o que são gatilhos mentais

O que são Gatilhos Mentais para a psicanálise?

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Já se perguntou o que são gatilhos mentais ou como nos influenciam? Os gatilhos mentais são situações externas que podem ser comportamentos, pensamentos, vícios, atitudes disfuncionais, e outros, e que têm o poder de provocar uma reação nas pessoas que pode ser negativa (pânico, desânimo, pensamentos negativos, etc.) ou positiva (entusiasmo, alegria, calma, etc.), capaz de tirá-las de suas zonas de conforto.

O que são gatilhos mentais e estímulos

Esses estímulos agem diretamente no cérebro e geram reações, podendo levar o indivíduo a ter comportamentos desesperados, e, no intuito de se verem livres dos sentimentos negativos, buscam saídas difíceis, como automutilação ou até mesmo ao suicídio.

O tratamento precisa ser administrado para por fim às causas e não somente aos sintomas. Portanto, é necessário conhecê-los e compreender como comprometem nossa vida.

Não é uma tarefa fácil, por conta de suas particularidades, mas é possível controlar a influência deles, no dia a dia. Nesse texto vamos conhecer alguns gatilhos emocionais, o que são e como podemos lidar com eles.

O que são gatilhos mentais e emocionais

Gatilho emocional é uma resposta mental em que experiências passadas são revividas ou despertadas através das emoções; envolvem pensamentos, comportamentos. Lembranças da infância é um exemplo. Quando crianças, as coisas acontecem a nossa volta e nem sempre vamos entender as circunstâncias do momento, tudo pode parecer muito ameaçador, grande demais para nossa percepção. Essas lembranças, traumas ficam gravados em nosso subconsciente.

O termo subconsciente surgiu através de estudos realizados pelo psicólogo clínico francês Pierre Janet, e foi posteriormente comprovada pelo psicanalista austríaco Sigmund Freud, que apresenta sua primeira descrição do nosso aparelho psíquico separando-o em três instâncias: o inconsciente, o pré-consciente (subconsciente) e o consciente.

O pré-consciente conhecido também como subconsciente é uma área que faz a mediação entre as outras duas instâncias do nosso psiquismo: o inconsciente e a consciência. Nesse nível se desenvolvem as operações da memória local, onde se encontra a grande maioria das nossas recordações e resquícios, adquiridas através do meio ambiente. Essas lembranças estão presentes ao longo de nossa vida, e às vezes são tão intensas que não dispomos de recursos emocionais para lidar com as situações.

Lembranças

Quando mencionamos lembranças, elas podem ser positivas, por exemplo, uma viagem que fizemos na infância com nossos pais, em um dia de chuva, foi uma viagem prazerosa. Toda vez que vemos o céu nublado na estrada, essa lembrança vem em forma de sentimentos bons. Por outro lado, quando vivenciamos algum momento de desespero, crise, um filme passa por nossa cabeça, essas lembranças negativas são trazidas a mente através de gatilhos.

Eles podem surgir de diversas formas, desde reações de pessoas em relação a nós, cheiros, gestos, lugares, cores e outros. Existem casos em que as pessoas revivem sintomas físicos ao se depararem com um lugar ou pessoa.

O gatilho, quando acionado, traz de volta as dores do momento em que esteve envolvida essa sensação, podendo ser sentida mesmo de maneira mais fraca. Concluímos que os gatilhos emocionais não são iguais, cada um o desenvolve conforme suas vivências, e muitas vezes eles podem ser difíceis de identificar.

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O que são gatilhos mentais e seus sintomas

Os gatilhos emocionais são desenvolvidos a partir de memórias marcantes, não podemos esquecer que eles são completamente particulares e único para cada pessoa, o mesmo ocorre com as reações.

Vamos citar aqui os sintomas mais comuns, que podem ser desencadeados quando estimulados: angústia, raiva, perda de controle, crises de ansiedade ou pânico, medo, depressão, desespero, estresse, sensação de vazio interno, vergonha, sentimento de culpa, inferioridade ou julgamento, problemas de autoestima. Conhecer e entender a presença de tais sintomas é o primeiro passo para melhorarmos nossos relacionamentos com as pessoas.

Podem surgir situações difíceis em alguma conversa, que agem como gatilhos em nossa mente e, imediatamente reagimos de modo grosseiro. A pessoa não irá entender a situação e nem sabe ou tem ideia dos sentimentos que provocou no outro, isso gera desgaste nos relacionamentos, amizades podendo chegar ao fim.

Conhecendo os gatilhos emocionais

Vamos agora identificar esses gatilhos, um caminho não muito fácil, porque ás vezes eles não estão totalmente conscientes. É necessário começar a prestar atenção no seu corpo, o que tem sentido com mais constância. Em quais momentos as crises de ansiedades acontecem?

É necessário anotar horários, sintomas, respostas, estímulos, analisar o que existe de comum nesse tempo, que pode provocar essas sensações negativas, bem como ficar atento nos detalhes do dia a dia.

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    Conheci uma pessoa que tinha crises de ansiedade no final da tarde, o anoitecer era um caos. Outro exemplo, ficar ansioso com montante de tarefas no trabalho, com as tarefas de casa, ou mesmo com as reações das pessoas com as quais convivemos. Analisar as situações, conhecer, entender os estímulos e quais respostas elas geram em organismo é essencial para que a cura venha ser conquistada futuramente.

    O que são gatilhos mentais e inteligência emocional

    Qual o valor tem uma pessoa que sabe lidar com seus próprios sentimentos, o quanto ganharia no natural e no espiritual sabendo lidar com suas emoções? O primeiro passo já foi dado, a partir do momento que identificamos e entendemos os nossos gatilhos emocionais, o sentimento de insegurança ou angústia, aos poucos vão sendo dissipados, dando lugar a paz e certezas.

    O fundamental nesse processo de autoconhecimento é transformar esses momentos de aflição, angústia em portas de reflexão. Quanto mais desenvolvemos nossa inteligência emocional melhor será nossa qualidade de vida, reconhecer e avaliar nossos sentimentos e os de outras pessoas é uma habilidade preciosa.

    Precisamos nos livrar da impulsividade, que eventualmente surge de estímulos descontrolados. Algumas mudanças são necessárias para facilitar nosso dia: precisamos nos cobrar menos, conhecer nossas emoções e reações, e o principal focar nos gatilhos positivos e colocar em prática, nossa rotina precisa ser revisada para tornar o dia mais agradável, pequenas mudanças, grandes resultados.

    Terapia: o caminho da cura

    A ressignificação é um dos métodos que nos ajuda a lidar com os gatilhos emocionais, mudar a visão do mundo nos leva a sair da zona de choque e ver por outro ângulo as situações que tanto nos fazem sofrer.

    Nesse novo processo nos reconectamos de forma consciente com as questões que deram origem aos gatilhos, vemos com clareza e aprendemos a separar os fatos atuais dos traumas do passado. Investir no autoconhecimento é fundamental para que possamos alcançar nosso equilíbrio, ampliar nossos horizontes, conhecer o que nos motiva e o que nos desanima, nos ajuda a evoluir.

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    Um dos caminhos a seguir está ao nosso alcance: buscar ajuda, através de análises, terapias ou mesmo fazendo cursos de Psicanálise, nos traz sabedoria para viver nesse tempo cheio de incertezas.

    O presente artigo foi escrito por Denise Cristina Bento Fernandes([email protected]). Historiadora.

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