Friedrich Nietzsche

Friedrich Nietzsche e o paradigma Haja Luz e Houve Luz

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Você já ouviu falar em Friedrich Nietzsche? Se não ouviu, vai ficar sabendo a partir deste enfoque (pequeno artigo) sobre quem foi o filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche e qual sua importância e relevância na grade social.

Possivelmente você já ouvir falar também sobre um tema instigante, a ‘tese da morte de Deus’ que foi foco de atenção e estudos do filósofo mais conhecido como ‘Niti’ (alcunha/*apelido de Nietzsche). Neste texto vamos indagar e examinar quem foi ele, suas obras e teses e tentar responder uma questão que ainda permanece dúbia: “Ele foi negacionista de Deus e foi realmente ateu e antimetafício?”

Entendendo sobre Friedrich Nietzsche

Alguns estudiosos do filósofo relutam em admitir certos conceitos e teorias que venham a tocar na ‘reputação intelectual’ do filosofo. Outros tem receio de enquadrar de forma equivocada a pessoa de Nietzsche (‘Niti’). O tempo fluiu e as teorias de ‘Niti’ se incorporaram em várias instituições e passou a ser um referencial que tem boa recepção na emergente e florescente pós-modernidade dos tempos líquidos.

Vamos entender e compreender bem quem foi esse filósofo e responder a questão proposta. Caberá ao crivo social e a História julgá-lo. ‘Niti’ passou a ser um desafio e vai continuar dando o que falar até que a humanidade possa finalmente firmar uma posição forte sobre sua biografia e obra.

Uma introdução sobre Friedrich Nietzsche

Você já ouviu falar, ou se não ouviu e nunca soube quem é o filósofo Nietzsche (‘Niti’) ficará sabendo a partir da leitura desse enfoque (pequeno artigo) sobre quem foi de fato o filósofo Friedrich Wilhelm Nietzsche (1844-1900) e qual sua importância e relevância social. Possivelmente, você já ouvir falar também sobre um tema instigante, ‘a tese da morte de Deus’ que foi foco de atenção e estudos deste filósofo numa fase de sua vida madura, mais conhecido como ‘Niti’ (apelido de Nietzsche).

Vamos indagar quem ele foi, onde nasceu e faleceu e suas principais obras e teorias (teses e hipóteses) e qual foi o seu legado e porque vem sendo retomado no alvorecer e florescimento da pós-modernidade dos tempos líquidos. Vamos neste texto examinar algumas de suas ideias centrais e tentar responder, com base em tais ideias, uma questão que ainda permanece dúbia: ‘Ele foi negacionista de Deus e realmente era ateu e antimetafício?’ Alguns estudiosos do filósofo relutam em admitir certos conceitos e teorias que venham a tangenciar a ‘reputação intelectual’ do filosofo.

Outros tem receio de enquadrar de forma equivocada a pessoa de Nietzsche (‘Niti’). O tempo fluiu e as teorias de ‘Niti’ se incorporaram em várias instituições de estudos e centros acadêmicos e ele passou a ser um referencial que tem boa recepção na modernidade e pós-modernidade. Vamos entender e compreender bem quem foi esse filósofo e responder a questão supra referida. Vale destacar e reafirmar que caberá ao crivo social e a História julgá-lo porque sua obra e concepções passaram a ser um desafio. Mas, um fato é consumado: haverá uma posição futura forte sobre sua biografia e obra.

Quem foi Nietzsche (‘Niti’)?

Seu nome completo e correto é Friedrich Wilhelm Nietzsche, nascido em 15 de outubro de 1844, na cidade de Röcken, em Lützen, Alemanha e falecido em 25 de agosto de 1900, aos 56 anos, em Weimar, na Alemanha. Ele foi um conceituado filósofo, filólogo, crítico cultural, poeta e compositor prussiano do século XIX. Escreveu vários textos críticos desde religião até a moral; da cultura contemporânea filosófica até a ciência positiva exibindo um gosto e atenção por metáforas, ironia e aforismos.

Nietzsche começou sua carreira como filólogo clássico, um estudioso da crítica textual grega e romana, antes de se voltar para a filosofia tendo sua alma mater (formação central) nas universidades de Leipzig (1865–1869) e, após, na Universidade de Bonn, Alemanha. Era professor, pesquisador, escritor, um crítico e realizava palestras polêmicas onde fosse convidado. Passou a ser admirado por alguns, odiado por muitos, inimigo de muitos setores que desejavam expurgar e expulsar ele de seu meio acadêmico, porém, ele conquistou adeptos da tese do ateísmo dos que não acreditavam em Deus.

‘Niche’ ou ‘Niti’ após publicar seu livro ‘Assim Falou Zaratustra’,(1883) um livro que ele mesmo dizia que seria para todos e para ninguém, passou a gerar debates acadêmicos acalorados entre os metafisicos e os antimetafísicos, ou seja, entre os que acreditam na esfera espiritual e os que não acreditavam mais. Nietzsche foi um divisor de águas e finalmente consegue abalar o ‘establishment’ (elite) intelectual da Europa toda, quando lança sua teoria da morte de Deus. Ele foi o pivô de uma das maiores crises existenciais no coração da Europa.

