empirista significado

Empirista: significado no dicionário e na filosofia

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Para filosofia empirista, as pessoas desenvolvem seus conhecimentos a partir de experiências sensoriais, sendo somente a partir das vivências que se cria o conhecimento humano. Ou seja, nada existe na mente antes de sensações, as quais são base para o conhecimento.

O termo empirismo, foi conceituado pela primeira vez pelo pensador John Locke, dizendo ser a mente como um “quadro em branco”. Nesse sentido, esse quadro seria preenchido a partir de sensações experimentadas ao longo dos anos de vida.

Em suma, para a teoria empirista, o conhecimento humano é adquirido conforme as sensações são experimentadas. Desse modo, não existe o conhecimento nato, mas sim o adquirido no decorrer das sensações, desenvolvendo, assim, o processo de aprendizado.

O que é empirismo?

Empirismo é a corrente filosófica, da teoria do conhecimento, que defende que o conhecimento é adquirido a partir de experiências práticas da vida. Dessa forma, não existem um conhecimento nato ou instintivo do indivíduo, ou seja, o aprendizado somente ocorre se a passou já o sentiu.

A filosofia empirista tem suas origens também em Aristóteles, que defendia que o conhecimento vem das experiências, indo contra as teorias platônicas, que alegava o conhecimento inato.

Nesse sentido, o empirismo mostra que a estrutura cognitiva das pessoas forma-se gradativamente, diante de suas experiências práticas. Sensações trazidas pelos mais intensos e amplos fatos ocorridos ao longo da vida.

O que é empirista? | Empirista significado

Empirista, no significado da palavra, é quem segue ou defende o empirismo. Que é a teoria reconhece somente as experiências vividas como base para o conhecimento humano.

O termo empirismo advém do grego empeiria e do francês empirisme, que significa experiência. Origem do termo empirismo, que se resume como o conjunto de conhecimentos adquiridos, apenas, na prática.

Fundamentos para definição de empirista

Para explicar como o conhecimento humano é adquirido, a teoria empirista tem como fundamentos:

  • Raciocínio indutivo: as pessoas chegam a conclusão sobre a realidade a partir da observação, intuitivamente, dos acontecimentos de sua vida. Ou seja, a partir da quantidade de casos particulares que o levaram ao conhecimento da realidade;
  • Método experimental: por meio da observação sistemática dos acontecimentos, o indivíduo consegue chegar a uma conclusão científica. Para tanto, este método chega a conclusões a partir de experimentos, não existindo meras especulações;
  • Evidências empíricas: referem-se as experiências sensoriais, o principal fundamento da teoria do conhecimento, da filosofia empirista. Onde se explica, em suma, que a observação da realidade é realizada através dos sentidos. E, a partir de então, que se obtêm a comprovação de fatos e se chega ao conhecimento humano;
  • Tábula Rasa: como dito anteriormente, esse termo estabelece que o aprendizado tem como base as experiências do ser, no momento em que nasce, tudo ainda é desconhecimento.

Diferença entre empirismo e racionalismo

Muitas vezes entendemos um conceito pela diferença ou até mesmo oposição com outros conceitos. Então, é importante diferenciarmos estas que talvez sejam duas escolas filosóficas ou de pensamento que marcaram a história humana:

  • Racionalismo: a ideia como essencial. O racionalista irá pensar que o conceito vale mais do que os exemplos, assim como a ideia vale mais do que suas manifestações no mundo concreto. A definição de triângulo é mais perfeita do que qualquer desenho de triângulo, por exemplo. Para muitos racionalistas, a razão é inata (nasce com o ser humano). O pensamento racionalista origina-se com Platão, sendo que muitos filósofos no decorrer dos séculos são chamados de racionalistas: (Santo) Agostinho, René Descartes, Piaget etc.
  • Empirismo: a experiência como essencial. O empirista irá valorizar o material e suas manifestações, como coisas mais importantes que o ideal. Para muitos empiristas, a razão humana é resultado do aprendizado e da experiência, isto é, do que incorporamos pelos cinco sentidos. Só depois da experiência é que os conceitos poderiam ser elaborados. Para um empirista, a ideia de triângulo é mais efetiva com a materialização ou pelo menos a imaginação da sua figura. O pensamento empirista origina-se com Aristóteles, desdobrando-se em pensadores medievais, modernos e contemporâneos, como (São) Tomás de Aquino, David Hume, Vygotsky e Karl Marx.

Então, o empirismo é uma corrente oposta ao racionalismo: este entende ser o conhecimento obtido unicamente pela razão. Sendo que os racionalistas eram inatistas, defendendo ser o conhecimento inato ao ser.

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Em outras palavras, enquanto o empirismo defende que o conhecimento advém de experiências sensoriais (dos cinco sentidos), o racionalismo entende que o intelecto é inato ao ser, ou seja, o conhecimento é intrínseco à existência humana.

