sobre a adolescência

Sobre a Adolescência: psicologia e comportamento

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Hoje entenderemos juntos sobre a adolescência. Este questionamento é importante visto que é o período da transformação humana, significativa no desenvolvimento peculiar e, consequentemente, coletivo em nossa sociedade.

Acontecem como uma passagem de modificações e de extensão para o equilíbrio, cautela e comportamento maduro. De acordo com o conceito da psicanálise, distingue-se por ser uma alteração psicológica, visto que os jovens são designados a abranger um novo território, o de assumir seus comportamentos, ações e linguagens, dessa forma produzir essa atual identidade intrínseca. No sentido da obtenção dessas finalidades, a sistemática aplicada foi de pesquisa bibliográfica.

Sobre a adolescência: a distinção da infância e a juventude

Numerosos indivíduos não diferenciam adolescência com puberdade. A puberdade é precedente à juventude, tornando-se definida através das modificações corporal e biológica no físico dos meninos e meninas. É no decorrer da puberdade que acontece a evolução do aparelho reprodutor. Consiste nos termos do art. 2º da Lei 8.069/90 do Estatuto da Criança e do Adolescente, o ECA, que considera-se Criança a pessoa de até 12 (doze) anos de idade incompletos. E considera-se adolescente quem tenha entre 12 (doze) e 18 (dezoito) anos de idade.

Sobre História Social da Criança e da Família, Ariès (1981) situa que infância e adolescência não recebiam dedicação distinta na coletividade ocidental arcaica. Adolescência e infância não eram individualizadas, porém associadas na concepção de juventude que correspondia à maturação. No entanto, de acordo com o autor, a juventude foi mais favorecida no século XVII, e infância e adolescência mutuamente nos séculos XIX e XX.

Este período do prosseguimento é muito reconhecido por elementos assim como: as denominadas crises existenciais, por alteração da infância à maturação juvenil; o começo da preferência ocupacional; a frequente procura por independência; pelo acesso a sexualidade; pelos habituais confrontos com a parentela e de cunho sentimental, as distintas alterações biológicas e oscilações hormonais, conectadas a um recente entendimento da humanidade que se integra à exigência da interpretação de comportamentos atuais e obrigações do adolescente na coletividade, tal qual sujeito desejante e carregador de convicções inerentes da existência e logo, sobretudo pela edificação e configuração da adaptação.

Sobre a adolescência: processos psicológicos

Parece que a duração da adolescência pode ser razoavelmente definida em termos de processos psicológicos, em face das limitações no emprego de outros elementos. Segundo esta estrutura de referência, a adolescência começa com as reações psicológicas do jovem a suas mudanças físicas da puberdade e se prolonga até uma razoável resolução de sua identidade pessoal. Para alguns, o processo de maturação sexual pode começar na primeira década da vida e, para outros, jamais se conseguirá um firme senso de identidade pessoal.

Entretanto, para a maioria das pessoas jovens, estes eventos ocorrerão principalmente entre as idades de 11 e 20 anos, que limitam a fase da adolescência. (CAMPOS, 1998, p. 15). De acordo com Tiba (2005) as crianças na atualidade se encontram adolescendo, prematuramente, e transpondo na juvenilidade – maduro tardiamente. Essas propagações para menor e maior período da idade são atualidades psicológicas, familiares, educativo, coletivos. No geral, essas crianças autônomas para adolescência sequer transitaram pela puberdade achando-se no intervalo de idade entre 08 a 12 anos.

Essas “crianças” são muitos emancipados e antecipados para sua época e é comum reproduzirem os adolescentes, utilizam mercadorias consumidos por eles, qualificam as demais crianças de sua faixa etária “chato de galocha” e se incluem em pequenos círculos de equivalentes com quem se expressam excessivamente por rede virtual e celular, fundamentam com domínio e apresentam certa prepotência em razão dos sucessivos impulsos que passam. (TIBA, 2005).

A maturação sexual

Segundo Berger (2003) mais que a adolescência iniciar quanto às mudanças físicas da puberdade, ela prepara o jovem a ultrapassar o conceito existente para o pensar subjetivo e figurado. Ocorrendo em equiparável, modificações psicossociais direcionadas aos pais, à recente autonomia com amigos, à recente privacidade com a assimilação de si. Tornando-se estas modificações pioneiras da maturidade, em relação ao converter-se adulto, não é um tema de relevância de inteligência, senão, de condição de pleno desenvolvimento social.

