moisés e a psicanálise

Moisés e a Psicanálise: história e relevância

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Um dos temas emergentes e crucial na pós-modernidade dos tempos líquidos e da disruptura social e psíquica humana passou a ser a compreensão e o entendimento do papel de Moisés e a Psicanálise.

Moisés, segundo consta sua biografia, teria nascido por volta de 1487 AC, no Egito e, falecido em 1406 AC, no monte Nebo (Jordânia) de onde contemplou a terra prometida, (Terra de Israel) sendo sepultado pelo seu sucessor Josué, (?/1245 AC) que tomou a cidade-estado de Jerico, porta de entrada para terra prometida e distribuiu às tribos de Israel.

O papel de Moisés e a Psicanálise

Para compreender Moises precisamos dar um mergulho na sua historicidade e genealogia além da cronologia que é ainda incerta. Moisés era irmão de Aarão (1396AC-1273AC) e Mirian (1400AC-1274AC). Seu pai se chamava Amrão (?/?) e tinha se casado com Jocabed(?/?) sua tia. Amrão era filho de Caat e seu avô era Levi, o 4º filho de Jacó. Jacó ao sonhar que lutou com um anjo trocou seu nome para Israel, que significa ‘aquele que lutou com um anjo do Senhor’ e teria sido ferido no nervo ciático.

Levi filho de Jacó era neto de Isaac e seu bisavó era Abraão. É possível ainda recuar mais na genealogia eis que Abraão era filho de Taré. Taré era filho de Nacor. Este Nacor era filho de Sarug; Sarug era filho de Farés e este filho de Héber. Vem de Héber o termo ‘hebreus’. Relatos dão conta de que antes de Heber, o pai de Héber era Selá. O avô de Héber era Cainá, filho de Arfaxad, o lendário filho primogênito de Sem, este filho de Nóe.

Até a chegada de Jacó no Egito eram conhecidos como ‘hebreus’, descendentes de Heber. Após ter Jacó se estabelecido no Egito passaram a ser conhecidos e denominados de ‘israelitas’, filhos de Israel, o novo nome de Jacó. Moisés, em tese e a priori, é apontado como o autor do Pentateuco, que é a reunião dos cinco livros iniciais a Bíblia (Genesis, Êxodos, Levítico, Números e Deuteronômio).

O princípio de Deus, Moisés e a Psicanálise

Moisés teria sido adotado por uma princesa egípcia onde foi criado e educado na academia dos sacerdotes egípcios onde cursou o equivalente a engenharia. Era um engenheiro e letrado. Moisés tinha consigo a macro visão judaica. O seu papel foi muito relevante porque ao escrever o Genesis (Baristh) primeiro livro do Pentateuco ele lançou em letras a concepção que marcaria o planeta para sempre, sobre Deus e o mundo.

Nele registrou: “No princípio Deus criou o céu e a terra; ora a terra estava vazia e vaga, as trevas cobriam o abismo e um sopro de Deus agitava a superfície das aguas; e Deus disse: ‘Haja luz e houve luz! (Gen. 1,1)”. Este foi o momento grandioso do Moisés e o seu imenso papel para a humanidade eis que, ele grafou, ‘Haja luz e houve luz!’. E Moises estava sob inspiração. A partir desse momento o mundo todo passou a ter a pré- concepção do ‘haja e houve luz’.

Somente por volta de 1800 DC, tendo fluído por volta de 3206 anos é que a vão tentar substituir a premissa, ‘ haja luz e houve luz’ pela premissa ‘no começo houve uma grande mega explosão. Teóricos e pesquisadores da ciência ou do estado positivo vão erguer um contraponto contra o que chamaram de metafísica de Moisés, e para tal, fixaram a premissa de que a chave de tudo foi o big bang. Ou seja, a idéia do ‘haja luz e houve luz’ foi refutada e fulminada para dar lugar a premissa ‘no começo houve uma grande mega explosão’ (big bang).

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O papel de Moisés e a Psicanálise

E essa concepção dividiu o mundo em duas grandes alas, a dos que resistem e ainda concordam com a premissa ‘haja luz e houve luz’ e os que discordam da premissa de Moisés e estabeleceram que houve, isso sim, uma mega explosão e que somos produto da evolução, do big bang. Foram duas linhas traçadas. Argumentam teóricos da tese do big bang que são duas paralelas que no infinito elas se cruzam num ponto.

Entretanto, são duas linhas bem opostas, cada uma com seu sentido inverso. O papel do Moises foi extremamente relevante para os dias atuais e ainda esta de pé e resistindo às investidas das ciências e das dúvidas suscitadas e dos óbices ofertados pelos ateus. Os que têm medo ainda de se assumirem como ateus puros se apresentam como agnósticos.