Algumas palavras-chave ajudam a diferenciar essas duas escolas. Use com cuidados os termos, pois são polissêmicos (possuem vários sentidos). Vamos listar algumas dessas diferenças, para finalidades didáticas:

  • Racionalismo: idealismo, platonismo, conceptualismo, metafísica, abstrato, inatismo, linhagem da filosofia de Platão.
  • Empirismo: experiência, sensorialismo, materialidade, historicidade, concreto, aprendizado, linhagem da filosofia de Aristóteles.

Importante lembrar que o empirista não é um irracionalista, já que o raciocínio não é um privilégio do racionalismo. Há autores como Immanuel Kant e Martin Heidegger que são difíceis de se classificarem como empiristas ou racionalistas, por não terem uma tendência claramente orientada apenas para um desses lados.

A obra de Sigmund Freud extrapola a psicanálise e influencia outras áreas do saber, de modo que Freud é visto como um filósofo. Entendemos que Freud deva ser colocado mais próximo ao empirismo, porque pensa a partir da experiência humana (as fases da sexualidade, o Complexo de Édipo, o fato de que alma e corpo configuram uma unidade, a historicidade dos traumas etc.) e dos estudos de caso, para depois elaborar conceitos mais abstratos pertinentes à personalidade.

Mas, apesar de uma prevalência ao empirismo, há em Freud a defesa de que o aparelho psíquico é de certa forma inato (com suas pulsões) e há a conceituação de universais freudianos um pouco mais abstratos, que puxam um pouco para o lado racionalista.

Defina empirismo e suas principais características

Como a própria definição do termo sugere, o empirismo defende que as pessoas desenvolvem o conhecimento a partir de experiências sensoriais, ou seja, conforme suas percepções e sentimentos.

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    Nesse sentido, quanto maiores as experiências da vida, maior é o conhecimento adquirido, maior é a formação da estrutura cognitiva do sujeito.

    Impulsionada, primeiramente, pelo empirista John Locke, foi quem criou o conceito de “tábula rasa”, na Modernidade. Para o filósofo, o ser humano é como um quadro em branco, que nasceu sem qualquer conhecimento. E, é somente preenchido, a partir das experiências práticas.

    Filosofia empirista | Principais filósofos empiristas

    Na Modernidade, a base do conhecimento tem como foco central as experiências cognitivas. Assim, esta corrente empirista impulsionada, principalmente, pelos filósofos John Locke, Thomas Hobbes e David Hume. Os quais lhe remeteremos aos seus principais conceitos:

    John Locke

    Filósofo que iniciou o conceito de empirismo, em seu “Ensaio Acerca do Entendimento Humano” (1690). Considerado como um dos principais filósofos empiristas da Modernidade, traz o conceito de “tábula rasa”. Que é uma metáfora que mostra a vida como um quadro branco, do nascimento, ao sendo preenchido conforme se vai vivendo.

    Ainda mais, para Locke, o ser humano é a unicidade entre alma e corpo, em simultâneo, pois é a alma que impulsiona o corpo, inexistindo qualquer tipo de conhecimento inato ao ser.

    Thomas Hobbes

    Contudo, defende que o conhecimento humano é adquirido por graus, que são: sensação, percepção, imaginação e memória, ou seja, conforme as experiências pessoais de cada pessoa.

    Hobbes tem sua teoria voltada para a teoria do conhecimento aristotélica, sendo a sensação o despertar para o conhecimento. Logo após, gera a percepção que, em seguida, ativa a imaginação, que somente se adquire com a prática. Em resultado, há a ativação da memória, fechando o conjunto dos saberes do indivíduo.

    David Hume

    Para este filósofo empirista o conhecimento empírico advém de um conjunto de experiências, os quais temos durante as vivências sensoriais. Desse modo, funcionam como uma espécie de baliza, determinando o modo como os indivíduos entendem o mundo.

    Nesse ínterim, para Hume, as ideias não são inatas ao ser, mas sim se originam de sensações e percepções adquiridas com as suas experiências.

    Além disso, Hume é foi o filósofo que contribuiu, significativamente, com o “Princípio da Causalidade”. Ainda mais, em “Investigação sobre o entendimento humano” (1748), mostra o estudo sobre a mente humana, conforme sensações e percepções acerca da realidade.

    Além deles, existem outros filósofos empiristas que marcaram a história sobre esta teoria do conhecimento, quais sejam:

    • Aristóteles;
    • Alhazen;
    • Avicena;
    • Francis Bacon;
    • Guilherme de Ockham;
    • George Berkeley;
    • Hermann von Helmholtz;
    • IbnTufail;
    • John Stuart Mill;
    • Vygostsky;
    • Leopold von Ranke;
    • Robert Grossetest;
    • Robert Boyle.

    Portanto, a definição empirista tem como base para o conhecimento das pessoas as experiências sensoriais, contrariando o racionalismo, que descreve ser o conhecimento inato ao ser. Em outras palavras, o conhecimento vem das práticas vividas no cotidiano, formando as estruturas cognitivas do ser e suas percepções sobre os sentidos.

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    One thought on “Empirista: significado no dicionário e na filosofia

    1. Muito bem explicado, parabéns! O conhecimento se busca ,o que acontece é que uns buscam mais que os outros!

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