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Mudanças cognitivas levam os adolescentes ao pensamento abstrato, a refletir mais sobre “o que deveria ser”, “o que poderia ser”, do que sobre “o que é”. Refletir sobre algo e fazer conjecturas a respeito do futuro deixam de ser atitudes estranhas para eles, que se sentem cada vez mais inclinados a especular e imaginar. Na medida em que fazem, suas emoções se conectam mais intimamente a seus pensamentos. (ELIAS; TOBIAS & FRIEDLANDER, 2001, p. 65).

Zagury (1996) sinaliza que nos dois sexos sucedem uma ascensão no progresso intelectual em que são notórios os raciocínios dedutivos, que favorecem intelectualizações mais aceleradas e o conhecimento de conteúdos especulativos. Em virtude desta autonomia racional, nasce uma insubmissão, relacionada a governos generalizados, que é provável ser prontamente fundamentada pela atual capacidade de raciocínio argumentador e criador de pensamentos e pontos de vista.

O círculo familiar

É reconhecido que a adolescência são impasses psíquicos em razão de tornar-se um ciclo exposto por uma desordem emocional, modificações e especulações se processam, produzindo confrontos, fora ser solicitado que se tenha um posicionamento no coletivo. Sinaliza uma fase em que o futuro aparenta ter iniciado, alteram as predileções, as imposições, os vínculos e as definições parentais começam a rejeitar. Os genitores ignoram o saber de como auxiliar os filhos adolescentes: ocasionalmente são sobremodo imaturos; por vezes são amadurecidos demais.

Há algumas décadas, os adolescentes queriam ser reconhecidos como adultos, hoje são os adultos que querem ser reconhecidos como adolescentes e muitas vezes os imitam. “Se, até a década de 60, o ideal era a idade adulta, há 30 anos somos todos jovens” KEHL, M. R. 1998. Tal alteração de conceitos entre pais e filhos, se dá no sentido de os pais tomarem seus filhos, por vezes, como modelos, supervalorizando atitudes e comportamentos, adotando para si esse “estilo de vida”. No adolescente ainda permanece um desejo de tornar-se adulto, porém em muitos casos isso não é transmitido pelos pais, pois o ideal da sociedade moderna passou a ser o da adolescência.

De modo geral os adolescentes se deparam com várias situações novas e pressões sociais, que favorecem condições próprias para que apresentem flutuações do humor e mudanças expressivas no comportamento. O círculo familiar já não atende as demandas e o adolescente sente a marcante necessidade de pertencer a um grupo de amigos, eles auxiliam o adolescente no processo de desidealização das figuras parentais, e simultaneamente operam como alicerce a essa atual realidade social, corporal e psicológica.

Sobre a adolescência e os modelos identificatórios

Quando o jovem busca novos modelos identificatórios há o deslocamento do familiar para o social. O sujeito em transição busca novas referências a partir da inserção em novos grupos, como amigos, ídolos da TV procurando assim se autoafirmar em um novo local, além do familiar. A adolescência inicia com o tempo que ocorrem alterações corporais reais, são mudanças físicas e orgânicas trazidas pela puberdade e que a adolescência precisará conciliar. O que ocorre é uma “reprodução do profundo enredo amoroso precoce psicanaliticamente conhecida como Complexo de Édipo”. CORSO, D. 2004.

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    Ocasionando a retomada das pesquisas sexuais antes presentes na infância e da sexualidade latente. Precedente a puberdade, efetua-se uma metodologia quando os fomentos da libido referentes ao Complexo de Édipo são insexuar (que é a adequação da sexualidade da criança à sexualidade normativa do mundo adulto), e em segmentos constrangendo em conclusão, e remodelados em disposição de afetuosidade e deste modo, extinguem o prosseguimento sexual do infante, preserva e amortecem os ofícios genitais e ingressa o reprimido– época em que os impulsos sexuais que incentivaram os desejos criados na infância enfraquecem.

    Aquilo que desperta a repressão da fase do edipismo são as falas paternas, das quais exprimem ao filho que este terá renunciar a mãe – alvo das fantasias – para no futuro incluir outras mulheres. Depois do agitado período do Édipo, se manifesta um outro período de considerações, onde o indivíduo “se retrai”, ele emudece, nota e ouve. De acordo com Freud, a ocultação é um ciclo de entorpecimento.