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O abandono da batina

Suas ideias foram importadas para os EUA. Faleceu deixando um vasto legado de suas obras e grande número de discípulos espalhados pelo mundo e criou uma crise no seio da Igreja o que irritou o ‘MI’, Magistério da Igreja, que ficou com sua teoria trancada na garganta por anos a fio.

Provocou uma certa debandada geral de abandono de batinas e instabilidade sendo acusado de levar muitos ao suicídio. Suas teorias ingressaram no corpo político, social e religioso onde ele lançou as bases do lastro dos futuros homens e mulheres sem medo de Deus solapando os valores vigentes. ‘Niti’, deixa um legado que tem como uma de suas consequências, o fim do temor ou do medo de Deus.

Suas principais obras

Friedrich Nietzsche escreveu vários livros. Iniciou pelo livro ‘Nascimento da Tragédia no Espírito da Música, 1872; reeditado em 1886, gerando o início de muitas polêmicas; em 1873 lança do livro ‘A Filosofia na Idade Trágica dos Gregos’, outra obra polêmica. Depois, resolve lançar o livro ‘Sobre a Verdade e Mentiras em um sentido Não-Moral’. Na continuidade, lança ‘Considerações Extemporâneas’ que irritou a academia europeia. Em 1886, escreve ‘Humano, Demasiado Humano: um livro para Espíritos Livres’. Ele já havia escrito um artigo sobre ‘Reflexões sobre Preconceitos Morais’.

Estava claro para o establishment europeu que ele seria um mal estar geral social se continuasse na toada de seus escritos. Começar a tentar obstruir outras obras. Tentavam bloquear ele de editar mais livros mas não conseguiram. Ele lança ‘A Gaia Ciência’ um livro que viria a se mais polêmico ainda porque dentro deste livro ele redigiu de forma ardilosa um capítulo ‘Deus esta morto’. Depois um artigo sobre o ‘Homem Louco’ e expressa o seguinte juízo: ‘fomos nos que matamos Deus”. Aparece a figura de Zaratustra. A Igreja ficou indignada e assustada. Finalmente, ele lança o livro já numa fase bem madura, ‘Assim Falou Zaratustra’ (1885) que abalou o coração da Europa toda.

Após lançou o livro ‘Além do Bem e do Mal: Prelúdio de uma Filosofia do Futuro’. E na sequencia veio ‘Genealogia da Moral’, depois ‘O Crepúsculo dos Ídolos’; ‘O caso Wagner: um Problema para os músicos’. Ao editar o livro ‘O Anticristo: Praga contra Cristianismo’ gerou vários inimigos na Igreja. Ele acusa o apóstolo Paulo de Tarso, o codificador do cristianismo e fundador da Igreja de deturpar o ensinamento de seu mestre, pregador da salvação no agora deste mundo, realizada nele mesmo e não em promessas de um além, forjando um mundo de Deus, como acima e além mundo.

Tomás de Torquemada

O revolta o quadro católico foi quando ele expressa: “O único cristão morreu na cruz”, como diz no livro que seria o início de uma obra maior a que deu sucessivamente os títulos de ‘Vontade de Poder ‘e ‘Transmutação de Todos os Valores’. Havia um slogan de que Nietzsche era contra Wagner e contra a Igreja. Analistas e críticos de sua obra reportavam em seus ensaios e crônicas que se fosse na Idade Média (27a.C, até 476 d.C.) ele teria sido levado à inquisição e queimado vivo.

Críticos diziam mais, Torquemada se revirava no túmulo. Tomás de Torquemada (1420-1498) foi um frade dominicano espanhol que presidia a Santa Inquisição e foi um grande inquisidor que levou vários para fogueira na Idade Média por motivos bem menores que o Niti vinha instigando com suas teorias, teses e hipóteses.

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    Quais eram as teses e hipóteses de Nietzsche?

    O pensamento central e o estilo de Nietzsche era considerado ‘aforismático’, pelo uso excessivo de aforismas, escritos de trechos concisos, as vezes só uma lauda, mas com frases de impacto. Para à época era um acinte, ousadia e petulância e ele estaria peitando às autoridades. O silêncio era imenso nas esferas intelectuais públicas e privadas. Seus pensamentos centrais foram os seguintes: “A filosofia é o exílio voluntário entre montanhas geladas; Os homens do conhecimento, não se conhecem e deles mesmos são desconhecidos; O amor é o estado no qual os homens têm mais probabilidades de ver as coisas tal como elas não são; São múltiplas as ocasiões para o mal-entendido e para a ruptura hostil em tudo; Deus está morto; Viva Perigosamente; Qual o melhor remédio: o único que é a vitória; Todas as religiões são decadentes: o budismo não promete, mas assegura. e o cristianismo promete tudo, mas não cumpre nada; Quando se coloca o centro de gravidade da vida não na vida, mas no além, que é o nada, tira-se da vida o seu centro de gravidade; Para ler o Novo Testamento é conveniente calçar luvas diante de tanta sujeira, tal atitude é necessária; O cristianismo foi, até o momento, a maior desgraça da humanidade, por ter desprezado o corpo; A moralidade é o instinto do rebanho no indivíduo.

