jovens rebeldes

Jovens rebeldes pós-modernos dos tempos líquidos

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Muitos analistas frequentemente são motivados a indagar e sondar o que esta acontecendo com os nossos jovens rebeldes pós-modernos do já chamado “tempos líquidos” da pós-modernidade?! Eles estão ficando cada vez mais rebeldes.

Esta é uma constatação pragmática constante observada por muitos estudiosos do tema à nível psicológico comportamental, sociológico, antropológico e psiquiátrico além da psicanálise clínica.

Entendendo os jovens rebeldes

Pesquisas procuram sondar o que afinal vem ocorrendo no mundo através da observação de um ‘mix’ de sintomas comportamentais cheios de evidências e delicados puxado pelos jovens. O conjunto de sintomas nos revelam, jovens aderindo em massa a uma visão denominada de movimento social libertário, mas considerado por muitos como ‘libertino’.

Alguns chamam apenas de visão libertina. São comportamentos exemplificados como de uso de drogas variadas e excessivas, (desde tabaco, maconha, cocaína, pílulas dopantes, enfim), excesso de álcool, uso prolongado de redes sociais, contatos por celular com outros jovens na visão do ‘ficar’; meninas fazem questão de tirarem fotos ousadas e sensuais e libidinosas, publicarem, expondo corpo; jovens viciados em B3 (bolsas de valores) em aplicações com tacadas de risco e perdendo muito, idem em cripto moedas e pirâmides, mulheres que não conseguem dormir consumindo psicofármacos através de indústria de receitas psiquiátricas entre outros fenômenos como o que denominam e que emergiu e ficou grave apelidado de ‘malocagem digital’ que é o ‘ficar e tchau’ ;tudo isso desestabilizou relações estáveis e novas relações não se firmam.

O casamento formal foi implodido onde cada vez mais os jovens casam ‘atrás da igreja’ ou ‘dos templos’, numa alusão ao jargão pop de juntar os panos no argumento de se testarem. A mídia (“mass media”) induz consumos puxados ou empurrados, uso de cartões onde os jovens ficam encalacrados em dívidas algumas impagáveis; ficam com seus nomes negativados, a busca frenética pela estética suplantando a ética; ‘ter’ e ‘parecer ter’ versus o ‘ser’; os jovens estão aderindo ao que chamam de teoria da cultura da morte.

Jovens rebeldes e os tempos líquidos

E a pergunta emerge: Afinal, o que esta ocorrendo e porque ocorrem esses fenômenos já entendido como algo ligado a visão pós-moderna dos tempos líquidos? O tema é instigante e vem merecendo reflexões. A tentativa para responder a essa questão posta são variadas pelos vários braços do conhecimento humano onde algumas ciências confessam que não conseguem explicar. As causas são indagadas e pesquisadas.

Seriam os sinais de novos tempos ou um destino?! Por que os jovens estão mais rebeldes?! São gerações mais tecnológicas ou ousadas ou estão desejando um mundo do prazer ?! Ou ditadura do desejo? As questões levantadas persistem. Existe uma transformação em curso onde setores mais conservadores e tradicionais estão chocados e não conseguem dar novo resinificado. Os jovens querem pautar tudo e impor uma nova visão. Até nos processos educacionais ocorreu uma repercussão forte. Os conflitos entre educador e educando se acirraram.

O jovem digital e virtual pós-moderno, numa escola moderna considerada por ele analógica resistente, com prédios pré-modernos, digladiando-se em sala, onde alguns alunos tentam exigir pelo menos o quadro eletrônico e um ‘split’ para se refrescarem, mas as escolas entendem ser custos. E todos procuram operar na visão do fazer mais com menos e cortar custos mas as mensalidades são amargas.

Jovens rebeldes e a visão sexual

Tudo passou a ser caro, luz, água tratada, combustíveis, insumos, matéria primas. Os jovens se sentem esmagados e sufocados. Mergulhados numa visão ideológica da resistência, os jovens estão partindo para conflitos o que vai repercutir e se projetar muitas vezes no esporte. Outro fenômeno impressionante é a percepção e a nova visão sexual e a transmutação de gêneros. A partir de meados de 1980, ocorreu uma explosão de transexuais e os casamentos gays masculinos e femininos.

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Praticamente todos passaram a ser suspeitos da visão, “o que é, é, o que não é, poderá ser,” e o do ‘até tu Brutus’ quando jovens se revelam gays aos genitores havendo um choque dialético familiar com reações variadas. O que podemos concluir de imediato é que tais fenômenos são ligados à visão social libertária. E que certas posturas são entendidas como a prática da teoria da cultura da morte. O que, aliás, muitos desistiram de apresentar as teses da TCM, teoria da cultura da morte e aceitam a visão social libertária, a VSL. Vale a máxima que a TCM conseguiu derrubar até um papa.

Então é preciso ficar atentos para desvendar bem que esta acontecendo aos jovens pós-modernos dos tempos líquidos, e o que é a pós-modernidade e o tempo líquido; estão conversando pouco e esvaziados (ocos por dentro) com se trata da visão de cultura nacional Não estão lendo mais como no passado.

Conclusão

O desafio da Psicanálise e demais ‘ciências P’ passou a ser tentar entender os jovens numa interação e partilhamento social com adultos, crianças e idosos; quando indagados e confrontados respondem ao analista de forma emblemática, com este exemplo, de um jovem que já tinha pegado mais de ’40’ meninas, ‘ficado’ e já tinha experiência de clinica, duas vezes internado, experimentado ‘cannabis’ e ‘cocaína’, responde: “Maninho, fica na tua porque não estamos sintonizados, saca essa, cada um na sua e te liga, tu não tem noção!!! Eis o grande desafio pós moderno dos tempos líquidos. Precisamos entender tudo isso.

O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima de Oliveira([email protected]). Formado em História e Filosofia. PG em Psicanálise. Realizando PG em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacológica; acadêmico e pesquisador de Psicanálise Clinica e Filosofia Clinica. Contato via e-mail: [email protected]

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