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    Adolescentes para Freud

    Corso assinala em seu escrito (p.137) que a latência meramente tem a configuração de “águas calmas”, visto que além de ser um intervalo para estruturação, tal como de ativo trabalho psíquico para estabelecer o conteúdo libidinal obtido no Édipo e que se aplicará em ação na adolescência. Refere-se às etapas que se exibe como uma decaída da sexualidade e do posicionamento de identificação (pais, professores…), a criança igualmente conclui a obtenção de novos materiais sexuais e mostra-se um fortalecimento do recalcamento a vinculação aos experimentos sexuais infantis. Segundo Freud, essa insexualização é colocação para que a criança seja doutrinada – “recalca-se o objeto fálico em nome do saber”. 1976/1924

    Um trecho do escrito de Lúcia Alves Mees (p. 22/3) define adequadamente esse tempo: “A criança aceita a latência como tempo de espera do dia que poderá se preocupar menos com a inteligência e mais, de novo, com sexo. Esse dia chega com a adolescência e, com ela, a descoberta que esse objeto não retorna e que para constituí-lo terá de se ver sozinho na relação ao Outro sexo”. O jovem deduz que só tem a si mesmo para encarar a desproteção que a vida lhe inculca e a angústia que dele sucede, carecendo atuar com o Nome do Pai para manifestar a colocação de sujeito desejante e praticar suas predileções.

    Freud correlata a incubação a uma conduta de aguardo, em que decorre uma inesperada solicitação para que o cidadão replique as inquirições do coletivo em nome-próprio, na condição que ele já houvesse removido e efetuado a eliminação do objeto infantil. Este é contexto para a elaboração de uma pessoa com interesse de vida, no momento que o adolescente se compreende como castrado. O resultado é de comoção: “algo que chega cedo demais ou intenso demais para as condições de sujeito, sem que ele tenha a possibilidade de inclusão no psiquismo”. MEES, L. A., 1995, p.23.

    Conclusão sobre a adolescência, mente e comportamento

    Na juventude esses devaneios regressam simultaneamente com as evidenciações do sexo. Ao mesmo tempo surge a desilusão de perceber que a remissão do objeto que o pai tinha afirmado não ocorrerá, sendo observado pelo filho como castrado ou débil. A jornada com a conjunção do sexo na adolescência é informador para o cidadão. Identifica-se a inviabilidade, o descontentamento pleno por meio do objeto sexual – esse objeto almejado é abstrato, é meramente um divulgador da carência figurada em que todo mundo permanece subordinado, visto que somos indivíduos faltosos.

    Complexo de Édipo, latência e puberdade deixam argumentos, resíduos que serão aplicados posteriormente pela pessoa, na adolescência quando praticará (que se dá forma ao argumento sexo), visto que é neste momento que irá se comprovar ou não. É um desenvolvimento continuado. A ligação jovem-maduro permanece o ciclo que o indivíduo demanda para organizar o episódio aflitivo – a aceleração para apossar-se de uma área que até então não lhe pertencia. O Outro solicita coisas ao adolescente que até então não possui base para contestar, “sendo o trauma efeito da presença do Outro, o qual o aliena e funda”. MEES, L.A, 1995, p.24.

    Segundo a escritora, há três prováveis trajetos para o adolescente: – selecionar a apartar/ produzir uma pessoa que casualmente execute acertadamente essa atribuição, como amigos e o Outro sexo; – e/ou apurar reproduzir solicitações impecáveis, tal como, a imagem dos avós; – ou ainda busca distanciar a ameaça Outra, transportador do episódio traumático, onde o individuo se livra, por ser o precursor do tangível em que não podem desenvolver e representar.

    Sobre a adolescência e o ciclo edípico

    Em conclusão do ciclo edípico, temáticas permanecem desvalidos e são modificados por definições, Freud conduz em relação a elas em Psicologia dos grupos e análise do ego (1976) e Lacan dissertam a respeito no Seminário 9: – O primeiro reconhecimento, é o vínculo mais arcaico que conseguimos ter com uma pessoa – eu e Outro. Virando uma definição objetiva, não permeada pelo Complexo de Édipo; – A identidade por retrocesso é a segunda. Transcorre logo após de terminado o período do Édipo, onde aparecem etapas em que se realiza esta definição. Originada quando estipulado vínculo se quebra, em razão de determinada aplicação não teve êxito, estabelecida pelo meio sintomático.

