O seminário I de Jacques Lacan apresenta suas ideias sobre o contexto da psicanalise e suas teorias sobre a resistência.

Resistência: Seminário I de Lacan

Publicado em Publicado em Psicanálise

O seminário I de Jacques Lacan foi realizado entre 1953 e 1954 apresentantando suas ideias centrais sobre o contexto da psicanalise e teoria psicanalítica e resistência.

É discutido sobre a função da palavra e a fala durante a análise e temos como: resistencia, transferência, discurso e sujeito são abordados por Lacan para compor essa problemática sobre a análise.

O lugar do analista e a ética da escuta e o momento da resistência na análise.

A Resistência E sua Delimitação

Lacan apresenta a ideia de Freud de que a resistência tem o que chamamos de recalque.

Ou mesmo, que a resistência quando maior, o sujeito se aproxima de um discurso que seria último e o bom, todavia ele recursa este embate.

Em outras palavras, quanto mais próximo o sujeito vai chegando da verdade, o mesmo sujeito se delimita.

O movimento da resistência é quando Lacan retorna a leitura de Freud, todavia devemos nos atentar que Lacan retorna ao pensamento freudiano de maneira contida.

Ou seja, textos específicos de Freud e técnicos, principalmente para colocar em questão aquilo que estava sendo trabalhado na época, por Melanie Klein, e Ana Freud.

Resistência de Lacan

Praticava-se a psicologia do Eu, e chamava de Psicanálise, sendo que Freud não descreve a psicanálise desta forma, sendo completamente diferente.

Para entender o momento da resistência onde Lacan separa o que é transferência da resistência.

Seria como se o paciente simplesmente não quisesse, como se fosse egoico de não querer falar ou até mesmo tocar em determinado pontos.

Lacan no seminário I contextualiza a problematização na concepção na atuação pela psicanalise, citando Melanie Klein, Ana Freud e outros.

O peso sobre a resistência, a responsabilidade com a dinâmica da resistência como parte da analise é consistir em vencer a resistência do analisando em trabalho de existência e superação.

A Dialética

Saber a forma de compreender a análise das defesas não só é como uma técnica onde é obrigatoriamente do erro e verificada tais intepretações de defesa a qual Lacan nomeia de Ego.

Abster-se é necessário para que haja um terceiro termo nessas intepretações de defesa.

Dessa forma, vários fenômenos de espelhamento acontece na análise, fala-se de sentimentos onde eles são recíprocos no início, porém na temática da resistência, o sentimento são sempre recíprocos.

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Lacan está trabalhando a ideia da dialética, um ponto dos sentimentos em que, por exemplo, se eu tenho raiva por alguém, é fácil, pois se alguém nutrir raiva pelo menos é uma defesa em relação a mim.

O cuidado de proteção, no entanto se eu enalteço com prestígio, coloco o outro em lugar de destaque.

O sentimento é grande e muito facilmente transmitido mesmo que nem se perceba, observe que o outro nem sabe que existe essa dialética.

A Dinâmica Consciente

Lacan também recorre a profundidade da dialética hegeliana do ‘Senhor e do Escravo’ no seminário I.

Resumir a resistência justamente em Lacan aponta equívocos na análise existente na época em que analistas estavam trabalhando preso à dialética.

Talvez sem perceber e sem formalizar e isso que nos faz  pensar sem teoria, a prática se faz ineficaz e com erros.

Isso acontece onde a dinâmica não se torna consciente pelo analista.

Dessa maneira, a resistência é o analista que tem consciência da dinâmica que ocorre.

Ocupa um lugar dialético que assim mesmo irá colocar pessoas, não se importando pelo sentimento do analisando que são gerados e também pela dialética se cria nesse contexto.

Lacan demostra que ter pelo um terceiro termo nessa intepretação porque o dialético Dual a relação por intersubjetiva é o que está.

Reprodução Da Dialética

Propor um olhar não ignora ou anula o primeiro.

E sim, se tem uma terceira visão para delimitar, pois a dualidade da resistência do analista não ter consciência da dialética que se dá ao jogo para o analisando.

Se faz necessário colocar a análise em posição, visto que a análise não caminha apenas porque o analista só está reproduzindo essa dialética que o sujeito reproduz.

Nesta perspectiva está a importância de conhecer a dialética hegeliana do ‘Senhor e do Escravo’.

No seminário I de Lacan há temas como a resistência, transferência, hipnose e ego.

A Escuta

São abordados por Lacan e compõe uma problemática sobre os principais enganos pelos pós freudianos a respeito da teoria da Psicanálise.

Segundo Freud perante à resistência, ter uma postura maleável a do paciente era considerado não só uma divisão, como também um olhar para a maneira como tudo estava acontecendo.

Como também permitir avaliar e reposicionar.

Tal percurso inicia o fato de que a cura pela fala funciona.

O analista necessita do papel de escuta e a descoberta da resistência.

É como  captar informações no primeiro e indo para segundo e até chegar no momento da cura pela fala, o qual acontece de fato o diálogo, e é nesse momento que o analisando tem objeto de perspectiva com a vida.

Artigo escrito por Elane Araújo com exclusividade para o Blog do Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica.

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