psicanalista André Green

André Green: psicanalista e pensador da Psicanálise

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André Green foi um psicanalista francês, um dos principais nomes da psicanalise. Seus estudos trouxeram uma grande mudança na forma de ver nosso aparelho psíquico.

Entre suas diversas contribuições para a psicanálise moderna, podemos destacar a interpretação dos sonhos, seu estudo sobre moral e narcisismo e, talvez, seu principal objeto de estudo: o trabalho do negativo.

Quem foi André Green

André Green nasceu em Cairo em 1927, sendo o filho mais novo de quatro irmãos. Sua primeira língua era o francês, seu segundo idioma era o inglês, além de falar árabe também.

Ele estudou no Liceu Francês no Cairo, seguindo um currículo duplo entre filosofia e ciências. Após obter a formação, ele se voltou para os estudos médicos e se preparou para uma graduação nessa área.

Portanto, após a morte de seu pai, Green decidiu se mudar. Em 1945 ele deixou o Egito e continuou seus estudos em Paris.

Os primeiros passos na psiquiatria

Para ele, se tornar psiquiatra foi uma solução para combinar seu interesse pela filosofia e pelas ciências naturais “as relações entre o corpo e a alma, as relações do cérebro e a psique. Todos os principais problemas da vida da mente”.

Dessa forma, Green passou seus anos de estágio no hospital psiquiátrico Saint Anne. Isso permitiu que ele entrasse em contato com a realidade hospitalar e com a doença mental.

Enquanto era estagiário ele conheceu Henri Ey, uma figura de grande nome da psiquiatria francesa na década de 1950 e que viria se tornar seu grande mentor.

A oposição a teoria lacaniana

Ademais, em 1955, ele conheceu Jacques Lacan, um famoso psicanalista francês autor da teoria lacaniana. A partir de 1961, Green participa dos seminários de Lacan. Em seguida ele discute essas teorias.

Após muitos estudos, Green passa a ser contra Lacan no nível da prática analítica e rompe com ele em 1967.

A psicanálise pós-Freudiana

Assim, Green foi um psicanalista de extrema importância para a história da psicanálise moderna. Ele foi o responsável pelas mudanças das abordagens clínicas, teóricas e institucionais.

Ele surgiu na era pós-freudiana e teve no psicanalista austríaco um grande ponto de partida para a forma com que se dariam seus estudos. Green sempre foi um defensor do legado de Freud.

Contudo, ele viveu em um período em que várias escolas e áreas da psicanálise surgiam. Todas se distanciavam umas das outras. E Green trata de ter suas teorias a partir do trabalho de Freud.

O trabalho do negativo

Seguindo desta sua base, Green desenvolve o trabalho do negativo em psicanálise, que é o fenômeno pelo qual uma interpretação plausível produz uma piora da análise e do estado.

Dessa forma, Freud deu nome a reação terapêutica negativa em O Ego de 1923. Vendo sua causa, não apenas no desejo do analisando de ser superior a seu analista, mas em um sentimento de culpa oculta.

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    “O obstáculo de um sentimento de culpa inconsciente piora durante o tratamento, em vez de melhorar “.

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    A influência de Freud no trabalho de André Green

    Logo, uma parte importante da contribuição de Green para a psicanálise contemporânea tem é sua exploração das ‘diferentes modalidades do trabalho do negativo’. Ele destacou que a maneira de “aceitar a negação do que havia é necessário para que relacionamentos com coisas novas se tornem possíveis”.

    Do mesmo modo, para ele a maneira de ‘aceitar a realidade da falta, abre a porta, por meio de um processo de elaboração, para novas experiências, novos ideais e novas relações de objeto”.

    Análise do trabalho de Freud, segundo Green

    Green tem na teoria freudiana a base para fazer seus estudos. Segundo ele, em dois momentos Freud se refere ao tema do negativo. O primeiro é quando ele define que a neurose é o negativo da perversão.

    Já o segundo é quando Freud se refere a reação terapêutica negativa. Por isso que, Segundo Green, é possível dizer que o trabalho do negativo está presente nos estudos de Freud desde o início.

    O trabalho do negativo para Green

    Ademais, o problema do narcisismo ligada à dos estados próximos levaram Green a elaboração do negativo. Ao longo do caminho em sua clínica, Green desenvolveu o conceito de Narcisismo Gegativo em seus livros Narcisismo da vida, Narcisismo da morte. Assim como O trabalho do negativo.

    Por fim, ele faz a oscilação do paciente com funcionamento limítrofe “entre a obrigação de sobreviver e a incapacidade de enfrentar sua aspiração de viver”. Dessa forma, atinge o objetivo final.

    O fundamento da negatividade segundo Green

    Assim, para André Green, o negativo forma a base da base analítico e cobre um campo muito amplo do pensamento Freudiano. Tudo isso, à medida que ele evolui da neurose (concebida como o lado negativo da perversão) para a reação terapêutica negativa.

    Com isso, o fundamento da negatividade na psicanálise, envolve os efeitos da ausência, da não presença, da perda do objeto. Além disso, se baseia no poder do psiquismo humano de responder a essa ausência por meio do ato de representação.

    Portanto, o negativo deve ser considerado não apenas um elemento de destruição, mas de criação também. É uma estrutura não manifesta que pode passar por depressão, um caso limítrofe ou designar um curso psicótico sem sinal clínico óbvio.

    Outros trabalhos de Green

    André Green atuou em diversas áreas da psiquiatria e psicanálise. Ele desenvolveu algumas teorias importantíssimas para a psicanálise contemporânea, por isso é importante reconhecer seu trabalho.

    Junto com Jean-Luc Donnet, ele fez o conceito de “psicose branca”. Seria uma psicose sem manifestação clínica e fácil de identificar, onde a análise permite o acesso à matriz psicótica”.

    O complexo da mãe morta

    Outro estudo de André Green é o complexo da mãe morta (1980), como sendo “uma descoberta da transferência”, nem sempre identificável no momento da solicitação de análise e que se manifesta por “uma” depressão de transferência. 

    Dessa forma, na medida em que corresponda à “repetição de uma depressão infantil, muitas vezes irremovível”. Segundo François Duparc, esse conceito de Green estaria localizado “na filiação da imagem de uma mãe fálica irrepresentável” e por isso a importância de ampliar os conhecimentos a cerca do assunto.

    Enfim, no que se refere mais ao complexo de A mãe morta (1980), “em uma estrutura narcísica”.

    O reconhecimento do trabalho de Green

    Em reconhecimento à sua vida e trabalho, devido às suas contribuições para a psicanálise contemporânea, Green recebeu alguns prêmios e honrarias.

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    Ele foi nomeado Membro da Academia de Ciências humanas de Moscou. Além disso, foi nomeado também como Membro Honorário da Sociedade Psicanalítica Britânica (BPAS). Green também recebeu a medalha da Ordem Nacional da Legião de Honra, uma das maiores honras do governo francês.

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