saúde mental no Brasil

A linha rentista-monetarista e a saúde mental no Brasil

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Você já deve ter ouvido falar na linha rentista-monetarista, vamos tentar entender do que se trata e como afeta a saúde mental no Brasil e mundial.

No caso do Brasil, foi a partir de 1982, que começou efetivamente um movimento interno puxado por executivos de empresas pró-adoção da linha rentista-monetarista.

Entendendo sobre a saúde mental no Brasil

Talvez você já conheça algumas premissas dessa linha em parte ou no todo, mas vamos neste breve enfoque fazer um exame dessa vertente, em que pese seja ‘en passat’ e sobre o que ela representa no pais, desde sua entrada, em 1984, na ‘práxis’, ou seja, quando a teoria foi colocada de fato em prática. Vamos também, entender a interface dessa linha com a Psicanálise.

E, na sequencia, vamos ainda, tentar responder uma pergunta que não quer calar: ‘Essa linha afeta a saúde mental de todos? Quais suas implicações e repercussões mais imediatas já constatadas?’. Pois bem, essa linha começou com o nome de capitalismo financeiro rentista. Só em meados de 2020, começaram os pesquisadores a se debruçar sobre suas implicações e efeitos destrutivos nas pessoas.

No Brasil, o termo ‘linha rentista-monetarista’ foi ‘in casu’ peculiar e especifico. Porque outros países tem uma nomenclatura diferenciada como ‘linha da B3’, ou ‘extração de fonte de renda’, ou ainda, ‘visão prospectiva financeira-rentista’. Alguns filmes começaram a ser rodados por Hollywood, o distrito central de Los Angeles, EUA, tentando interprestar a linha rentista-monetarista.

Saúde mental no Brasil e a rentista-monetarista

Películas que mostraram e continuam retratando de forma sutil como os operadores da linha se apresentam como pessoas altamente competitivas, com status material, carros e casas finas, contas gordas, fazendo grandes negócios, conhecidos como ‘caixas-altas’; porém, psicopatas e sociopatas, vários oligofrênicos, com histórico de depressão, pânico, bipolar, ansiedade e até ideação. Muitos envolvidos em crimes graves lesando terceiros. Mas, como iniciou, numa visão geral, a linha rentista-monetarista?

No início do século XX, engendrou-se um capitalismo que forçou surgirem três classes bem distintas e delimitadas pela renda: a classe capitalista, chamada de burguesia por muitos; a classe trabalhadora e a chamada classe tecno-burocrata liberal; esta classe junto com a classe capitalistas criaram um setor profissional que passou a atuar especificamente com o rentismo na esfera privada levando para a esfera pública pela mão forte dos Estados.

Muitos ‘rentistas’ ligados à visão executiva e de gestão financeira começaram a fomentar escolas de gestão para formar e treinar quadros dentro dos postulados do chamado neodarwinismo social, ou seja, um operador financeiro que fosse implacável, jogador, arrojado, que arriscasse e fosse criativo, combativo, competitivo e ambicioso gostando de dinheiro e títulos. Eis a primeira interface com a Psicanálise, a ‘ambição’ que é um ato psicanalítico. A visão trabalhada foi estruturalista focando a acumulação e taxas de lucros mais altas, operadas por essa classe especial de profissionais.

O sistema capitalista

Como o sistema capitalista passou a ser mais global com bancos obtendo cartas patentes e abrindo novas frentes, buscaram optar por objetivos em cima de ativos de liquidez e mobilidade céleres via tecnologias de ponta, no primeiro momento; no segundo momento, buscaram também abocanhar passivos além dos ativos, possíveis de reversão via saneamentos e transferências de titularidades avançada e rápidos. Virou um grande negócio comprar e vender ‘CNPJ’otas’, que compram e fazem um ‘upgrad’ e jogam para frente os ativos e canibalizam os passivos.

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Depois surgiram os derivativos e os títulos podres, e a coisa foi se avolumando como uma grande bola de neve que desembocou nas famosas ‘B3’, bolsas e nas novas emergentes moedas digitais balizados pelo mercado e Estado. Este foi um dos lados mais cruel da linha rentista-monetarista. O outro lado, foi quando o Estado entrou na roda viva, porque detém o positivismo jurídico, podendo criar leis, impor tributos e mexer nas taxas. O Estado passa a ganhar nos consignáveis e criar um estamento que consegue rastrear pontos que possam prospectar rendas com ajuda das novas redes sociais e seus aplicativos.

