrompida (1999)

Esse filme foi dirigido por James Mangold. Em Garota Interrompida, retrata-se a dura realidade em que viviam as mulheres no século 20. Entre as maiores dificuldades, está o fato de que elas não contavam com um suporte adequado para suas dificuldades psicológicas. Ao contrário, elas eram rotuladas como mentalmente instáveis.

Consequentemente, muitas vezes, mulheres eram institucionalizadas em hospícios por manifestarem aflições comuns a qualquer adolescente.

O abandono, o preconceito e os estereótipos misóginos da época são importantes para entendermos a história e são fatores que ainda reverberam atualmente. Diante dessa realidade, vale lembrar que eles desempenham um papel importante no surgimento e agravamento da depressão.

Melancolia (2011)

Esse filme foi dirigido pelo polêmico dinamarquês Lars Von Trier. Ele conta a jornada imersiva dentro da mente de uma pessoa depressiva ao retratar a história de duas irmãs que têm um relacionamento conflituoso.

A dinâmica entre elas é colocada à prova, quando um novo planeta, chamado “Melancolia”, se aproxima da Terra. Essa aproximação ameaça a existência de todos os seus habitantes, notícia essa que as pessoas recebem de modos distintos. Uma das irmãs aceita o fato e o encara de maneira serena, enquanto a outra se desespera frente à catástrofe iminente.

Esse é um dos filmes que provocam a imersão de quem assiste dentro de um quadro de depressão. Isso acontece graças a alguns fatore: as cenas em slow-motion, uma trilha sonora introspectiva e também uma fotografia fantasiosa. Em posse disso, o filme distorce a realidade da mesma forma em que a doença faz. Ademais, o ritmo monótono das cenas simula a sensação que a depressão causa em suas vítimas.

Se Enlouquecer, Não Se Apaixone (2010)

Esta é uma comédia de humor negro. O principal foco do filme é a depressão do personagem Craig Gilner (Keir Gilchrist), que tem sua vida retratada após quase pular da ponte do Brooklyn. Neste momento, ele procura ajuda em um hospital e acaba internado na ala psiquiátrica de adultos por uma semana. O ponto forte desse filme é o tom.

Outra característica importante é que este longa não tenta esconder passados traumáticos reprimidos. Além disso, vemos que não há necessidade de dramatizar ou racionalizar a depressão de Craig. Ele nunca foi abusado, intimidado e seus pais sempre tentam o ajudar.

Dessa forma, vemos que ele está apenas sob muita pressão, enfrentando um obstáculo após outro. Tudo isso com o sentimento de que, se falhar, mesmo que minimamente, criará um efeito dominó que destruirá seu futuro. Aparentemente, é isso que o deixa ainda mais deprimido.

Vale dizer que Craig é como muitos de nós, pois todos conhecemos o sentimento de angústia diante do futuro e das escolhas que precisamos fazer. Isso nos ajuda a se conectar com o personagem e desperta empatia nas pessoas. Afinal, quem já não se sentiu no limite em situações como o vestibular, por exemplo?

Geração Prozac (2001)

Essa obra é baseada na autobiografia do mesmo nome. A jornada retratada é a da autora Elizabeth “Lizzie” Wurtzel (Christina Ricci), principalmente quando ela era uma jovem de 19 anos de idade. Nesta época, ela foi aceita em Harvard com uma bolsa para estudar jornalismo. Trata-se do tipo de contexto em que as pessoas não conseguem entender alguém depressivo, já que essa pessoa, aparentemente, já tem tudo na vida.

Um ponto importante para a história é o relacionamento com o pai dela, algo exterior ao fato de estudar em uma universidade de excelência. Trata-se de uma relação profundamente relevante para a psicanálise, por exemplo, mas que acabou por se desintegrar.

Outro ponto importante para análise de Geração Prozac é a infância de Wurtzel. Devido ao estresse do divórcio de seus pais e da exclusão social, ela desde cedo já estava mostrando sinais de depressão. Um dos sinais que indicavam a doença era o hábito da auto-mutilação. Nesse contexto, vale refletir sobre os sinais que as pessoas apresentam, mas que escolhemos não enxergar.


NÓS RETORNAMOS PARA VOCÊ


Pequena Miss Sunshine (2006)

Esse é um filme incrível e que fala sobre muitos assuntos pertinentes a nossa sociedade. Ou seja, ele não é apenas um dos filmes sobre depressão que fala só sobre isso. Ademais, não se trata de um daqueles filmes chatos e cheios de lições de moral. Muito pelo contrário, é um filme incrivelmente engraçado e com estética que encanta o telespectador.

No que tange a história, o enredo é centrado em uma família disfuncional composta por: Sheryl (Toni Colette), uma mãe sobrecarregada; Richard (Greg Kinnear), um palestrante motivacional arrogante, que é o pai da família; Edwin (Alan Arkin), o avô estranho e viciado em drogas; o filho infeliz Dwayne (Paul Dano), de 15 anos de idade; e a filha pequena Olive (Abigail Breslin), que sonha ser miss.

As coisas se tornam mais agitadas quando o irmão de Sheryl, Frank (Steve Carell), vai morar com eles. Essa mudança é decorrente do uma tentativa de homicídio, o que significa que o personagem precisará de supervisão constante. Outra importante situação trabalhada diz respeito à Dwayne, pois ele fez um voto de silêncio até que consiga entrar na Academia da Força Aérea dos EUA.

Nesse contexto, as únicas pessoas realmente “felizes” na família são Edwin e Olive.

Enredo

Tendo tudo isso em vista, a história ganha desenvolvimento quando Olive se qualifica para o concurso de beleza “Little Miss Sunshine”. Por essa razão, a família inteira precisa viajar do Novo México para a Califórnia em dois dias. Tudo isso em uma kombe amarela quebrada.

O personagem que introduz a “depressão” e “suicídio” ao vocabulário da jovem Olive é Frank. Ela, então, começa a se preocupar com problemas “de gente grande”. Além disso, Dwayne também é deprimido e só se comunica escrevendo em um papel. Soma-se a isso a pressão por vencer o concurso. Ficou curioso? Vá correndo assistir esse filme!

Comentários finais a respeito dos filmes sobre depressão

No que tange a doenças psíquicas, além de assistir filmes sobre depressão, é importante se informar profundamente sobre o assunto. Uma das maneiras de fazer isso, por exemplo, é investindo em nosso curso 100% EAD de Psicanálise Clínica. Ao concluí-lo, você poderá não só ter uma visão muito mais aprofundada de doenças como será capaz de clinicar, isto é, fornecer tratamentos. Assim, mão deixe de fazer a sua matrícula!

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