sobre o toc

Sobre o TOC: transtorno obsessivo compulsivo

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Neste artigo falaremos sobre o toc. Ao longo da história, principalmente a partir da metade do século passado, muitos estudos foram realizados para encontrar prevalência desse transtorno em meio a população.

O transtorno obsessivo-compulsivo (TOC) não apresenta diferença entre os sexos. Porém, é a idade de início dos sintomas obsessivo compulsivos, que ocorre uma diferenciação, pois aqueles que tem início precoce (na infância) tendem a ser homens, e nas mulheres os sintomas predominantes aparecem na puberdade ou no começo da idade adulta.

Entendendo sobre o toc

O foco desse transtorno gera-se em presença de obsessões que por sua vez trazem desconforto psíquico e sofrimento que interferem nas atividades cotidianas do indivíduo portador do TOC. Enquadrado no conceito de neurose obsessiva, em que suas ações e rituais estão respondendo inconscientemente e estabelecendo desejos que trazem uma angústia para o indivíduo gerando ansiedade. Por não ter controle da situação, o sujeito sente-se angustiado e desconfortável.

Em relação a monomania instintiva, isso quer dizer que o indivíduo entra em um estado de insanidade mental, faz com que haja a execução de atos repetitivos, ou seja quando a insanidade está presente na vida do sujeito, há uma explicação aceitável ou admissível porque o sujeito está em um grau de descompensação mental. É comum que as pessoas com TOC adotem uma conduta excêntrica, motivada pela obsessão da contaminação ou pelo medo continuo de contágio.

Frequentemente essas pessoas lavam tudo exageradamente, passam desinfetantes, usam máscaras, etc. existem pessoas também, que se sentem extremamente desconfortáveis próximas de objetos pontiagudos, facas, foices, etc. Os sintomas de TOC surgem na idade entre 20 e 25 anos, quando existiu um momento de estresse por meio da família, trabalho ou durante algum relacionamento interpessoal, é importante saber a origem do surgimento do TOC para que seja tratado.

Sobre o toc: tipos

Sabendo que essa problemática se enquadra em um distúrbio de ansiedade que por sua vez mostra-se através de rituais repetitivos em determinadas e especificas ações que o sujeito adota como um modo de descarregar sua ansiedade, que por outro lado essas ações são causadoras de frequentes incômodos. Pode ser pontuado como exemplo de TOC: verificação, contagem, lavagem, limpeza, lentidão, colecionismo, meticuloso, repetidor, lento, entre outros. Sabendo que esses citados são os mais frequentes.

Todos esses tipos de TOC citados acima levam ao único objetivo, que é o de repetição, a mania de repetir ações ligadas a cada um desses TOC tendo consciência que a cada repetição é um alívio temporário em relação a descarga de ansiedade sobre a ação executada. Na maioria das vezes essas ações repetitivas acontecem em alguns casos quando o sujeito tem medo que algo de ruim lhe aconteça ou algum medo específico.

Quando falamos do colecionador podemos verificar que esse sujeito junta os objetos compulsivamente com a ideia de que em algum momento pode-se precisar dos objetos guardados, por outro lado, o meticuloso tem uma preocupação exacerbada quando diz respeito a ordem e arrumação dos objetos.

Representação do TOC

A representação do transtorno obsessivo-compulsivo relacionado a limpeza está ligado a compulsão que o sujeito mostra ao envolver-se demasiadamente com higiene pessoal e lavagem. Por não conseguir controlar seus impulsos o indivíduo mostra o medo que tem de ser contaminado por bactérias ou medo de estar sujo.

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Essa compulsão especifica o desejo que o sujeito tem em relação a higiene de forma geral. Ao desenvolver o TOC limpeza numa perspectiva mais agravada o sujeito pode apresentar auto escoriações, pelo exagero de limpeza.