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    O idealista é incorrigível: se é expulso do seu céu, faz um ideal de seu inferno; Em qualquer lugar onde encontra-se uma criatura viva, encontra-se o desejo de poder; Um político divide os seres humanos em duas classes: instrumentos e inimigos; Quanto mais me elevo, menor eu pareço aos olhos de quem não sabe voar; Aquele que luta com monstros deve acautelar-se para não tornar-se também um monstro; Quando se olha muito tempo para um abismo, o abismo olha para você; A alma nobre tem reverência por si mesma; Não existem fenômenos morais, mas apenas uma interpretação moral dos fenômenos. A moral, os valores não tem qualquer validade, só são uteis ou inúteis consoante a situação; A verdade é sempre subjetiva; Não existe nenhuma instância superior eterna; O homem (e a mulher) dependem apenas de si mesmo; A História não é finalista, não há progresso e nem objetivo é o terno retorno do mesmo. Portanto, estas eram suas ideias centrais. Suas teses e hipóteses eram consideradas nocivas e tóxicas. A obra dele é vasta mas, essas suas ideias nucleares foram os eixos de sua obra intelectual.

    Metafísico ou antimetafísico?

    Passou a ficar incompreensível para muitos atores sócias o que alguns analistas e críticos se resguardaram de classificar Nietzsche na sua posição intelectual correta. Ele era ateu e era antimetafício. Alguns teóricos acreditavam que era preciso esperar mais tempo para decifrarem melhor e de forma correta a tese da morte de Deus ofertada ao tecido social global por ele.

    Como é que mortais iriam se reunir e matar Deus? Isto seria possível apenas na mera esfera cognitiva, numa abstração a não ser que resolvessem controlar o sensorial da pessoas no planeta. A morte de Deus passou a ser vislumbrada como a não aceitação do paradigma haja luz e houve luz. Ponto. O resto todo passou a ser um amontoado inútil de observações e registros sem sentido.

    A prova de que ele era ateu e antimetafísicos e que não partilhava o paradigma haja luz e houve luz esta assentada numa de suas premissas, onde ele expressa: ‘Não existe nenhuma instância superior eterna’. Ele não aceita a esfera espiritual, portanto é antimetafísicos, ateu e não aceita o paradigma haja luz e houve luz.

    O que esperar do legado de Friedrich Nietzsche?

    Vivemos tempos bicudos, comentam geoanalistas, ou seja, analistas do planeta todo. A pós-modernidade dos tempos líquidos recepcionou ‘Niti’ pela via do chamado movimento social libertário que os defensores da visão e percepção da cultura da morte chamam de ‘libertinos’, que o termo estaria equivocado.

    Que seriam libertinos ligados a concupiscência e promiscuidade depravados e devassos que subverteram as instâncias religiosas e jurídicas com a cultura trans e a narco-cultura e que precisavam embasar suas teorias, onde ‘Niti’ cairia como uma luva com a tese de que os mortos governariam as ideias (abstrações) dos vivos.

    Para os que comungam o paradigma antimetafísicos da mega explosão original ou panspermia o Nietsche passou a ser um grande referencial. A contrário sendo, Niti não é aceito por ser ateu e pernóstico e induzir uma interseção tóxica nas relações humanas.

    Conclusão sobre Friedrich Nietzsche

    O presente enfoque (pequeno artigo) possui como desafio responder à questão proposta: O filósofo Nietsche foi negacionista de Deus e foi realmente ateu e antimetafício?” Importante salientar de forma preliminar que os que comungam o paradigma ‘haja luz e houve luz’ e aceitam a metafísica, ou seja, a esfera espiritual, possuem o entendimento que o filósofo era ateu, antimetafisico e contra o haja luz e houve luz, portanto ligado a ‘panspermia’ mesmo que indiretamente.

    Vale salientar que Charles Darwin (1809-1882) já tinha apresentado suas teses que Nietzsche conhecia muito bem, de que a matéria teria precedeu o abstrato. Para eles, jamais o espírito precedeu a matéria. São os defensores do materialismo e do existencialismo.

    Eles não tinha fé, que foi definida como o firme fundamento das coisas que se esperam e a prova das coisas que se não se vêem”. Nietzsche faleceu jovem e foi para o túmulo com sua convicção de que não existe Deus, nem eternidade e que a morte é o fim de tudo. Continua um clássico tremendamente atual e um desafio ainda a ser mais decifrado.

    O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima de Oliveira. Formado em História e Filosofia. PG em Psicanálise. Realizando PG em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacológica; acadêmico e pesquisador de Psicanálise Clinica e Filosofia Clinica. Contato via e-mail: [email protected]

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