Teoria da Alma de Platão

Teoria da Alma de Platão

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A teoria da alma de Platão é uma das mais debatidas na filosofia ocidental antiga. Continue a leitura e veja a seguir tudo sobre a Teoria da Alma de Platão.

Teoria da Alma de Platão: Quem foi Platão?

Platão é um expoente da Filosofia Grega Antiga e nenhum outro filósofo exerceu maior influência na cultura ocidental. Grande parte de seus trabalhos, escritos em forma de diálogos, têm como figura central o filósofo Sócrates, cujo nome acabou por atravessar milênios.

A filosofia grega na Teoria da Alma de Platão

A filosofia grega esta dividida em pré-socrática e pós-socrática e a escola socrática também é conhecida como sofista.

Suas principais influências são os filósofos Heráclito e Parmênides e quando Platão desenvolve a Teoria das Ideias, busca uma conciliação das escolas desses dois filósofos.

A Teoria das Ideias e a Teoria da Alma de Platão

Na Teoria das Ideias de Platão, duas realidades opostas e concomitantes existiam para formar o mundo da maneira que se apresenta ante nossos olhos. Dessa forma, nomeava Sensível o Mundo das coisas palpáveis e que sofriam a depreciação seja do tempo, ou de qualquer outro elemento capaz de modificá-las.

Por outro lado, o Mundo das Ideias ou inteligível, seria onde as ideias que não podiam ser maculadas existiam. Segundo Platão, todas as coisas no mundo teriam sua virtude, sendo que a virtude do olho seria ser capaz de ver, a virtude do ouvido, a de escutar e por analogia, poderíamos encontrar a virtude de cada coisa.

A Função da Alma

No diálogo A República, Sócrates afirma que a função da alma é “superintender, deliberar, governar (os pensamentos, as palavras e os atos do ser humano)” e que nenhuma dessas funções poderiam ser exercidas por outra coisa que não a alma.

A ideia do animismo parece ter precedido o materialismo segundo o pensador Max Muller (1826-1900) que afirma que a atitude animista aparece em todos os pontos da humanidade, em todas as idades históricas. Na época quando viveu Platão na Grécia (entre 428 e 328 a.C), as teorias da representação da alma já eram aceitas e disseminadas e discorria-se sobre a Imortalidade da Alma, uma vez que sua existência não era colocada em questão.

crença na existência da Alma para o pensamento de Platão advém do Orfismo, conjunto de antigas tradições religiosas gregas que davam muito ênfase a vida após a morte.

A Teoria da Alma

Platão/Sócrates parte do princípio da dualidade fundante da raça humana e na Teoria da Alma de Platão, divide o Ser Humano em duas partes: O Corpo e a Alma. O corpo, que na Teoria das Ideias figura no Mundo sensível, modifica-se e envelhece porque é perecível e não se sustenta através do tempo.

Já a Alma seria Imutável, uma vez que não envelhece e nem se modifica e tampouco perece. Como ilustração, Sócrates oferece uma alegoria com uma carruagem ilustrando-a como sendo o “eu” quem a conduz, um ego como definido por Freud dois milênios e meio depois.

Já os pensamentos que acometem os homens na teoria da alma de Platão seriam as rédeas e os sentimentos, aos quais o homem é tão vulnerável, seriam os cavalos.

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A Alma Trina

Na teoria da Alma, Platão a divide em três partes: A Alma Racional, que rege a Cabeça A Alma Irracional que rege o Coração. A Alma Concupiscente que rege o Baixo Ventre.

Tripartida da Alma

Dessa visão tripartida da Alma, Platão/Sócrates discorre que os homens poderiam ser classificados de acordo com as características anímicas que apresentam, sendo que o reconhecimento do tipo de Alma que o habitasse poderia ser de grande valia para a Polis – as cidades – uma vez que as virtudes de cada um poderiam ser direcionadas para aquilo que realmente o individuo estaria apto a exercer como cidadão, contribuindo para as práticas políticas na Polis.

Relação dualista de corpo-alma

Na relação dualista de corpo-alma proposta nos escritos de Platão, sempre se delineia a ideia de que a alma tem mais “importância” que o corpo e assim, o “cuidado da alma” é visto como o coração da Filosofia de Sócrates.

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    O corpo como “túmulo da Alma” é uma expressão que foi reconhecida como pertinente entre os filósofos socráticos. Por esse prisma a Alma estava destinada a ser o Eu Real enquanto o corpo físico era quase que considerado um “peso morto”.

    O livro onde essas ideias são melhor discorridas é o Fédon, onde percebe-se que o corpo segundo a concepção dualista, é visto claramente como que inferior, sujeito que é às dores, aos prazeres, aos desejos particulares e que, em ultima instância, evidenciariam uma relação não-natural entre essas duas partes. Essa divisão é que dará origem a ordem hierárquica do Estado Ideal descrito no livro A Republica.

    A Vida e A Morte

    No Fédon, Platão/Sócrates oferece uma perspectiva privilegiada diante das ideias sobre a finitude do corpo e a imortalidade da alma, por tratar-se dos dias finais do filósofo que havia sido condenado à morte.

    No decorrer de seus últimos dias – antes de tomar o veneno que colocaria fim a sua vida – dialoga com alguns de seus discípulos suas reflexões derradeiras sobre a vida e morte, defendendo a imortalidade da alma valendo-se da Teoria dos Contrários.

    Nesse Diálogo Sócrates diz que um filósofo não se importa de ir em direção à morte porque poderá enfim, nas Terras do Hades, encontrar a Pura Sabedoria, objetivo ultimo da Filosofia. Percebe-se que Platão era convicto da eternidade e transcendência da alma para além da morte, como os Pitagóricos e outros filósofos pré-socráticos.

    As Virtudes da Alma

    A cada parte da alma corresponde uma virtude: a Coragem; a Temperança; o Conhecimento e Sabedoria – a Coragem: em termos gerais poderia ser definida como a bravura em defender o que é correto – a Temperança: o controle dos desejos – o Conhecimento e Sabedoria: a habilidade de racionalizar e analisar.

    A Justiça

    É a quarta virtude que perpassa todo o texto da Republica é a Justiça, uma virtude superior que coordena todas as outras é um dos cernes de grande parte da obra de Platão.

    Conclusão

    Para Platão, o homem passa a vida terrena investido em seu corpo com o único fim de libertar a Alma, dessa feita mais consciente e munida de Sabedoria, para que possa habitar nos Reinos Imortais.

     

    O presente artigo foi escrito por Milena Morvillo([email protected]) Formanda em Psicanálise pelo IBPC, Milena também possui pós graduação em Acupuntura pela ABA, é especialista em Lingua Inglesa pela UNAERP e Artista Visual.(instagram: https://www.instagram.com/psicanalise_milenar).

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