medo de não ter medo

Afobia: o estranho medo de não ter medo

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Em primeiro lugar, no post de hoje você vai saber mais o significado de afobia, que nada mais é do que o medo de não ter medo. Ademais, como de costume em nossas publicações, iremos além da afobia, que é o tema deste artigo, e passaremos por conteúdos históricos, etimologia, ciência, etc.

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O que é afobia?

“Fobia” vem de Phobos, deusa grega do medo, pode ser definida como um medo persistente e irracional que resulta em um evitamento consciente da atividade, situação ou objetos específicos temidos.

Regido pelo prefixo á-, em função de privação ou negação, com base no indo-europeu *ne-, por não, a letra “a” colocada logo atrás da palavra “fobia” trás, em significado livre, a ideia de “não-medo”; não ter medo.

Porém, a afobia vai além da etimologia. Esse “não-medo”, na verdade, é como um medo, uma fobia, de não ter fobia.

Complicando para descomplicar

Dentro dessa mesma lógica, temos o exemplo de algumas palavras grandes que geram o medo que as pessoas têm de pronunciar. Porém, ironicamente, a própria palavra que exprime essa fobia é assustadora.

É possível que tenham algumas palavras quem gerem mais diálogo na língua portuguesa. Quem não tropeçará nas sílabas de palavras mais dificeis? Se não fosse pela fobia no final, teria tudo para ser nome de um remoto antepassado.

Ainda, numa infinidade de fobias que o Google nos traz, é possível refletir sobre o vasto mundo que á a mente humana. Não é fácil imaginar como seria uma pessoa que sofre com afobia, que é o medo de falta de fobia. Se a pessoa tem uma fobia, então, onde está a falta da fobia?

Mantendo a linha de raciocínio

Ainda dentro dessa linha de pensamento, há inúmeros conflitos acerca dessa e de outras fobias cujas quais ainda não há explicação científica. Isto é, ainda não foram trazidas à luz da verdade.

O fato é: o medo, por si só, é uma reação psicológica e fisiológica que surge em resposta a uma possível ameaça ou situação de perigo. Já a fobia não segue uma lógica e, nesses casos, é incoerente com o perigo real que aquilo representa.

Portanto, há diversos tipos de fobias, que são a fobia social, que causa medo intenso de situações sociais. logo depois vem a Agorafobia, que nada mais é do que medo de lugares cheios de pessoas. Além disso, exite a fobia simples, que causa o medo de animais, objetos ou situações específicas.

O medo de não ter medo

Os cientistas que estudaram a afobia explicam que pode ser um resultado da seleção evolutiva. É algo do próprio ser humano. Isto significa que precisamos ter o medo como aliado em nosso dia-a-dia.

Na ausência do medo, não teríamos reação alguma diante de situações de perigo, como a vinda de um mastodonte na idade média ou quando um carro acelera em nossa direção.

Sendo assim, a informação de temor chega diretamente em partes de nosso cérebro que regem as reações defensivas, antes mesmo de chegar ao córtex cerebral que dirige nosso raciocínio.

Na prática…

É impossível não ter medo, haja visto as situações apresentadas anteriormente.

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    O medo é uma situação própria à nossa existência e sobrevivência. A prova disso é que, mesmo não tendo medo, é possível desenvolver a fobia de não temer algo, ou algum fato, ou alguém.

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    Medos e a psicanálise

    Em ouro viés, além do medo à sobrevivência, também há o medo criado por nossa mente. Dessa forma, não corremos risco iminente de não perpetuar a nossa raça na terra quando gaguejamos diante de uma plateia ou em frente ao nosso chefe quando vamos pedir um aumento, por exemplo.

    Por fim, o medo imaginário também faz parte de nosso cotidiano e é necessário para moldar nossa postura, nossa evolução.

    Freud explica

    O medo é um conceito fundamental para Freud, o pai da psicanálise. Segundo ele, é o medo de ser menos amado que faz os homens buscarem evolução e se submeterem a provas sexuais e sociais.

    Além do fato, sem medo, poderíamos ficar sem motivação de competir, inovar, sermos melhores que nossos vizinhos, etc. Viveríamos num caos. Por isso, ter medo pode ter uma determinada importância.

    História do medo no ocidente

    Olhando para o passado, o medo de ser culpado, até mesmo por não sentir medo (afobia), vem dessa necessidade básica e inconsciente de sobrevivência humana.  O medo se reproduz física e espiritualmente para todos, podendo ainda basear instituições opressoras e fazer a sociedade andar longe de barbáries.

    Se eu enxergo que posso fazer mal a você, o retorno é equivalente e, por isso, passo a temê-lo.

    Por fim, para vivermos bem e termos uma sociedade saudável, criamos coisas superiores para temer, como a polícia e a religião. Sem medo, não teríamos nada disso.

    Será que há idade, hereditariedade ou temperamento?

    Alguns tipos de fobia se desenvolvem cedo, geralmente na infância. Em seguida outras podem ocorrer durante a adolescência e há aquelas que também podem surgir no início da vida adulta, até por volta dos 35 anos de idade. Sendo assim, pode ser uma tendência hereditária.

    Entretanto, especialistas suspeitam que crianças sejam capazes de aprender e adquirir fobia somente observando as reações de uma pessoa próxima em alguma situação de pouco ou nenhum perigo. Afinal, na infância a possibilidade de absorver determinas coisas é maior.

    Contudo, o risco de se desenvolver uma fobia específica pode aumentar se você tiver temperamento difícil, for sensível e tiver um comportamento mais retraído do que o normal.

    CID-10 (Classificação Internacional de Doenças)

    A fobia é definida, sobretudo, em função da natureza da ansiedade a um objeto ou situação particular. Natureza esta específica e localizada, diferente do que ocorre nos transtornos de pânico e de ansiedade generalizada.

    Por este motivo, é possível observar nos transtornos uma separação inapropriada dos aspectos de percepção e emocionais do funcionamento psicológico.

    Outra característica importante é que o indivíduo tem consciência do seu medo, sendo essencial, portanto, para distinguir um indivíduo com fobia de um outro que está em um delírio.

    Tratamentos da afobia

    Uma pessoa deve se enquadrar em determinados critérios presentes no Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais, publicado pela Associação Americana de Psiquiatria.

    Os especialistas usam três diferentes tipos de abordagem nos pacientes: a psicoterapia e o uso de medicamentos específicos. Além disso, também é possível fazer a união de ambos.  Tudo após a devida consulta a um profissional.

    Por fim, o tratamento para a fobia tem como objetivo reduzir a ansiedade e o medo provocados por motivo ilógico, irracional e exagerado, ajudando no gerenciamento das reações físicas e psicológicas deste medo.

    Considerações finais

    As fobias podem comprometer a vida das pessoas e levá-las a situações como o isolamento social, depressão, o abuso de substâncias e, em último caso, o suicídio. Portanto, buscar ajuda médica é sempre o melhor caminho para as pessoas que já apresentem os sintomas.

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    Por fim, a fobia transforma medos comuns em verdadeiros monstros no cotidiano. Devemos ter empatia com quem possui esse tipo de problema.

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