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O que é Complexo de Castração

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Durante a primeira infância, se desperta o conhecimento da diferença entre os sexos, masculino e feminino, sobretudo pelo aspecto anatômico. Sendo esta descoberta, precipuamente, através do ter ou não o órgão genital pênis. Resultando em dissociações que geram o complexo de castração.

Essa ideia origina-se de questões sociais ou morais, quando a criança passa a fantasiar que quando não se tem um pênis indica que a criança foi, de alguma forma punida. Ou seja, não existe o órgão sexual feminino, somente aquela criança que teve seu pênis amputado.

Então, havendo o complexo de castração durante a infância, julga-se a diferenciação entre os sexos em se ter ou não um pênis. Além disso, o complexo de castração também se relaciona a opressão sofrida pelas crianças em razão dos seus primeiros desejos sexuais inconscientes.

Qual significado de complexo de castração?

Quando se fala em castração imediatamente nos remetemos ao sentido literal da palavra, ou seja, o ato de mutilação do órgão sexual masculino. Porém, o complexo de castração, também pode referir-se a um transtorno da mente inconsciente, ao que diz respeito à sua sexualidade.

Nesse sentido, o complexo de castração, em geral, é desenvolvido na primeira fase da infância, até os cinco anos, e pode ter reflexos durante toda vida adulta. Assim, este momento pode ser decisor para identidade sexual da pessoa, além de poder acarretar transtornos sexuais.

Em suma, o complexo de castração, além de relacionar-se a questão anatômica, traz a mente inconsciente sentimentos de omnipotência. Ou seja, sofrimentos e pensamentos advindos da mente pelo impasse de ter ou não “um pênis”, gerando angústia, ansiedade e medo.

Complexo de castração para psicanálise

O complexo de castração é desenvolvido quando, na fase infantil, a pessoa começa a notar a diferença na anatomia entre os sexos. Basicamente, essa distinção é relacionada a presença ou não do sexo.

Em seguida, sob um segundo aspecto, sobremaneira em meninos, começa-se a desenvolver os desejos sexuais do inconsciente. Para os meninos, a mãe possivelmente despertará o primeiro impulso, até mesmo pela necessidade inconsciente de os meninos pretender substituir o pai.

Então, percebido isso, o menino é extremamente punido, inclusive sob a ameaça de castração do seu pênis. Em contrapartida, as meninas sentem-se diminuídas, pois entende que já foram punidas por não terem um pênis, sentindo-se inferiores e incompletas.

Complexo de castração de Freud

O conhecido como Pai da Psicanálise, Sigmund Freud, foi o precursor dos preceitos sobre o complexo de castração. Em artigo publicado em 1908, intitulado como “Sobre as teorias sexuais infantis”, de 1908, expõe sobre a fantasia infantil acerca de ter-se ou não um pênis.

Desse modo, para Freud, na fase infantil, os conceitos de diferenciação entre os sexos são deturpados. Em resultado, diversas fases são desencadeadas em razão destes ideais pré-concebidos, as quais destacamos abaixo os principais aspectos:

Primeira fase:

Todas as pessoas possuem um pênis, não havendo diferenciação entre os sexos, ou seja, somente existe o órgão sexual masculino. Agora, nem sequer existe a ideia da existência do órgão sexual feminino.

Segunda fase:

Aos primeiros desejos sexuais, então inconscientes, as crianças sofrem punições dos pais sobre seus atos autoeróticos, inclusive com ameaças de castração. Então, acreditam estarem errados, levando a vida oprimindo seus desejos sexuais, os deturpando.

Terceira fase:

Agora chega-se ao momento da ausência, quando as crianças conseguem enxergar que meninas não possuem pênis. Veja, ainda não há a identificação da vagina.

Assim, duas são as consequências: meninas aguardam que seu clítoris, até então desconhecido, cresça e se torne um pênis. Em contrapartida, os meninos acreditam que as meninas foram castradas, pois isso a ausência de um pênis.

Quarta fase:

A angústia e sofrimento que estas concepções trazem. Primeiro, para as meninas, não se acredita em um segundo órgão sexual, a vagina. A partir daí, sofrem a angústia da espera, e, como obviamente não acontece, acreditam que foram castradas.

Sobremodo, os meninos descobrem que suas mães não possuem pênis e, assim, o inconsciente traz a ideia de castração. Remetendo-o a superioridade da figura paterna, não querendo mais assumir o seu papel, que antes passava por sua mente.

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    Complexo de castração para psicologia

    O impasse relacionado a dificuldade da definição do sexo, implícito pelo complexo de castração, pode resultar em diversos transtornos psicológicos, advindos da angústia e frustração sofridos.

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    Então, se faz necessário procurar um profissional especializado na mente humana, para relacionar o complexo de castração as doenças mentais. E, somente assim, trazer um tratamento adequado.

    Como reflete na vida adulta?

    Sobretudo, o complexo de castração nada mais é que uma distorção da realidade que ocorre na infância, sob o aspecto sexual. Então, sem tratamento e educação corretos, sobretudo pelos pais, na vida adulta poderão ocorrer diversos transtornos mentais, advindos da sexualidade.

    Dessa maneira, podemos enfatizar como principal doença mental o transtorno dissociativo. Sendo assim, destaca-se, sob o aspecto da sexualidade, os seguintes sintomas:

    • dificuldade de identidade, como não conseguir aceitar o seu próprio corpo no espelho;
    • mudanças de comportamento constantes;
    • falta de memória;
    • indisciplina durante questões cotidianas;
    • estresse aguado;
    • angústia constante;
    • pensamentos suicidas.

    Como explicar a sexualidade aos filhos?

    Não precisamos “apelar” à cegonha para falar sobre sexualidade com nossos filhos. Lembrando que, é função dos pais construir a sexualidade na mente da criança, da maneira mais positiva possível. E isso pode ser feito de forma natural, sem estabelecer tabus e preconceitos.

    Assim, com estas dicas simples poderá influenciar significativamente no desenvolvimento sexual e social dos seus filhos:

    • diálogo é fundamental;
    • não existe o momento correto de conversar sobre sexo;
    • tratar toda sensibilidade e percepções como positivas;
    • ensinar sobre as partes íntimas e suas funções, tanto relacionadas a reprodução quanto às sensações de prazer.

    Embora o complexo de castração pareça distante, ele com certeza faz parte da realidade de muitas famílias. Porém, que ainda sofrem justamente em razão dos tabus ainda existentes em relação à sexualidade.

    Contudo, como vimos, somente através da educação e tratamentos adequados, podemos fazer a ruptura do complexo da castração na infância. Assim, evitaremos  transtornos mentais e psicológicos que este complexo poderia resultar.

    Então, você se recorda destes aspectos em sua infância e já sofreu com o complexo de castração? Deixe seu comentário abaixo, conte para gente sua experiência e tire todas as suas dúvidas sobre o assunto.

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