Especial Dia das Mães: Importância da mãe na Psicanálise

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Hoje é dia das mães e aproveitamos que o tema maternidade é muito importante para a Psicanálise para publicar um artigo sobre elas! No entanto, você sabe por que esse tema é tão interessante?

Neste artigo nós vamos conversar primeiro sobre a origem do Dia das Mães, para depois entender o conceito de mãe para a Psicanálise. Fazer essa sequência para entendermos o assunto é importante porque é interessante ver diferenças e semelhanças entre o que é culturalmente entendido e aquilo que a Psicanálise prega.

Ademais, considerando que as mães são tão importantes para o Dia das Mães e para a Psicanálise, vamos comemorar falando sobre isso. Contudo, se você chegou aqui e depois do dia das mães, tudo bem. Afinal, é sempre bom ler mais sobre aquilo que desperta o nosso interesse. Ademais, este artigo fala sobre temas que não se limitam ao feriado.

A origem do Dia das Mães

O Dia das Mães é conceitualmente a data anual em que se homenageia a figura da mãe. Contudo, nacionalmente não tem um dia fixo, de modo que no Brasil ele cai na data correspondente ao segundo domingo do mês de maio.

A origem da comemoração deste dia é mitológica. Na Grécia o início da primavera se festejava em honra da mãe dos deuses, a deusa Rhea.

No entanto, essa ideia de homenagear as mães chegou nos EUA com a ativista Ann Maria Reeves Jarvis. Ela fundou o Mothers Days Work Clubs em 1858. Isso com o objetivo de diminuir a mortalidade infantil em famílias de trabalhadores. Em 1865 ela criou o Mother’s Friendship Days para ajudar os feridos da Guerra de Secessão.

Já o dia das mães como a gente conhece veio com a filha de Ann Maria Reeves, a Anna Jarvis. Dois anos depois da morte da mãe dela, no dia 12 de maio de 1907 ela criou um memorial à sua mãe. Depois disso, ela começou uma campanha para que o Dia das Mães fosse um feriado reconhecido. Em 8 de maio de 1914, isso aconteceu.

No Brasil

No Brasil, o Dia das Mães foi iniciado pela Associação Cristã de Moços do Rio Grande do Sul. A primeira vez em que a data foi celebrada ocorreu no dia 12 de maio de 1918, na cidade de Porto Alegre. Já em 1932 o presidente Getúlio Vargas oficializou a data para o segundo domingo de maio, como é feito atualmente.

Essa oficialização se deu por pedido das feministas da Federação Brasileira pelo Progresso Feminino, que buscava valorizar as mulheres na sociedade. Em 1947, Dom Jaime de Barros Câmara colocou a data no calendário oficial da Igreja Católica.

No que diz respeito à questão econômica, este feriado é a segunda maior data para o comércio do país em termos de lucro.

Psicanálise: o básico do básico

Antes de entrar diretamente no papel da mãe para a Psicanálise, é necessário explicar brevemente o que é Psicanálise. Para os nossos leitores leigos, saiba que se trata de uma linha de pensamento que considera que a inconsciência da mente interfere no comportamento humano. Para saber mais sobre ela, é possível fazer o nosso curso de Psicanálise Clínica EAD, cujos ensinamentos podem ser aplicados pessoalmente ou profissionalmente.

Seu fundador é o Sigmund Freud. Com base nos casos clínicos que ele acompanhou é que a teoria começou a ganhar forma. Assim sendo, foi segundo a teoria de Freud que se postulou a proposta de que a mente é dividida em três partes. São elas: Superego, ego e id.

Ademais, a Psicanálise busca através da terapia analisar os padrões de emoções e comportamentos inconscientes e que são recorrentes nos pacientes. Dessa forma, é por meio dessa análise se faz o tratamento.

Para Freud também os estágios psicossexuais, os sonhos e o inconsciente são fundamentais.

A mãe na Psicanálise

Voltando à temática do Dia das Mães, daremos enfoque na visão de Freud sobre a relação de mãe com o filho e também sobre a criação de filhos.

Complexo de Édipo

Para Freud, um fator importante para o ser humano é o complexo de Édipo. Este é um termo criado por ele.  Por sua vez, designa o conjunto de desejos amorosos e hostis que uma criança sente pela mãe. Esse sentimento se dá no infantilismo psicossexual. É aí que a identidade sexual, segundo Freud, se dá. Ocorre quando os meninos direcionam sua libido para a mãe e o ciúme para o pai, por exemplo.

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Esse sentimento inicial provocaria uma tensão entre a ID e o Ego, pois a ID desejaria matar o pai e o ego o impedisse pois ele é mais forte.

Complexo de Castração

Outro ponto importante para entender a mãe nessa teoria, é o complexo de castração. Ele é um sentimento que surge quando a criança percebe que os corpos são anatomicamente diferentes.

Para Freud, as crianças imaginam que todos tem pênis. Contudo, quando percebem que não é assim, dividem o mundo em quem tem e quem foi castrado.



Essa ideia promove o sentimento inconsciente de medo de ser castrado também, no caso dos meninos. Assim, como o pênis é uma parte essencial para a imagem da criança, a sua castração a atingiria profundamente.

Esses dois conceitos não agiriam só, mas se complementariam para a construção da personalidade do indivíduo.

Amor e limitação do amor

Além disso, para Freud, no início de tudo, tanto as meninas como os meninos sentiriam o mesmo amor pela mãe.

Assim, conforme eles crescem, o sentimento muda. Contudo, para os meninos, a mãe continua como objeto amoroso. Já para as meninas, a relação com a mãe vai marcar sua relação com o pai, marido e com o próprio papel delas como mães.Dessa forma, essa primeira relação irá ser um reflexo das futuras relações da menina.

Em ambas as relações, seja menino ou menina, a relação entre mãe e filho será marcada pela frustração.  Por exemplo, pode ocorrer em decorrência do desejo amoroso que não se concretiza. Isso no caso dos meninos. Contudo, tanto no caso das meninas como dos meninos, haverá frustração em relação ao amor limitado.

Assim, a criança deseja que que sua mãe seja sua exclusividade, que o amor dela seja ilimitado e que ela lhe dê tudo de si. No entanto, a vida não é assim, e a criança culpa a mãe por não ser uma boa mãe de acordo com suas expectativas.

Já a mãe, que segundo essa análise, sofre por ter sido castrada, acreditaria que o filho repararia essa falta do pênis. No parto, segundo essa teoria, a mulher atingiria o ápice sexual e o prazer no sexo seria a premissa do prazer no parto. Então, a mulher estabeleceria uma relação do filho com o falo (pênis).

Sendo assim, a relação mãe e filho nunca atinge uma relação de harmonia e completude. Afinal, o relacionamento de daria em vista de imagem-objeto que um criaria sobre o outro.

Ainda para a Psicanálise, seriam essas relações que produziriam traumas. Estes, por sua vez, se internalizariam e provocariam problemas posteriormente.

Comentários finais

Sendo assim, a maternidade é algo fundamental para a psicanálise e é abordada constantemente nos tratamentos.

Diante de tudo o que foi explicado, fica evidente o quanto o tema da maternidade é relevante para a Psicanálise. Dessa forma, caso você seja mãe, filho ou lide com mães, aprender mais sobre esta área é importante. Isso porque você ganhará uma nova perspectiva sobre os relacionamentos.

Assim sendo, neste Dia das Mães, invista em aprimorar seu relacionamento com a sua. Caso ela não esteja mais presente, lembre das coisas boas e exercite o perdão. Conte para nós: o que você fará neste feriado com a sua mãe?

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