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    O indivíduo portanto detém uma característica, inconsciente, e modela seu eu em atribuição de uma característica de Outro, tal como no caso de crianças perfilhadas que são “similares” com os pais adotivos; – Não é um elo, mas aplicação, a respeito daquele tal qual irá decorrer o reconhecimento. A parte desse Outro estimula alguma coisa no indivíduo que se reconhece. Freud nomeou de reconhecimento pelo/ao local e evidencia que esta é a configuração detectada em coletividades.

    A adolescência é um período no qual a estrutura física passa a tomar uma região de evidência consoante da figura que se altera, de disposições fictícias e metafóricas que irão lhe reproduzir atuais lemas, juntamente com a conexão entre os esforços de sedução (olhos na mulher; vozear no homem), o namoro até iniciar o ato sexual. Realiza-se por meio de vivências próprias e com o próximo em que o jovem identifica os processos da descoberta sexual: as primeiras conquistas amorosas, precedendo a sexualidade, o amor e a ligação familiar.

    Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA

    Torna-se imprudente declarar que um adolescente seja heterossexual ou homossexual, visto que são tais conhecimentos que no decorrer do ciclo transcorrerão questionamentos, validação ou remoção. Previamente transcorre aos 12 anos completos, de acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente – ECA. Porém, averiguando em psicanálise, observaremos que é capaz de perdurar muito além dos 18 anos.

    Por essa razão diversos confrontos se manifestam na juventude tanto para os filhos quanto para os pais. Em relação aos filhos, encaram incontáveis complexidades, inseguranças, alternativas e além do mais haverão de abdicar e abandonar o físico infante para igualmente, reestruturar a figura corpórea que a puberdade transfigurou Concernente aos pais que não estão tratando com uma criancinha, nem com uma pessoa madura, portanto, qual o procedimento? Numerosos se reconhecem nessa “atitude adolescente”, sucederá reprodução da sua juventude (pais), dos objetivos concernentes a essa passagem.

    Diante disso, concluo conjecturando que as composições e toda a vida vão estruturar a individualidade própria de cada indivíduo, portanto o período e o feitio da adolescência de qualquer jovem têm a interferência de fatores da psique, orgânicos, coletivos e educacionais acima de qualquer outro momento na existência de uma pessoa. Tal como suporte, conversação translúcida e entendimento se tornará mais descomplicado percorrer essa passagem da vida que revolve integralmente com a família.

    Referências bibliográficas

    ARIÈS, P. História Social da Criança e da Família. Rio de Janeiro: JC, 1981. BERGER, Kathleen Stassen. O desenvolvimento da pessoa da infância à adolescência. 5. ed. Rio de Janeiro: LTC, 2003. 432 p. CAMPOS, Dinah Martins de Souza. Psicologia da adolescência: normalidade e psicopatologia. Petrópolis, RJ: Ed. Vozes, 1998. 155 p. CORSO, D. Édipo, latência e puberdade: a construção da adolescência. In: COSTA, A. [et alli] (Org.) Adolescência e experiências de borda. Porto Alegre; UFRGS, 2004. ELIAS, J. Maurice, TOBIAS, E. Steven, FRIEDLANDER. A adolescência e a inteligência emocional: como criar filhos com amor, bom humor e firmeza. Rio de Janeiro.ed objetiva.2001. 263p FREUD, S. Psicologia dos grupos e análise do ego. Rio de Janeiro: Imago, 1976. KEHL, M. R. A teenagização da cultura. Folha de S. Paulo, Caderno Mais! 1998. KESSLER, C. A encruzilhada adolescente: entre os ideais e a identificação. In: COSTA, A. [et alli] (Org.) Adolescência e experiências de borda. Porto Alegre; UFRGS, 2004. https://meuartigo.brasilescola.uol.com.br/psicologia/uma-introducao-aos-processos-construcao-identidade.htm MESS, L. A. I trauma infantil e o adolescente. In: COSTA, A. [et alli] (Org.) Adolescência e experiências de borda. Porto Alegre; UFRGS, 2004. http://newpsi.bvs-psi.org.br/tcc/GabrielaMacileAlves.pdf RASSIAL, J. J. O adolescente e a sexualidade. In: O adolescente e o psicanalista. Rio de Janeiro: Companhia de Freud, 1999.

    Este artigo sobre a adolescência, o comportamento na adolescência, a mente e a psicologia da adolescência foi escrito pela autora Rosilene Caputo.

    One thought on “Sobre a Adolescência: psicologia e comportamento

    1. Muito bom artigo! É uma fase difícil, tanto para o adolescente quanto para os adultos de seu convívio.

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