psicopatia e sociopatia

Psicopatia e sociopatia: diferenças e semelhanças

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Estudiosos e pesquisadores das teorias psicológicas notadamente os da teoria psicanalítica fundamentada e sistematizada por Sigmund Freud (1856-1939) tem se perguntado o que é a psicopatia e a sociopatia; se existem ambos os conceitos ou se um é sinônimo do outro ou se não existe um deles, a sociopatia, mas tão-somente a psicopatia. Muitos desejam saber que se existem ambos os conceitos como categorias próprias, quais são as aproximações e distâncias.

Entendendo a psicopatia e sociopatia

Tornou-se comum chamarem o psicopata como oligofrênico numa de suas três subfases, idiota, imbecil ou retardado mental que não compreende bem a sociedade que vive e pratica vários atos que as comunidades não aceitam. A expressão ‘cuidado, é psicopata’ em sido um jargão popular, ou o uso da expressão, ‘essa pessoa é um(a) sociopata.

O que se percebe é a ausência de um balizamento. A primeira tentativa de entender os dois conceitos como categorias independentes entre si firmou que a psicopatia é consideração uma condição inata e peculiar do sujeito, (pessoa), algo singular, ou seja, já nasce com a psicopatia.

E que a sociopatia é construída e desenvolvida durante a vida da pessoa, nas suas interações e intersecções seja por meio de traumas ou seja pela relações que possui. O sociopata passa a ser considerado como um indivíduo que possui um transtorno de personalidade antissocial e que carecem de empatia.

O sociopata e seu jeito impulsivo

O sociopata não consegue se colocar no lugar da pessoa e entender a realidade social na qual esta inserido, pois, enquanto o psicopata é frio, calculista, manipulador, mentiroso nato, o sociopata age de maneira mais impulsiva e irresponsável.

Pesquisadores acreditam na teoria de que a psicopatia além de ser como já referida, uma condição inata, teria em tese, e a priori, a sua origem de uma falha genética que prejudica do desenvolvimento de partes do cérebro que tem conexão com as emoções e sentimentos, controle de impulsos, empatia e moralidade.

Esta tese tem lastro em estudos de diversos escaneamentos cerebrais conduzidos por diferentes partes do mundo.

Os transtornos de Personalidade Antissocial

Nos EUA, em Minnesota, pesquisadores analistas do tema analisaram gêmeos criados separadamente e concluíram que a psicopatia seria 60% hereditária.

Entretanto, muitos pesquisadores e analistas acreditam que a psicopatia pode ser adquirida por meio de traumas, durante a infância; ao passo que a sociopatia poderia ou pode estar relacionada com o ambiente e a forma de educação que a pessoa recebe demonstrando que fatores externos tem um papel muito forte e relevante no desenvolvimento do que chama m de TPA, transtornos de Personalidade Antissocial onde a sociopatia seria em teoria, adquirida durante a vida.

Então, no que tange a origem, a psicopatia estaria associadas a uma condição prévia congênita, inata na pessoa como hereditária mas podendo ser também como já supra exposto, ser adquirida por traumas durante a existência da pessoa, notadamente na infância.

Psicopatia e sociopatia e a falta de empatia

Na sociopatia já existe um consenso que é um transtorno de personalidade antissocial. O contato com comunidade pode gerar a sociopatia na percepção de muitos pesquisadores e analistas. As duas condições geram segundo analistas, problemas nas relações sociais.

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Os psicopatas são incapazes de criar laços e vínculos familiares. Não possuem empatia o apego ou sentimento de culpa e são quase sempre muito manipuladores, predadores sociais e diferente dos sociopatas que podem criar lações e vínculos , fingir sentimentos de culpas.

Os psicopatas

Os psicopatas são explosivos e violentos ao passo que o sociopata consegue até arrumar e manter um emprego e viver numa estrutura de fingimento, sendo impulsivos e espontâneos. Possuem uma certa empatia relativa com as pessoas no entorno, geralmente familiares e amigos próximos, e podem se sentir culpados por ferir ou magoar pessoas.

Já os psicopatas assumem certos riscos calculados como em esquema de fraudes e outras infrações premeditadas e tende a minimizar ou apagar rastros e evidências. Os sociopatas praticam muitos vezes delitos e transgressões sociais não criminosas, ilícitos civis, tributários, administrativos, de forma espontâneos e geralmente deixam evidências.

Estimam pesquisadores do fenômeno a nível global que o planeta tenha cerca de 1% da sua população de psicopatas e cerca de 4% de sociopatas.

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    As Semelhanças entre psicopatas e sociopatas

    As Semelhanças entre psicopatas e sociopatas tem sido apontadas como ambos sofrem do TPA, transtorno de personalidade antissocial, que consta no DSM-10, manual das doenças mentais da OMS.

    Ambos demonstram desprezo por regras sociais e comportamentos padrões, com os paradigmas sociais. E ambos não sentem remorso ou culpa em que pese alguns teóricos analistas entendam que o sociopata pode sentir culpa.

    As diferenças apontadas por pesquisadores e analistas dos dois conceitos, como conceitos independentes e categorias psicológicas própria, a origem da psicopatia e da sociopatia são determinadas como um transtorno; os psicopatas são considerados na literatura até policial como frios, calculistas, manipuladores constantes, mentirosos clássicos, natos como são chamados.

    A impulsividade do sociopata

    Já o sociopata é impulsivo por natureza e tende a ser quase sempre irresponsável.

    Mas os sociopatas tendem a buscar uma certa empatia criando lações emocionais afetivos e não são considerados de temperamento explosivo e conturbado.