O capital bancário se fundi com o industrial e com o peso do conhecimento e a capacidade de acessar dados e informações, aplicaram uma IM, inteligência de mercado devastadora. Vários setores foram selecionados como alvos. Por exemplo, o sistema viário do país, o trânsito e logística começaram a ser alvos preferenciais além das rendas de todos, tributos.

A tecnologia avançada e a saúde mental no Brasil

A funcionalidade do sistema financeiro com tecnologia avançada passou a gerar uma extração de renda fenomenal. E o Estado passa a ser o foco de muitos porque tem dinheiro a rodo, tem orçamento, pode contratar e gera corrupção e sabe espoliar. Começaram a surgir as grandes corrupções até chegar na OLJ, Operação Lava Jato que foi o ‘top’ de linha que viria descobrir grandes falcatruas puxada pela linha rentista-monetarista que possui consultores especializados em prospecção.

Todos os envolvidos sem exceção correndo atrás do dinheiro com o emprego de sofismas. E para que alinha desse certo era preciso um Poder Judiciário lento, que não faz entregas das demandas e que também operasse a linha rentista monetarista retendo valores. E tais valores sendo aplicados e gerando dividendos e evidente, alguém puxando para si. O capitalismo financeiro possibilitou uma macro economia que tem que funcionar seja pela demanda elástica ou inelástica, mas tem que girar.

E para girar precisa de ativos, que vão configurar passivos e controles de insumos e matéria- primas protegidos pelo Estado. Novos setores surgiram como da mobilidade, a entrega das mercadorias logística virou a bola da vez. Ainda mais em grandes metrópoles. Os operadores da linha rentista-monetarista argumentam uma crise, mas, o sistema é uma roda gigante girando. Essa roda vai esmagando e triturando muitas pessoas e setores.

A linha rentista-monetarista

A linha rentista-monetarista precisa de alguns pressupostos, como por exemplo, ambição, competição canibalismo. Muitas vezes um produto é criado para ser canibalizado. A linha precisa também da lei, do sistema positivista jurídico, senão em muitas situações irá falhar e levar muitos setores a ruína. Também, precisa da filosofia do ‘ter’ versus o ‘ser’ onde inverteram os postulados dos princípios filosóficos e subverteram a ética.

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    O vetor passou a ser, ir a luta, ganhar dinheiro e vencer ou morrer na praia. Bateu o desespero geral em muitos que se atiraram na B3 de peito, corpo, alma, pensamento e coração. Pessoas que vivem o dia todo ligadas nas bolsas. Passaram a ocorrer suicídios. A depressão e angústia além dos ataques de pânicos gerados pelas B3 passaram a ser a tônica constante nos grandes centros, com surtos graves. Pessoas perdem muito dinheiro nas B3, embora ganhem. É um vício a B3. A ganância por ganhar e ganhar, leva a uma crise quando ocorre o ganha-perde. A linha rentista-monetarista após 1984, ingressou onde pode de forma capilar nacional.

    Até órgão de classe entraram na linha como por exemplo a OAB que conseguiu via lei cobrar por uma prova para dar licença para pessoa trabalhar além de majorarem anuidades. Muitas organizações passaram a lançar ações no mercado. E a corrida foi por acharem meios inteligentes de extrair renda. Até estacionamento de cemitério passou a ser cobrado. Parques que eram livres instalaram roletas. Estado passou a gerar multas fortes e pesadas para prospectar e extrair renda onde pudesse. As taxas começaram a ficar caras. Até os condomínios de edifícios passaram a conhecer a voracidade da linha rentista-monetarista.

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    A miséria e a linha rentista-monetarista

    Essa linha foi responsável por jogar milhares de pessoas na mais completa miséria. Aumentaram estratosfericamente os mendigos de rua. A renda que tinham em mãos não suportou mais os custos sociais de viver. O sistema cada vez mais acumulativo elevou taxas de endividamentos. E muitos cansaram e foram morar até nos matos tentando se desligar de tudo jogando na lata de lixo o seu CPF/CIC. Pessoas venderam seus carros e casas e foram tentar morar em sítios para se livrarem do que pudessem, com poços artesianos e luz solar e do vento.