Para se compreender o mundo ocidental atual, Moisés e a psicanálise, precisamos entender bem o papel crucial e essencial de Moisés. Sem o Moisés a premissa não estaria consolidada porque ele acabou liberando o povo israelita do Egito e conduzindo 40 anos pelo deserto do Sinai e apresentou a eles, os dez mandamentos e fez a arca da aliança que esta desaparecida.

Josué toma Jericó

Moisés empossa nova liderança, Josué, dá instruções e entra em óbito. Coube a Josué, filho de Num, da tribo de Efraim ingressar na terra e fatiar a mesma. Fato curioso é que Josúe, de Efraim, é da estirpe de José que foi vendido pelos irmãos como escravo no passado e que se tornaria 1º ministro (vizir) do faraó do Egito. Josué toma Jericó, entra na terra e distribuiu aos descendentes das tribos de israel.

Foi um desfecho realmente de muitos fatos inusitados, porque o José se casa com Asenate, filha de um sacerdote egípcio e gera dois filhos, Manassés e Efraim. E de Efraim sairia Josué que é figura de proa e que distribuiu a terras. Se atualmente existe um local chamado Judeía foi justamente porque Josué colocou naquele ponto geográfico os descendentes de Judá. Portando, o topônimo Judéia é o local habitado por judeus, judaítas ou juditas.

Na historiografia existem vários fatos curiosos. Portanto, este foi o papel histórico-geográfico além de social e espiritual de Moisés. Devemos rememorar que Sigmund (que significa Salomão) Freud era judeu ou israelita. Essa é uma questão que suscita dúvidas porque Jacó que trocou de nome para Israel e era o patriarca dos israelitas tinha doze filhos.

O primogênito era Rubem, Moisés e a Psicanálise

O primogênito era Rubem, que gerou os rubinitas; o segundo filho era Simeão, depois Judá, de onde vieram os judeus, Levi, Zabulon, Isaac. Estes eram filhos de Lia com Jacó. Filhos de Zilpa com Jacó eram Gad e Aser. Com Bila, 3º esposa, Jacó gerou Dan e Neftali. E finalmente com Raquel ele gerou José e Benjamim (Benoni). Rubem foi quem salvou José da morte e convenceu venderem aos mercadores de escravos. Este José ira se tornar, portanto, o vizir egípcio mais tarde.

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    Grandes nomes do passado vieram de vários filhos, não só de Judá. Possuímos uma ideia de que todos são judeus. Porém, todo judeu é israelita, mas nem todo o israelita é judeu. Lembrando que Moises nunca foi de Judá, ele era levita, de Levi. Davi e Salomão são da estirpe de Judá. Mas, Sansão, por exemplo, é descendente de Dan.

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    Existe um grave erro de que na IIª Guerra Mundial só exterminaram judeus. Foram israelitas que os nazistas tentaram extirpar. Havia vertentes diversas na Europa de israelitas dos quais judaítas ou juditas ou judeus era um dos ramos. A famosa Ester, por exemplo, era de Benjamim. Josué era de Efraim, Tobias era de Neftali. A famosa Judite era de Simeão. O termo correto é israelita, que abarca o todo. Judeu é apenas um dos doze filhos de Jacó. O termo hebreu vem de Héber. Após surgiram os Abraamitas (de Abrãao, que significa pai de muitos povos).

    Considerações finais

    Não existe por hora, relatos de ‘jacomitas ou jacobitas’ Mais tarde é que vão surgir os judaítas e fundar a Judéia. E Jesus será uma linhagem cuja procedência dele é de Judá, ele seria judaíta, judeu ou judita e foi circuncidado. Freud foi circuncidado. E toda a extensão das gerações sempre se reunia para recitar ‘o haja luz e houve luz’.

    Posto isto resta indagar: Por que a Psicanálise precisa saber disso?! Por uma única razão, que foi esta a origem da premissa ‘haja luz e houve luz’. Este é vértice da grandiosa contribuição de Moisés que firma a premissa de que o espírito é que precedeu a matéria e não o inverso. Mais tarde surgirá a tese da energia.

    O que podemos concluir e que Moisés é um clássico ainda tremendamente atual pelo seu prisma que marcou profundamente o mundo com sua expressão máxima: ‘haja luz e houve luz!’ Expressão que na pós-modernidade passará a ser fulminada e combatida por vários segmentos científicos do emergente estado positivo.

    O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima de Oliveira ([email protected]) é licenciado em Filosofia e História. Possui PG em Ciências Políticas, realizando PG em Psicanálise e acadêmico e pesquisador de Psicanálise Clinica e Filosofia Clinica.

     

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