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Teoria da Evolução e Psicanálise

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Na construção da teoria da Psicanálise, Freud foi bastante influenciado por três grandes campos do saber. A teoria da evolução de Darwin, os conhecimentos que a psiquiatria havia acumulado até o final do século XIX (Freud era médico) e os estudos culturais (mitologia, teatro e literatura, principalmente).

Neste artigo, veremos com mais detalhes as inter-recorrências entre esses campos de saber, especialmente na primeira fase da obra de Freud.

A Teoria do Inconsciente e a Psicologia Estrutural

O termo psicanálise origina-se a partir da análise do aparelho psíquico por parte de Sigmund Freud. Do mesmo modo, tentou buscar explicações para a gênese da histeria, psicopatia e outros males que afligem a mente humana.

Ao elaborar seus estudos, Freud esbarrou na sexualidade humana, quando criou o conceito de inconsciente, que seria parte integrante desta composição chamada mente. Quando ele estava desenvolvendo a teoria do inconsciente, encontrava-se no mesmo período de Wundt e Titchener, o qual estava começando a desenvolver a psicologia estrutural.

Em suma, tanto um quanto o outro, não admitia as ideias de forças inconscientes.

A teoria do inconsciente e as principais fontes de influência no movimento psicanalítico

A teoria do inconsciente tornou-se um marco na história da psicologia, o qual postulava que esse submundo era responsável por aspectos da personalidade de alguns indivíduos. Sendo, assim, as alterações não são doenças somáticas, mas produtos de alterações pontuais na nossa mente.

O movimento psicanalítico teve três principais fontes de influência. Sendo elas:

  • as reflexões  filosóficas a respeito do fenômeno psicológico inconsciente;
  • as ideias sobre a psicologia e psiquiatria;
  • e a teoria da evolução.

Freud usou seus casos clínicos e também estudos dos fenômenos culturais, como escopo de aplicação em suas hipóteses.

A vida sexual está entre as principais causas de distúrbios neuróticos

Freud e Breuer, antes do desenvolvimento da psicanálise, faziam uso da hipnose. O que passou a ocorrer no caso de Anna O., uma jovem que possuía sintomas profundos de histeria.

Após um ano de terapia, Anna, como paciente, e Breuer, como analista, passaram a ter transferência positiva um pelo outro. Anna transferia o amor que sentia pelo pai para Breuer e esse despertou seus desejos sexuais que sentia pela mãe com a Anna.

No ano de 1898, Freud disse estar convencido de que “as principais e mais imediatas causas, para fins práticos, do distúrbio neurótico estão nos fatores oriundos da vida sexual.” Em 1895, Freud e Breuer publicaram “Studies on hysteria”.

Freud e a análise dos seus próprios sonhos

Antes de mais nada, Freud não tinha dúvida do papel fundamental do sexo na neurose. Pois, observou que a maioria das pessoas com neurose tinham experiências traumáticas com sexo na infância. Enquanto isso, pessoas com a vida sexual normal não apresentavam nenhum sintoma parecido.

Por meio da análise dos sonhos, Freud percebeu que era fonte de material emocional significativo. Estes eram resultantes de algum fato da mente inconsciente, decidindo analisar seus próprios sonhos. Sempre ao despertar logo de manhã, realizava uma análise do sonho e depois comparava com os sonhos da noite anterior.

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A exploração do inconsciente por meio da livre associação de ideias

Nesses termos, a psicanálise surgiu em 1896, quando Freud decidiu usar para nomear um tipo de psicoterapia. O método consiste na exploração do inconsciente a partir da fala livre do paciente e de intervenções do psicanalista.

O principal conceito dessa teoria consiste em uma instância ou “lugar” psíquico desconhecido pela consciência. Ao qual esta não pode ter acesso, se não por meio das manifestações do inconsciente: os sonhos, os esquecimentos, os atos falhos e entre outros.

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    É regra fundamental da psicanálise: o paciente deve falar o que vier à cabeça, sem pré-julgamentos. Em outras palavras, essa é a regra de livre associação de ideias.

    As três divisões da teoria do inconsciente

    Na teoria do inconsciente, o homem tem sua personalidade moldada por três divisões. A primeira é o ID – do Alemão ES, significa “isso”. É o único componente da personalidade que está presente desde o nascimento, o que é chamado de força propulsora. E é motivado pelo princípio do prazer e da vontade, a fonte de toda a energia psíquica.

    Seguida do ID, tem-se o EGO – do alemão ICH, significa o “eu”. Baseia-se no princípio da realidade, que se esforça para satisfazer os desejos do ID. Quando esses desejos e necessidades não forem satisfeitos, o resultado é um estado de ansiedade ou tensão, dependendo da forma como se foi procedido.

    O último componente da personalidade a se desenvolver é o Superego, o qual começa a surgir por volta dos cinco anos de idade. De maneira simplificada, seria a inclusão de regras sociais, normas e costumes aprendidos e impostos à personalidade humana. Tais regras estão de acordo com à cultura e à sociedade a qual está inserido.

    O ID sendo a verdadeira expressão do ser

    Observa-se, assim, que o ID é a verdadeira expressão de vontade e a energia do ser. Enquanto, o Superego é as regras e normas que devem ser seguidas. Assim, necessitando do Ego para intermediar e dar personalidade ao ser humano.

    O desenvolvimento Psicossexual

    Freud também propôs o desenvolvimento psicossexual, onde a personalidade é definida ao longo da infância. Acredita-se que, se as fases forem concluídas com êxito, o resultado será uma personalidade saudável.

    As fases classificam-se como:

    • oral;
    • anal;
    • fálica;
    • o período de latência;
    • genital.

    Os estágios Oral, Anal e Fálico

    O estágio Oral tem como zona erógena a boca, a criança obtém prazer da estimulação oral por meio de atividades gratificantes, como degustar e chupar. A faixa etária vai do nascimento a um ano de idade.

    Ainda mais, no estágio Anal, a faixa etária é de um a três anos e tem como zona erógena as entranhas e controle da bexiga.

    O estágio Fálico tem como faixa etária de três a seis anos. E a zona erógena são os genitais, tendo como foco principal da libido. Nesse sentindo, as crianças começam a descobrir as diferenças entre machos e fêmeas e é nesse estágio que ocorre o complexo de Édipo.

    Período de Latência e Estágio Genital

    O período de latência começa dos seis anos idade até a puberdade, onde os sentimentos sexuais são inativos. Ou seja, ocorre a supressão da libido, que é contribuído pelo desenvolvimento do ego e superego.

    Enfim, a última fase é o estágio genital, sendo da puberdade a morte. Quando ocorre o amadurecendo de interesses sexuais e o indivíduo desenvolve um forte interesse sexual no sexo oposto. Esta fase começa durante a puberdade, mas passa por todo o resto da vida de uma pessoa.

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    Considerações finais sobre a teoria da psicanálise

    Por fim, se você gostou do nosso artigo sobre a teoria da psicanálise de Sigmund Freud, te convidamos a conhecer o nosso curso de psicanálise. Totalmente online, o curso te oferecerá a oportunidade de você aprimorar o seu conhecimento sobre o assunto.

    Autor: Davi Gonzalez Ramos

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