    Os boletos sempre correndo atrás. Essa linha vem gerando uma destruição do psíquico humano como jamais visto nos últimos tempos. Começou a ficar difícil alguém se aposentar e tentar viver uma vida digna agravado por patologias sociais de grande envergadura como a pandemia do covid-19 que liquidou rendas, retraiu demanda, encareceu tudo. Sem falar, nos que estão extraindo renda por metafísica e crenças. As pessoas ficando completamente sem renda, É o Estado de um lado, que tem o monopólio da lei, e as demais esferas, de outro, que estão sangrando constantemente.

    Quem não bate a meta quebra e vai à ruína. A linha rentista- monetarista acabou com a capilaridade social, pois criou os nichos fechados e blindados, justificados por lei inescrupulosas, que não tem teleologia alguma e vem esmagando pessoas. A linha rentista-monetaristas virou um rolo compressor. Vale de tudo para extração de renda, até pressão via telemarketing. E as pessoas ficam inertes sem saber o que fazer; água cara, luz cara, passagens caras, multas caras, custo de vida alto, cartórios caros, infra precária, gestores corruptos, o que vem inviabilizando todos.

    Saúde mental no Brasil cara e morte cara

    O pior é que surgiram além de templos, os partidos que se dizem populares sociais para ajudar a agravar extração de renda com falácia da igualdade e das políticas públicas. E o Estado não tem como fazer nada, porque nem o Ministério Público muito menos o PJ, conseguem ajudar a sociedade porque também estão dentro do arcabouço e configuração da linha rentista-monetarista, dependem das prospecções para pagar seu altos salários.

    Muitos optam por ingressar na B3, para se salvar e acabam caindo em graves armadilhas. A linha rentista-monetarista também precisa inverter lógica e cooptar a cultura e os paradigmas e colocou a ética em xeque-mate. Senão, a linha não prospera. Essa linha rentista-monetarista tem sido a causa de muita dor, crises, crimes e vícios. Muitos correm para uma esquina a comprar cocaína para cheirar ou fumar um baseado ou tomar uma garrafa de cachaça ou um litro de uísque visando aguentar a dor de não ser competitivo e ser um perdedor ou sequer saber como entrar nisso tudo e ser pobre. Se sente esmagado e moído.

    O Brasil virou um país monstro, cruel, onde o apelo é pelo belo, o estético, o ‘status’ e ir para B3 tentar ganhar dinheiro; o ‘ter’ versus o ‘ser’ e a busca do rentismo-monetarista em cima de taxa de juros, taxa salarial, taxa de câmbio, taxa de lucro, taxa de inflação, taxa de sucesso, metas, dividendos de cártulas (títulos) e saber fazer corrupção. Por esta razão que a linha rentista-monetarista é considerada destrutiva de uma nação. É uma linha que se traduz numa ideologia acima de tudo, como negócio de ganhar muito dinheiro para conseguir enfrentar a prospecção e viver o aqui-e-agora, o já -provisório. É preciso recusar o ainda-não, ou seja, não dá mais para esperar, porque, argumentam que temos pouco estoque de tempo de vida.

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    Conclusão sobre a saúde mental no Brasil

    A linha rentista-monetarista entrou no Brasil em 1984 e esta sendo devastadora. O slogan da linha rentista-monetarista passou a ser: ‘Se correr o bicho pega, se parar o bicho come!’. O desespero tem sido grave porque cada vez mais a renda afunila. E pasmem-se a tecnologia vem aprofundando cada vez mais a extração de renda.

    A linha rentista-monetarista atinge de cheio a saúde mental de milhares de pessoas. O rico quer ficar cada vez mais rico e o pobre que se exploda, mas arranje renda. Onde essa linha vai nos levar só Deus sabe. O rentismo-monetarista esta nos destruindo. Temos que esperar qual será o desfecho futuro dessa linha. A confirmar.

    O presente artigo foi escrito por Edson Fernando Lima de Oliveira. Graduado com licenciatura em História e Filosofia. PG em Psicanálise. Realizando PG em Farmácia Clínica e Prescrição Farmacológica; acadêmico e pesquisador de Psicanálise Clinica e Filosofia Clinica. Contato via e-mail: [email protected]

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