Mecanismos de defesa no TOC

Os mecanismos de defesa fazem parte do cotidiano das pessoas portadoras de TOC, pois esses mecanismos, servem para minimizar as questões voltadas a construção do ego, quando o mesmo se encontra em zona de perigo constante, o sujeito não consegue administrar tais atos que apresentam riscos para si. Por outro lado, deve-se explicar que esses atos são de teor inconscientes e que se apresentam como uma forma de aliviar seus conflitos individuais, jogando essa carga para o inconsciente, ao mesmo tempo o sujeito percebe que os atos de resolução de conflitos são persistentes e incômodos, mas de forma que o mesmo não consegue se libertar dessas angustias, de modo que mais intensa essa angustia mais latente o mecanismo de defesa apresenta-se.

Sabemos que existem variações de mecanismos de defesa. Cada um ou mais de um se enquadra em uma determinada doença psíquica, quando focamos o TOC e seus ajustamentos é de grande valia representar cada um deles para o melhor entendimento de suas funções dentre o aparelho psíquico. Esses mecanismos podem ser encontrados em indivíduos que não tem nenhum problema, ou considerados “saudáveis”.

Segundo Freud (1974) a função dos mecanismos de defesa é descartar os comportamentos negados, por outro lado vale salientar que na maioria das vezes esses comportamentos não são aniquilados, portanto surgem atitudes defensivas por parte do sujeito. Em contrapartida esses mecanismos de defesa podem dar um bom resultado, por esse motivo o sujeito não desenvolve a neurose. Para as pessoas que cujo sua realidade de vida ou de um mero momento cause medo, ele nega essa realidade como meio de se livrar do objeto “ruim”, por outro lado o sujeito esquece de fatos sobre a real situação para que o outro venha a aceita-la de forma satisfatória, se livrando assim de comentários, de prejulgamentos ou comentários contrários sobre o sujeito e sua real situação.

Os portadores do transtorno obsessivo compulsivo

A preferência sobre o não enfrentamento do problema torna–se uma maneira defensiva de seus pensamentos, quando existe um confronto da realidade e da situação que o sujeito criou. Por outro lado, em uma situação estressante e difícil, a agressão, pela contradição de discurso. A não aceitação conscientemente de algum aspecto que deixa o ego sobrecarregado e perturbado se chama negação.

Essa gama de fantasias existentes aparece de formas absurdas que podemos exemplificar através de lembranças incorretas de ações e comportamentos ou até mesmos em verbalização criando uma forma defensiva para seu benefício sobre a situação vivenciada. Por ser um mecanismo de defesa de baixa eficácia em relação aos outros mecanismos, a base dele é lembranças destorcidas que geram obviamente mentiras a respeito de algum fato ocorrido que gerou vergonha ou até mesmo uma culpa, diante a uma situação desagradável para o sujeito.

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    Por outro lado, é importante analisar os fatores psicodinâmicos que estão envolvidos nas reações de sujeitos portadores de TOC, através dessas reações podemos observar a forma de aparecimento dos sintomas, bem como a qualidade de surgimento deles, é de bastante valia frisar cada um dos três elementos psicodinâmicos que estão inserido nesse contexto de forma individual sabendo que são eles: Isolamento, anulação e formação reativa.

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    Conclusão

    Podemos concluir que o TOC pode acontecer com qualquer pessoa. É através de ato de repetições e frequência e da intensidade que se pode notar os primeiros sinais e sintomas. O indivíduo que sofre com essa patologia gera uma preocupação excessiva com a higiene, em guardar coisas, verificar, ou até mesmo em pensamentos obsessivos como em tocar em objetos.

    Em contrapartida, é importante lembrar que a família se sente impotente a resolver e ao conviver com o problema. Por outro lado, podemos notar uma certa irritabilidade por meio de familiares em questão de convivência dos atos executados pelo compulsivo.

    O presente artigo foi escrito por Paulo Cesar – aluno IBPC – fase pratica, graduando em pedagogia e psicologia- Email: [email protected]

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