psicanalisando direito

Psicanalisando Direito: a psicanálise e o mundo jurídico

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Hoje falaremos sobre psicanalisando direito. O que o direito tem a ver com psicanálise? Essa foi a pergunta que os meus orientadores de TCC me fizeram na finalização do curso de Direito. E você, o que acha do Direito agindo junto à Psicanálise?

Psicanalisando direito

O direito, por natureza, procura atender a sociedade em bem estar e garantias fundamentais através de dispositivos legais; A psicanálise busca alcançar estes fatores na intervenção psicanalítica. Enquanto um trata de organizar o pensamento vivo de uma sociedade, a psicanálise procura fazer o mesmo com cada indivíduo.

Então, como pensar um sem o outro? Por mais que ainda haja uma corrente que procure não olhar para o crescente movimento de aliar ambas as cátedras, podemos observar esta interação ocorre desde o Especial Cível até a última “rátio”.

Como seria a atuação em conjunto?

O direito tem mecanismos como como: a escuta qualificada, justiça restaurativa, inclusão social, reinserções sociais, indenizações, ressarcimentos por dano, abuso emocional, estelionato emocional, assédios (moral, emocional, sexual), importunação, alienação parental, abandono emocional entre outros que trazem para dentro do Direito o olhar a psicanálise.

Enquanto a psicanálise, traz para dentro do consultório o direito, ao trabalhar cada peça dessa engrenagem, de modo a procurar fazer funcionar em acordo com todo o mecanismo existente.

Psicanalisando direito e a sociedade

Como não olhar para a psicanálise ao aplicar o direito, já que esta trata também de verificar a real condição dos sujeitos em questão? Como não olhar para o direito ao aplicar a psicanálise sem olhar a sociedade para qual este sujeito se adequará?

De certo modo um se tornar extensor e complementar do outro, procurando alcançar onde este não chegue. Da mesma forma um depende do outro para prosseguir revolucionariamente e de forma efetiva, já que a primeira prepara e o segundo respalda.

Conclusão

Para um trabalho tão importante, por que não algo interdisciplinar? Já que o próprio Direito visa a interação entre as partes. E por que não imaginar um direito com meios a possibilitar os princípios fundamentais de Igualdade, equidade, isonomia e pôr fim a dignidade, logo que, a lei sem o trato com seu público alvo, ou seja, as pessoas e relações sociais, não se tornaria vazia e imprópria? intangível?

Para a sociedade à qual deveria ser ferramenta, não seria este um meio das mesmas garantias que deveria olhar e zelar?

O presente artigo foi escrito por Joelma de Cassia, formada em Direito e Psicoterapia, atuação na área terapeuta por volta de 20 anos com ênfase em estudos dos povos, cultura, costumes, tradições, ciências políticas, sociais, desenvolvimento e evolução da consciência pessoal e de grupo. Contato pelo email [email protected], no instagram @psicanalisandodireito ou pelo blog pessoal psicanalisandodireito.blogspot.com

2 thoughts on “Psicanalisando Direito: a psicanálise e o mundo jurídico

  1. Meu avô era Espiritualista e, o igualmente importante: conhecedor da mente humana. Mesmo em conversas informais com seus pares, o que em Oratória é chamada de “escuta atenciosa” já que ele ouvia com atenção pelo olhar dirigido a quem falava, por várias vezes, o colega oponente na demanda judicial perguntava: “o senhor está me hipnotizando”? E como tem, Infelizmente, no Direito, a máxima: “litigantes de mãos dadas” e, paradoxal, imaginar que alguém permita renunciar (tacitamente) em benefício do adversário, equivalente, a comentada copa de 1998, que a alegada convulsão do “Fenômeno” teria sido “providencial” ao anseio da França em ganhar a última copa do Século XX! Já dizia “Aguia de Haia”: “Justiça tardia é uma Injustiça reconhecida!” Cedo ou tarde, a História “manda a fatura”!

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