    Os pesquisadores divergentes que entende que não existem as duas categorias e que só existiria o psicopata como portador de psicose, descartam todas essas considerações. São negacionistas da sociopatia e psicopatia como transtorno da personalidade.

    O viés da psicopatia e sociopatia

    Psicopata seria para esse viés de entendimento nada mais que um sujeito com psicose que possui apagões no teste de realidade. Vale salientar que o DSM-5, diferente do DSM-10, este que trata dos CID, aquele, elaborado pela APA, Associação de Psiquiatria Americana, compreende o fenômeno como transtorno mental.

    Esse manual tem sido usado por psicólogos, psiquiatras e terapeutas norte americano. Vale ainda destacar que a psicopatia tem sido considera nos EUA e na Europa Ocidental como uma forma mais grave de sociopatia. É consenso que o psicopata não tem consciência por ter uma lesão cerebral que afeta o teste de realidade.

    Para analistas mais atilados, acostumados a localizar e contextualizar sociopatas listam dez indicativos que ajudam a fazer o achado de tais indivíduos no tecido social. O sociopata tem facilidade em mentir e manipular muitas vezes escorando a mentira; inventa historias, cria falsos encantamentos, são cruéis com as palavras, não tem empatia, não sentem remorso com facilidade, em que pese alguns analisas percebe que poderão sentir. Possuem dificuldades de pedir desculpas, não tem relacionamentos interpessoais estáveis, cometem sempre mesmos erros.

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    Além das diferenças entre a psicopatia e sociopatia

    Analistas usam um critério comum para diferenciar o psicopata como sendo uma pessoa de boa lábia, ego inflamado, mentiroso patológico, que tem sede por adrenalina, reação estourada e impulsiva, comportamento antissocial, ausência de empatia e culpa, má conduta na infância e irresponsabilidade. Porém, alguns analistas alertam que não é fácil o tópico.

    Diversos especialistas tem errado na caracterização do psicopata e sua diferenciação do sociopata. Por isso, surgiu a chamada escala de Robert Hare, 1991, que nada mais seria do que um ‘check list’ de verificação se a pessoa é psicopata ou não é. A escala apelidada de método Hare possui 20 critérios e consegue a resolução da questão com alta precisão.

    O critério tem uma pontuação de 0 a 40, onde a pessoa atingindo o escore de 30 pontos ou mais é caracterizado como um psicopata. A escala Hara é conhecida como o PCL-R e foi validade no Brasil.

    O teste é aplicado indagando situação que visam esclarecer os seguintes pontos:

    1. A pessoa possui “excesso de brilho” ou ‘charme superficial’ ?
    2. A pessoa tem excesso de autoestima ?
    3. A pessoa necessita de estimulação constante, não gosta de monotonia e tem propensão ao tédio ?
    4. A pessoa é um mentiroso patológica, daqueles que sente orgulho de enganar as pessoas ?
    5. A pessoa está sempre manipulando ?
    6. A pessoa apresenta total falta de remorso ou culpa ?
    7. A pessoa possui “afeto superficial” ou “sentimentos superficiais”?
    8. A pessoa é insensível ou possui completa falta de empatia ?
    9. A pessoa tem um “estilo de vida parasita”, está sempre tirando proveito dos outros ?
    10. A pessoa tem grande dificuldade em controlar suas atitudes ?
    11. A pessoa tem um histórico de comportamento sexual promíscuo ?
    12. A pessoa tem um histórico de problemas comportamentais na infância ?
    13. A pessoa não possui objetivos realistas de longo prazo ?
    14. A pessoa é excessivamente impulsivo (a) ?
    15. A pessoa tem alto nível de irresponsabilidade
    16. A pessoa não assume a responsabilidade por suas próprias ações, coloca sempre a culpa em outras pessoas ?
    17. A pessoa já tem muitas relações “conjugais” de curto prazo ?
    18. A pessoa tem um histórico de delinquência juvenil ?
    19. A pessoa já experimentou uma “revogação de liberdade condicional” ?
    20. A pessoa exibe “versatilidade criminal” ?

    Entendendo os resultados

    Uma vez aplicado o teste ou exame PCL-R e se a pessoa obter um escore de 30 pontos onde respondeu que sim, ou mesmo que tenha respondido ‘um pouco” ou “definitivamente” a maioria dessas perguntas então ela é possuidora da condição patológica. Escores a menor que 30 pontos, a pessoa não é configurada como psicopata mas poderá ser sociopata.

    Por fim, sobre o tratamento, para a psicopatia, o recomendável tem sido a psicoterapia em interface com a Psiquiatria usando medicação ou seja, um percurso psicofarmacológico. Por outro lado, vale ainda frisar que existe um teste para a sociopatia.

    O teste é chamado de IDR-3MST baseado em pesquisas profissionais e tem sido usado para fins educacionais e preventivo da psicopatia. Portanto, também outros testes para serem operacionalizados focados na sociopatia.

    Considerações finais

    Os testes via de regra questionam se a pessoa se envolve com facilidade em riscos desnecessários ou comportamentos perigosos, se tem facilidade para manipular os outros, se gosta de praticar falsos encantos, se é cruel com palavras e frases ferinas, se tem empatia com outros, se sente culpa por erros, se consegue pedir desculpas e perdoar, se sente medo entre outros quesitos padrões. Derradeiro expor que o tema é complexo e requer estudos mais aprofundados.

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    O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima Oliveira([email protected]), licenciado em História, pos-graduado em História; licenciando em Filosofia, PG em Ciências Políticas,acadêmico de Psicanálise e Filosofia Clinica.

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