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Personalidade mediadora: qual o perfil do mediador?

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Está em busca de adquirir uma personalidade mediadora? Neste conteúdo que preparamos, você não só aprenderá sobre a importância de mediar conflitos como descobrirá sete dicas práticas para ser mediador no seu dia a dia. Confira!

O que é uma personalidade mediadora?

A pessoa que tem uma personalidade mediadora é aquela que, diante dos conflitos, encontra soluções que melhoram a situação. 

Os conflitos são comuns a qualquer relacionamento, seja ele familiar ou profissional. Familiares que se amam entram em conflito. Colegas de trabalho, ainda que tenham um excelente relacionamento, também podem discordar entre si.

Se até mesmo aqueles que se amam ou se gostam enfrentam algum tipo de desavença, que dirá as pessoas que não se dão bem e nem estão dispostas a abrir mão de suas convicções. 

Ser mediador em um lar amoroso é muito mais fácil do que mediar um processo de divórcio ou demissão onde o rancor está falando mais alto.

O que é mediador?

Nesse contexto, o mediador surge como uma pessoa responsável por controlar os ânimos das pessoas envolvidas em um conflito. No entanto, além de evitar que as discussões saiam do controle, o mediador tem ainda o objetivo de resolver o problema de uma forma que seja satisfatória para as partes envolvidas. 

Veja que é absolutamente comum entrar em conflitos apenas pelo “prazer” de discordar, sem que a discussão chegue ao final. Assim, gasta-se longos minutos, horas e até mesmo dias em uma discussão sem propósito e que drena a energia de todos.

Para evitar esse desgaste e até mesmo o fim de relacionamentos, o mediador assume a função de “tradutor” das partes. É como se ele removesse a capa de emoções sob a qual cada exigência ou fala se esconde. Dessa forma, as pessoas em conflito conseguem entender o que se está dizendo ou o que se está pedindo.

Diferença entre a personalidade mediadora e o mediador de conflitos profissional

Vale lembrar aqui que ser mediador pode ser uma profissão. Para desempenhar essa função no Brasil, por exemplo, é necessário ter um diploma de curso superior e fazer um curso de mediação judicial com reconhecimento pelo Tribunal de Justiça.

Apesar disso, não é necessário ter uma formação especial para atuar mediando conflitos no dia a dia. Afinal, pais de crianças e adolescentes fazem isso o tempo todo e chefes de departamento de empresas também.

Trata-se de uma habilidade social necessária para facilitar a vida em comunidade. Embora nem todas as pessoas a tenham, se você a desenvolver, certamente se destacará na sua vida pessoal e profissional!

Mediador: personalidade MBTI

É importante mencionar que você também lerá sobre a personalidade mediadora na teoria dos 16 tipos de personalidade de acordo com o Myers-Briggs Type Indicator (MBTI). Embora a personalidade INFP não esteja em foco neste artigo, ela também diz respeito a quem assume a postura de mediador.

De acordo com essa proposta, quem tem esse tipo de personalidade é uma pessoa que se deixa guiar principalmente pelos próprios princípios. Dessa forma, o INFP tem a reputação de ser mais sensível e idealista que os demais. 

Ademais, esse tipo de indivíduo não usa muito a razão ou costuma se fiar em questões como praticidade e excitação. Contudo, veremos a seguir que para mediar conflitos no dia a dia, razão e praticidade são características muito importantes.

Contextos em que a postura mediadora é desejável

Voltando ao perfil do mediador de conflitos, vamos retomar rapidamente alguns contextos em que você pode precisar de uma personalidade mediadora a fim de resolver problemas e garantir a paz no ambiente em que está.

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    Familiar

    Sem dúvidas, é importante ter pelo menos uma pessoa com uma personalidade mediadora no ambiente familiar. A convivência diária é o contexto ideal para o surgimento de conflitos, dado que há muita intimidade entre as pessoas. 

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    Ademais, os integrantes de uma família são indivíduos que enfrentam dificuldades juntos com mais frequência.

    Dificuldade e intimidade, por sua vez, são ingredientes para a receita de conflitos dolorosos. Assim, quando não há alguém para ajudar as partes conflitantes a focar na solução dos problemas, as famílias se fragilizam cada vez mais.

    Profissional

    Uma empresa ou qualquer tipo de instituição onde há pessoas com personalidades e vontades distintas trabalhando juntas também é um ambiente ideal para o surgimento de conflitos.

    Nesse contexto, é importante destacar o quanto as discordâncias podem ajudar a organização a crescer. Conflitos nem sempre são ruins, mas se o foco se desvia do crescimento e se torna algo pessoal, é importante mediar as interações.

    Matrimonial

    A convivência entre duas pessoas que se amam pode ser muito bacana, mas também tem o potencial para ser amarga e destruir o sentimento que o casal nutre um pelo outro.

    Nesse caso, se um tem uma personalidade mediadora os conflitos podem ser bem menos frequentes. Contudo, quando ambos não conseguem falar a mesma língua, consultar um psicólogo ou psicanalista em uma terapia de casal pode ser bastante benéfico para ambos.

    Se for para convidar uma terceira pessoa para ajudar a resolver o conflito, que seja um profissional.

    Dicas práticas para desenvolver uma personalidade mediadora no dia a dia 

    Por fim, como prometido, trazemos algumas dicas para que você assuma a postura de mediador no seu cotidiano. Confira!

    1. Escute antes de falar

    Para mediar um conflito, é importante entender bem o que cada parte está dizendo e pedindo. Assim sendo, você precisa se dispor a ouvir e se certificar de que entendeu.

    2. Desenvolva a imparcialidade

    A personalidade mediadora costuma tratar as partes envolvidas em um conflito com parcialidade. Isso significa que você não toma partido na discussão.

    3. Estimule a solução dos problemas

    O mediador se faz presente em um conflito com o objetivo de resolver o problema. Assim sendo, não incite mais brigas e direcione as pessoas para o fim da discussão.

    4. Procure traduzir o que não está claro

    Como mencionamos mais acima, traduzir o que as pessoas em conflito estão querendo dizer faz parte da tarefa de alguém com a personalidade mediadora. 

    Quando brigamos com alguém, é normal que as emoções mascarem nossas verdadeiras intenções. Contudo, se um mediador está presente, a comunicação continua límpida.

    5. Incentive a racionalidade

    Falando em emoções, ajude as partes conflitantes a entenderem que sair do controle não ajuda em nada. Mostre a importância de se expressar com clareza para que o conflito se resolva.

    6. Interfira nos momentos de maior animosidade

    Quem tem personalidade mediadora não tem medo de interferir em uma discussão mais acalorada. Evite que a briga saia do controle, partindo para um confronto físico ou abusivo com as palavras.

    7. Faça perguntas

    Sempre que alguma alegação não estiver clara o suficiente, faça perguntas. É possível que a sua dúvida seja a dúvida de alguma das partes envolvidas também. Assim sendo, esclarecer a comunicação só apresenta benefícios.

    Considerações finais

    Esperamos que este conteúdo sobre a personalidade mediadora incentive você a desenvolver essa postura no seu dia a dia.

    Trata-se de um diferencial muito útil para muitos âmbitos da vida, incluindo os relacionamentos e o trabalho. Ademais, quem sabe mediar colhe muitos benefícios e mantém seus relacionamentos duradouros. 

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