o homem é um ser social

O homem é um ser social: 3 teorias científicas

Posted on Posted in Comportamento, Psicanálise

Você concorda com a afirmação de que o homem é um ser social? Bom, caso concorde, saiba que tem ao seu lado grandes pensadores que podem endossar essa afirmação. No texto de hoje, trazemos a reflexão de 4 pensadores extremamente famosos. Enquanto 3 deles defendem que o ser humano é um animal social, 1 defende que na verdade, todo ser humano é essencialmente mau. Descubra quem disse isso ao ler toda a reflexão que preparamos!

Conheça 2 teorias que operam de acordo com essa premissa e 1 ponto de vista discordante

Se você prestou atenção no que dissemos mais acima e leu o título desta seção, a matemática não deve estar fazendo sentido. Nós explicamos: apesar de apresentarmos 3 reflexões, uma delas foi feita por uma dupla muito famosa. Sem mais delongas, apresentamos os preletores do texto de hoje:

  • Aristóteles,
  • Marx,
  • Engels,
  • e Hobbes.

Aristóteles: o homem é um ser social porque é um animal que precisa dos outros membros da espécie

Vamos começar a discussão de que o ser humano é social por uma das reflexões mais antigas para o assunto. Não é à toa que precisamos voltar para a Grécia, pois quem nos dará essa lição é Aristóteles. Para ele, o homem precisa de outras pessoas porque é um ser carente. Assim, precisa de outras pessoas para se sentir pleno e feliz.

De acordo com o filósofo, é possível dividir as espécies animais em diferentes grupos. São eles:

  • as gregárias (koinonia),
  • as solitárias (monadika),
  • aquelas que são propensas a uma vida sociável (politika),
  • e aquelas que vivem de maneira esparsa (sporadika).

Nessa conjuntura, o ser humano pertence aos três primeiros grupos. Ainda que algumas pessoas prefiram um certo isolamento, ninguém vive bem 100% sozinho. Além disso, só seria possível manifestar a maior grandeza humana na convivência. Estamos aqui falando da linguagem, pois apesar de existir linguagens animais, nenhuma outra espécie consegue falar.

Marx e Engels: o individualismo burguês é uma construção. O homem é um ser social

Falando em vida política, já aproveitamos para engatar a discussão sobre o homem de acordo com o ponto de vista de Marx e Engels. Deixe de lado todas as suas preconcepções e partidarismos a fim de entender o que eles têm a dizer sobre o ser humano. Apesar de essas ideias partirem de uma perspectiva marxista, algo que não agrada a gregos e troianos, é importante entender que há valor naquilo que você aprecia e também no que não gosta.

Para entender o que os autores defendem, vamos voltar no que disse Aristóteles. Imagine que somos animais e necessitamos viver em bando. Sem os membros integrantes do nosso grupo, não conquistamos a plenitude e nos tornamos animais tristes. Quando estamos juntos, nos sentimos protegidos, amados e valorizados. Contudo, imagine que um dos animais percebe que pode ser maior do que os demais.

Não é difícil, pois diversas espécies possuem uma ordem de organização que é hierárquica. Contudo, neste bando específico de que estamos falando, um dos animais resolve que só ele e mais alguns conhecidos podem crescer. Em vez de pensarem no bem do coletivo de modo geral, começam a enxergar o bem que o coletivo faz de uma perspectiva individualista. É para esse ponto dos relacionamentos humanos que Marx e Engels chamam a atenção.

Individualismo e burguesia

De acordo com os pensadores, a burguesia (a classe em ascensão, dominante na sociedade e que possui o controle dos meios de produção) transforma os homens em seres individualistas. É como se, para enriquecer, a burguesia pervertesse o caráter essencialmente social do ser humano.

Leia Também:  Estudos sobre a histeria: resumo de Freud

Assim, se o homem é um ser social, a burguesia o corrompe. Isso porque faz com que ele deixe de olhar para o seu semelhante para perseguir o próprio bem-estar. Nesse contexto, discute-se ainda o trabalho alienado que surge como resposta para conseguir dinheiro para sustentar o estilo de vida. Essa reflexão lembra um pouco aquela fábula da cigarra e da formiga, em que a formiga representa o burguês, deixando a cigarra desamparada.

Hobbes: não é verdade que o homem é um ser social. Todo ser humano é naturalmente mau

Agora que conversamos sobre perspectivas que de fato consideram que o homem é um ser social, vamos falar sobre um ponto de vista distinto. De acordo com o filósofo Thomas Hobbes, toda essa conversa de essência social é uma mentira. Para ele, é impossível que o homem seja social a esse nível porque todo ser humano é mau. No entanto, suas ideias são muito controversas.

Para Hobbes, o fato de que o homem é mau é um pretexto para discipliná-lo em um Estado ditador. Assim, tendo em vista que o homem não é social, não sabe conviver em sociedade e precisa de correção. Nessa conjuntura, fica a cabo do Estado ditar normas de convivência a que todos devem obedecer a fim de manter a paz. Só é possível ser social a partir de um pacto entre homens mediado pelo Estado. Portanto, transgredir as leis é transgredir o pacto.

Obviamente, essa tese está cheia de problemas. Se o homem é um ser social, pode elaborar regras justas de convivência. O contrário, por outro lado, é difícil de engolir. Como respeitaríamos regras feitas para homens maus, sendo que foram feitas por homens igualmente maus? Temos aí um paradoxo. Além disso, crer que somos maus na essência torna a mudança de vida um propósito difícil. Isso além de alimentar a síndrome de Gabriela.

Considerações finais sobre a proposta de que o homem é um ser social

No post de hoje, você teve acesso a algumas propostas diferentes sobre a afirmação de que o homem é um ser social. Algumas propostas concordam. Enquanto Aristóteles disserta sobre o assunto, Marx e Engels dão continuidade à discussão de maneira prática. À medida que a burguesia detém os meios de produção, o ser humano fica mais individualista. Por fim, Hobbes até dialoga com isso indiretamente, mas afirmando que o homem é 100% mau.

Nesse contexto, a depender do que você pensa sobre o assunto, é importante ter em mente a importância da sociedade para a vida de uma pessoa. Muitos foram violados, abusados e rechaçados no meio social. Outros se sentem exigidos e cobrados. Nesse contexto, como lidar com as pressões e expectativas do cotidiano?

Esperamos que você consiga as respostas para essa pergunta em nosso curso de Psicanálise Clínica 100% online. Não necessariamente discutimos se o homem é um ser social ou não, mas abordamos a importância da sociedade e da cultura no comportamento humano. Venha aprender como fazer uma análise clínica ou incorporar a Psicanálise ao seu trabalho! A remuneração e o autoconhecimento adquiridos certamente compensarão o investimento!

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

dois × 4 =